Adventures of Batman and Robin (Sega Game Gear)

Adventures of Batman and Robin é uma série de animação que conforme o próprio nome indica, coloca Batman e Robin como personagens principais na luta contra o crime nas ruas de Gotham City. A adaptação dessa série televisiva para a Mega Drive resultou num dos videojogos tecnicamente mais impressionantes da 16bit da Sega, mas infelizmente o seu preço tem vindo a subir em flecha, pelo que eu ainda não tenho o jogo na colecção. No entanto, recentemente surgiu um exemplar da versão Game Gear na Cash Converters do Porto por 12€, que eu acabei por comprar. Será que esta versão é também tecnicamente impressionante? Veremos.

Apenas cartucho

A história é simples, o Joker reune uma série de bandidos poderosos para lutar contra o super herói. Para além disso raptou também o Robin, pelo que iremos ao longo do jogo explorar diferentes níveis, defrontar os minions do Joker, culminando em mais uma batalha contra o super vilão.

Em screenshots até que é um jogo bem bonito. Em movimento já perde algum charme

Este é um jogo de acção/plataformas onde controlamos apenas o Batman. Com os dois botões faciais da Game Gear podemos saltar ou atacar que, em conjunto com o D-Pad e mediante se estamos próximos dos inimigos ou não, determina se damos socos ou pontapés, ou usamos armas brancas. Por defeito temos os Batarang equipados, cujos têm munição ilimitada. Mas ao longo do jogo poderemos encontrar alguns power ups que nos dão acesso a novas armas, desta vez com munições contadas, como shurikens ou bombas. Para equipar estas armas recorremos ao botão de Start, que para além de pausar o jogo leva-nos para este ecrã de inventário. Outros power ups que podemos apanhar ao longo do jogo consistem em medkits que nos regeneram a barra de vida, ou mesmo vidas extra.

Os níveis vão sendo variados entre si, abordando diferentes cenários como as ruas de Gotham, estúdios televisivos, escritórios, prisões, cemitérios e até parques de diversão! Por outro lado os níveis são um pouco labirínticos, vamos ter de os explorar bem, não é só andar da esquerda para a direita. No final de cada nível temos sempre um confronto contra um boss. Alguns deles até são personagens que me recordo dos desenhos animados, outros não faço ideia mesmo. Outro detalhe que devo mencionar é o facto de a nossa vida não regenerar de nível para nível.

No final de cada nível temos sempre um boss para defrontar

A nível gráfico devo dizer que sim, é um jogo bonito, com sprites e cenários bem detalhados e coloridos. No entanto devo dizer que isto ficaria muito melhor numa Master System pela maior resolução no ecrã. Numa portátil como a Game Gear, o facto de terem feito sprites grandinhas, faz com que não tenhamos um grande campo de visão, o que pode ser um problema, especialmente quando saltamos de um lado para o outro. Ao aterrar, podemos estar cercados por inimigos sem saber! E infelizmente o scrolling também não é tão suave quanto isso. As músicas até que são algo agradáveis, tendo em conta as limitações que a Game Gear e Master System têm nesse departamento.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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