The Jungle Book (Sega Game Gear)

JungleBook-GG-EU-Front-mediumMais uma mega rapidinha pois como sabem o tempo anda muito curto para estas andanças. The Jungle Book para a Game Gear é a mesma adaptação tardia do clássico filme da Disney editado pela Virgin Interactive, cuja empresa acabou por o publicar em imensas consolas por essa época. A Game Gear não escapou e acabou por receber a mesma adaptação 8bit que da Master System, cuja já foi escrita aqui.

The Jungle Book - Sega Game Gear
Apenas cartucho

Este cartucho em particular foi-me oferecido por um colega de trabalho em conjunto com mais 15 jogos e uma Game Gear. Esta versão é muito idêntica à versão Master System, como já escrevi no parágrafo acima, sendo um jogo de plataformas competente, mas por outro lado que não acrescenta muito ao que já se fazia por essas alturas. Mas continua com uma música título viciante!

Sonic the Hedgehog (Sega Game Gear)

Sonic 1 - GG

Bom, estou mais uma vez numa altura em que o tempo livre é bastante limitado pelo que para não deixar de escrever qualquer coisa por aqui cá trouxe mais uma super-rapidinha. Recentemente ofereceram-me uma série de jogos de Game Gear e lá pelo meio estava um cartucho do primeiro Sonic the Hedgehog. Eu já há muito que tinha escrito por cá sobre a versão Master system desse mesmo jogo, pelo que não me vou alongar quase nada neste muito breve artigo, pois o jogo é muito similar.

Jogo com caixa e manual

Existem algumas diferenças, como em muitas conversões de jogos de Master System para Game Gear e vice versa. A Game Gear é essencialmente uma Master System portátil mas capaz de apresentar uma paleta de cores maior no ecrã, pelo que não é incomum as versões GG de um certo jogo serem mais coloridas que o seu “irmão” para a MS. Por outro lado, o ecrã e resolução menor da Game Gear fazem com que certas mudanças tenham de ser feitas, pelo que é bastante habitual existirem pequenas alterações aqui e ali para o jogo melhor se adaptar às necessidades de uma consola portátil.

screenshot
Estes sinais de perigo alertam-nos que é melhor planear um pouco melhor o que vamos fazer a seguir e abrandar um pouco

Este Sonic the Hedgehog não foi excepção, existindo várias diferenças. Para compensar o ecrã menor que nos dá um tempo de reação mais curto quando corremos a alta velocidade, na primeira zona vamos encontrar alguns sinais de perigo quando nos aproximamos de alguma zona que exija mais cuidado. Alguns bosses também se alteraram e outras mudanças nos níveis em si também foram feitas. Uma das mais conhecidas é o acto 2 da Jungle Zone, em que temos de subir uma cascata por entre algumas secções mais desafiantes de platforming. Na versão Game Gear as coisas foram mais facilitadas.

screenshot
Se há coisa que esta versão me deixa com inveja da Master System é esta intro clássica com o SEEGAAA que tanto gostava.

De resto a jogabilidade é igual a si mesma, estes primeiros Sonics 8bit mantinham padrões de qualidade muito altos, quase tão bons como os principais para a Mega Drive e felizmente esta versão Game Gear não é excepção. A nível gráfico é um jogo bastante colorido e possui várias músicas bem sonantes que me ficaram gravadas na memória até hoje. É um clássico! Mas eu prefiro a versão Master System.

Global Gladiators (Sega Game Gear)

GlobalGladiators-GG-EU-Front-mediumMais um micro-artigo só mesmo para picar o ponto que estes últimos dias têm sido de trabalho intenso e sinceramente também não teria muito mais a acrescentar a este jogo. Isto porque este é um daqueles exemplos em que 2 versões para 2 sistemas acabam por ser bem semelhantes e não há realmente muito a dizer. O jogo que cá trago hoje é a versão Game Gear do Global Gladiators, um platformer bem competente, apesar de ter o nome do Mc Donalds por detrás do mesmo. Este meu exemplar foi-me oferecido após ter comprado uma Gameboy Color na feira da Vandoma por 5€. O vendedor decidiu-me despachar esse jogo também em conjunto. Edit: Arranjei recentemente através de um amigo uma versão completa por 10€.

Jogo com caixa e manual

E digo que este é um micro artigo pois já escrevi sobre a versão Master System há uns bons tempos atrás, sendo esse um dos meus jogos de infância. Poderão ler esse artigo mais detalhado aqui.

Deep Duck Trouble (Sega Game Gear)

Deep Duck TroubleMais uma rapidinha, desta vez a um jogo clássico de plataformas da Disney que eu faço questão em um dia destes arranjá-lo para a Sega Master System. Deep Duck Trouble é mais um jogo de plataformas do Pato Donald produzido pela Sega, sendo um sucessor espiritual do também clássico Lucky Dime Caper, indo também buscar uma perninha aos DuckTales da NES, na minha opinião e mais à frente explico o porquê. Este cartucho foi comprado algures durante o mês de Janeiro de 2015 na Feira da Ladra em Lisboa, levei-o num bundle juntamente com outros jogos de GG incluindo o Tempo Jr e o Spider-Man já aqui analisados. Edit: Recentemente arranjei uma versão completa (embora em mau estado) por 10€.

Jogo com caixa e manual

A história deste jogo é simples, mais uma vez a ganância do Tio Patinhas meteu-o em trabalhos, pois na sua procura de mais tesouros para aumentar a sua já incalculável fortuna, encontrou um tesouro que o amaldiçoou, inchando-o de ar como um balão se tratasse. A solução? Encontrar as restantes peças do tesouro amaldiçoado e quebrar assim a maldição. Essa tarefa ficou invariavelmente para o pato do costume, o Donald, que nos levará através de vários cenários completamente distintos.

screenshot
Comer um pimento vermelho neste jogo tem as suas vantagens

A primeira semelhança com Ducktales está no facto de inicialmente podermos escolher a ordem pela qual queremos jogar cada nível, que por sua vez está dividido em diferentes actos. Donald pode atacar os inimigos de duas maneiras, ao saltar-lhes para cima como em 90% dos jogos de plataforma da época, ou dando pontapés em várias rochas quadradas espalhadas pelos níveis, que se forem pontapés certeiros, pode derrotar os inimigos que são atingidos. Em Ducktales o Patinhas faz o mesmo, embora com a sua bengala. Donald possui uma “barra de vida” composta por 3 hit-points, que pode ser regenerada ao encontrar comida em cestos que podem ser partidos pelos mesmos pontapés de Donald. Também podemos encontrar e comer pimentos picantes que fazem Donald correr que nem um maluco, derrotando qualquer inimigo e destruindo todas as pedras que lhe apareçam à frente, um pouco como acontece no Quackshot da Mega Drive.

screenshot
Debaixo d’água não conseguimos saltar em cima dos inimigos, mas dar pontapés nas caixas é OK!

Os níveis são variados entre si, tendo as habituais florestas, níveis sub-aquáticos onde a nossa mobilidade é um pouco mais limitada, mas ainda assim são níveis agradáveis, outros de gelo onde que faz com que estejamos constantemente a escorregar e claro, ruínas abandonadas para explorar. Os últimos níveis em particular são os mais difíceis, contrastando com o resto do jogo que é bem acessível. Aqui temos várias armadilhas que irão certamente apanhar os mais desprevenidos na primeira vez. Depois só cai quem quiser, mas mesmo assim é sempre bom termos um stock de vidas extra que podem com alguam facilidade ser acumuladas nos níveis anteriores. O último acto de cada nível coloca-nos sempre contra um boss, mas à excepção do último, que é um combate mais tradicional deste estilo de jogos, os restantes são apenas perseguições onde temos de fugir deles a todo o custo, até que chega uma altura em que eles se espetam contra alguma coisa e é aí que angariamos a peça do tesouro dessa área.

screenshot
De vez em quando lá temos uma pequena cutscene que nos conta a história

Graficamente é um jogo bastante colorido e com sprites bem detalhadas e animadas, especialmente a versão Master System com a sua resolução maior. A versão Game Gear peca como habitual na maior limitação do ecrã, mas mesmo assim está muito boa. As músicas são agradáveis e fazem o chip PSG de 1981 da herança da SG-100 safar-se muito bem, o que muitas vezes não acontece. Mas vindo da Aspect, o mesmo estúdio que nos trouxe boas versões 8bit de jogos do Sonic ou os Land/Legend of Illusion, afinal não me surpreende nada.

screenshot
As animações deste jogo estão óptimas!

Por estas razões acho este um jogo clássico de plataformas do hardware de 8bit da Sega, que apesar da sua simplicidade no level design, acaba por ser bastante agradável de se jogar, e no campo dos audiovisuais também se safa muito bem. Ainda assim, tal como referi no primeiro parágrafo deste texto, faço questão em um dia comprar este jogo na sua versão Master System em caixa, pois é um sistema que estimo mais do que a sua versão portátil.

Spider-Man (Sega Game Gear)

Spider-ManMais uma rapidinha, agora para Game Gear. Este Spider-Man foi um jogo que comprei um pouco às cegas pois não me estava mesmo a lembrar de nenhum jogo do aranhiço para a Game Gear apenas com esse nome. E acabei por o levar em bundle juntamente com outros cartuchos numa das minhas visitas à feira da Ladra em Lisboa por cerca de 3€. Quando cheguei a casa é que me apercebi que isto não é nada mais nada menos que o Spider-Man vs the Kingpin. I have made a huge mistake, e já vão descobrir o porquê.

Spider-Man - Sega Game Gear
Apenas cartucho

Tal como o nome completo do jogo indica, o nosso principal adversário é o Kingpin, o rei do crime organizado lá do sítio, embora também tenhamos de defrontar uma série de outros vilões clássicos da série do Spider-Man, como o Dr. Octopus, Venom ou o Green Goblin. O plano do Kingpin consistia em tentar desacreditar o homem-aranha na opinião pública, transmitindo pequenos relatos de TV indicando que o herói era na verdade um criminoso e estava a planear explodir uma bomba bem no centro da cidade nos próximos XX minutos. O resto do jogo leva-nos literalmente em contra relógio a tentar progredir na história, defrontando outras caras conhecidas para desactivar as bombas, desmascarar o Kingpin e salvar a sua imagem.

screenshot
Não seria um jogo do homem aranha se não nos pudéssemos balancear com as teias

A minha maior queixa deste jogo (minha e a de muitos outros) são os controlos horríveis, com uma má detecção de colisões, inimigos bem chatos e cada dano que sofrermos expelir-nos bem para trás o que pode trazer ainda mais algumas chatices. Isso e a dificuldade bem acima da média. Mas se tentarmos ignorar esses defeitos, então este jogo até que tem algumas coisas interessantes e originais. Para começar vamos mesmo jogar o resto do jogo em contra relógio. Com sensivelmente 30 minutos para desarmar as bombas vamos ter de atravessar vários níveis repletos de perigos e inimigos e tudo isto com apenas uma barra de energia e uma vida. Como restauramos a nossa vida? Bom, a qualquer momento do jogo podemo-nos “transformar” em Peter Parker e ir descansar ao nosso quarto, restabelecendo alguma dessa energia perdida. O problema é que o relógio continua sempre a contar.

screenshot
Para regenerar a vida podemos descansar no nosso apartamento. Mas o relógio conta sempre!

Depois, com um botão para salto e um outro para atacar, com ataques que tanto podem ser normais como usando as teias de aranha, as nossas reservas de teias também se vão esgotando. E então como as podemos restabelecer? Bom, fazendo o que Peter Parker faz de melhor: fotografar! É nos menus de pausa que podemos escolher essas opções como nos retirarmos temporariamente para recuperar energia, mas também podemos escolher uma máquina fotográfica. A ideia consiste em tirar fotografias aos bosses, para quando chegarmos ao fim de cada nível possamos ganhar algum dinheiro com as mesmas no jornal Daily Bugle e com esse atestar dinheiro ganho atestar o nosso stock de teias. E claro, as teias servem também para nos deslocarmos pelo ar, onde como não poderia deixar de ser, as teias são atiradas para o infinito e mesmo assim o Homem-Aranha consegue balancear-se de um lado para o outro.

No que diz respeito aos audiovisuais, este é outro jogo que não é nada de especial. Ainda assim a versão Game Gear consegue ser um pouco melhor, devido ao seu ecrã reduzido, aumentaram um pouco o “zoom” aos cenários e personagens, aparentando assim ter melhor detalhe. Mas não é nada de espectacular, vale mais pelas “cutscenes” que vamos vendo entre cada nível. As músicas e efeitos sonoros por outro lado são horríveis, do pior que já ouvi numa Master System/Game Gear. Posto tudo isto, não posso dizer que recomende este Spider-Man (vs  the Kingpin), embora até ache alguma piada a alguns conceitos de jogo que lhe introduziram.