Tecmo World Cup ’93 (Sega Master System)

Tecmo World Cup 93O jogo de hoje é uma rapidinha para a Master System. Tirando uma ou outra excepção por questões nostálgicas, nunca fui o maior fã dos videojogos desportivos, no entanto como este foi uma oferta do meu amigo Jorge Teles e colega da PUSHSTART, obviamente que terei de lhe dar uma hipótese!

Tecmo World Cup 93 - Sega Master System
Jogo com caixa

E apesar de não ter havido nenhum campeonato do mundo em 1993, este jogo replica essa competição. Podemos então optar por jogar uma partida amigável contra o computador ou contra um amigo, observar uma partida inteiramente controlada pelo CPU e claro, o modo de campeonato do mundo onde escolhemos uma de 24 selecções (mais uma vez nós não estamos representadoas), partimos para a fase de grupos e depois para o torneio final. A jogabilidade é simples, pois a falta de botões no comando da Master System assim o exige, no entanto, apesar de ser possível alterar a táctica do jogo, faltas nem vê-las e sinto a falta de pequenos detalhes como o marcador do jogo estar presente, em vez de ser só o tempo que falta para a partida ir para intervalo/terminar. Ah, e a perspectiva é lateral como se veio a adoptar em muitos outros jogos de futebol modernos.

As selecções representadas!
As selecções representadas!

A nivel gráfico é um jogo bonitinho tendo em conta as capacidades do hardware. Os jogadores são grandinhos e bem detalhados. E apesar de ser uma funcionalidade minimamente interessante, não acho que seja assim tão importante a possibilidade de podermos escolher o esquema de cores de cada equipamento das selecções.. acho estúpido o Brasil jogar de vermelho, por exemplo. Deveriam ser as cores próprias de cada selecção e eventualmente um equipamento alternativo. Os efeitos sonoros e a música é que infelizmente não são lá muito agradáveis.

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Graficamente falando, nem é um mau jogo de todo

Ainda assim não deixa de ser um jogo de futebol interessante para a Master System, embora titulos como Super Kick Off, Champions of Europe ou o primeiro Sensible Soccer sejam nomes bem mais sonantes para a consola de 8bit da Sega.

 

Aerial Assault (Sega Master System)

Aerial AssaultPara não variar, cá vamos a mais uma rapidinha! O jogo que cá trago hoje é mais um shmup, desta vez para a Master System. E sinceramente até foi um jogo que me surpreendeu um pouco, pois estava à espera de um shooter muito simples e este Aerial Assault até tem uns detalhes interessantes. De qualquer das formas foi daqueles jogos que comprei meramente por nostalgia, pois lembro-me de ver artwork desse jogo quando era mais novo e querer jogá-lo à força toda. Comprei-o há coisa de um ou dois meses atrás a um particular por cerca de 6, 7€.

Aerial Assault - Sega Master System
Jogo com caixa e um catálogo. Eu adorava esta capa em criança, curiosamente a capa americana consegue ser bem mais apelativa.

Como sempre nós somos o único piloto capaz de combater ou uma civilização alienígena e travar os seus planos de conquista do nosso planeta, ou então o de enfrentar sozinho um ditador e todo o seu exército. Este Aerial Assaul cai mais ou menos na segunda categoria onde enfrentamos uma poderosa organização terrorista se bem que acabamos também por os perseguir em pleno espaço sideral. Mas pronto!

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Pode não parecer na imagem, mas os efeitos da trovoada até que ficaram bem bons!

A jogabilidade é bastante simples como não poderia deixar de ser, existindo um botão para os ataques normais e outro para os especiais – e sim, uso o plural pois como devem calcular existem diversas variantes destes ataques normais e especiais na forma de power-ups deixados por certos aviões ou naves inimigas. Os tiros em spread-shot continuam a ser a meu ver os mais eficazes! Os especiais são vários tipos de bombas com munições limitadas, pelo que devem ser utilizados com alguma moderação, em especial contra bosses ou outros inimigos mais chatos. Logo no primeiro nível as bombas são literalmente do mesmo género das largadas pelos bombardeiros, ideais para afundar os navios e o primeiro boss é logo um navio gigante… outros power-ups que podemos encontrar podem ser os escudos que como devem imaginar também dão o seu jeito. Isto porque o jogo não é propriamente fácil e se o jogarmos em Easy não temos acesso ao jogo todo. Então tal como practicamente todos os shmups requer muita perícia, agilidade e visão de lince para conseguir coordenar e processar toda a informação que aparece no ecrã.

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Surpresa!!!

O que me impressionou positivamente neste jogo, pois sempre tive a sensação pelas reviews que ia vendo na net que o Aerial Assault não era lá grande coisa, foi precisamente a variedade de cenários, inimigos e obstáculos. Em alguns níveis vamos ter de entrar em túneis e fugir dos projécteis e naves inimigas (sim, porque são todos kamikaze) em pequenos corredores e outros obstáculos, o que não é propriamente novo e já o R-Type o fazia. Mas há umas cenas em concreto que me impressionaram bastante! Num dos níveis voamos acima das nuvens, e a metade de baixo do ecrã são precisamente nuvens que escondem perigos, ou escondem-nos a nós se decidirmos descer até lá. Mas depois começamos a ser bombardeados com mísseis que viajam na diagonal, obrigando-nos uma vez mais a ter reflexos bastante rápidos para nos desviarmos deles. Noutros locais atravessamos uma tempestade e temos de nos esquivar de enormes raios. Só tenho pena pelos bosses em si, que são na sua maioria estáticos… De resto a nível gráfico é um jogo bem competente pelas razões que mencionei. Os efeitos sonoros e músicas não me deixaram grandes memórias, mas lembro-me que não fiquei nada incomodado com isso, o que também não é mau!

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Tenho pena que os boss em si sejam algo estáticos!

No fim de contas, este Aerial Assault está longe de ser um Power Strike, mas ainda assim foi um jogo que acabou por me impressionar na positiva e aquele “eu” de 10 anos que ficava a babar para as imagens desse jogo ficou saciado por finalmente o ter jogado.

Rambo III (Sega Master System)

Rambo IIIA rapidinha de hoje é sobre uma de várias adaptações que fizeram ao clássico filme de Sylvester Stallone, o Rambo III. Só a Sega desenvolveu duas versões adaptadas do mesmo filme, uma para a Master System e uma outra para a Mega Drive. A versão Mega Drive é um shooter que faz lembrar jogos como Commando ou Ikari Warriors, já a versão 8bit é um pequeno lightgun shooter na mesma veia de um Operation Wolf… que por sua vez é notoriamente inspirado nestes mesmos filmes. O meu exemplar foi comprado algures durnate o mês passado por 3€ a um particular.

Rambo III - Sega Master System
Jogo com caixa e manuais

Sendo um jogo de lightgun para um sistema 8bit, não esperem por algo que seja de um outro mundo, mas sim um jogo simples e na verdade é o que este Rambo III é. Aqui temos de disparar contra tudo o que mexa, excepto alguns reféns que lá vão surgindo num ou noutro nível e que devemos libertar. Os inimigos vão aparecendo aos montes no ecrã e é fácil ver a nossa barra de vida a descer vertiginosamente caso não sejamos suficientemente rápidos a combatê-los. Os inimigos que aparecem mais próximo de nós são mais letais que os que aparecem no fundo, mas de qualquer das formas existem granadas que podemos lançar para causar dano a vários inimigos em simultâneo… esses powerups bem como munições extra podem ir sendo capturados ao longo do jogo também.

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O jogo até que é bem detalhado e tenta retratar dentro dos possíveis os acontecimentos no filme. Se bem que não me lembro de ter visto estes uniformes…

De resto este Rambo III é muito curto. Muito curto mesmo. Se formos bons é daqueles jogos que conseguimos acabar em cerca de 10 minutos, o que é pena pois pelo menos até parece fazer justiça ao filme, com os vários níveis a representarem diferentes momentos do filme, como o resgate ao Trautman ou a perseguição final do helicóptero soviético. Graficamente é, portanto um jogo bem competente para a Master System, até porque entre cada nível temos sempre uma nova imagem bem detalhada do próprio Rambo. Já as músicas é que não são lá grande espingarda.

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O último confronto não é em scrolling horizontal como nos outros níveis, mas em pseudo-3D

É um jogo interessante de se ter meramente a nível de coleccionismo ou se forem fãs do Rambo/Stallone, pois a sua curtíssima duração acaba por o prejudicar.

Hang On (Sega Master System)

screenshotHang-On é uma das mais importantes obras de Yu Suzuki, a mesma mente por detrás do agora-finalmente-famoso-de-novo Shenmue, pois foi o primeiro jogo arcade com uma cabine de “corpo inteiro”, ou seja havia mesmo uma réplica de uma moto que teríamos de manobrar. E claro, também foi dos primeiros videojogos a utilizar a técnica do sprite scaling, que ficou bem conhecida em outras das suas obras como Out-Run e davam uma sensação de velocidade que os videojogos da concorrência não tinham. Claro que a versão Master System, lançada originalmente no Japão no mesmo ano de 1985, não tinha toda esta pompa e circunstância. Esta minha cópia foi comprada a um particular há coisa de um mês, se bem me lembro.

Hang-On - Sega Master System
Jogo com caixa e manual multilingue

Este é então um jogo bastante simples. Tanto que na Europa foi lançado originalmente como um Sega Card, um formato de cartucho na forma de cartão de crédito, que tem capacidade para 32KB, o tamanho mais baixo de todos os jogos da Master System e era então deixado para jogos simples como o My Hero, Transbot ou este Hang-On. E aqui temos 8 circuitos diferentes para concorrer, cada um com 5 partes, 4Km e sempre com um tempo para bater, afinal este não deixa de ser um jogo com raízes arcade. Cada motociclista que ultrapassemos serve para aumentar a nossa pontuação final e como sempre temos de evitar bater noutros motociclistas ou nos sinais de trânsito da berma da estrada. A jogabilidade é simples com um botão para acelerar, outro travar e o direccional para virar para a esquerda ou direita e os botões para cima e paara baixo servem para engatar mudanças, existindo 3 mudanças diferentes para se usar.

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Apesar de até ser bem colorido para os padrões das consolas em 1985, perde muito do detalhe do original de arcade, o que seria expectável.

De resto a nível técnico é um jogo muito mais simples. Apesar de ser bem colorido quando comparado com jogos da NES da época, o detalhe das sprites é muito menor quando comparado com a versão arcade. E nos circuitos em si, a versão arcade tem muito mais detalhe nas pistas, aqui é só umas imagens de fundo e mudar as cores do céu e do solo. Mas não é de todo um jogo mau, simplesmente envelheceu mal e a própria Master System a meu ver acabou por receber outros jogos de corrida de motos com mais qualidade. A música e efeitos sonoros também não são nada de especial, até porque só ouvimos uns breves temas no ecrã título. É pena…

G-Loc: Air Battle (Sega Master System)

GLOCAirBattle-SMS-EU-mediumO jogo que cá trarei hoje é um daqueles nostálgicos para mim pois foi um dos que passou pela minha Master System quando era bem novinho e dava para trocar jogos uns com os outros na escola. No entanto é um jogo bom? Não é assim tão bom não, quando comparado ao poderio gráfico do original arcade, cujo tinha até uma versão com uma cabinet que permitia ao jogador rodar em 360º, aumentando assim a imersão no jogo. Claro que nunca vi uma cabinet dessas ao vivo e a cores… Mas adiante. A minha cópia foi comprada a um particular por cerca de 7€ se a memória não me falha.

G-Loc Air Battle
Jogo completo com caixa e manuais

Uma vez mais nós somos um piloto de elite que terá de salvar o mundo ao enfrentar exércitos inteiros em batalhas aéreas, contra tanques, navios ou simplesmente destruir bases militares. Há algo que me passou completamente ao lado das primeiras vezes que o joguei e só me apercebi quando voltei a testá-lo agora que o comprei. Apesar deste continuar a ser um jogo completamente arcade na medida em que vamos tendo tempos algo apertados para concluir os nossos níveis/missões, existe uma certa não-linearidade na forma em como progredimos no jogo, pois podemos ir escolhendo quais as missões que queremos desempenhar. Podemos combater contra aviões, navios, tanques, destruir bases militares e eventualmente confrontar um ou outro boss. Essas missões podemo-las escolher, tendo cada uma os seus objectivos próprios (destruir um mínimo de x veículos/estruturas inimigas) num curto intervalo de tempo e com diversos cenários em background, podendo a acção decorrer em alto mar, desertos, campos verdejantes e por aí fora.

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No final de cada missão podemos gastar os pontos em munições, tempo ou recuperar do dano sofrido no avião

Mas uma vez no ar a acção é imparável. Estamos munidos de uma metralhadora pesada e vários mísseis que podemos disparar a qualquer momento, mas apenas o devemos fazer quando os nossos alvos estão em lock-on. Para isso temos de os enquadrar numa determinada área do nosso cockpit, tendo de manobrar o avião para ficar no ângulo certo para os apanhar. Claro que temos também de neutralizar ou nos desviar dos mísseis que disparam contra nós e no caso das batalhas aéreas também pode acontecer termos um avião inimigo na nossa cauda, com a perspectiva do jogo a transitar da primeira para a terceira pessoa, com o cockpit do avião inimigo em primeiro plano e lá teremos de fugir ao lock-on deles. No fim de cada missão vamos ganhando pontos consoante a nossa performance, pontos esses que podem ser usufruidos para restabelecer o nosso stock de mísseis ou fortalecer a armadura do avião. Também como já referi atrás, ocasionalmente teremos um ou outro boss para enfrentar, que exigem mais alguma estratégia com vários pontos de ataque.

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Para manter os aviões debaixo de mira temos muitas vezes de fazer algumas acrobacias

Passando para os audiovisuais este é um jogo muito simples, mas também isso seria o esperado para uma conversão da Master System. Os aviões são detalhados quanto baste, mas os backgrounds são bastante simples, nada a ver com o detalhe que vemos na versão arcade ou mesmo na Mega Drive, onde os campos têm árvores e não passam de descampados ou desertos planos nesta versão. A conversão do After Burner original para a Master System está bem mais conseguida a nível de detalhe gráfico e é um jogo bem mais antigo, embora me pareça ter um framerate inferior. A música e efeitos sonoros também não são nada do outro mundo mas cumprem o seu papel.

No fim de contas este é apenas um jogo competente, embora existam melhores versões deste G-Loc para serm jogadas. Foi daquelas compras que fiz apenas pelo factor nostálgico, mas não acho que seja um mau jogo de todo.