The Lucky Dime Caper Starring Donald Duck (Sega Master System)

Lucky Dime CaperVamos voltar a uma das minhas consolas favoritas, a Sega Master System para mais uma breve análise a um dos seus muitos bons jogos de plataforma. Enquanto a Mega Drive tinha Quackshot no seu catálogo, os proprietários da Master System (e também da Game Gear) puderam também jogar uma aventura do pato mais rabugento de sempre. Lucky Dime Caper é mais um dos bons jogos de plataforma produzidos pela Sega e licenciados pela Disney, que durante a primeira metade dos anos 90 foram sendo lançados para as suas consolas. Este jogo foi comprado a um particular há umas semanas atrás, pelo preço de 3€, estando o manual em  mau estado (falta-lhe a página de capa). Eventualmente o substituirei.

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Jogo com caixa e manual europeu danificado. Já disse que adoro a capa?

A história deste jogo começa com o Tio Patinhas a oferecer aos seus sobrinhos-netos Huguinho, Zézinho e Luisinho uma moeda da sorte (de apenas alguns cêntimos, claro) explicando-lhes que a toda a sua fortuna começou com aquela moeda, e se eles trabalharem arduamente durante toda a sua vida, também poderão partilhar da mesma sorte. Mas alguém sinistro estava a ouvir toda a conversa e eis que mais tarde surge a bruxa Maga Patológica (arqui-inimiga de Patinhas) que rapta os 3 jovens patos, rouba as suas moedas e ainda consegue roubar também a tão cobiçada moeda da sorte do Patinhas! A quem caiu o papel para salvar o dia foi claro para Donald, onde pega logo na sua avioneta e parte pelo mundo à procura dos seus sobrinhos.

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Inicialmente temos apenas estes 3 destinos à escolha

Tal como em Quackshot, podemos escolher os níveis onde queremos jogar, embora as coisas aqui sejam bem mais lineares, não requerendo qualquer backtracking como acontece no jogo da Mega Drive. Inicialmente dispomos de apenas 3 localidades para começar o jogo, onde em cada uma salvamos um dos sobrinhos de Donald, sendo os restantes níveis posteriomente abertos, para recuperar cada uma das moedas roubadas e invariavelmente defrontrarmos a Maga Patológica (adoro estas traduções de nomes que deram às personagens na nossa língua). Os controlos são simples, um botão para saltar (podemos saltar em cima dos inimigos para os derrotar) ou um outro para utilizar uma “arma”. Inicialmente dispomos de um martelo que por vezes acaba por se tornar algo lento de utilizar, mas depois podemos encontrar um disco-voador que acaba por ser bem mais versátil. Todos os níveis têm um temporizador e Donald pode sofrer 2 golpes antes de perder uma vida. Existem ainda outros power-ups, como estrelas que aumentam a destreza de Donald em usar as suas armas, onde após apanhar 5 dessas estrelas no mesmo nível ganhamos invencibilidade temporária. Outros items, para além das vidas extra também poderão ser chaves para abrir portas.

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No final de cada nível temos sempre um boss para combater. Aqui é o urso que figura na capa do jogo.

O jogo possui assim sete níveis, todos eles com visuais distintos, desde florestas americanas, a cordilheira dos andes, selva, antárctida ou mesmo as pirâmides no Egipto com os seus corredores labirínticos. Lá para o final do jogo começamos a ter alguns caminhos alternativos a tomar, mas no geral os níveis são bastante lineares e todos eles com um boss no final. Graficamente é um jogo bastante colorido como é habitual, embora com as limitações usuais dos sistemas 8bit da altura, com sprites pequenas. A versão Game Gear tem uma cutscene de introdução bem mais cuidada, com muita artwork de banda desenhada, enquanto na Master System a história é contada utilizando as próprias sprites do jogo. Tirando isso, parece-me ser o mesmo jogo, salvo pela resolução menor, claro. As músicas são agradáveis e os efeitos sonoros também não tenho nada a acrescentar, pois apesar de não serem a melhor coisa do mundo, a culpa é mesmo do chip de som da Master System que é pré-histórico.

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As cutscenes da versão Game Gear são muito mais detalhadas. É uma pena que as da Master System não sejam assim

Jogando calmamente e com cabecinha para não cometer erros idiotas, este é um jogo curtinho e não muito difícil. No entanto para mim, que passei toda a minha infância a ler as bandas desenhadas do Donald e companhia, não deixa de ter o seu charme e é sem dúvida um jogo de plataformas a ter em conta nas vossas colecções da Master System.  E este jogo deve ter feito um sucesso considerável, pois para além de existir no Reino Unido uma edição de coleccionador com uma caixinha, uma cassete de música, t-shirt e poster, acabou por sair também mais tarde um outro jogo do Donald na consola (Deep Duck Trouble), também um bom jogo de plataformas, mas isso será tema para um eventual novo artigo.

Sonic 3D Flickie’s Island (Sega Saturn)

Sonic 3D SaturnVoltando aos jogos da mascote da Sega para um bastante peculiar e com alguma polémica à mistura. O Sonic X-Treme seria o derradeiro jogo do Sonic em 3D muito ansiado para a Sega Saturn, mas diversos problemas de desenvolvimento, incluindo desentendimentos entre a Sonic Team e a Sega Technical Institute, estúdio norte-americano responsável pelo desenvolvimento do malfadado jogo acabaram por cancelar o projecto. Com a concorrência  com jogos de plataforma 3D como Crash Bandicoot, Mario 64 ou Banjo Kazooie, os Bug, Clockwork Knights ou mesmo o excelente Nights não seriam suficientes e um jogo em 3D do Sonic era algo indispensável para o ano de 1996, altura em que a Saturn começou a perder terreno no ocidente de forma considerável. Ora o Sonic 3D era inicialmente um jogo que seria lançado apenas na Mega Drive, com o seu desenvolvimento a cargo do estúdio britânico Traveller’s Tales. Este jogo com a sua perspectiva isométrica seria mesmo para ser apenas um spin off, enquanto o Sonic X-Treme seria mesmo o próximo principal da série. Como isso não aconteceu, a Sega resolveu trazer o Sonic 3D para a Saturn também, cuja conversão levou apenas 7 semanas. Este jogo foi comprado algures durante este ano e se não estou em erro custou-me 5€ na feira da Ladra em Lisboa.

Sonic 3D - Sega Saturn
Jogo com caixa e manual europeu

A história mais uma vez coloca-nos como o Sonic na sua eterna luta contra o Dr. Eggman/Robotnik e os seus planos maquiavélicos de dominação mundial. Desta vez o bigodaças viajou para a Flickie’s Island, terra nativa dos estranhos pássaros que para além de já terem tido o seu próprio jogo, parece que possuem uma tecnologia de teletransporte na sua ilha. Eggman transforma-os então em robots para que o ajudem a procurar as esmeraldas caóticas, mais uma vez tema central nos jogos do ouriço.

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Knuckles ou Tails apenas servem para nos levar para os níveis especiais

Tal como referi acima, o jogo de 3D tem muito pouco pois é todo jogado numa perspectiva isométrica que, conforme já se pode ter visto em vários outros jogos, não é a melhor das perspectivas para um jogo de plataformas, pois os ângulos para saltar são muitas vezes traiçoeiros e todos aqueles níveis “rollercoaster” foram sacrificados, até porque o foco deste jogo está todo na exploração. À medida que destruimos os robots que têm um flicky aprisionado, este começa a seguir-nos. Em cada secção de um determinado nível temos sempre 5 Flickies para descobrir e depositá-los num dos tais anéis de teletransporte, de forma a que fiquem em segurança. Apenas após este passo é que nos deixam avançar para a etapa seguinte do mesmo nível e é habitual termos pelo menos umas 3 etapas deste género em cada nível. Se sofrermos dano quando tivermos passarinhos seguirem-nos, os mesmos acabam por dispersar e temos de ir atrás deles na mesma, para além de recuperar os anéis perdidos.

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Alguns níveis apresentam efeitos gráficos interessantes que naturalmente não existem na versão Mega Drive

Claro que temos na mesma os power-ups do costume, como invencibilidade ou velocidade extra temporária, bem como os escudos protectores. Aqui temos mais uma vez 3 categorias de escudos, embora diferentes do que foi introduzido nos Sonic 3 & Knuckles. Temos o escudo perfeitamente banal, usado nos primeiros 2 jogos, um escudo laranja/vermelho que nos protege do fogo e um escudo dourado que acaba por ser a primeira introdução de algo similar ao homing attack, onde ao pressionar o botão de salto enquanto estamos no ar, Sonic é disparado ao inimigo mais próximo, se o houver. E os amigos de Sonic? Tails e Knuckles? Eles também estão no jogo, mas como NPCs apenas. Servem de “porteiros” para os níveis especiais onde podemos apanhar as esmeraldas caóticas e tal como nos jogos anteriores, precisamos de coleccionar pelo menos 50 anéis para lhes poder aceder. Esses níveis especiais já são totalmente renderizados em 3D e assemelham-se muito aos níveis especiais do Sonic 2 da Mega Drive, sendo jogados em circuitos cilíndricos onde teremos de apanhar um determinado número de anéis e evitar sofrer dano. Desta vez, sendo numa Sega Saturn, a Sonic Team tentou aproveitar as capacidades desta consola melhor, com esses níveis a serem mais detalhados e os próprios circuitos bem mais variados, com zonas abertas onde temos de saltar com atenção ou mesmo algumas fazes mais “serpenteadas”. Infelizmente desta vez coleccionar todas as esmeraldas não nos deixa transformar em Super Sonic, o que é pena.

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Os níveis especiais fazem lembrar bastante os mesmos do Sonic 2, sendo também diferentes da versão Mega Drive

De resto graficamente devo dizer que é um jogo impressionante… para a Mega Drive pois tal como Donkey Kong Country da SNES são usados modelos 3D poligonais digitalizados para sprites, o que dá logo ao jogo a impressão de ser realmente em 3D, em conjunto com a perspectiva isométrica. Mas como a conversão deste jogo para a Saturn foi um “tapa buracos” feito às pressas, os visuais não são assim tão diferentes da versão Mega Drive, tirando claro está a maior resolução e alguns efeitos gráficos o que, num jogo com 3D no nome se exigiria muito mais numa Saturn. As músicas por sua vez não são más, mas sendo muito sincero prefiro a versão chiptune da Mega Drive, até porque nesta versão Saturn temos loadings para as músicas, como por exemplo quando adquirimos o power-up de invencibilidade, esperamos sempre uns segundos antes de trocar de música, acontecendo a mesma coisa depois quando o powerup expirar. Os special Stages em 3D são bem mais interessantes que os mesmos na Mega Drive e aí já dá para realmente ter um cheirinho de 3D a sério.

No fim de contas, Sonic 3D é um jogo muito diferente do que a fórmula tradicional o deixou famoso, colocando um foco muito maior na exploração e a perspectiva isométrica que nunca é muito boa amiga quando é preciso ter precisão de saltos em jogos de plataformas. Ainda assim, se pensarmos neste jogo não como uma sequela de Sonic mas sim como uma sequela espiritual do clássico da Sega de 1984 “Flicky”, as coisas ficam mais fáceis de digerir e na verdade este nem é um jogo tão mau assim. De qualquer das formas recomendo a versão Mega Drive por ser a versão original deste jogo, e onde o conceito resulta muito melhor.

Sonic Jam (Sega Saturn)

Sonic JamVamos voltar às rapidinhas para mais uma breve análise a um jogo do ouriço azul da Sega. Na verdade, uma compilação. Sonic JAM traz conversões da série clássica da Mega Drive e muito mais conteúdo, pelo que aconselho a leitura dos artigos do Sonic 1, Sonic 2, Sonic 3 e Sonic & Knuckles para análises mais detalhadas sobre esses jogos, pois este artigo irá incidir nas novidades. E esta compilação entrou-me na colecção há uns meses de trabalho após ter-me sido oferecida por um colega de trabalho a quem muito agradeço. Está completa e em óptimo estado.

Sonic Jam - Sega Saturn
Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Ora e o que traz este jogo de diferente? Para começar é notável que os jogos clássicos foram convertidos para o hardware da Saturn e não simplesmente emulados, conforme pode ser visto em muitas outras compilações lançadas no futuro. E para além de converterem os jogos originais ainda lhes adicionaram algumas funcionalidades senão vejamos: nos 4 jogos, podemos jogá-los na sua versão original, ou a dificuldade “normal” que acrescenta alguns anéis e muda ligeiramente a disposição de alguns cenários, ou ainda o easy, que vai ainda mais longe e remove alguns níveis do jogo. Mas qual a piada de fazer isso? Os clássicos são para serem jogados sem estas adulterações na minha opinião. Para os 4 jogos temos ainda o modo “time attack” que vai gravando os melhores tempos a completar cada acto, ou o modo de jogo que nos deixa jogar os níveis de bónus apenas. No Sonic 1, incluiram também a habilidade de o Sonic fazer o spin dash, que só tinha sido introduzida no segundo jogo. Seleccionando o Sonic & Knuckles, podemos também escolher qualquer uma das combinações possíveis com este jogo e um dos cartuchos dos restantes jogos, permitindo-nos jogar o Sonic 3 & Knuckles completo, por exemplo. Para cada um destes jogos também podemos ver digitalizações dos seus manuais.

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Os quatro clássicos, aqui com os cartuchos na sua versão americana

Para além do mais, temos um nível especial que foi uma autêntica carta de amor aos fãs, ou um pedido de desculpa pelo Sonic X-Treme nunca se ter concretizado. Existe um nível totalmente renderizado em 3D chamado Sonic World. Nesse nível podemos fazer várias coisas, desde cumprir pequenas missões, a visitar uma série de edifícios com conteúdo bónus para ver, como uma pequena história de toda a cronologia do Sonic com os lançamentos até 1997 e outros factos interessantes, diverso artwork das personagens da série, música e efeitos sonoros dos clássicos ou mesmo pequenos clips publicitários ou as cutscenes de animes e do Sonic CD, agora numa melhor resolução e cor do que o permitido pelo hardware da própria Mega CD. Sem dúvida conteúdo de peso, pelo menos para mim o era. Mas tal como referi atrás, é também neste nível que podemos cumprir algumas missões em “time attack”, como coleccionar x anéis, activar uma série de postes de checkpoints, ou mesmo partir alguns monitores escondidos. Sabe a pouco, é verdade, e apesar de a jogabilidade nesse modo ser um pouco lenta e o nível não ter os loopings do costume e outros marabalismos, para ser sincero até gostei do que vi e um bom jogo do Sonic de plataformas em 3D era algo mesmo obrigatório para a Sega Saturn naquela altura. Reza também a lenda que foi a partir dessa engine que a Sonic Team começou a fazer o Sonic Adventure…

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Poderia ter sido assim o primeiro jogo em 3D “a sério” do Sonic.

De resto os jogos clássicos têm os gráficos 16bit do costume, e era mesmo isso que seria o esperado. Quanto aí nada a apontar. No nível em 3D as coisas são bastante coloridas e o mapa tem um bom nível de detalhe. Também nada a apontar neste campo e nas músicas e efeitos sonoros, em equipa que vence não se mexe, portanto algo que também não falhou. No fim de contas acho este Sonic Jam uma excelente compilação, pois traz todos os clássicos e mais uma série de conteúdo bónus muito interessante. É certo que temos outras compilações mais recentes como a Sonic Mega Collection ou Sonic Gems, mas nenhuma tem o carisma que este Sonic Jam tem na minha opinião.

Ecco the Dolphin (Sega Mega Drive)

Na passada PUSHSTART #44 tive a oportunidade de escrever uma análise a um videojogo muito peculiar da biblioteca da Mega Drive. Ecco the Dolphin, para além de propositadamente difícil, é um jogo completamente fora do comum por ser jogado por um golfinho e por ter um sistema de combate e puzzles bastante original. O jogo foi comprado ha uns meses atrás, sinceramente já não me recordo quando e quanto me custou mas creio que não terá sido mais de 7, 8€.

Ecco the Dolphin - Sega Mega Drive
Jogo completo com caixa e manual

Como sempre, poderão ler o artigo na íntegra aqui.

Sonic and Knuckles (Sega Mega Drive)

Sonic & KnucklesVamos lá voltar à excelente consola de 16bit da Sega para mais uma análise a um clássico, mas que no entanto não será tão longa assim devido ao jogo partilhar muita coisa com o já analisado Sonic 3. Sim, adivinharam bem, o jogo que falarei hoje é mesmo o Sonic & Knuckles, uma continuação directa do Sonic 3 que na verdade até era para fazer parte do mesmo jogo, mas por questões de prazos ou mesmo os custos de produção de cartuchos com uma capacidade de memória tão elevada como um jogo deste calibre exigiria, fez com que a Sega tomasse esta decisão de os lançar separadamente, no entanto, com uma manobra de génio que fez com que conseguíssemos jogar ambos os jogos num só, como foi planeado originalmente. Mas quanto a isso já lá vamos. Este jogo tinha entrado na minha colecção após ter sido comprado a um particular algures durante o ano de 2013, mas faltava-lhe os inserts em cartão. Durante o ano de 2014 acabei por encontrar uma versão mais completa na Cash Converters de Alfragide que me custou uns 10€, estando em óptimo estado também.

Sonic and Knuckles - Sega Mega Drive
Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Ora como tinha referido no parágrafo atrás, este jogo decorre logo após os acontecimentos do final de Sonic 3, onde Sonic conseguiu interromper o lançamento da nova Death Egg de Eggman/Robotnik e está novamente atrás do bigodaças para o parar de uma vez por todas. No entanto Knuckles ainda continua a ser enganado por Eggman, pelo que continua a fazer a vida negra ao Sonic… pelo menos até uma certa altura onde Robotnik finalmente se desmascara, mas deixo isso para quem ainda não tiver jogado este óptimo jogo.

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Foi aqui que pudémos pela primeira vez jogar com Knuckles

As mecânicas de jogo são exactamente as mesmas de Sonic 3, pelo que recomendo a leitura desse artigo também. A grande diferença é que desta vez podemos jogar logo de início com Knuckles, personagem que é capaz de planar pelo ar, escalar algumas paredes, e partir algumas rochas/paredes, permitindo-lhe assim chegar a alguns sítios que Sonic seria incapaz de alcançar. De resto existem algumas pequenas peculiaridades, como os “elevadores” manuais logo na primeira zona. Algures na análise ao Sonic 3 eu referi que apesar de esse ser um jogo bem mais épico em conjunto com este Sonic & Knuckles, eu continuaria a preferir o Sonic 2 como o meu favorito da série. No entanto não há como negar que a recta final deste jogo, em especial se jogarmos com Sonic, é simplesmente fenomenal. Seja o caos no templo de Angel Island, com os combates com um Metal Sonic, os níveis na Death Egg, com manipulação da gravidade e os excelentes bosses finais em pleno espaço. Muito bom.

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Um dos primeiros jogos de plataformas com estas brincadeiras de gravidade, pelo menos eu não conheço nenhum anterior!

Mas o que chama logo à atenção neste jogo começa logo quando lhe abrimos a caixa e vemos o cartucho estranho, com uma entrada superior. A isso a Sega deu o nome de “lock-on technology”, o que se tornou na maneira que arranjaram de os seus fãs poderem jogar Sonic 3 e Sonic & Knuckles como seria pensado originalmente. Dessa forma, poderíamos simplesmente ligar o cartucho de Sonic 3 em cima do cartucho de S&K, aparecendo o “Sonic 3 and Knuckles” no ecrã, onde poderemos jogar os 2 jogos como um só se tratasse, tanto com Sonic, Tails ou Knuckles. Dessa forma poderemos colecionar 14 esmeraldas, desbloqueando os Hyper Sonic, Hyper Knuckles e Super Tails, cada personagem com as suas habilidades próprias. Mas não é só com o Sonic 3 que poderemos ligar a este jogo. Com o Sonic 2 é desbloqueado o “Knuckles the Echidna in Sonic the Hedgehog 2”, colocando Knuckles como personagem jogável. Supostamente apenas estes dois jogos seriam compatíveis com esta tecnologia, mas se colocarmos o Sonic 1 e depois de colocar um código, podemos jogar uma série de níveis bónus, mais precisamente variações dos níveis onde apanhamos as esmeraldas nos Sonic 3 & Knuckles. Existem inúmeras combinações diferentes destes níveis que podemos jogar desta forma, mas claro que isto não é tão apelativo quanto os outros dois jogos.

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Esta recta final do jogo é para mim um dos melhores momentos 16bit.

Graficamente é un jogo muito semelhante ao Sonic 3, pois utiliza o mesmo motor de jogo e os mesmos assets. No entanto, como já referi algures ali em cima, gostei mais do level design deste Sonic & Knuckles do que o do Sonic 3, os níveis aqui são na mesma bem grandinhos, mas parecem-me muito mais apelativos e não sei explicar muito bem o porquê. São gostos! As músicas e efeitos sonoros também são clássicos de uma era que não volta mais… No fim de contas é um óptimo jogo de plataformas e se jogado em conjunto com o Sonic 3, é uma aventura épica e que fecha da melhor forma possível uma trilogia brilhante que a Sega nunca mais conseguiu recuperar. Sendo assim, claro que aconselho a toda a jogador que se preze a experimentar isto. Para além de ter saído oficialmente para PC ainda nos tempos do Windows 95/98, existem imensas outras colectâneas para consolas, ou mesmo distribuições digitais onde poderão encontrar este jogo. Que esperam?