Sega Game Pack 4 in 1 (Sega Game Gear)

Sega Game Pack 4 in 1Para não variar o artigo de hoje é mais uma rapidinha, a uma compilação que tanto pode ser um dos lançamentos mais comuns da portátil da Sega, como um dos mais raros e procurados pelos coleccionadores. Sega Game Pack 4 in 1 é uma colectânea com quatro simples minijogos que tanto foi lançada em conjunto com a própria consola (a tal versão bastante comum), como em formato standalone com uma caixinha própria – este sim, um dos holy grails junto dos coleccionadores de Game Gear. Este meu exemplar foi-me oferecido por um colega de trabalho.

Sega Game Pack 4 in 1 - Sega Game Gear
Apenas cartucho

Os quatro minijogos consistem em variantes do Columns, um jogo de Rally, um outro de penalties e um de ténis. O primeiro é mesmo muito semelhante ao Columns normal, mas com um cheirinho a Puyo Puyo, pois agora temos de juntar 4 ou mais blocos de cores semelhantes para os fazer desaparecer. E tal como Puyo Puyo, não é necessário que os blocos formem uma linha recta ou diagonal, basta que se toquem. O Penalyy shoot out é na minha opinião o pior jogo da compilação. É um jogo em que apenas marcamos (e defendemos) penáltis, nada mais. No caso de um atacante, podemos escolher a direcção do remate (esquerda, meio ou direita) bem como a altura. No caso do guarda-redes… bom resta-nos adivinhar qual a direcção que o CPU vai escolher e tentar defender. E é isto! O que acaba por ser bastante repetitivo.

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O jogo de rally é divertido, embora seja bastante simples. Peca principalmente pela música repetitiva

Sobram então o jogo de Ténis e o de Rally que acaba por ser uma espécie de Hang-On de quatro rodas. Aqui o objectivo é ir passando os vários checkpoints dentro do tempo que temos disponível. Indicações de curvas para a esquerda ou direita vão sendo dadas na parte superior do ecrã, o que sinceramente sempre foi um detalhe que gostei em jogos de Rally. De resto a jogabilidade é simples e ao contrário de Hang-On ou Out-Run o nosso veículo não explode ou capota sempre que batemos nalgum carro adversário, perde apenas velocidade. Já o jogo de ténis é também bastante simples, porém bem conseguido. De todos os que estão no cartucho é capaz de ser o que mais me agrada para algumas partidas mais casuais que sejamos sinceros, é para isso que este cartucho serve. De notar o pormenor interessante de termos o Sonic como árbitro das partidas, uma analogia clara ao velhinho Tennis da NES, que coloca Mario no mesmo papel.

Sim, o jogo dos penáltis é muito mau...
Sim, o jogo dos penáltis é muito mau…

Graficamente é um jogo bastante simples em qualquer um dos 4 jogos, sendo talvez mais bem conseguido uma vez mais no mini jogo de Ténis. Os outros são mais simplistas e mesmo no jogo de rally os backgrounds poderiam ser mais bem detalhados. As músicas infelizmente não são muitas e em certos jogos (precisamente no de rally) acabam por ser um pouco repetitivas.

Qualquer semelhança com o Tennis da NES é mera coincidência... ou não
Qualquer semelhança com o Tennis da NES é mera coincidência… ou não

Apesar de gostar dos cartuchos multi-jogos que por norma a Sega lançava para as suas consolas domésticas (as compilações Mega e Master Games por exemplo) essas acabavam por conter jogos na sua maioria já com provas dadas de sucesso de crítica e de público. Este Sega Game Pack 4 in 1 acaba por ser algo diferente, precisamente por não seguir esse padrão e incluir 4 mini jogos exclusivos, que acabaram por ser algo inconsistentes quanto à sua qualidade, na minha opinião.

Evander Holyfield’s Boxing (Sega Game Gear)

Evander HolyfieldMais uma super rapidinha para não perder o ritmo. Estes meus posts super rápidos são sobre versões semelhantes de jogos que já tenha, ou outros que sinceramente não são muito a minha praia mas cá vieram parar. Este Evander Holyfield’s Boxing da Game Gear, como o proprio nome indica é um jogo de boxe e foi-me oferecido por um colega de trabalho, juntamente com outros jogos da Game Gear e da própria consola. E como tudo o que chega cá por “doações”, por cá fica.

Evander Holyfield's Boxing - Sega Game Gear
Apenas cartucho

Aqui temos diferentes modos de jogo, desde combates simples que até podem ser jogados por multiplayer com recurso ao cabo de ligação para unir duas Game Gears, até um modo de torneio onde podemos criar o nosso próprio lutador e seguir uma carreira que acabará por nos levar até ao Evander Holyfield, o único pugilista real no meio de muitos outros fictícios. Depois entre cada combate poderemos treinar vários exercícios que nos irão melhorar os nossos stats. Normalmente, o jogo é jogado numa perspectiva de primeira pessoa em que apenas vemos os nossos punhos e o oponente. A jogabilidade usa os botões direccionais em conjunto com os faciais para desferir os vários golpes. Sinceramente nunca fui grande fã deste estilo de jogo, mas há algo de original no meio disto tudo, pois podemos alternar entre a nossa perspectiva em primeira pessoa, bem como a do nosso oponente, vendo apenas os seus punhos e o nosso pugilista que criamos à nossa medida. No caso das pequenas cutscenes quando mandamos o oponente ao chão, essa perspectiva mantém-se pois vemos o opoenente deitado no chão na terceira ou primeira pessoa, inclusivamente com o árbitro a olhar para nós ao fazer a contagem.

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O que achei mais original aqui é o facto de podermos jogar com a perspectiva de primeira pessoa dos nossos adversários

Tecnicamente é um jogo minimamente competente, os gráficos apresentam algum detalhe na caracterização das personagens e pouco mais. As músicas não são das melhores, até porque os combates são apenas acompanhados pelos sons dos socos e bloqueios, para além das contagens em voz digitalizada pelo ábritro, embora a mesma seja um pouco abafada, o que é normal tendo em conta as limitações da plataforma. De resto é para mim um jogo não lá muito do meu interesse, mas ainda assim, dos poucos jogos de boxe que há para esta consola, este é provavelmente o mais bem conseguido.

Ariel the Little Mermaid (Sega Game Gear)

Ariel Little MermaidDe todos os jogos da minha colecção, este será certamente aquele mais másculo. Inspirado no conhecido filme de animação da Disney, esta é a adaptação desenvolvida pela Blue Sky Software a pedido da Sega para a sua portátil Game Gear. E este é um sidescroller que sinceramente não é lá grande coisa e só está na minha colecção pois foi uma oferta de um colega de trabalho em conjunto com mais uns quantos cartuchos. Vamos lá a mais uma rapidinha.

Ariel the Little Mermaid - Sega Game Gear
Apenas cartucho

Poderão ver este jogo como um protótipo de um Ecco the Dolphin (se bem que tenha saído mais tarde), onde todo o jogo é passado debaixo de água a explorar várias partes do oceano. O nosso objectivo ao longo dos quatro níveis é o de encontrar e libertar todas as outras sereias (e sereios) que foram feitos prisioneiros de Ursula e dos seus minions. Para isso podemos escolher controlar Ariel ou Triton, ambos com a mesma jogabilidade mas ataques diferentes que acabam por fazer o mesmo. Se bem que infelizmente os controlso não são os mais fluídos e esse ataque por vezes acaba por ser tão inútil que quando estamos a combater os bosses nem vale a pena fugir deles, é atacá-los repetidamente até os derrotar, pois conseguimos manter vidas suficientes para o fazer. Para além disso, podemos também chamar os nossos amigos temporariamente para desempenhar algumas tarefas que nos ajudam, como arrumar com rochas ou atacar alguns inimigos. E se estivermos perdidos, basta ir ao ecrã de pausa e carregar no botão 2 para ter um mapa do nível como se fosse através de um sonar. Aí é marcada a nossa posição, a das sereias que temos de resgatar e o boss do nível. Falando nos bosses, era muito bom que fossem melhores animados, são practicamente estáticos!

Não é só a Ariel que controlamos, mas também o seu pai, o Rei Tritão
Não é só a Ariel que controlamos, mas também o seu pai, o Rei Tritão

Graficamente é um jogo minimamente bonito para as capacidades da Game Gear, sendo colorido e apresentando detalhe quanto baste tendo em conta a pequena resolução do ecrã. No entanto não tem efeitos sonoros, mas apenas música que sinceramente não achei assim nada de especial. Em suma, um jogo que não me deixa grandes alegrias e que recomendo apenas a coleccionadores que façam questão em o ter.

Mighty Morphin Power Rangers (Sega Game Gear)

Power RangersVamos lá a mais uma rapidinha. Há uns meses atrás aproveitei para escrever um artigo sobre o primeiro jogo dos Power Rangers da Mega Drive, um jogo que sinceramente não achei que fosse lá grande coisa. Recentemente um colega de trabalho ofereceu-me a sua Game Gear e um dos jogos que trazia era precisamente o primeiro Power Rangers. Geralmente as conversões 16 para 8 bit deixam sempre um pouco a desejar, mas esta parece-me ser uma excepção à regra, na medida em que gostei mais da jogabilidade.

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Apenas cartucho

Tal como a versão Mega Drive, este também é um jogo de luta, embora com um bocadinho de scrolling nas arenas, devido ao ecrã reduzido da Game Gear. Também tenta mimicar o que acontecia nos episódios da TV e nesse campo até acho que fez um papel melhor que a versão Mega Drive, pois a fórmula é a seguinte: A Rita Repulsa manda uma criatura qualquer para invadir a Terra, os Power Rangers andam à porrada com os minions e esse bicho especial, depois a Rita faz-lo crescer, os Power Rangers montam então o seu Mega Zord e lutam uma vez mais com o bicho agora crescido. A principal diferença aqui para a versão Mega Drive é que aqui vamos tendo os minions para lutar. Isto torna-se então numa espécie de beat ‘em up, mas onde enfrentamos um inimigo de cada vez. De resto temos também a inclusão do Ranger verde que começa por ser um mau da fita mas depois acaba por se juntar a nós e serve de personagem jogável.

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Este Power Rangers é um jogo de luta bem fluído e que faz melhor figura que a versão Mega Drive

De resto temos claro um modo versus em que após chegarmos ao fim do jogo principal em Normal ou Hard desbloqueia todas as personagens jogáveis para este modo de jogo, o dream mode, que nos permite fazer lutas impossíveis como um power ranger contra o MegaZord, por exemplo. Mas é mesmo na jogabilidade fluída e rápida que este jogo marca pontos quando comparado com a versão Mega Drive. Mesmo dispondo de apenas 2 botões de acção e um direccional, existem uma série de golpes especiais que podemos desencadear e a sua execução está bastante boa tendo em conta que é um jogo de Game Gear. Fiquei agradavelmente surpreendido!

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Boas cutscenes entre cada batalha, com um maior foco n saga do ranger verde

No quesito gráfico, este é também um bom trabalho tendo em conta as limitações da plataforma. É bastante colorido, com animações fluídas e detalhadas tendo em conta a baixa resolução do ecrã. As músicas é que são o calcanhar de Aquiles habitual nas máquinas de 8bit da Sega, no entanto ainda ouvimos uma ou outra melodia bem familiar para quem viu o programa de TV na sua altura. Um bom jogo no fim de contas!

Halley Wars (Sega Game Gear)

Halley WarsMais uma rapidinha e para não variar vai ser mais um jogo de GameGear, desta vez um shmup vertical que até acabou por me surpreender pela positiva. Este meu exemplar é mais um dos cartuchos que veio num generoso conjunto que me foi oferecido por um colega de trabalho e que eu bem agradeço! Edit: Arranjei recentemente uma versão completa com caixa e manual.

Jogo com caixa e manual

Invariavelmente, nós somos um piloto solitário, a última grande esperança da raça Humana que nos recai o pesado fardo de sozinhos enfrentar uma horda de extraterrestres que achavam que nós estaríamos a mais no universo e então mandam um enorme cometa em rota de colisão com o nosso querido planeta. Daí o nome Halley Wars, penso eu. E se a história baseia-se em algo que já vimos vezes sem conta, a jogabilidade é um misto de tradicional e inovadora.

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Inicialmente as coisas até são bem simples.

Tradicional porque utiliza as mecânicas básicas de um shmup vertical, nós contra um exército de aliens e também asteróides que se vão metendo no nosso caminho. Podemos apanhar uma série de power-ups que tanto nos vão aumentando o poder de fogo, passando de uns modestos lasers para disparos mais poderosos e também com fogo diagonal, power-ups de velocidade que nos aumentam a agilidade, escudos que nos deixam invulneráveis a uma série de projécteis inimigos ou as “naves ajudantes”, um pouco como no R-Type, pelo menos conceptualmente, já que têm as suas diferenças. Podemos apanhar até um máximo de 4 que vão voando atrás de nós em formação de V invertido onde nos aumentam ligeiramente o poder de fogo e podem ser utilizadas como bombas inteligentes, o ataque especial que causa dano em todos os inimigos no ecrã. Mas não convém as segurarmos durante muito tempo, até porque são bem vulneráveis ao fogo inimigo. Quando virmos que um deles está para ser atingido, o melhor é usá-lo! A outra mecânica de jogo mais incomum é o medidor de dano. Ao longo do jogo vamos vendo uma percentagem no canto inferior direito do ecrã. Bom, essa é a percentagem de dano que o planeta Terra sofre, cada vez que deixamos um inimigo ou asteróide se escapar de nós. Caso chegue a 100%, naturalmente resulta num game over.

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Estes nossos “ajudantes” até que foram implementados de uma forma inteligente e original

No que diz respeito aos gráficos, acho este um jogo muito bem conseguido nesse aspecto. A viagem pelo nosso sistema solar não é apenas num fundo negro e estrelado, mas sim iremos também passar pela superfície lunar, de Saturno e os seus anéis repletos de asteróides indestrutíveis, as tradicionais enormes bases espaciais alienígenas e até o próprio cometa maldito será visitado e tudo até tem um bom aspecto. Por outro lado, as músicas não as achei nada de especial e os efeitos sonoros cumprem o seu papel.

No fundo, achei este Halley Wars um bom achado e os fãs de shmups irão certamente apreciá-lo, pelo que recomendo a sua compra caso o encontrem baratinho, num dia destes.