James Pond 2: Codename RoboCod (Sega Master System)

james-pond-2-codename-robocod-coverO jogo que falarei agora é um jogo que me traz memórias fortes. Isto porque algures em 1997 fiquei uns tempos internados na ala pediátrica do Hospital de S. João no Porto com uma pneumonia forte. Um colega de quarto teve a feliz ideia de trazer a sua Master System de casa para jogarmos todos lá na sala e um dos jogos que ele tinha era este, e era dos que mais joguei. Só o vim a comprar neste ano, possivelmente na loja Pressplay no Porto, ou num negócio no miau.pt sinceramente não me recordo. Ainda não o terminei devido à falta de tempo, mas espero fazê-lo em breve. O jogo está incompleto, falta o manual.

Caixa
Jogo com caixa

James Pond é uma personagem do tempo em que houve aquele boom de jogos de plataforma de mascotes, popularizados pelo surgimento de Sonic The Hedgehog, a primeira grande mascote a rivalizar com Super Mario. O seu nome é uma clara sátira aos filmes de James Bond, tal como o primeiro jogo o fora, desde os nomes dos níveis, até ao facto de James Pond ser mesmo um agente do serviço secreto britânico. Muito sucintamente, a história do primeiro jogo consistia em James Pond ser indicado para defrontar um grupo criminoso que se encontrava a poluir o mar através da sua empresa petrolífera. James Pond conseguiu sair vitorioso, mas o vilão Dr. Maybe conseguiu sobreviver e escapar. Este jogo dá sequência aos eventos prévios, onde Dr. Maybe invade o Pólo-Norte, mais precisamente a fábrica de brinquedos do Pai Natal, tomando todos os seus ajudantes como reféns, tendo até conseguido convencer alguns a passar para o “dark side”. James Pond tem então como missão resgatar os ajudantes do Pai Natal (e o próprio), recuperar os brinquedos roubados e derrotar o Dr. Maybe de uma vez por todas. Para ajudar, os Serviços Secretos equiparam James com uma armadura biónica que lhe conferia poderes especiais (daí a alcunha Robocod – mais uma indirecta a filmes).

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James Pond esticando-se - perto da saída do nível

Oriundo de um estúdio britânico, Millennium Interactive (mais tarde comprado pela Sony e responsável pelo Medievel), Robocod saiu inicialmente para uma gama de computadores (Amiga, Commodore 64, Atari ST) e para a Mega Drive, tendo saído 2 anos depois para SNES, Master System e Game Gear. A versão para os sistemas 8bit da Sega foram trazidas pela U.S. Gold. Robocod é um jogo de plataformas, muito à semelhança de Super Mario World, onde temos um ecrã de selecção de níveis, só que ao invés de ser um mapa, somos largados no lado de fora da fábrica do Pai Natal, onde temos dezenas de portas à disposição, cada uma representando um nível, ou uma luta contra um boss. Aí têm o porquê de eu ainda não ter acabado o jogo, até porque o jogo não tem nenhum esquema de save nem de passwords. Os níveis são divididos por zonas temáticas, desde a própria fábrica de brinquedos, a uma zona de pastelaria, zona de peluches, etc. Como devem ter apercebido a temática do jogo é muito infantil. Mas ainda assim ao fim destes anos todos não deixa de ser um jogo de qualidade. James Pond apenas pode atacar os inimigos saltando em cima dos mesmos, podendo também descobrir um ou outro veículo desde uma banheira a um par de asas permitindo uma maior exploração e variedade de gameplay. Uma manobra muito interessante que James Pond tem é o facto de o seu fato poder esticar, e esticar, e esticar… chegando até ao tecto. Esta manobra permite ao James Pond agarrar em plataformas e deslocar-se com os “braços”. Ao longo do jogo vamos descobrindo uma grande panóplia de items, que poderão ser powerups ou apenas brinquedos/objectos que só servem para aumentar a pontuação.

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Fora da fábrica...

Graficamente, a malta da Tiertex fez um excelente trabalho a converter a versão Mega Drive para uma plataforma mais fraca como a Master System. Os níveis são coloridos, as personagens são detalhadas e no geral não se perde muita coisa das versões originais. Sonoramente também fizeram um bom trabalho, com músicas cativantes e variadas. A única coisa que me irrita é o fundo quase cor-de-rosa de muitos dos níveis, mas isso não é exclusivo da versão Master System.

Concluindo, James Pond 2 Codename Robocod é um jogo de plataformas de qualidade, na minha opinião o melhor da série. Ao longo dos anos foi lançado para várias plataformas e, apesar da versão Master System ser uma óptima conversão, as versões Mega Drive, PC, e SNES são mais bonitas. Mais tarde foram feitos uns remakes para GBA e DS, sendo que o jogo também acabou por sair para a PS1, PS2 e actualmente está disponível para download na PS3. Não tenho a certeza se as versões Sony são conversões directas do clássico ou remakes como as versões GBA/DS.

Shadow Dancer – The Secret of Shinobi (Sega Master System)

shadow-dancer-the-secret-of-shinobi-coverFinalmente de volta, após um conturbado período de exames académicos que se revelou bem mais complicado e extenso do que o que tinha previsto. Mas enfim, águas passadas e agora é tempo de “férias”, embora ainda tenha de trabalhar na faculdade durante o verão todo, ao menos não há aquela pressão do estudo. Enfim, adiante! O jogo que aqui trago, pelo nome e pela capa acho que dá para perceber que pertence à série ninja da Sega, Shinobi. Foi adquirido não me lembro quando nem quanto custou, mas infelizmente não veio com o manual junto.

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Jogo com caixa - manual precisa-se

A série Shinobi até ao Shinobi III da Mega Drive sofreu várias confusões. O jogo original, já analisado neste espaço, saiu originalmente nas Arcades, tendo sido convertido posteriormente para várias plataformas. Em 89 surge na Mega Drive o “Revenge of Shinobi” ou “Super Shinobi” no mercado japonês, no mesmo ano surge também este Shadow Dancer que herda a mecânica de jogo do original e mais lá para a frente sai Shinobi III que no Japão ficou conhecido como Super Shinobi II.

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Screenshot do primeiro nível na versão Master System...

Shadow Dancer como disse anteriormente, segue a mecânica de jogo do original, na medida em que o objectivo passa por resgatar reféns de uma organização terrorista de nome Asian Dawn. Essa organização planeia sabotar um programa militar espacial secreto, que consistia em mandar para o espaço armamento controlado remotamente. O herói do jogo não tem nome certo, nas arcades é conhecido como Hayate Musashi (filho de Joe Musashi do jogo original), na versão Master System é conhecido por Takashi. A jogabilidade é idêntica ao Shinobi: um botão para pulo, um outro para ataque, a hipótese de dar saltos mais altos para subira níveis mais elevados, os ataques mágicos, etc. A grande novidade está no cão de nome Yamato que acompanha a personagem principal. Ao contrário da conversão Master System de Shinobi, Shadow Dancer mantém o esquema de “1-Hit Kills” da versão Arcade, em vez da barra de energia vista na conversão de Shinobi, o que torna o jogo algo mais difícil em alguns momentos. Pena é que a jogabilidade em si seja muito travada e com uma detecção de colisões mázinha, o que torna a experiência ainda mais frustrante.

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...A mesma zona na Arcade

O jogo nas Arcades era fantástico. Graficamente era bastante detalhado, com acção quanto baste e inimigos com fartura. Como todas as conversões para plataformas inferiores (mesmo a Mega Drive não tinha capacidade para albergar sem falhas um jogo daquela qualidade), sacrifícios têm de ser feitos. O que salta imediatamente à vista é a ausência do cão Yamato. Enquanto que na versão Arcade, Yamato está constantemente a acompanhar Hayate, podendo ser controlado para imobilizar os inimigos mais próximos, na versão Master System ele está escondido, pode ser usado como se uma magia se tratasse, é feita uma invocação do bicho e ele aparece e mata o inimigo mais próximo. Yamato pode ser usado ilimitadamente, excepto para um ou outro inimigo e os bosses. Em relação às magias em si, existem várias magias que nos são alocadas no início de cada nível, tendo uso limitado e podem ser usadas para todos os inimigos excepto os bosses também. As magias embora diferentes (são 3) têm todas o mesmo efeito: matar todos os inimigos no ecrã. A conjuração das magias é um dos pontos elevados do jogo a nível gráfico, pois é mostrada uma pequena cut-scene bem como um grito em voz digitizada, algo raro numa Master System. Os gráficos no geral oscilam entre o muito bom e o “meh”. Isto porque o jogo possui sprites grandes e detalhadas, principalmente no caso de Hayate, o que não é muito habitual numa máquina de 8Bit, pelo contrário as sprites de alguns inimigos estão horríveis ao ponto de vários terem a pele verde. Os cenários em si existem alguns mais bem conseguidos que outros, tentaram fazer uma conversão directa do original mas as limitações da Master System são evidentes, alguns níveis mantêm uma monotonia a nível de cenários e cores. O jogo possui apenas 4 áreas + bosses, ao contrário das 5 disponíveis na versão Arcade.

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Ecrã inicial com uma espécia de indicação do caminho seguido no nível corrente.

Voltando à mecânica do jogo, existem também 2 níveis de bónus diferentes que permitem Hayate ganhar mais vidas. À semelhança dos níveis de bónus presentes em Shinobi, consistem em derrotar o maior número possível de ninjas inimigos. O primeiro nível de bónus é também em primeira pessoa e é uma conversão directa da versão arcade. Hayate lança shurikens a uma série de ninjas que descem um prédio. O segundo nível de bónus é inspirado na versão Shadow Dancer para a Mega Drive, que consiste em Hayate a cair em queda livre entre 2 arranha céus, e ninjas vão escalando as paredes saltitando entre os 2 edifícios. A nível de som confesso que as músicas agradam-me mais na Master System do que no jogo original, embora o chip de som da Master System deixe muito a desejar.

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Ali o "frankenstein" que falava acima...

Finalizando, Shadow Dancer saiu também para a Mega Drive +/- na mesma altura que a versão 8-bit. Infelizmente não se sabe porquê mas a Sega decidiu fazer um jogo completamente diferente, com níveis e história diferentes, mantendo apenas a mecânica da dupla ninja/cão. Shadow Dancer para Master System apesar de não ser uma conversão muito feliz, ainda é a única fiel ao original das arcades, embora tenham saido também versões para vários computadores da altura como ZX Spectrum e Commodore 64. Para os fãs da série Shinobi, não deixa de ser um jogo a considerar, pois comprar uma cabinet “Shadow Dancer” deve ser carito.

Shinobi (Sega Master System)

shinobiO jogo que trago hoje é uma conversão do primeiro jogo da série de uma das mais famosas séries de ninjas do mercado, Shinobi. Dos estúdios da Sega, Shinobi apareceu primeiramente nas arcades em 1987, tendo sido convertido para a Sega Master System no ano seguinte. A minha cópia foi comprada no miau.pt, num lote de 7 jogos a um preço muito barato. Está em boas condições, mas infelizmente tem a falta do manual.

Shinobi - Sega Master System
Jogo com caixa e manual

Na 2a metade dos anos 80 o fenómeno “ninja” estava em voga, com o aparecimento de inúmeros filmes e séries de animação (bons tempos dos primeiros episódios das Ninja Turtles). Inevitavelmente começaram também a surgir alguns videojogos com a mesma temática. Apesar de a Sega ter produzido anteriormente outros jogos do género (Ninja Princess e The Ninja vêm-me à memória), Shinobi foi o jogo que realmente se afirmou e desde cedo se tornou numa das mais importantes franchises da Sega. Falando da versão Master System em si, existem várias diferenças comparando com o original. A mais óbvia é a diferença visual e sonora, visto a board arcade em que o Shinobi foi desenvolvido é mais avançada que a pobre Master System. Para além de diferenças técnicas, existem também uma série de outras diferenças a nível de jogabilidade.

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Primeiro nível na versão arcade…

Shinobi tem como protagonista o ninja Joe Musashi, que tem como missão resgatar reféns raptados pela organização criminal “Zeed”, bem como tentar colocar um ponto final na própria organização terrorista. O jogo é um misto de plataforma com “hack and slash”, onde se mistura a jogabilidade característica de jogos de plataforma com saltos precisos e o combate com armas brancas. Na versão Arcade só se poderia completar um nível assim que todos os reféns estivessem resgatados, na conversão SMS isso não é obrigatório, porém é recomendável. Isto porque ao resgatar os reféns Joe pode regenerar alguma da sua saúde, obter outras armas, ou até ganhar acesso a níveis de bónus. Os níveis de bónus são passados em primeira pessoa, com a câmara estática. Controlamos as mãos de Joe Musashi para atirar shurikens aos ninjas que vêm ao ataque. Completar estes níveis de bónus dá acesso ao Joe poder usar algumas magias “ninjutsu” que muito úteis são no desenrolar do jogo. As magias tanto podem ser invencibilidade temporária, capacidade temporária de voar, ou outros 3 diferentes ataques que destroem uma série de inimigos no ecrã.

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…mesmo nível na Master System

Na versão Arcade, Shinobi é um daqueles jogos de “1-hit kills”, embora o simples contacto com um inimigo não seja prejudicial. Na Master System Joe ganhou uma barra de energia, embora o simples contacto com o inimigo já passe a descontar na sua barra de energia. O jogo é passado na era moderna, pelo que vários cenários de jogo são urbanos ou industriais, havendo também alguns níveis passados na Natureza. Shinobi é um jogo com 5 níveis distintos, cada nível com cerca de 3 “rounds” e uma luta contra um boss. Shinobi é um daqueles jogos de homens de barba rija, como eram muitos nos anos 80, que requer reflexos precisos para desviar ao máximo os ataques dos inimigos, dar o salto no tempo correcto para não cair num abismo, ou fazer ambas as coisas ao mesmo tempo. A jogabilidade é simples, um botão para saltar, um outro para atacar. Para usar as magias é necessário fazer uma simples combinação de botões, sendo que se selecciona a magia a utilizar com o jogo em pausa.

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Mais um ecrã de jogo, desta vez numa zona mais industrial e com maior variedade de cores

A nível técnico, conforme já mencionado acima, a versão Arcade é bastante superior, face a um hardware mais avançado. Ainda assim, a Sega fez um óptimo trabalho a tentar trazer as mesmas texturas e sprites dos inimigos para o jogo. Falando do som, esse é geralmente o grande calcanhar de Aquiles dos jogos da Master System e aqui a conversão poderia ter sido melhor, visto a versão Master System possuir menos músicas que o jogo original.

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Ecrã do nível de bónus

Ainda assim a versão Master System é considerado como uma das melhores conversões de Shinobi para o mercado das consolas caseiras. Em 1988 a Sega licenciou vários dos seus jogos a outras empresas e acabaram por surgir outras versões noutras plataformas. A Virgin tratou de converter para os computadores da altura: Zx Spectrum, Commodore 64, Amiga, Atari ST, etc. A Asmik fez uma óptima conversão para a PC Engine (saindo exclusivamente no Japão) e a Tengen fez uma conversão não muito oficial para a NES. Mais tarde na época actual, novas conversões surgiram na PSN, Virtual Console e XBLA. Isto tudo para o primeiro jogo. A série ainda vinha a receber um punhado de bons jogos na Arcade, Mega Drive, Game Gear e Saturn, até ter entrado em hiato algures em 1996. Em 2003 a Overworks pegou na série lançando mais 2 jogos para a PS2: Shinobi (mesmo nome, embora não tenha nada a ver com o original) e Nightshade/Kunoichi. Também por essa altura saiu um novo Revenge of the Shinobi para a GBA feito por um qualquer estúdio de 3ª categoria que é melhor esquecer. Este ano sairá um outro “Shinobi” para a Nintendo 3DS. A ver o que virá daí, pelos vídeos que vi não me impressionou muito.

Global Gladiators (Sega Master System)

Cover

Tempo de exames, o GHZ continua meio abandonado, embora ainda amanhã queira fazer um outro post especial se tiver tempo, a verdade é que até meados de Julho os updates serão escassos. Prometo dedicar-me mais depois no tempo de férias! Entretanto cá fiquemos com mais uma análise a um outro jogo da minha infância, e vocês devem-se estar a perguntar o que raio está ali a fazer o simbolo da McDonals? Já lá vamos! Global Gladiators foi dos primeiros jogos que tive, oferecido pelo mesmo amigo que me ofereceu o Desert Strike para a mesma consola.

Caixa, cartucho e manuais

Global Gladiators é um jogo de plataformas licenciado pela Mc Donalds. Na verdade não é o único jogo do gigante da fast food, muita gente deve conhecer o MC Kids (ou McDonald Land como foi conhecido na Europa) para a NES e várias outras plataformas, bem como McDonald’s Treasure Land para a Mega Drive (sendo este desenvolvido pela Treasure). MC Kids e Global Gladiators quase que poderiamos chamar de sequelas, pois contam com os mesmos protagonistas, a dupla pré adolescente Mick e Mack (apesar de eu não ter bem a certeza qual dos jogos saiu primeiro, pois são os 2 originários de 1992).

A premissa é simples, Mick e Mack são grandes fãs de banda- desenhada, principalmente dos Global Gladiators, uma dupla de heróis ecologistas cujo objectivo é livrar o planeta de toda a poluição e monstros poluídores. Como todas as crianças normais, sempre se perguntariam como seria viver aquelas aventuras e eis que aparece o palhaço Ronald Mc Donald e concede-lhes o desejo: Transforma-os nos Global Gladiators e envia-os para um mundo de fantasia bastante sujo, repleto de monstros e máquinas poluidoras. Global Gladiators foi originalmente lançado para a Mega Drive em 1992, pelo mesmo estúdio da Virgin que mais tarde fez a versão Mega Drive de Aladdin, um dos melhores jogos da Disney com brilhantes animações para a época. Esse estúdio da Virgin mais tarde viria a formar um estúdio independente de nome Shiny Entertainment, o mesmo que produziu entre outros, os Earthworm Jim, e quem conhece o jogo sabe perfeitamente da sua qualidade gráfica. Global Gladiators para a Mega Drive também era um jogo bonito de plataformas, embora demasiado fácil. A conversão para Master System chegou um ano mais tarde, embora não se saiba bem qual estúdio da Virgin que tenha tratado da conversão. Graficamente não é um mau jogo, considerando as limitações do hardware de 8bit da Sega, embora não tenha o mesmo appeal gráfico do seu primo de 16bit. Ainda assim Global Gladiators tem boas animações, e a versão 8bit apresenta uma dificuldade acrescida. Inimigos mais difíceis de matar e o gameplay um pouco mais lento e travado.

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Benvindos ao slime world. Aquela mancha amarela é o que sai da arma. Muito suspeito.

O gameplay consiste em Mick e Mack percorrerem uma série de níveis equipados com uma “goo gun”, que mais parece que dispara vomitado. Os níveis estão repletos de vários monstros, plataformas invisíveis, e vários simbolos “M” da McDonalds espalhados pelo mapa inteiro. Para avançar de nível, é-nos pedido que apanhemos um determinado número desses M’s, e depois que encontremos o Ronald Mc Donald para avançar de nível. Existe um limite de tempo para fazer isso tudo e se conseguirmos apanhar mais 10 M’s que os pedidos temos acesso a um nível de bónus no final do nível. Os controlos são simples, o botão direccional para se movimentar (e apontar a arma), botão 1 para disparar e botão 2 para saltar. O grande problema desta versão de Global Gladiators é mesmo os saltos, são um pouco imprecisos e requerem algum treino. Isso e a falta de continues, foi o que deu a fama de a conversão 8bit ser um maior desafio que a versão original. Existem 4 áreas: Slime World, um enorme mundo de “ranho”, à falta de melhor palavra, Mystical Forest, conforme o nome indica é passado numa floresta, Toxic Town, uma cidade bastante poluída e com “rios” de petróleo, e a zona final Artic World, passada numa zona gelada. Cada uma destas zonas é composta por 3 actos, fazendo 12 níveis no total. Para um jogo sem Continues e com níveis relativamente grandes, acaba por não ser pouco. Global Gladiators tem uma mensagem ecológica por detrás (apesar de ironia do destino, ser um jogo licenciado pela Mc Donalds), e os níveis de bónus consistem em vários objectos (lixo) caírem do céu, e controlando o Mick ou Mack temos de “apanhar” os objectos e colocá-los no caixote do lixo correcto (um pouco como a separação do lixo que fazemos hoje em dia). Basta cair uma peça de lixo ao chão e o nível de bónus termina.

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Arctic World, um dos últimos níveis

Uma coisa que sempre me despertou curiosidade (e eu gosto bastante do artwork da caixa) Mick e Mack são 2 jovens de raças diferentes (um negro e outro branco), mas no jogo em si são ambos negros, apenas trocam a cor da camisola. Quando era mais novo sempre me perguntei se estaria a ver mal, ou se a minha televisão estaria avariada. Não que me queixe de ter 2 jogadores negros, não estou a ser (nem sou) racista. Apenas sempre achei curioso estarem 2 rapazes de diferentes raças na capa e no jogo não ser assim. Algum impedimento técnico? Lembro-me que não é fácil conjugar várias cores diferentes na mesma palette nestas consolas antigas, mas MC Kids da NES consegue-se diferenciar realmente o Mick e o Mack um do outro. Bom, também não é nada de especial.

A nível de som, e preparando para finalizar este post, a Master System tem como o seu ponto fraco a sua placa de som, pelo que comparando esta versão à original de Mega Drive não tem nada a ver. Ainda assim há algumas boas músicas lá pelo meio e os 10minutos que joguei disto antes de escrever o post relembrei-me de muitas delas logo no momento.

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Versão Megadrive do Slime World

Global Gladiators existe também para Game Gear, sendo exactamente igual a esta versão, e existe também uma versão lançada para Mega Drive, que apresenta gráficos e som muito superiores, bem como uma melhor jogabilidade. Eu recomendaria a versão 16Bit, embora não ficam mal servidos com esta. Global Gladiators também esteve para sair para SNES e Gameboy, embora por razões desconhecidas ambas as versões foram canceladas, mesmo já estando em estágios finais de desenvolvimento. Existe por aí nesse mundo da emulação uma versão beta do jogo para a SNES e estava muito bom. Mais cores que na Mega Drive, melhores músicas, prometia bastante, é pena.

My Hero (Sega Master System)

MyHero-SMS-PTDepois de um trio de posts sobre a série Medal of Honor, é tempo de fazer uma pequena interrupção de posts da temática pois o último jogo que possuo (Medal of Honor Vanguard para PS2) ainda não o acabei e a minha vida académica e pessoal não me tem dado muito tempo para jogar, infelizmente. Assim sendo, continuarei a dar ênfase a jogos que já terminei e/ou já tenha jogado muito no passado. O jogo de hoje é um daqueles casos de jogos que por si só são bastante simples e não teriam muito que se lhe dizer, mas tem uma série de história e curiosidades por detrás que já dá bem mais pano para conversa. Apesar de ser basicamente um jogo de lançamento da Master System no ocidente, My Hero sofreu uma série de relançamentos sendo o último a minha versão, adquirida no Jumbo da Maia nos idos tempos de 1996/1997 pela quantia de 4 contos, onde a Master System estourava os últimos cartuchos por terras Lusas. Evidentemente que um jogo que tenha sido originalmente meu encontra-se em condições impecáveis.

My Hero SMS
Jogo competo com caixa e manual

My Hero para a Master System está datado de 1986, ano de lançamento da consola em terras ocidentais, contudo não tenho a certeza se terá sido um jogo de lançamento. Foi lançado originalmente com o formato “card“, invés de um cartucho normal da Master System. Estes jogos em formato “card” já estavam disponíveis no mercado japonês desde o lançamento da antecessora Mark II ou então SG1000-II, através do acessório card-catcher, passando por fazer parte do hardware principal com o lançamento da Mark III e posteriormente da primeira versão da Master System nesse mundo fora. Com o lançamento da Master System II, uma consola mais compacta (e mais popular em Portugal), a entrada para cards foi suprimida para reduzir custos de fabrico, acabando assim com a compatibilidade com jogos card e jogos 3D (os óculos 3D ligavam-se à consola na entrada dos cards). Felizmente a Sega decidiu relançar uma boa parte dos card games para o formato de cartucho. Agora só falta mesmo explicar a capa roxa, invés das tradicionais com o quadriculado branco. Conforme mencionei no post de apresentação da minha consola Master System III, algures em 1995/1996 a distribuidora oficial da Sega em território nacional (Ecofilmes), fez um negócio com a sua congénere brasileira (TecToy) para o relançamento de vários jogos e consolas Master System no mercado nacional, nascendo portanto o que os colecionadores de Master System apelidam de “Portuguese Purples“. Enquanto que a maioria dos jogos já tinha sido lançado em Portugal previamente, alguns lançamentos acabaram por ser outrora exclusivos do mercado brasileiro. Embora My Hero seja conhecido no Brasil como Gang’s Fighter, este relançamento herdou o nome original do jogo no mercado ocidental (como curiosidade, My Hero é chamado originalmente no mercado japonês como Seishun Scandal). Uma outra curiosidade é que o artwork da capa desta versão é completamente inédita, diferente de todas versões existentes, enquanto que o que vem no manual é o artwork original da versão ocidental.

My Hero
Algumas diferentes versões do jogo e artwork

Estes tipo de jogos eram jogos bastante simples e mais baratos, visto os Cards terem uma capacidade de 32KB ou 256Kbit, conforme preferirem. Muitos deles eram jogos “à moda Atari”, sem um final, com os jogos sempre em loop, e o objectivo seria mesmo obter a melhor pontuação possível. My Hero cai nesta categoria, é um beat ‘em up sidescroller primitivo, com 3 níveis diferentes e um boss final, sendo que os níveis vão-se repetindo cada vez mais com dificuldade acrescida. My Hero é originário das arcades, mais precisamente do hardware System 1 da Sega, tendo sido desenvolvido pelo estúdio Coreland, mais tarde conhecido por Banpresto. A versão Arcade já por si é um jogo bastante simples com os mesmos 3 níveis a correr em loop, contudo com mais detalhe e 3 bosses para cada um dos níveis, enquanto que na versão Master System é sempre o mesmo.

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Versão arcade

É assim o My Hero. Um beat ‘em up à moda antiga, com 1-hit kills para ambos os lados, excepto nas lutas contra os bosses, onde o jogo adopta uma mecânica mais na onda de um Street Fighter muito embrionário. É um jogo desafiante, que obriga a conhecer os níveis como a palma da mão (o que não é muito difícil ao fim de algum tempo), bem como ter uma boa destreza de dedos, pois os inimigos vêm aos magotes, e há um ou outro que é um pouco complicado de desviar ou derrotar. Fora isso, não é um jogo que me agrade particularmente em jogar, pois não sou grande fã de jogos intermináveis. Já não me lembro qual foi o nível máximo que cheguei, talvez ao 10º nível ou afins. Uma outra funcionalidade que este jogo tem é o suporte a 2 jogadores. Infelizmente não é para se jogar ao mesmo tempo, mas sim por turnos, algo que não era muito incomum na altura. Em relação à história, é o habitual. Estava um gajo a passear pela cidade com a sua miúda, quando o líder de um gang a rapta mesmo debaixo das nossas barbas. Solução? Vocês sabem.

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O jogo já por si tem bastantes tons de verde. Pintar uma casa de verde não é boa política.

Tecnicamente não podem esperar muito, é um jogo antigo, dos primeiros tempos da Master System e ainda por cima feito de modo a ocupar o menor espaço possível. Como comparação, enquanto que os Card Games tinham uma capacidade de 32KB, os primeiros cartuchos de Master System tinham uma capacidade de 128KB (1MBit). Resultado: há 2 músicas no jogo inteiro, os gráficos não são nada de especial e são bastante repetitivos.

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Ecrã de luta contra o boss

Voltarei brevemente!