Rocket Knight Adventures (Sega Mega Drive)

Um dos estúdios que mais brilhou durante a era dos 8 e 16bit sem dúvida que foi a Konami, ao introduzir séries como Castlevania, Contra/Probotector, Metal Gear, Gradius, são apenas alguns dos nomes bem sonantes de franchises que foram criadas nessa altura. A Mega Drive felizmente também não ficou de fora do catálogo de jogos da Konami e foi berço de uma série bastante interessante, o Rocket Knight Adventures. O meu exemplar actual foi comprado numa loja online, algures há uns meses atrás, tendo-me custado uns 15€.

Jogo com caixa e manuais

A aventura leva-nos a encarnar no papel de Sparkster, um roedor marsupial envolto numa armadura e munido de uma espada e de um jet-pack. A sua missão é a de resgatar a princesa do seu reino, que foi raptada por um Império de porcos maléficos que está também a aterrorizar a região. Com criadores responsáveis por jogos como o Contra III na equipa, seria de esperar que esta fosse uma aventura repleta de acção, e nisso não saímos nada desapontados. Sparkster pode disparar bolas de fogo de médio alcance a partir da sua espada, mas se acertarmos directamente em alguém com a espada fazemos muito mais dano. O jetpack é também parte integral da jogabilidade, com o botão de ataque ao ser mantido pressionado vai carregando um medidor. Ao largar o botão, se Sparkster estiver parado, então rodopia no seu lugar e solta um ataque capaz de causar dano a todos os inimigos que estejam à sua volta. Se largarmos o botão ao mesmo tempo em que pressionamos o d-pad numa direcção, então saímos disparados e levamos tudo à nossa frente. Se batermos nalguma parede também fazemos ricochete, algo que teremos de usar em vários pontos do jogo. Ocasionalmente lá teremos um ou outro segmento de jogo onde Sparkster está a voar, e a jogabilidade a assemelhar-se muito mais à de um shmup clássico.

Graficamente é um bem bonito e repleto de detalhes

Para além da jogabilidade ser excelente, o jogo está também repleto de acção, com muitas coisas diferentes a acontecer. Tanto temos segmentos muito bons de platforming onde temos de alternar entre 2 diferentes planos, outros com autoscrolling e obrigar-nos a escapar de explosões, defrontar comboios, um assalto a uma fortaleza voadora ou mesmo conquistar e destruir uma estação espacial. Até há um segmento em que controlamos um mecha gigante! Acção é mesmo algo que não falta, com bosses muito bem detalhados e variados entre si. Do mesmo género só a Treasure fazia melhor!

É também um jogo que transpira originalidade e acção non-stop!

Graficamente é um jogo com excelentes animações e muitos bons detalhes, onde apenas fica a perder na reduzida paleta de cores da Mega Drive. Um pouco mais de cor só lhe dava a ganhar, como podemos comprovar nas suas sequelas, tanto para a SNES como na Mega Drive. As músicas são também excelentes, quase sempre com um feeling mais orquestral, o que é notável para uma Mega Drive. Nos confrontos com os bosses a banda sonora torna-se um pouco mais agressiva, o que também acaba por resultar muito bem nesses momentos, ao criar uma atmosfera bem mais tensa.

Rocket Knight Adventures é um grande clássico da Mega Drive que todos os coleccionadores deveriam ter na sua colecção. E depois de mais dois jogos lançados para a SNES e Mega Drive respectivamente, foi uma série que ficou adormecida muitos anos, o que é bastante injusto. Mas em 2010 lá saiu um título digital simplesmente intitulado Rocket Knight, para plataformas digitais como a Xbox Live Arcade ou PSN. Apenas joguei o demo e pareceu-me bastante interessante, talvez um dia o acabe por comprar de vez.

Jordan vs Bird: One on One (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas, desta vez para a Mega Drive, o jogo que cá trago é mais um jogo desportivo de Basquetebol da Electronic Arts. Antes da série NBA Live ter sido criada, a EA desenvolveu vários jogos de basquetebol com diferentes títulos e jogabilidade. Este Jordan vs Bird, tal como o seu nome indica, é um jogo de 1 contra um 1, com Michael Jordan e Larry Bird. O meu exemplar foi comprado numa feira de velharias por 5€ há coisa de uns 2 meses atrás.

Jogo com caixa e manual

E aqui dispomos de vários modos de jogo. Os modos de jogo principais são mesmo o 1 contra 1, que pode ter duas variantes: na primeira, o limite da partida é dado pelo tempo, no outro podemos colocar o limite com o número de pontos. E aqui como é uma partida de 1 contra 1, apenas jogamos com um cesto e parte do campo. Mas também como não poderia deixar de ser, todos os modos de jogo podem ser jogados sozinhos ou contra um amigo.

O 1 contra 1 é talvez aquele que seja mais interessante no multiplayer

Outro dos modos de jogo é o Three Points contest, onde estamos fora da linha de 3 pontos a tentar encestar o máximo de bolas possível. A jogabilidade é um pouco estranha, com um botão para agarrar a bola, outro para saltar e outro ainda para a lançar. Começamos numa das extremidades do semicírculo da linha de 3 pontos, e vamos fazendo lançamentos ao longo de diferentes ângulos. Depois temos também o Slam Dunk, que me faz lembrar as provas de mergulho nos jogos olímpicos. Aqui devemos escolher 3 tipos diferentes de afundanços, com nomes como Hole in One, Reverse Jam ou Hula-Loop. Depois, devemos aplicar uma sequência de botões para fazer o afundanço correctamente, com um júri a atribuir-nos uma pontuação no fim.

O 3 points contest é aquele modo de jogo que é mais bonito graficamente

Graficamente até que é um jogo bem interessante, com sprites bem grandes e detalhadas. Também o facto de termos apenas 1 ou 2 jogadores presentes no ecrã ajuda à festa. A arena de jogo está também graficamente bem definida, e antes de cada partida, seja no 1 contra 1, ou nos outros, temos sempre alguns diálogos entre comentadores televisivos. A nível de som é um jogo também competente, mais nos efeitos sonoros do que propriamente nas músicas, que apenas se ouvem nos menus e são maioritariamente músicas festivas.

688 Attack Sub (Sega Mega Drive)

Continuando pela Mega Drive, o jogo que cá trago hoje não é dos mais excitantes que a Mega Drive pode oferecer, pois é um simulador militar de submarinos, o que é duplamente aborrecido pois o fundo do mar é algo practicamente deserto e os submarinos obrigam-nos a tomar uma abordagem muito furtiva, até para a nossa própria segurança. É um jogo que eu já tive alguma curiosidade em pegar, na altura em que o conheci em emulação, mas só o fiz quando finalmente o comprei. Veio num bundle de duas Mega Drive mais um conjunto de 7 jogos que comprei na feira da Vandoma por 40€, algures no ano passado.

Jogo com caixa e manual de quase 90 páginas. Em português!

Este 688 Attack Sub era na verdade um simulador lançado originalmente em 1989 para DOS, tendo sido publicado pela Electronic Arts. Algures em 1991 a Sega, por intermédio da EA, decidiu lançar em seu nome 2 simuladores militares para a Mega Drive, e um deles era precisamente a conversão do 688 Attack Sub. Aqui tanto podemos controlar o submarino norte-americano cujo modelo faz parte do título do jogo, como um submarino soviético da classe alfa. A maior parte das missões em que podemos participar estão divididas entre a metade americana e depois a soviética. Por exemplo, como americanos podemos ter como missão de escoltar um carregamento marítimo de material militar, do lado dos soviéticos poderemos ter como missão afundar os navios de carga. Podemos ter missões de evasão, e do outro lado de perseguição e por aí fora. Inicialmente a primeira missão é apenas um exercício militar, até para nos habituarmos aos controlos e às funcionalidades dos sumbarinos, depois vão passando para missões típicas do cenário de guerra fria que se vivia na altura, onde só poderíamos ripostar fogo se o inimigo disparasse primeiro, até as coisas terem escalado para eventuais conflitos armados.

O ecrã com o mapa da área onde estamos é onde passamos a maior parte do tempo, até porque dá para controlar a velocidade e profundidade do submarino

É um jogo em que na maior parte do tempo teremos de o jogar furtivamente. É possível mandar pings de sonar, mas isso deve ser feito com muita precaução, pois apesar de nos indicar contactos vizinhos, também revela a nossa posição actual. Para encontrar os inimigos devemos então navegar lentamente e usar o towed array, que usa um mecanismo de sonar mais passivo, mas que por outro lado também nem sempre é muito eficaz. Usar diferentes profundidades, incluindo atravessar camadas termais para melhor camuflar o submarino, usar o periscópio com muita precaução, são tudo coisas que teremos de ter em conta de forma a detectar o inimigo e não ser detectado. Se formos detectados nem tudo está perdido, mas temos de ter em conta que podem estar a enviar torpedos contra nós e teremos de tomar medidas para prevenir que isso aconteça. Um dos instrumentos que temos à nossa disposição é também uma espécie de imagem digital do fundo dos oceanos, que pode ser observado através de diversos ângulos. Isso é algo também bastante útil caso queiramos navegar em profundidades altas, e controlar o submarino de forma manual.

Navegar em águas profundas é algo que nos ajuda a não ser detectados e a vista digital do fundo do oceano deve ser tida em conta para não batermos contra as rochas.

E isto até acaba por ser bastante interessante, pela forma como o estou a descrever, mas na verdade a interface do jogo não nos dá muita margem para tornar as coisas emocionantes. Iremos passar a maior parte do tempo a olhar para um mapa onde nos mostra a nossa posição e trajectória e tentar descobrir e manter contacto com os potenciais alvos, seja através de sonares passivos ou activos, ou simples observação por periscópio. As coisas ficam ainda mais desafiantes quando navegamos num submarino soviético, pois os displays e controlos possuem todos caracteres cirílicos, ou seja, estão em russo. O manual de 85 páginas não nos dá nenhuma dica, pelo que temos de ir experimentando coisas e estando atento ao que as legendas nos vão indicando.

Espreitar pelo periscópio deve ser feito com muito cuidado para não sermos descobertos

Graficamente é um jogo simples, pois a maior parte do tempo vamos estando a navegar entre diferentes interfaces, como  o mapa, análise de sonar, preparar os torpedos e/ou mísseis, etc. O mais interessante é quando espreitamos pelo periscópio e vamos espreitando o que nos rodeia, com os navios ou helicópteros inimigos a aparecerem como sprites. O ecrã que nos dá uma imagem digitalizada das curvas de nível do fundo do mar também é interessante, pelos seus efeitos 3D, mas fora isso nada de especial. A nível de áudio, a única coisa que vamos ouvindo é o leve ruído dos motores do submarino a trabalhar, bem como as ordens que vamos dando à nossa tripulação. Se conduzirmos um navio soviético, então ouvimos as coisas em russo, o que foi um toque interessante.

Portanto, este 688 Attack Sub até que é um jogo algo interessante para quem se interessar por simuladores militares. Mas de todo o tipo de simuladores militares, os de submarinos devem ser aqueles mais exigentes, por toda a furtividade e “cegueira” face ao que nos rodeia. Não é de todo um jogo para todos os públicos, mas quem gostar do género vale a pena experimentarem.

Mega Bomberman (Sega Mega Drive)

Na primeira metade dos anos 90, se quiséssemos jogar Bomberman, teriamos de recorrer a consolas da Nintendo, ou à PC-Engine/Turbografx, mas felizmente a Mega Drive teve sucesso suficiente para a Hudson se interessar pela plataforma e lançar este Mega Bomberman, que é na verdade uma conversão do Bomberman ’94 lançado originalmente para a PC-Engine. Mas não tem problema, pois não deixa de ser uma sólida entrada na velha e divertida franchise. O meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide algures no ano passado, tendo-me custado uns 12€ se bem me recordo.

Jogo com caixa

Na verdade, este Mega-Bomberman esteve para ser bastante diferente. Inicialmente a Hudson abordou a Factor 5 (estúdio de origens europeias que sempre foi conhecido por bastante competente a nível técnico) para desenvolver um Bomberman para a Mega Drive e a empresa alemã desenvolveu uma demo técnica que incluía o suporte para um multiplayer com até 8 jogadores em simultâneo, recorrendo a dois multi-taps conectados à Mega Drive. Mas a Hudson acabou antes por se virar para a Westone, os mesmos criadores da série Wonderboy e pediram antes uma conversão directa do Bomberman ’94, lançado originalmente para a PC-Engine no Japão. Esse é um jogo que possui uma história simples, com o planeta dos Bomberman a ser atacado e dividido em 5 partes. Cabe-nos a nós reunir o planeta, defrontando uma série de inimigos e bosses pelo meio, para depois enfrentar quem esteve por detrás do ataque.

O objectivo principal em cada nível é destruir os pequenos cristais que por sua vez incapacitam a máquina no centro do ecrã. Nem que para isso tenha de haver barbecue de coelhos inocentes!

Com isto, o modo história e single player leva-nos ao longo de 5 áreas distintas com 3 ou 4 níveis cada, para além da área final, onde podereremos percorrer múltiplos ecrãs de jogabilidade de Megaman clássica, onde a ideie é plantar bombas, de forma a destruir alguns blocos e/ou inimigos, apanhando pelo caminho vários power-ups que nos podem ajudar. E claro, o mais importante de tudo é não sermos presos nos nosso próprio fogo, seja por termos barrado o caminho com bombas ou algum inimigo que apareceu onde não devia. As arenas “quadriculadas” que permitem sempre que o fogo se expanda em forma de cruz, em 4 direcções distintas, o que nos deixa geralmente com margem de manobra para nos esquivarmos do fogo inimigo. Existem porém vários power ups, que nos podem deixar temporariamente invencíveis, deixar mais que uma bomba em simultâneo, aumentar o poder de fogo das explosões, poder atravessar barreiras ou bombas, pontapear bombas, entre outros, como a primeira vez que os Rooey, criaturas similares a cangurus, que marcam a sua presença. Cada Rooey possui diferentes cores e habilidades, que se assemelham a vários dos power ups que podemos encontrar. Para além disso, os animais servem também de escudo, permitindo-nos sofrer dano uma vez, sem perdermos qualquer vida.

No Battle Mode podemos customizar a nossa personagem de várias formas!

As áreas de jogo vão sendo variadas, desde florestas, vulcões ou mesmo o fundo dos oceanos. Os inimigos também vão tendo diferentes habilidades, alguns são capazes de voar ou atravessar barreiras, outros simplesmente mais fortes e que podem aguentar com mais que uma bomba antes de serem destruídos. Os bosses naturalmente são muito mais fortes, com diferentes padrões de ataque e que obrigam-nos a usar diferentes estratégias para os derrotar. Como um todo, a jogabilidade de Bomberman, especialmente pelo uso dos seus power-ups, sempre brilhou no multiplayer, e este Mega Bomberman não é excepção à regra, com o seu Battle Mode. Aqui podemos jogar com até 4 jogadores, em partidas que podem ir até às 5 tentativas. É certo que podemos também jogar com bots, mas contra amigos é outra coisa!

Graficamente é mum jogo bem colorido e detalhado, com sprites bem animadas. As músicas são também bastante agradáveis, mas acaba por desiludir na sua performance. O jogo possui slowdowns bem notórios, especialmente em áreas bastante populadas de inimigos e coisas a acontecer. Não é habitual isto acontecer numa Mega Drive, consola que sempre nos habituou ao seu slogan do blast processing.

Os bosses possuem diferentes habilidades. Este pode agarrar as bombas com as suas garras e absorver a explosão.

No cfim de contas, este Mega Bomberman não deixa de ser um jogo competente e divertido, apesar de ser uma conversão de um jogo já lanado antes num sistema concorrente, e pelos seus problemas de performance. Não deixa no entanto de ser curioso ver como o protótipo da Factor 5 poderia evoluir para um jogo final. Seria épico!

Flashback (Sega Mega Drive)

A Delphine Software foi uma empresa muito interessante durante a década de 90. Os primeiros screenshots que vi do Another World deixaram-me boquiaberto e ainda hoje acho que as cutscenes que eles conseguiram criar para o Another World e Flashback bastante impressionantes. Portanto foram dois jogos que sempre criei grandes expectativas, e apesar de o resultado final ter sido um pouco diferente da expectativa que criei, acabou por me agradar. O Flashback foi uma interessante evolução dos conceitos introduzidos no Another World e Heart of the Alien, mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado na Cash Converters de Alfragide algures durante o ano passado. Se bem me lembro o jogo custou-me 8 ou 10€.

Jogo completo com caixa e manual europeu.

Flashback é um jogo que ocorre no future, onde o nosso protagonista é o amnésico Conrad Hart, que vemos na cutscene de abertura a ser perseguido por mutantes e a sofrer um acidente que o leva para o meio de uma selva em Titã, uma das luas de Saturno que entretanto tinha sido colonizada. O seu único pretence era uma mensagem gravada por ele mesmo num holograma, que o indicava para encontrar o seu amigo Ian na cidade de New Washington. Eventualmente quando conseguimos atravessar a selva e chegar à cidade, Conrad consegue recuperar as suas memórias. Acontece que Conrad desenvolveu uns óculos que consegue ler a densidade molecular das coisas e inadvertidamente descobriu a existência de uma raça de aliens que se mascaravam de humanos. O resto da trama vai-se desenrolando a partir daí, com a conspiração crescent de uma ameaça alienígena que quer exterminar a raça humana.

Apesar de podermos gravar o progresso no jogo em algumas estações próprias, no início de cada zona é-nos dada uma password

A nível de jogabilidade, é um jogo que faz lembrar bastante o Prince of Persia, tanto pela qualidade das suas animações que foram também capturadas por rotoscoping, bem como pelos cenários se apresentarem em ecrãs únicos sem scrolling. Existe também aqui um elemento maior de jogos de aventura, pois teremos de falar com vários NPCs ou apanhar e interagir com vários objectos, incluindo barreiras de força ou escudos que também são parte integrante nos combates. Aqui a jogabilidade é muito mais furtiva, pois os inimigos são resilientes e facilmente nos causam problemas se nos enfrentarem em grandes números. O escudo acaba por servir de certa forma de barra de energia pois permite-nos sobreviver a uma série de tiros, podendo este ser recarregado em vários pontos ao longo do jogo. Depois para além da jogabilidade furtiva a nível de combate, existem também alguns puzzles que teremos de ter em conta, nomeadamente para abrir certas portas de forma a progredir no jogo.

Visualmente é um jogo espectacular, especialmente para os fãs de visuais mais cyberpunk

Graficamente é um jogo impressionante, como já tenho vindo a referir ao longo do texto. Os cenários estão muito bem detalhados, mostrando um futuro algo sombrio e com aquele aspecto cyberpunk mesmo à Blade Runner. Mas mesmo assim existe alguma variedade de cenários como a selva onde começamos a aventura, quando participamos no concurso “The Death Show“, ou o mundo inóspito e hostil dos próprios aliens, que é muito diferente daquele visto em Another World. Depois temos ainda as cutscenes, que possuem o mesmo nível de qualidade daquelas vistas no Another World. É quase como se fosse full motion video, mas num jogo de cartuchos! O som também é excelente e a banda sonora acaba por ser bastante contida, com algumas melodias a tocar apenas em momentos críticos, o que juntando a todo o pacote audiovisual, promove uma experiência bastante cinematográfica.

As cutscenes são muito boas, o que é algo de extraordinário tendo em conta o espaço limitado do cartucho

Existem várias versões deste Flashback, e apesar de a versão Mega Drive ter sido das primeiras, não fica muito atrás das restantes, apesar de se notar que esta versão possui uma paleta de cores menor, o que já seria de esperar. É um grande clássico que viu pelo menos uma sequela, o Fade to Black que irei jogar muito em breve para a Playstation. Infelizmente pelo pouco que já vi do jogo deixa muito a desejar, mas isso é tema para explorar noutro artigo.