World Cup Soccer (Sega Game Gear)

world-cup-soccerHá coisas que estou sempre a aprender. Quando comprei este bundle de jogos para a Game Gear ao desbarato na Feira da Vandoma estava longe de imaginar que já tinha jogado este World Cup Soccer da Tengen. Mas na verdade, esse jogo foi também lançado com um nome diferente e que deixava a Tengen completamente fora da equação. A versão Master System deste jogo é também conhecida por Tecmo World Cup 93, cuja já cá trouxe numa rapidinha.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

Este Tengen World Cup Soccer é também conhecido no Japão como Kick & Rush. E tal como a versão Master System possuimos dois modos de jogo: um que simula a competição da Taça do Mundo de futebol, outro para partidas amigáveis, que pode também ser jogado através de multiplayer com recurso a um cabo que liga uma Game Gear à outra. De resto este World Cup Soccer possui os mesmos defeitos e virtudes que a sua versão Master System. Por um lado a sua jogabilidade é empolgante e completamente arcade, mas por outro não existem quaisquer tipos de faltas, e a possibilidade de podermos alterar por completo o uniforme das selecções também não é das coisas que mais me fascina pois pderemos descaracterizar por completo uma selecção.

Tal como na versão Master System fica a faltar o mostrador do resultado, para além do tempo de jogo.
Tal como na versão Master System fica a faltar o mostrador do resultado, para além do tempo de jogo.

De resto a maior diferença está mesmo na resolução do ecrã ser menor, o que permite dar mais destaque às sprites dos jogadores do que propriamente ao campo que nos envolve. De resto é practicamente idêntico, com algumas imagens digitalizadas a surgirem no ecrã cada vez que um golo é marcado. As músicas são mais ou menos, não achei que fossem as mais cativantes de sempre mas vão-se ouvindo. De resto é um jogo de futebol banal e tanto a Game Gear quanto a Master System possuem melhores jogos no seu catálogo deste género.

Columns (Sega Game Gear)

47213_frontTempo para mais uma rapidinha para a Game Gear. E se a Game Boy tinha no Tetris o expoente máximo nos jogos de puzzle, a Sega fez o mesmo e foi atrás de um dos clones com mais potencial que surgiram na época. Columns, de Jay Geertsen, era um jogo onde blocos verticais tricoloridos iam caindo no ecrã e apenas poderíamos trocar a ordem das cores. A ideia era juntar 3 ou mais blocos em linha da mesma cor e fazê-los desaparecer, com os restantes a “cair” e podendo depois desencadear outras combinações. A Sega ficou então com os direitos de Columns e lançou vários jogos em diferentes plataformas, desde as máquinas arcade até à portatil Game Gear. O meu exemplar veio da feira da Vandoma no Porto, num bundle de vários jogos de Game Gear que me ficou bastante barato. Edit: Recentemente arranjei uma versão completa por 10€.

Jogo com caixa e manual

Tal como já referi acima, o conceito do jogo é bastante simples. É um puzzler em que vão caindo blocos verticais de 3 cores e o objectivo é o de agrupar 3 ou mais blocos da mesma cor para os fazer desaparecer. A única coisa que controlamos, para além de onde colocar o bloco, é a ordem pela qual queremos que as cores apareçam. É possível agrupar blocos horizontalmente, verticalmente e diagonalmente, bem como fazer combos que nos dão mais pontos extra, pois os blocos que desaparecem dão lugar aos que estão imediatamente acima. Nesta versão do Columns temos apenas um bloco especial, que faz com que desapareçam todos os blocos da mesma cor, assentando-o em cima de um bloco com a cor que queremos fazer desaparecer. De resto esta versão possui ainda um modo de jogo, o Flash. Aqui já temos o ecrã previamente preenchido com alguns blocos e temos de os fazer desaparecer até alcançar uma jóia reluzente algures lá no meio.

Os backgrounds vão mudando de cor com o decorrer do jogo.
Os backgrounds vão mudando de cor com o decorrer do jogo.

No que diz respeito aos audiovisuais, sinceramente este Columns é um jogo mais modesto. Graficamente não há muito que pode melhorar, sinceramente. Num ecrã como o da Game Gear, é preciso ter algum cuidado redobrado com a área de jogo. Existem alguns backgrounds que vão mudando ligeiramente com o tempo, mas nada de especial. Infelizmente as músicas é que não são lá muito cativantes para ser sincero e aí poderia ser um ponto mais facilmente melhorado. Ainda assim neste tipo de jogos o que interessa mesmo é a jogabilidade e Columns é um jogo bem sólido nesse aspecto. Esta versão Game Gear não foge à regra nesse aspecto e isso é o mais importante.

Mortal Kombat (Sega Game Gear)

mortal-kombatO próximo dos artigos super-rápidos por serem sobre conversões idênticas a jogos que já tenha analisado, desta vez trouxe a versão Game Gear do primeiro Mortal Kombat. Como estariam à espera, esta versão é muito idêntica à da Master System, o que por si só não é muito abonatório ao seu favor. Tal como a versão SMS, aqui também faltam lutadores, nomeadamente o Kano e o Reptile. Algumas das arenas também foram cortadas e a jogabilidade não é tão boa. A grande diferença está uma vez mais na menor resolução do ecrã da Game Gear.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

O meu exemplar veio também da Feira da Vandoma no Porto, num bundle em que comprei a consola mais uns quantos jogos por 10€. Para mais informações sobre esta adaptação do primeiro Mortal Kombat, recomendo passar pelo artigo da Master System.

Super Monaco G.P. II (Sega Game Gear)

21628_frontOs próximos artigos serão apenas muito breves entradas, isto porque são de conversões que já foram por aqui analisadas. Este caso é o de Ayrton Senna’s Super Monaco G.P. II, a última sequela desta série de corridas de F1 da Sega, com as suas origens nas arcades. Este jogo foi conhecido pela importante participação do famoso piloto Ayrton Senna no seu processo de desenvolvimento, principalmente da versão da Mega Drive, que o tornou no jogo mais realista no mercado (para consolas caseiras, visto que nos computadores a história era outra). O jogo saiu então para as 3 principais consolas da Sega na altura, entre as quais a versão Master System que já analisei aqui.

Apenas o cartucho
Apenas o cartucho

O meu exemplar foi comprado na feira da Vandoma no Porto, num bundle da consola com uns 7 ou 8 jogos que me ficou por 10€. A versão Game Gear é idêntica à da Master System, com as principais diferenças a estarem no facto do ecrã da Game Gear ser mais pequeno e a informação a ter de ser adaptada à menor resolução. A outra grande diferença está no suporte a multiplayer para 2 jogadores. Enquanto que na Master System isso foi uma das coisas que falhou, aqui existe com recurso ao cabo de ligação entre 2 Game Gears.

Daffy Duck in Hollywood (Sega Game Gear)

Daffy DuckDaffy Duck in Hollywood foi um jogo de plataformas que eu joguei bastante quando era mais novo, mas para a Mega Drive. Apesar de saber que existia também uma versão 8bit para a Master System e Game Gear, nunca me tinha dado ao trabalho de a experimentar. Mas eventualmente lá me apareceu a oportunidade de comprar este cartucho baratinho para a Game Gear, numa cash converters há uns meses atrás, e cá estamos para mais uma rapidinha.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

Centrado no pobre pato dos Looney Tunes, aqui o objectivo é o de cumprir uma missão que Yosemite Sam, o pistoleiro, nos pede: que encontremos os seus 12 Golden Cartoon Awards, espalhados algures nos sets de “filmagens” de várias das animações de Daffy Duck que foram lançadas ao longo dos anos. Pensem numa espécie de Mickey Mania, mas com uma história um pouco mais idiota. E então lá teremos de tentar encontrar as 12 estátuas, que geralmente ficam escondidas atrás de passagens secretas não muito visíveis… se não as apanharmos todas lá teremos o mau final. Aliás, mesmo que as encontremos todas podemos ter ainda outro mau final, caso não tenhamos o jogo em Hard. Sim, este é um dos que nos obriga a terminar o jogo em Hard se quisermos ver o verdadeiro final.

Existem 6 zonas com 3 níveis cada. A ordem pela qual os escolhemos é quase totalmente livre
Existem 6 zonas com 3 níveis cada. A ordem pela qual os jogamos é quase totalmente livre

De resto, é um jogo de plataformas normal para os padrões da época, pelo menos para uma conversão 8bit. Um botão para saltar e o outro para disparar a arma de bolas de sabão letais que Daffy Duck transporta. Ao longo dos níveis iremos descobrir uma série de power-ups que vão surgindo na forma de balões. Muitos dos itens apenas servem para aumentar a pontuação, mas há outros que nos aumentam o fire rate da arma, ou mesmo torná-la mais poderosa, ao inclusivamente disparar em 3 direcções em simultâneo. Existem também uns power ups que nos deixam com uma fada protectora a servir de escudo, permitindo assim sofrer dano 1 vez sem perdermos uma vida. Sem esse escudo andamos indefesos e a única que realmente me chateou neste jogo foram os projécteis vindos “do nada” que muitas vezes nos apanham completamente despercebidos.

Graficamente é um jogo normal, a versão Mega Drive é bastante superior neste aspecto, como seria de esperar. Ainda assim, apesar de ter alguns níveis interessantes como o mundo assombrado de Duxorcist, os ninjas de Assault and Peppered ou o mundo futurista de Duck Dodgers, acho que poderiam ser melhor detalhados, em especial os inimigos. As músicas não me deixam grandes recordações também.

Existem vários power ups para a noss arma que podemos encontrar
Existem vários power ups para a noss arma que podemos encontrar

Em suma, Daffy Duck in Hollywood é um jogo de plataformas algo banal. Não é perfeito, tem algumas falhas, mas também não acho que seja propriamente um mau jogo. Mas com a possibilidade de jogar a versão Mega Drive, tecnicamente superior em todos os níveis, o apelo desta versão mais modesta não é muito.