Out Run Europa (Sega Master System)

A rapidinha de hoje é sobre o Out Run Europa, um spin off da famosa série de jogos de corrida da Sega. Mas este Europa é diferente de todos os outros da série, até porque foi inteiramente desenvolvido pela U.S. Gold e não pela empresa nipónica. É um jogo interessante, mas longe dos Out Run clássicos. O mais próximo seria o Battle Out Run, pois neste jogo encarnamos num agente secreto que persegue uma série de bandidos pela Europa fora, para recuperar uns documentos secretos que tinham sido roubados. O meu exemplar foi comprado a um colega meu por cerca de 6€ se bem me recordo.

Jogo com caixa e manual

Recomendo que leiam o artigo que escrevi sobre a versão Game Gear, pois é essencialmente o mesmo jogo. Esta versão Master System tem a vantagem de ter uma resolução mais larga, havendo mais espaço para a interface com o jogador. Na parte inferior do ecrã, para além de indicadores dos nossos escudos, munições e turbo, temos no centro uma espécie de radar que indica as posições de outros veículos. De resto, é o mesmo jogo, com uns visuais excelentes para uma Master System, mas a custo de um framerate baixo.

Taz-Mania (Sega Master System)

Vamos para mais uma rapidinha, agora na Master System, para abordar a adaptação do Taz-Mania que tinha sido produzido e lançado pela Sega na Mega Drive na mesma altura. A nível de mecânicas base e história, é muito similar à versão 16bit, mas naturalmente com menos detalhe gráfico. O meu exemplar foi comprado em Janeiro deste ano na Cash Converters do Porto. Custou-me 10€.

Jogo com caixa

Portanto o jogo conta a aventura de Taz em busca de um vale perdido onde aparentemente ainda habitam algumas aves pré históricas gigantes, que por sua vez também põe ovos bastante grandes. Iludido com a perspectiva de fazer uma omolete enorme, Taz parte então à descoberta de tal vale. Tal como na versão Mega Drive, vamos explorar alguns níveis distintos como selvas, cavernas ou ruínas de antigas civilizações.

Sim, isto parece que foi desenhado por crianças.

As mecânicas de jogo que foram introduzidas na Mega Drive mantêm-se em certa parte, visto que Taz pode saltar ou rodopiar sobre si mesmo como um furacão, o que ajuda bastante em alguns saltos mais sensíveis ou onde temos de chegar mais longe. Aqui o modo “furacão” é a única forma de ataque para os inimigos, onde na versão Mega Drive havia alguma variedade, pois podiamos saltar em cima deles como no Mario, ou até comê-los, se bem que nem todos os inimigos davam para fazer todos estes “ataques”. Aqui também temos power ups como comida que nos restabelecem parcialmente a vida, vidas extra, estrelas que nos dão invencibilidade temporária ou bombas que, se as comermos, causam-nos dano. Ao contrário da versão Mega Drive, onde tínhamos um botão que permitia comer coisas, aqui para consumir um destes itens basta passar por eles. Ou seja, temos de ter cuidado em não comer bombas por engano. Ao passar por elas em modo furacão são destruídas, mas por outro lado também temos de ter em atenção evitar destruir power ups dos bons. Outra diferença está no tempo em que podemos deixar o Taz em modo furacão, pois para além da barra de energia temos outra de stamina que se esvazia rapidamente quando estamos a rodopiar. Por outro lado também se encha muito rapidamente quando ficamos “normais”.

Os bosses não são nada complicados

O jogo está dividido portanto em várias zonas, cada uma com dois níveis de plataformas onde o objectivo é unicamente o de encontrar a sua saída e por fim um nível contra um boss. Os níveis em si são relativamente simples, não sendo este um jogo muito difícil, até porque temos power ups com fartura (bons e maus). Há alguns níveis um pouco mais labirínticos que teremos de explorar mais e por vezes lá temos de dar alguns saltos de fé. Isto porque apesar de Taz se poder agachar, infelizmente não serve para a câmara do jogo se mover para baixo, mostrando-nos se temos ou não plataformas em baixo para aterrar com segurança. Mas com todos os power ups que podemos encontrar, esta é uma inconveniência menor.

Se explorarmos os níveis calmamente vemos que há uma abundância de vidas extra e itens que nos regeneram a energia

De resto a nível audiovisual, eu não estava de todo à espera de um jogo com o mesmo nível de detalhe da versão Mega Drive, se bem que também não achei a versão Mega Drive nada por aí além nos gráficos. Mas confesso que estava à espera que o resultado final fosse um pouco melhor. Nada a apontar às sprites de Taz e dos inimigos, mas os cenários estão muito, muito feios mesmo. Parece que foram desenhados por crianças! A Master System é claramente capaz de muito melhor. As músicas também não são nada de especial infelizmente. Mas por incrível que pareça a versão Game Gear consegue ser ainda muito pior, mas isso seria tema para um eventual artigo futuro.

Portanto este Taz-Mania é um simples jogo de plataformas, que sinceramente deixa muito a desejar nos seus audiovisuais. Se forem coleccionadores, evitem pagar muito dinheiro por este jogo. Eu arrependi-me bastante dos 10€ que dei, devia ter sido metade.

Prince of Persia (Sega Master System)

Por incrível que pareça, ainda não tinha na minha colecção nenhuma versão do Prince of Persia, esse grande clássico de Jordan Mechner e que tantas horas me fez perder ao jogar a sua versão de DOS quando era criança. Bom, se não contarmos com o desbloqueável que vem junto do Prince of Persia Sands of Time, claro. As conversões para as consolas da Sega (excepto a da Mega CD) ficaram a cargo da Domark que a meu ver até fizeram um bom trabalho, até porque eles já tinham lançado a conversão deste jogo para o Commodore Amiga. O meu exemplar foi comprado a um colega no passado mês de Janeiro por 5€.

Jogo com caixa e manual

Prince of Persia é um jogo inspirado nos contos das 1001 noites, onde algures num reino das Arábias, o sultão lá do sítio foi comandar uma guerra e deixou o seu reino ao cuidado do seu Vizir, Jaffar. Ora como aprendemos no Aladdin, um Vizir com o nome de Jaffar não pode ser boa pessoa e claro, coisas aconteceram. Jaffar toma então poder e confronta a princesa, obrigando-a a casar-se com ele. Como a jovem recusa, Jaffar lança-lhe então um feitiço, dando-lhe 60 minutos para mudar de ideias, caso contrário morre. As esperanças da princesa estão no seu amado que a vá salvar, mas Jaffar antecipa-se, prende o protagonista e atira-o para o fundo dos calabouços do Palácio.

Morrer empalado por espinhos é só uma das coisas que nos pode acontecer se não tivermos cuidado

Cabe-nos a nós então atravessar uma série de níveis labirînticos, repletos de armadilhas, guardas e outros puzzles. Tudo isto com 60 minutos de tempo limite para terminar a aventura. Ao longo do jogo encontramos imensas armadilhas como plataformas que caem, espinhos que saem disparados do chão, ou mesmo lâminas que nos cortam em dois se não tivermos cuidado. Temos também montes de precipícios que temos de ter em conta para não cair. É que a partir de uma certa altura é morte certa. Para além disso também vamos vendo algumas portas que temos de destrancar, ao pressionar algumas plataformas específicas que servem de interruptor. Por outro lado, também temos de evitar tocar noutros interruptores que nos podem dificultar mais a vida. Tudo isto junto, para além dos combates que referirei em seguida, obriga-nos a explorar bastante cada nível, até que consigamos finalmente resolver estes puzzles. Certamente 60 minutos não são suficientes para as primeiras tentativas, mas eventualmente lá chegamos. O jogo está dividido em 12 níveis, sendo que entre cada nível nos fornecem uma password, onde para além de nos permitir começar no novo nível em questão, também são guardadas outras informações, como a vida que temos disponível e o tempo restante.

Graficamente é uma conversão impressionante pois as sprites continuam muito bem animadas

Os controlos são simples, depois de nos habituarmos. Já o original de PC nos obrigava a esse treino, pelo que aqui, com um comando ainda com menos botões, as coisas não poderiam ser tão simples assim. O botão direccional faz com que Prince se agache, suba ou desça plataformas, ou corra para a esquerda ou direita. O botão 2 serve para saltar, já o botão 1 possui outros usos. Se o pressionarmos enquanto nos movimentamos de um lado para o outro faz com que andemos devagar, passo a passo, em vez de começar a correr. Por outro lado, também nos deixa agarrar em plataformas quando as estamos a descer, ou simplesmente a cair em queda livre, pressionar o botão 1 na altura certa pode-nos salvar a vida! Quando encontramos um guarda, se não tivermos nenhum botão pressionado faz com que o Prince saque da sua espada e se ponha numa posição de guarda (mas antes disso temos de a encontrar!!). O botão 1 serve para atacar, o botão 2 serve para defender, embora não seja muito fácil acertar com os tempos para nos defendermos com sucesso. O botão direccional para a esquerda ou direita faz com que nos afastemos ou aproximemos do nosso oponente, enquanto que ao pressionar para baixo faz com que guardemos a espada, algo que só recomendo fazer caso queiramos fugir do confronto, pois se somos atingidos sem estar numa posição de guarda, é morte instantânea.

Se acharmos que 60 minutos não é desafio suficiente, podemos sempre reduzir o tempo limite nas opções

Do ponto de vista audiovisual devo dizer que fiquei bastante impressionado com o resultado obtido pela Domark/The Kremlin. A versão original era bastante impressionante pela qualidade das animações do Prince, que foram gravadas através de actores reais, neste caso o irmão do criador do jogo, Jordan Mechner. Não sei como, mas conseguiram fazer sprites também muito bem animadas aqui, todas as animações estão bastante fluídas e credíveis. Os cenários também possuem mais cor e detalhe, quando comparados com o original ou mesmo a versão DOS, embora eu prefira o detalhe das partes mais luxuosas do palácio na versão DOS, se bem que a Master System possui cores mais vivas nessa parte. As músicas são poucas, todas elas com melodias árabes que estão muito bem implementadas aqui também. A parte principal do jogo é jogada sem qualquer banda sonora, com alguns pequenos arranjos a serem ouvido ocasionalmente quando algo de importante acontece. Sinceramente é algo que contribui bastante para a óptima atmosfera introduzida pelo jogo.

Portanto esta adaptação do Prince of Persia para a Master System surpreendeu-me bastante pela positiva. É certo que os controlos não são tão bons na parte do combate, e mesmo a maneira como o Prince acelera antes de começar a correr pode-nos causar algumas dificuldades no início. Ainda assim é uma conversão muito sólida, principalmente pela parte audiovisual. A meu ver é dos jogos da Master System mais bonitos que joguei até hoje. A versão Game Gear é idêntica, já a da Mega Drive está uns furos acima no audiovisual mas tenho de a jogar melhor. Outra versão que vale bastante a pena é também a da Super Nintendo, que practicamente duplicou o conteúdo do jogo face ao original. Mas isso é tema para outro artigo no futuro.

Aladdin (Sega Master System)

Vamos para mais uma super rapidinha a um jogo para a Master System, isto porque já cá trouxe a versão da Game Gear que é essencialmente o mesmo jogo. O Aladdin da Mega Drive é um dos melhores exemplos onde na era das 8 e 16 bits poderiamos ter jogos sobre a mesma franchise completamente diferentes entre si para diferentes plataformas. A Capcom desenvolveu um jogo muito interessante para a Super Nintendo, já a Virgin fez outro excelente jogo para a Mega Drive e PC. Surpreendentemente a Virgin lançou também conversões baseadas no jogo da Mega Drive para a NES e Gameboy, algo que sempre achei curioso pois supostamente a Capcom detinha direitos exclusivos para consolas da Nintendo. Por outro lado também é curioso que a Virgin não tenha desenvolvido nenhuma adaptação para a Game Gear ou Master System, que acabou por ser publicada pela própria Sega, após terem subcontratado a Sims para a desenvolver – um pequeno estúdio responsável por muitos dos jogos da Sega nas suas consolas 8bit. Confusos? É normal, eu também fico às vezes. O meu exemplar da Master System foi comprado a um colega meu no mês de Janeiro por 5€.

Jogo com caixa e manual

Portanto este é essencialmente o mesmo jogo que na Game Gear, embora com uma resolução maior. É um jogo de plataformas mas mais lento que o da Mega Drive, onde o foco está mais na exploração dos níveis, sendo que também temos uns quantos níveis de perseguições, onde o ecrã está em scrolling constante e temos de nos desviar de uma série de obstáculos.

Pode não ser o melhor jogo de plataformas, mas a nível de apresentação está excelente

Graficamente é um jogo excelente, sem dúvida um dos jogos mais bonitos da Master System. As sprites estão muitíssimo bem detalhadas, assim como os níveis. Aqueles que decorrem nas ruas de Agrabah têm também uns belos efeitos de parallax. As músicas são também muito agradáveis, mesmo usando o primitivo chip de som da Master System, o PSG. Para além disso, de todas as adaptações do filme do Aladino, esta (e a da Game Gear, claro) é sem dúvida a mais fiel ao filme pois entre cada nível vamos tendo várias cutscenes que nos vão contando a história. Se por acaso nunca viram o filme, mas vão jogar este jogo, ficam a saber todas as partes importantes da história.

Adventures of Batman and Robin (Sega Game Gear)

Adventures of Batman and Robin é uma série de animação que conforme o próprio nome indica, coloca Batman e Robin como personagens principais na luta contra o crime nas ruas de Gotham City. A adaptação dessa série televisiva para a Mega Drive resultou num dos videojogos tecnicamente mais impressionantes da 16bit da Sega, mas infelizmente o seu preço tem vindo a subir em flecha, pelo que eu ainda não tenho o jogo na colecção. No entanto, recentemente surgiu um exemplar da versão Game Gear na Cash Converters do Porto por 12€, que eu acabei por comprar. Será que esta versão é também tecnicamente impressionante? Veremos.

Apenas cartucho

A história é simples, o Joker reune uma série de bandidos poderosos para lutar contra o super herói. Para além disso raptou também o Robin, pelo que iremos ao longo do jogo explorar diferentes níveis, defrontar os minions do Joker, culminando em mais uma batalha contra o super vilão.

Em screenshots até que é um jogo bem bonito. Em movimento já perde algum charme

Este é um jogo de acção/plataformas onde controlamos apenas o Batman. Com os dois botões faciais da Game Gear podemos saltar ou atacar que, em conjunto com o D-Pad e mediante se estamos próximos dos inimigos ou não, determina se damos socos ou pontapés, ou usamos armas brancas. Por defeito temos os Batarang equipados, cujos têm munição ilimitada. Mas ao longo do jogo poderemos encontrar alguns power ups que nos dão acesso a novas armas, desta vez com munições contadas, como shurikens ou bombas. Para equipar estas armas recorremos ao botão de Start, que para além de pausar o jogo leva-nos para este ecrã de inventário. Outros power ups que podemos apanhar ao longo do jogo consistem em medkits que nos regeneram a barra de vida, ou mesmo vidas extra.

Os níveis vão sendo variados entre si, abordando diferentes cenários como as ruas de Gotham, estúdios televisivos, escritórios, prisões, cemitérios e até parques de diversão! Por outro lado os níveis são um pouco labirínticos, vamos ter de os explorar bem, não é só andar da esquerda para a direita. No final de cada nível temos sempre um confronto contra um boss. Alguns deles até são personagens que me recordo dos desenhos animados, outros não faço ideia mesmo. Outro detalhe que devo mencionar é o facto de a nossa vida não regenerar de nível para nível.

No final de cada nível temos sempre um boss para defrontar

A nível gráfico devo dizer que sim, é um jogo bonito, com sprites e cenários bem detalhados e coloridos. No entanto devo dizer que isto ficaria muito melhor numa Master System pela maior resolução no ecrã. Numa portátil como a Game Gear, o facto de terem feito sprites grandinhas, faz com que não tenhamos um grande campo de visão, o que pode ser um problema, especialmente quando saltamos de um lado para o outro. Ao aterrar, podemos estar cercados por inimigos sem saber! E infelizmente o scrolling também não é tão suave quanto isso. As músicas até que são algo agradáveis, tendo em conta as limitações que a Game Gear e Master System têm nesse departamento.