PGA Tour Golf III (Sega Mega Drive)

Mais uma rapidinha para a Mega Drive, o jogo que cá trago agora é nada mais nada menos que mais um de desporto da Electronic Arts, desta vez um simulador de Golf, o PGA Tour Golf III. Enquanto que jogos bem mais simples como Mario Golf até que são bastante divertidos, estes acabam por ser mais numa onda de simulação, logo só mesmo os fãs do desporto o irão realmente apreciar. O que não é o meu caso. O meu exemplar veio de uma loja no Porto por 5€, estando completo e em bom estado.

Jogo completo com caixa e manuais

Tal como já referido, este é um simulador de golf, permitindo-nos jogar em diversos modos de jogo, alguns com capacidade para até 4 jogadores. Alguns como o Practice, Driving Range ou Putting Green permitem-nos treinar as nossas habilidades, enquanto que os torneios já são mais a doer. Nos torneios normais, escolhemos um campo de golfe e teremos de completar os seus 18 buracos, ao longo de 4 jornadas, sendo que os jogadores mais fracos (os que necessitam de mais tacadas) vão sendo consecutivamente eliminados no final de cada jornada.

Graficamente é um jogo que tenta incluir alguns elementos 3D que melhor simulem o campo de golfe.

A jogabilidade é então bastante técnica, mesmo para uma Mega Drive. Por um lado temos aqueles medidores habituais que medem o poder da nossa tacada bem como a sua direcção, aquelas mecânicas de jogo que existem desde sempre. Mas por outro lado também temos de contar com factores como o vento, ou os diferentes tipos de tacos a usar, sendo que cada um é mais adequado para situações específicas, algo que eu sou mesmo clueless. Quando estamos próximo de algum buraco, podemos activar o grid mode, que mostra uma porção do mapa em 3D, para que melhor consigamos perceber qual o relevo do campo, e assim conseguir decidir no tipo de tacada, direcção e força a aplicar.

A nível audiovisual, este é um jogo interessante, na medida em que os gráficos vão sendo detalhados e possui alguns detalhes interessantes, como os comentários de outros jogadores de golf aos cursos de golf que vamos abordar, os replays em pseudo 3D que reproduzem automaticamente quando fazemos uma boa jogada e as músicas alegres que vão tocando entre cada ronda e nos menus.

Greendog (Sega Mega Drive)

Hoje voltamos a visitar a Mega Drive para mais um dos seus muitos jogos de plataformas. Greendog, desenvolvido pela Interactive Designs, estúdio outrora independente que mais tarde se tornou na Sega Interactive, um dos estúdios da Sega of America. Este, juntamente com o Talespin, ambos lançados em 1992, foi um dos primeiros jogos do estúdio lançados pelo selo da Sega. Infelizmente não foi um bom pronúncio… mas já lá vamos. O meu exemplar custou-me 5€, estando novo, mas com a capa desgastada pelo sol, pois esteve numa montra de uma loja durante largos anos. Edit: recentemente troquei a capa por uma nova!

Jogo completo com caixa e manuais

Neste jogo tomamos o papel de Greendog, um surfista adolescente que estava precisamente a surfar quando cai da prancha e ao levantar-se repara que tem vestido um estranho colar. Mas esse não é um colara normal, é amaldiçoado, não saindo do seu corpo e Greendog perde a habilidade de surfar. Para vencer a maldição, terá de procurar uma série de tesouros da antiga civilização Azteca, que lhe permite montar uma prancha de surf mágica. Videogame logic!!

A história é bastante bizarra no mínimo!

As mecânicas de jogo são simples, com Greendog a possuir um botão para atacar (ao atirar o seu disco voador), outro para saltar e um outro para usar itens que vamos apanhando e armazenando num inventário. Destes itens podemos ter diversos power ups como um que congela temporariamente os nossos inimigos, um guarda-sol que nos dá invencibilidade temporária, ou um power up do disco voador  que ataca automaticamente os inimigos. Estes power ups e outros itens como comida (que nos dão pontos extra) ou latas de coca-cola que nos restauram parte da nossa barra de vida, podem ser encontrados ao defrontar inimigos ou a atacar objectos estáticos como estátuas ou pequenos baús.

Os nossos inimigos ficam doidos só de nos ver, supostamente é pela maldição do colar que encontramos

Ocasionalmente lá podemos andar de skate ou de patins em linha e entre cada nível temos sempre um outro nível intermediário onde Greendog anda de girocóptero com as mecânicas de jogo a aproximarem-se mais de um shmup. Aqui temos de estar constantemente a “pedalar” para manter o girocóptero no ar e a arma é uma luva de boxe sem muito alcance, o que também não ajuda muito. O que me remete para o maior problema do jogo a meu ver: o seu mau design de níveis. Greendog é um jogo difícil, não necessariamente por exigir grande habilidade da nossa parte mas porque o posicionamento e respawn dos inimigos e obstáculos. Muitas das vezes não conseguir evitar de todo sofrer dano, e aí não há perícia que nos salve, só mesmo mau design.

Também não nos safamos de um nível subaquático!

A nível audiovisual, é um jogo de altos e baixos. O próprio Greendog, que tenta ser uma personagem muito cool, acho que deveria ter uma atitude muito mais irreverente, típica dos anos 90, mas aparentemente o jogo já é inspirado numa personagem existente (pelos vistos existe num jogo de tabuleiro do final da década de 80), pelo que não havia muito a fazer aí. Os gráficos vão sendo algo variados, com os níveis em selvas, cidades e templos ou monumentos antigos. Alguns níveis são bastante coloridos e detalhados quanto baste, já outros são bastante pobres graficamente. Por outro lado, as músicas acabam por ser agradáveis, principalmente para quem gosta daquelas melodias mais surf rock, o que não é necessariamente o meu caso.

Portanto, este Greendog apesar de ter os seus momentos interessantes, merecia sem dúvida ter ficado mais um ou outro mês na incubadora, para se aperfeiçoar o design dos níveis e de algumas das suas mecânicas de jogo.

Burning Force (Sega Mega Drive)

A Sega e a Namco sempre foram dois grandes colossos japoneses nas arcades. Tanto uma empresa como a outra iam desenvolvendo hardware cada vez mais poderoso e videojogos que tiravam o melhor partido possível do hardware, bem como também inovavam na jogabilidade. Quando uma das empresas tinha um sucesso em mãos, não demorava muito até a outra responder na mesma moeda. E este Burning Force, desenvolvido originalmente para o sistema arcade Namco System 2 este Burning Force usa como base a mesma formula do Space Harrier da Sega, embora com algumas diferenças. Eventualmente a Namco lançou uma conversão para a Mega Drive e o meu exemplar foi comprado no final do ano passado a um particular. Infelizmente não está em bom estado, pelo que será substituído assim que surgir uma boa oportunidade.

Jogo em caixa

Neste jogo tomamos o papel da jovem Hiromi Tengenji, uma recruta para a polícia especial que irá enfrentar o seu último desafio antes de se graduar: defrontar um exército de robots ao longo de várias provas diárias! O jogo está assim dividido em diversos níveis, sendo que cada nível está dividido em 4 etapas. Nas primeiras duas etapas apenas conduzimos a nossa moto futurista, pelo que a maior parte do combate sera feita à superfície. Na terceira etapa a nossa moto é alterada para uma nave espacial, onde poderemos combater livremente pelo ar e acabamos por defrontar um boss no final dessa etapa. Na última etapa após derrotar o boss, acaba por ser um nível bónus onde teremos de seguir um trilho de esferas que nos conferem pontos adicionais.

A perspectiva é a mesma de Space Harrier, mas aqui temos mais poder de fogo

A jogabilidade base faz lembrar bastante o Space Harrier, pois este é um shooter pseudo-3D, onde a câmara nos coloca na retaguarda da personagem principal. Ao contrário do Space Harrier onde podemos combater livremente pelo chão e ar, aqui nas primeiras 2 etapas de cada nível conduzimos uma moto que nos permite combater apenas à superfície, se bem que de vez em quando lá encontramos algumas plataformas que nos permitem saltar e assim apanhar alguns power ups que possam estar espalhados pelo ar. A segunda diferença está precisamente no esquema de power ups e combate. Aqui dispomos de 2 modos de tiro, um modo de tiro principal que pode ser alterado conforme o power up que apanhemos, e um outro que nos permite disparar mísseis mais poderosos, se bem estes só apareçam em números limitados.

Antes de defrontar o boss, temos sempre uma dica sobre os seus pontos fracos

A nível audiovisual, este jogo era excelente nas arcades, com gráficos muito bem detalhados, desde os inimigos (que não se repetem de nível para nível), passando pelos backgrounds. A arte faz-me lembrar aqueles animes futuristas típicos do final da década de 80, o que eu aprecio bastante. A conversão para a Mega Drive naturalmente que levou com alguns sacrifícios, mas ainda assim possui gráficos algo detalhados, se bem que na minha opinião os backgrounds poderiam ser um pouco melhores. Por outro lado as músicas são excelentes, com boas linhas de baixo e os efeitos sonoros cumprem bem o seu papel.

Para quem gostar de shooters, está aqui um bom jogo para a Mega Drive, com o desafio a aumentar à medida em que vamos avançando no jogo. Para além disso, possui um estilo gráfico que me agrada bastante e a formula do Space Harrier foi melhorada.

Wiz ‘n’ Liz (Sega Mega Drive)

Durante os anos 80 e 90, a Psygnosis foi uma das mais importantes e prolíferas editoras e produtoras de videojogos no panorama europeu. Muitos foram os jogos de sucesso que lançaram para o Commodore Amiga e visto que essa máquina partilha o mesmo processador Motorola 68K com a Mega Drive, várias foram as conversões que a consola da Sega recebeu de alguns dos clássicos e este não é uma excepção. Produzido originalmente pela Raising Hell Software – que mais tarde se veio a tornar na Bizarre Creations de Metropolis Street Racer ou Project Gotham Racing, este Wiz ‘n’ Liz é um interessante jogo de plataformas que poderia muito bem figurar numa arcade, ao lado de nomes como Bubble Bobble. O meu exemplar veio de uma loja no distrito do Porto algures durante o ano passado, custou-me 15€ se bem me recordo.

Jogo com caixa

Aqui controlamos os feiticeiros Wiz ou a Liz, cuja missão é muito simples: salvar centenas dos seus animais de estimação, os coelhos (wabbits) do planeta Pum. Para isso iremos percorrer vários níveis em diferentes mundos, onde temos apenas simples elementos de platforming, puzzle para e um tempo limite que costuma ser algo apertado. Passo a explicar: em cada nível começamos primeiro por apanhar os wabbits, que vão soltando letras à medida em que forem apanhados. Letras essas que podem formar uma palavra previamente escrita no ecrã e assim que completarmos essa palavra, os restantes wabbits que apanhemos vão começar a largar frutas mágicas, estrelas ou outros itens como relógios que nos vão adicionando preciosos segundos ao contador.

Este é o caldeirão onde podemos misturar 2 frutos e esperar muitas surpresas

E para que servem as tais frutas? Bom, o Wiz e a Liz são feiticeiros, e se misturarem 2 frutas num caldeirão, obtemos diferentes tipos de bónus, desde estrelas, pontos, vidas ou o preciosíssimo tempo extra. Ao todo temos 196 combinações diferentes de frutas para descobrir, que nos podem dar até outras coisas como a possibilidade de desbloquear níveis, ou activar portais para níveis de bónus ou lojas onde poderemos gastar as nossas estrelas a comprar itens e/ou dicas. De tudo o que podemos comprar, o tempo extra é para mim o mais importante, pois exceptuando quando temos algum boss para enfrentar, o único inimigo com o qual nos teremos de preocupar é mesmo o tempo que muitas vezes é escasso e caso ultrapassemos o limite, perdemos uma vida.

Antes de entrar nos níveis a sério, temos uma espécie de um hub que nos dá acesso a diferentes mundos

De conteúdo bónus, podemos desbloquear os Lemmings a passearem-se pelos níveis, bem como vários mini-jogos que podemos experimentar de forma a tentar ganhar mais pontos, estrelas, tempo, etc. Temos minijogos como uma variações do Snake, Pong, Breakout, Space Invaders, entre muitos outros!

A nível técnico e audiovisual, este jogo é para mim muito bom. Por um lado pois gosto bastante do artwork que a equipa apontou para este jogo, bem como os níveis dos diferentes mundos que estão muito bem detalhados e variados entre si. Depois as sprites são também bem animadas e detalhadas, os bosses são gigantes e tanto o Wiz como a Liz são tão rápidos quanto o Sonic! As músicas são também muito, muito agradáveis. É fácil de entender o porquê da Psygnosis na altura ser um nome tão bem reconhecido.

Os bosses estão muito bem detalhados!

Portanto este Wiz ‘n’ Liz, apesar de lhe reconhecer alguma estranheza que a princípio pode alienar o jogador comum, acaba por se entranhar com o tempo, especialmente à medida em que vamos conhecendo todos os seus easter eggs e conteúdo bónus. E tecnicamente é também uma obra muito bem conseguida a todos os níveis.

Combat Cars (Sega Mega Drive)

A rapidinha de hoje leva-nos uma vez mais à Sega Mega Drive, para um jogo da Accolade que sempre tive alguma curiosidade em jogar, quando era mais novo. Combat Cars é um jogo de corridas numa perspectiva aérea tal como os Micro Machines e tal como o nome indica, para além do objectivo ser simplesmente correr e tentar atravessar primeiro a meta, também podemos combater contra os outros oponentes, com carros que possuem armas ou outras armadilhas, um pouco como depois vimos no Death Rally. O meu exemplar foi comprado por 10€ na Feira da Vandoma no Porto, algures em Outubro deste ano.

Jogo com caixa e manual

Infelizmente, este é um jogo algo simples que teria muita margem para melhorias. Dispomos apenas de 2 modos de jogo, um single player onde o objectivo é chegar em primeiro ao longo de 24 circuitos, e um modo multiplayer para 2 jogadores em split screen. No modo de jogo principal escolhemos um carro para pilotar ao longo do campeonato, sendo que cada carro possui diferentes características de velocidade, handling ou aceleração. Para além disso cada carro possui um special, tipicamente uma arma como caçadeiras, mísseis, armadilhas como poças de cola que atrasam os outros carros ou minas. Para além de armas, os especiais podem ser características como um simples turbo. No fim de cada corrida vamos ganhando dinheiro que por sua vez pode ser gasto para comprar upgrades para o carro, desde motores mais poderosos, pneus melhores ou versões mais “potentes” da característica especial de cada carro.

Graficamente é um jogo colorido e as pistas apresentam detalhe quanto baste

Acho que seria melhor haver a possibilidade de customizar melhor cada carro individualmente, podendo equipar qualquer tipo de equipamento especial. Assim teremos de escolher à partida um carro que se adeque mais ao estilo de condução que pretendemos ter para todo o jogo. Outra coisa que poderia ser melhorada é a apresentação do jogo, pois chegando ao fim do modo principal, apenas nos é mostrado um scoreboard com a pontuação e a seguir o jogo faz reset. De resto a jogabilidade não tem muito que se lhe diga, embora por vezes não seja lá muito fácil controlar o carro em curvas mais apertadas, mas faz parte de ganhar traquejo.

A nível audiovisual é um jogo competente. As pistas possuem um nível de detalhe e cor quanto baste, mas o que impressiona é mesmo a fluidez do jogo, que é bastante rápido. As músicas também são bastante agradáveis, sempre com uma componente electrónica e são sem dúvida um dos pontos mais fortes do jogo.

Cada carro possui uma habilidade especial, sejam armas, armadilhas ou um turbo

Portanto este Combat Cars, embora seja um jogo bastante agradável de se jogar, acho que poderia e deveria ser melhor num ou noutro ponto. Ainda assim, para quem for fã de jogos como o Death Rally, está aqui um bom jogo para experimentar!