Superman: The Man of Steel (Sega Game Gear)

Continuando pelas rapidinhas, mas agora pela Game Gear, vamos ficar com um jogo que sinceramente me desiludiu bastante pois acabou por ser muito pior do que o que estava à espera. Nada mais nada menos que a versão Game Gear do Superman: The Man of Steel, um conjunto de 3 jogos de mesmo nome que foram desenvolvidos para as consolas da Sega. Este meu exemplar foi-me oferecido por um amigo no passado mês de Fevereiro.

Cartucho solto

O jogo leva-nos a controlar o Super Homem ao longo de 5 níveis distintos. Antes de começar cada nível vemos sempre a primeira página do jornal “Daily Planet” que nos relata algum problema que lá teremos invariavelmente de resolver, seja uma cidade atacada por bandidos, crianças raptadas ou mesmo o rapto da Lois Lane que irá acontecer nos últimos níveis.

O primeiro nível possui muito menos detalhe gráfico do que a versão Master System, o que sinceramente não se compreende

Os controlos são aparentemente simples. O botão 2 serve para distribuir socos, enquanto que o botão 1 serve para saltar e, caso o mantenhamos pressionado, poderemos voar também. À medida que vamos jogando poderemos ver símbolos do super homem vermelho ou azuis que poderemos apanhar. Os vermelhos restabelecem parte da nossa barrade vida, já os azuis dão-nos alguns poderes temporários, como a possibilidade de dar socos mais fortes ou disparar raios laser, embora isto apenas possa ser feito quando voamos. Até aqui tudo bem mas o jogo torna-se extremamente frustrante assim que o começamos a jogar. Os socos têm um alcance muito curto e todos os inimigos devem estar banhados em kryptonite pois para além de precisarem de vários golpes para serem destruídos, rapidamente nos causam dano considerável se não tivermos cuidado. E esta versão Game Gear é especialmente vulnerável a isso devido ao seu ecrã e resolução menores, pois o Super Homem até que é bastante rápido e os inimigos rapidamente surgem no ecrã, não nos dando grande tempo de reacção. A parte inicial do terceiro nível é especialmente frustrante, pois temos de voar num túnel de metro a grande velocidade, esquivando-nos de projécteis e tentando apanhar medkits pelo caminho para ir restabelecendo parte da barra de vida. Em suma não é um jogo muito divertido.

O início do terceiro nível é um exercício de frustração onde voamos num túnel a alta velocidade, tentando contornar obstáculos, projécteis inimigos e apanhar medkits

Graficamente até que é um jogo colorido e bem detalhado, embora a versão Master System seja superior nesse aspecto. Não só pelo seu ecrã e resolução maior, mas também pelo facto de, pelo menos no primeiro nível, a versão Master System possuir um maior detalhe gráfico no background. As músicas não são nada de especial.

Portanto estamos aqui perante um jogo de acção que poderia e deveria ser muito melhor. É um jogo frustrante e difícil particularmente se considerarmos que o Super Homem, que deveria ser quase invencível, é extremamente vulnerável. E tal como referi acima, a versão Game Gear, devido ao seu ecrã e resolução menores, ainda agrava mais este problema. Não é um jogo que recomende.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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