Super Space Invaders (Sega Master System)

Super Space Invaders

Deixando um pouco de lado os jogos indie para o PC, vou então voltar à minha querida Sega Master System para um pequeno artigo. O jogo que trago hoje é a adaptação para a consola 8bit da Sega de um dos mais importantes videojogos da indústria, o mítico Space Invaders da Taito. Este Super Space Invaders é na verdade a conversão caseira de uma das sequelas do original, o Super Space Invaders ’91 cujo lançamento ficou a cargo da Domark. Empresa essa que lançou o jogo para quase toda a máquina que vendia bem em solo europeu, desde as consolas 8bit da Sega aos velhinhos ZX Spectrum, Commodore 64 e restantes computadores domésticos. Mais uma vez a conversão para a Master System ficou a cargo dos estúdios The Kremlin e/ou Tiertex. Ora a minha cópia veio-me parar às mãos junto com um pack de 7 jogos que comprei no Miau por 5€, infelizmente não vem com manual, mas pelo preço que foi não me posso queixar.

Super Space Invaders - Sega Master System
Jogo com caixa, infelizmente falta o manual, pelo que já vi, é muito interessante.

Após uma introdução retirada de uma prompt de comandos como os terminais da velha guarda faziam, ficamos a saber que a terra está a ser alvo de uma invasão alienígena, e um briefing de quais as armas que temos ao nosso dispor, e quais as naves aliens que iremos defrontar, com os respectivos detalhes técnicos. Um pormenor interessante, e de facto nada mais é preciso saber acerca do Space Invaders, onde controlamos um veículo terrestre que se move da esquerda para a direita e vai disparando vários tiros para o ar de forma a destruir os aliens que ameaçam destruir o nosso planeta.

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Este title screen é mesmo à jogo europeu dos anos 90…

Mas este Super Space Invaders tem várias diferenças face ao original, embora muitas das mecânicas originais se mantenham. O jogo coloca então o jogador a enfrentar uma matriz de várias naves alienígenas que se movem em conjunto e disparam contra o jogador, movendo-se cada vez mais rápido quanto menos naves estiverem disponíveis. Consoante o jogo vai progredindo, a dificuldade também aumenta, pelo que os inimigos ficam cada vez mais “ferozes”, multiplicando-se ou mudarem o seu padrão de movimento. Felizmente este não é um dos shooters 1 hit kill, o jogador possui um escudo que permite absorver algum dano antes de se perder uma vida, de qualquer das formas sempre que uma nave consiga aterrar em terra firme perde-se uma vida. Também existem alguns powerups que podemos ir apanhando, dando ao jogador diferentes armas que se tornam bastante úteis, entre outros como por exemplo paralizar temporariamente os inimigos. Algumas das outras novidades introduzidas neste jogo face ao original é a implementação de um modo de 2 jogadores em simultâneo, a inclusão de bosses gigantescos no final de alguns níveis ou mesmo de níveis de bónus algo remeniscientes de um outro clássico das arcades, o Galaga. Nesses níveis de bónus chamados “Cattle Mutilation”, temos de proteger uma série de vaquinhas que estão tranquilamente a pastar no campo, de uma série de OVNIs que as tenta raptar – é bom ver algum sentido de humor no jogo. O progresso no jogo também é algo que fica a cargo do jogador, podendo este escolher o nível seguinte a jogar, totalizando 12 níveis distintos.

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Algumas naves inimigas não explodem ao primeiro contacto, umas duplicam de tamanho, outras multiplicam-se… é uma festa!

Visualmente, longe estão os níveis monocromáticos do Space Invaders original. Aqui todos os níveis têm uma paisagem de fundo, sendo que alguns incluem também scrolling. Óbvio que o detalhe gráfico está longe do original Super Space Invaders ’91 da arcade, ou mesmo das conversões para os computadores mais poderosos como o Commodore Amiga ou a Atari ST. Uma coisa interessante de mencionar é que pelo menos estas 3 edições possuem cutscenes de abertura (e de fecho, presumo eu) completamente diferentes e todas bastante originais. Tal como a versão arcade, practicamente não existe música nesta adaptação para a Sega Master System, apenas no final do jogo e, por sinal, é uma música muito bem conseguida, aproveitando da melhor forma os recursos limitados que a Master System oferece neste campo. De resto, ao longo do jogo, os “barulhinhos” que vamos ouvindo são os típicos de uma arcade dos anos 80, neste aspecto conseguiram recriar um clima mais nostálgico. A acompanhar esses efeitos sonoros existe uma espécie de batida que vai acompanhando o ritmo do jogo. Cada vez que o bloco de naves se move, ouve-se um som grave, à medida em que vamos destruindo as naves, as restantes vão-se movendo cada vez mais rápido, o que aumenta também o ritmo da batida, o que cria algum ambiente mais tenso.

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Ecrã de selecção de níveis

Concluindo, a versão Sega Master System apesar de estar tecnicamente longe do Super Space Invaders 91 da Arcade ou as suas adaptações para os computadores de 16/32 Bit Atari ST e Commodore Amiga, ainda assim é um port interessante que consegue reter todo o sentimento nostálgico do Space Invaders original.

Sapo Xulé S.O.S. Lagoa Poluída (Sega Master System)

SapoXuleSOSLagoaPoluidaJá há algum tempo que não escrevia nada sobre a Sega Master System, pelo que decidi apresentar um jogo fora do comum. Este jogo, tal como muitos outros que a Tectoy lançou em exclusivo para o mercado Brasileiro, é um hack oficial de um outro jogo da Sega, desta vez um primitivo shooter chamado Astro Warrior. Algum leitor brasileiro que me corrija se eu estiver errado, a personagem Sapo Xulé faz parte de uma série de animação infantil brasileira e a Tectoy “desenvolveu” 3 jogos utilizando a personagem. A versão que trago cá é ligeiramente diferente, pois faz parte dos Portuguese Purple que já tenho vindo a referir noutros jogos, edições lançadas exclusivamente para o mercado português por intermédio da Ecofilmes, facilmente identificáveis pelas suas capas roxas. A minha cópia foi-me oferecida de presente de aniversário há muitos e muitos anos atrás, estando completa e em bom estado.

Sapo Xulé SOS Lagoa Poluída - Sega Master System
Jogo completo com caixa e manual

Segundo a caixa do jogo, a história consiste simplesmente no Sapo Xulé, equipado do seu poderoso submarino a tomar de assalto 3 diferentes centrais subaquáticas de processamento de lixo, que estavam a poluir drasticamente a sua lagoa, ameaçando toda a fauna e flora do sítio. E o jogo é isto, um shooter 2D vertical que substitui o fundo negro do espaço por um verde escuro, com as naves inimigas a serem substituídas pelos mais variados detritos, desde tesouras, botas rotas, fósforos e cotonetes, entre outros, cada qual com diferentes padrões de movimentação. O Astro Warrior original é um jogo já de 1986, e tal como vários outros da mesma época para a Sega Master System é um jogo sem fim, repetindo as 3 diferentes áreas com a dificuldade a aumentar progressivamente. Na altura em que era piqueno e não tinha muito mais com o que jogar, não cheguei a passar do 3º nível (sim, eu sou mau em shooters deste tipo), pelo que se alguém já teve a oportunidade de passar o 3º nível agradeço que indique se este jogo também entra num loop, ou termina.

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Alguns dos primeiros inimigos que encontramos… quem deita fora fósforos por usar?

Para além dos inimigos peculiares (nunca tinha visto um cotonete a disparar bolas amarelas – o que visto bem as coisas quase 20 anos depois, é um bocado nojento), existem também os habituais power-ups que dão outros tipos diferentes de disparo, bem como outros que nos colocam navinhas auxiliares ao nosso lado. Também como é habitual, temos um boss no final de cada nível. Embora o jogo esteja longe de ser um bullet hell que por vezes vemos por aí (e algum asiático a jogá-lo com uma mão atrás das costas), é daqueles que basta um hit para morrermos, pelo que exige alguma destreza do jogador e também uma boa memória para se lembrar dos padrões inimigos.

Graficamente não posso dizer que seja o melhor jogo de sempre da Master System, o fundo é horrível e poderia ter mais detalhe, bem como as centrais industriais também poderiam ter mais algum detalhe – algo que não mudou desde Astro Warrior. Por outro lado, os inimigos ficaram bem retratados e o que seria inicialmente um shooter genérico no espaço é agora um shooter genérico, mas com inimigos originais. As músicas também não são nada do outro mundo, mas ficaram-me gravadas na cabeça, tal como muitas outras da Master System em plenos anos 90.

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O primeiro boss, não é muito difícil.

Não é um jogo que recomende vivamente, a Master System não é uma plataforma de excelência neste tipo de shooters, embora tenha alguns bons como R-Type e Aleste/Power Strike. Ainda assim, este Sapo Xulé apresenta o seu valor como artigo de colecção, visto ser uma edição exclusiva para o mercado nacional.

The Jungle Book (Sega Master System)

JungleBook-SMS-PTE para desenjoar um pouco de artigos de jogos de PC, fui ao baú das recordações buscar um dos meus primeiros jogos. A Virgin Interactive foi um dos estúdios mais prolíferos nas consolas 8 e 16-Bit da Sega na primeira metade dos anos 90, trazendo diversos jogos de plataforma com óptimas animações e gráficos, tal como o Aladdin para a Mega Drive. Claro que tecnicamente o mesmo não seria possível numa Master System ou Game Gear, mas ainda assim a Virgin lançou uma série de jogos sólidos. A minha cópia do jogo foi adquirida algures em 1996/7, tendo custado o equivalente a 20€. É uma das “Portuguese Purples”, jogos relançados exclusivamente no mercado português com as capas roxas.

The Jungle Book (Sega Master System)
Jogo completo com caixa e manual – Edição Portuguese Purple

Não vou perder muito tempo a contar a história por detrás do jogo, vejam o filme! Ou melhor ainda, leiam os livros originais de Rudyard Kipling. De qualquer das maneiras, para os que têm vivido debaixo de uma pedra, The Jungle Book conta a história da pequena criança Mowgli, que foi abandonada muito cedo no coração da selva da Índia, tendo sido adoptada por uma alcateia local. Mowgli acabou também por ser educado por para além dos lobos que os acolheram, por uma série de outros animais como o urso Baloo, ou a pantera Baguira. O jogo segue o clássico filme da Disney, que por sua vez tinha deturpado um pouco as personagens do livro original. Mas isso agora também não interessa.

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Ecrã de título simples e eficaz

Como era normal na primeira metade dos anos 90, este é um jogo de plataformas. O objectivo é conduzir Mowgli por 12 diferentes níveis em várias localizações da selva. A maneira como se completa um nível diferencia-se: antes de se começar o nível em si é mostrado ao jogador um ecrã com o objectivo que se deve cumprir. Em alguns níveis devemos explorá-los ao máximo de modo a coleccionar 8 “gems” para terminar, em outros devemos simplesmente ir do ponto A ao ponto B, noutros ainda temos alguns bosses para defrontar. Mowgli está equipado com um arsenal infinito de bananas que pode atirar, defrontando assim os inimigos. Ainda assim, existem uma série de items espalhados no ecrã, para além das gems que já referi: os mais comuns são as frutas que servem apenas para aumentar a pontuação. Corações servem para restabelecer saúde, e depois existem alguns power ups, seja um “rapid fire” para as bananas, ou um bumerangue capaz de mais dano. Apesar de infantil, The Jungle Book para a Master System é um jogo de plataformas bastante exigente, repleto de saltos bastante chatos e cuidadosos. Para além do mais existe um timer ao qual temos de prestar atenção.

Graficamente é um jogo bastante competente para uma Master System, repleto de cores vibrantes (especialmente nos níveis bónus e do rio). Infelizmente as sprites não são as melhores, existindo algumas que são mesmo mázinhas na minha opinião, como as cobras que vão surgindo. Os visuais dos últimos níveis infelizmente são também uma reciclagem do primeiro, mudando as plataformas em si e o esquema de cores. Os efeitos de som não são nada de especial pois estamos a lidar com uma Master System. No entanto acho que as músicas ficaram muito bem conseguidas. Bastou-me ir buscar a caixa do jogo à gaveta e veio-me logo à memória a música-tema do jogo. Não que o processador de som da Master System tenha feito milagres, as músicas são adaptadas das oiriginais do filme da Disney, sendo as mesmas muito alegres e sonantes.

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A imagem da cobra Kaa (canto superior esquerdo) funciona como a barra de vida de Mowgli.

É um bom jogo de plataformas para a Master System, no entanto a versão Mega Drive é indubitavelmente muito melhor, pelo menos no aspecto audiovisual, com gráficos bem mais detalhados e coloridos. A jogabilidade e a estrutura de níveis em si parece-me muito parecida com os jogos 8bit, pelo que provavelmente essa versão 16bit seria mesmo a melhor opção. No entanto como já referi, o parente pobre não se porta nada mal. Existe também da Virgin uma versão para SNES que graficamente é muito boa, mas pelo que vi a nível de jogabilidade já é um pouco diferente das versões nas plataformas Sega.

Olympic Gold: Barcelona 92 (Sega Master System)

Olympic GoldAproveitando o rescaldo dos jogos olímpicos de Londres, voltemos 20 anos atrás no tempo para os jogos olímpicos de 1992, Barcelona, com um artigo rápido, visto eu não ser grande fã de jogos desportivos. Olympic Gold é um título publicado pela já extinta publisher britânica U.S. Gold, tendo sido desenvolvido pelo estúdio Tiertex, estúdio responsável pela conversão para Master System do já analisado James Pond II, entre outros que ainda irei referir no futuro. Este jogo chegou-me à colecção num pack que comprei no Miau.pt, 7 jogos por 5€+portes, entre os quais o Shinobi e Psycho Fox. Pareceu-me um bom negócio, mas infelizmente não traz manual.

Olympic Gold SMS
Jogo com caixa

Olympic Gold vai invariavelmente buscar as suas influências a jogos como Track & Field da Konami. O jogo contempla 7 diferentes modalidades, 100 metros de corrida, barreiras, mergulho, natação, lançamento do martelo, salto à vara, e tiro com arco. Existem 3 modos de jogo, um de treino, onde podemos praticar as várias modalidades, umas mini-olympics e full olympics. Tal como o nome indica, estes últimos modos de jogo permitem competir quer em apenas “metade” das modalidades, ou em todas. Algo interessante é que o jogo tem a opção para a língua portuguesa, algo que não era nada comum em 1992. Infelizmente trocaram a nossa bandeira por uma outra do outro lado do atlântico, mas paciência.

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Ao menos os britânicos tiveram a mesma sorte.

Passemos então para a jogabilidade. Os 100 metros são o tradicional “button mashing” para correr mais rápido, onde temos de ter o cuidado com as falsas partidas. Nas barreiras a jogabilidade é idêntica, mas temos de clicar para cima de forma a que o atleta salte no momento certo. A prova de natação também basta apenas o button mashing habitual. No lançamento do martelo, começamos inicialmente por carregar rapidamente nos botões 1 e 2 alternadamente, como nos outros eventos, até ganhar balanço suficiente. Depois com o botão direccional movemos o atleta na direcção pretendida e posteriormente para baixo para lançar o martelo no momento certo. O salto à vara começa com o button mashing do costume para ganhar velocidade, sendo depois necessário carregar para baixo de forma a pousar a vara e para cima para que o atleta salte sobre a barreira. O truque é mesmo ganhar balanço suficiente. O tiro com arco tem uma jogabilidade simples, pegamos numa flecha com um botão frontal, temos em atenção ao vento indicado no canto superior direito, no canto superior esquerdo teremos posteriormente uma janela de mira, onde tentamos apontar a flecha para o alvo da melhor forma possível, tendo em conta o vento. Finalmente, o mergulho olímpico é o que apresenta a jogabilidade mais traiçoeira, pois envolve fazer várias acrobacias no ar e entrar na água de forma suave. Felizmente o modo de treino permite mesmo praticar esta e todas as outras modalidades, com várias ajudas no ecrã.

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Ecrã inicial da prova do tiro com arco

Graficamente o jogo é bastante bonito para uma Master System. Repleto de cores vivas e sprites bem detalhadas. As músicas são minimamente agradáveis, contando com a fraca capacidade do chip de som nativo da plataforma. Já os efeitos… não se pode pedir muito mais. Ainda a nível técnico, todos estes gráficos bonitinhos aparentemente têm um preço. Em diversas modalidades como os 100 metros corrida, por exemplo, apenas existem 3 atletas na pista, ao contrário da versão Mega Drive onde estão 6.

Para concluir, apesar de eu não apreciar este tipo de jogos, este Olympic Gold parece-me ser um produto bastante sólido e competente para a máquina 8bit da Sega. Para quem gostar deste tipo de jogos, penso que esta seja uma boa escolha, embora se também tiverem uma Mega Drive, talvez essa versão seja melhor. A jogabilidade pareceu-me idêntica, mas a máquina de 16bit da Sega tem uma melhor performance gráfica, como seria de esperar.

Super Monaco G.P. II (Sega Master System)

Super Monaco GP II

Como prometido, para desenjoar um pouco de jogos de PC, o jogo que trago cá hoje nada tem a haver com os anteriores. (Ayrton Senna’s) Super Monaco G.P. II é a sequela de um outro jogo que já tinha analisado anteriormente por aqui, tendo sido mais uma vez lançado para as 3 plataformas principais da Sega na altura: a Mega Drive e as 8bit, Master System e Game Gear. Este “novo” jogo da série tem o nome do mítico piloto de F1 Ayrton Senna no seu título, mas é mais que o simples nome. O Sr. Senna na altura em que o jogo estava a ser desenvolvido fez questão em participar nesse processo. É apenas uma curiosidade, pois o jogo mesmo na sua versão de 16bit não tem uma jogabilidade tão realista como a de outros simuladores de F1 da época no PC, por exemplo. A minha cópia foi comprada penso que no ano passado, na representante da Virtualantas na Maia. Deve-me ter custado algo em torno dos 3, 4€, pois falta-lhe o manual.

Super Monaco GP II - Sega Master System
Jogo com caixa

Este post vai ser também curto, pois esta versão não tem muito que se lhe diga. O jogo é limitado a um jogador apenas, o que por si só já retira grande parte da piada, visto que o seu antecessor tinha suporte a 2 jogadores. Existem 2 modos de jogo, o Free Run, que como o nome indica é usado para treinar os circuitos, e o World Championship, onde dispomos dos 16 circuitos do campeonato mundial de F-1 da época. Apesar de existirem 12 carros na pista, o objectivo para passar à fase seguinte é derrotar o próprio Ayrton Senna, cuja posição aparece no mapa do circuito, para além da do jogador. Neste modo de jogo , antes de cada circuito podemos ir escolhendo várias características do carro, como o tipo de transmissão a utilizar, os pneus, entre outros. Em seguida poderemos ou não optar por uma “Qualifying Race”, de modo a ficarmos mais bem posicionados na grelha de partida, mais próximos de Senna para o derrotar. Se quisermos avançar logo para a corrida a sério, então começamos pelo último lugar.

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Gráficos simples, porém bem coloridos

A jogabilidade não é nada de especial, mas também não se pede muito mais a uma consola deste tipo. Visualmente o jogo não traz nada de novo, existem jogos de corrida com a mesma perspectiva na Master System visualmente mais interessantes (Road Rash, por exemplo). No entanto são coloridos e felizmente livraram-se daquela perspectiva em split-screen permanente que a prequela tinha. A nível de som também não é nada por aí além, conforme já seria esperado. Contudo é dos poucos jogos da Master System que contém vozes digitalizadas, e nada mais nada menos que a própria voz de Senna.

Não é um jogo que eu possa recomendar, melhoraram nalguns aspectos face ao anterior, nomeadamente na apresentação, mas a não inclusão de um modo multiplayer é imperdoável. Ainda assim, é um dos jogos que ficou melhor na Master System que na GameGear, onde a área visível de jogo é bem menor. Já a versão Mega Drive, bom, está num patamar bastante superior, com mais opções de jogo e obviamente com um audiovisual bem mais avançado.