Balls of Steel (PC)

Para terminar os artigos referentes à 3D Realms Anthology, que arranjei por uma bagatela num bundle da bundle stars, o jogo que resta é o Balls of Steel, publicado pela Pinball Wizards, uma outra label criada pela Apogee, tal como a 3D Realms o foi originalmente. Enquanto a 3D Realms foi criada com o intuito de desenvolver e publicar apenas jogos 3D, a Pinball Wizards ia-se focar no género de jogos de Pinball. Se foi uma boa ideia se calhar não, pois Balls of Steel foi o único jogo que a Pinball Wizards alguma vez publicou.

balls-of-steelE Balls of Steel, para os que são fãs acérrimos das mesas de Pinball reais, parece-me ser uma excelente aposta e em 1997, altura em que o jogo tinha sido originalmente lançado, acredito que não houvesse muito melhor no mercado, pois para além de simular mesas de pinball com todo o realismo, inclui também vários extras que seriam impossíveis de se encontrar numa mesa de pinball electromecânica, mas nada impossíveis nos videojogos, unindo dessa forma o melhor dos dois mundos. Inicialmente temos 5 mesas de pinball para jogar, cada qual com diferentes temáticas. Desde os bárbaros dignos de um filme do Conan ou de um Golden Axe, outra com Space Marines contra extra-terrestres, experiências com mutantes que correm mal, ou a brigada anti bombas que tenta impedir bombas de explodir no coração de uma grande cidade. E claro, se não fosse a Pinball Wizards ligada à 3D Realms, temos também uma mesa com a temática do Duke Nukem 3D.

Aqui as mesas possuem um aspecto fantástico e bastante realista para a altura
Aqui as mesas possuem um aspecto fantástico e bastante realista para a altura

O objectivo é então o de fazer o máximo de pontos possível, sendo que para isso teremos de encaminhar as bolas para activarem uma série de interruptores, multiplicadores de pontos, subir algumas rampas e afins. À medida em que vamos explorando as mesas vamos também descobrindo os seus segredos e poderemos participar nalguns minijogos variados (jogáveis naquele LCD), como guiar uma nave por um campo de asteróides, participar em galerias de tiro entre outros. Para além desses mini jogos podemos também ter algumas missões para cumprir dentro de um determinado intervalo de tempo, como destruir aliens que se passeiem pelas mesas, ou passar a bola por umas rampas específicas um determinado número de vezes, ou por uma certa ordem. Há também o desafio do multiball, onde podemos trancar um máximo de 3 bolas num reservatório para depois, durante algum tempo, jogarmos com as 3 bolas em simultâneo na mesa para obter o máximo de pontos possível.

Por vezes lá temos algumas missões para cumprir de forma a obter bastantes pontos. Aqui temos de esmagar os aliens que por ali vão passeando
Por vezes lá temos algumas missões para cumprir de forma a obter bastantes pontos. Aqui temos de esmagar os aliens que por ali vão passeando

Tecnicamente é um jogo muito bom para a sua altura. Cada mesa possui físicas realistas, as rampas e tubos parecem mesmo reais, pela forma como as bolas rolam. Os gráficos são também algo foto-realistas, parecendo mesmo que estamos a jogar numa máquina de pinball verdadeira. As músicas vão sendo algo variadas, dependendo da temática da mesa em questão, assim como as vozes, que para além de serem diferentes de mesa para mesa, cumprem bem o seu papel.

Acredito que hoje em dia existam melhores jogos de Pinball, mas para mim, que não sou um devoto do género, este Balls of Steel até se revelou bastante divertido. Não mencionei acima, mas o jogo foi desenvolvido pela Wildfire Studios que desenvolveu uma série de outros jogos de pinball, entre os quais os KISS Pinball e Austin Powers Pinball que tiveram lançamentos também para a PS1 e me parecem usar o mesmo motor gráfico. Fica a sugestão!

Death Rally (PC)

A minha saga pela 3D Realms Anthology (uma grande compilação de clássicos da Apogee, 3D Realms e Pinball Wizards) está a chegar ao fim, não contando com os jogos que já tinha analisado anteriormente noutras ocasiões. Da Apogee sobra um dos seus últimos trabalhos publicados com o seu nome, sendo também curiosamente uma das primeiras obras da Remedy Entertainment, que nos viria mais tarde trazer séries como Max Payne ou Alan Wake. Este artigo é referente ao jogo original de MS-DOS, que mais tarde foi lançado convertido para Windows e lançado como freeware pela própria Remedy, não é referente ao novo Death Rally lançado em 2011/2012 para dispositivos móveis e Windows mais uma vez.

250px-death_rally_coverDeath Rally é então um jogo de corridas bastante violento, como o nome indica. Aqui vamos participando numa série de corridas violentas, onde com um orçamento inicial de 495$, temos de lutar para nos mantermos nos lugares cimeiros em cada corrida, de forma a amealhar mais dinheiro para comprar upgrades no nosso carro (armadura, motor ou pneus), comprar carros novos ou gastar dinheiro em coisas anti-jogo, como minas, ou sabotar os carros dos nossos oponentes. Ganhar dinheiro é muito importante para a continuidade do jogo, pois o dano sofrido em cada corrida custa a reparar e os nossos oponentes não se importam nada de nos causar estragos. Cada corrida leva 4 carros e temos mesmo de nos esforçar em chegar pelo menos em terceiro, para garantir que conseguimos ganhar algum dinheiro, embora muitas vezes não seja suficiente para pagar os estragos.

Ecrã de selecção de circuito. Podemos até optar por nem correr se acharmos que as nossas chances não serão as melhores
Ecrã de selecção de circuito. Podemos até optar por nem correr se acharmos que as nossas chances não serão as melhores

Nas corridas vamos vendo também vários power-ups, como munições para a nossa metralhadora, dinheiro, ferramentas que nos reparam um pouco os estragos sofridos, itens que nos carregam o turbo ou cogumelos alucinogénicos que nos deturpam a visão, dificultando-nos bastante a vida para ter uma condução coerente. Depois o jogo está também repleto de pequenos detalhes como missões que vamos recebendo como destruir o carro do piloto X ou Y em corrida, evitar que certo piloto não chegue em primeiro lugar, entre outros. Se tivermos com dificuldades financeiras podemos sempre recorrer a um loan shark que nos empresta dinheiro, mas espera um retorno bem maior em breve, pelo que é sempre uma jogada arriscada.

Correr em Death Rally é uma tarefa cheia de adrenalina!
Correr em Death Rally é uma tarefa cheia de adrenalina!

De resto, só me resta explicar também alguns dos conceitos principais do jogo. Existe um ranking de cada piloto e 3 classes de circuitos, os fáceis, médios e avançados, cada qual com diferentes níveis de dificuldade, mas também recompensas monetárias muito diferentes se chegarmos nos lugares cimeiros, assim como a pontuação que nos é atribuida no final de cada corrida. Nessa selecção de circuito vamos vendo os oponentes (e o seu ranking) que se vão registando nas 3 diferentes categorias, pelo que um circuito de dificuldade média pode-se tornar bem mais complucado se um oponente avançado (com carros topo-de-gama) decidir competir aí, ou vice-versa. O nosso objectivo a longo prazo é subir no ranking até ao primeiro lugar, amealhando todo o dinheiro que conseguirmos para comprar o carro topo de gama e respectivos upgrades até termos uma máquina bastante robusta. Quando chegarmos a primeiro no ranking (de onde Duke Nukem também costuma ser uma presença constante) somos então levados para um circuito especial, onde defrontamos apenas o “The Adversary”, o último desafio do jogo. Quando o conseguirmos finalmente derrotar, chegamos ao fim do jogo.

Death Rally possui uma jogabilidade excelente, com circuitos cheios de curvas e contracurvas, e oponentes ferozes que nos vão obrigar a jogar sempre de uma forma agressiva ou mais calculista. Aproveitar as curvas para os fazer despistar e perder segundos preciosos, é uma boa estratégia que a inteligência artificial também nos faz muitas vezes. Evitar sofrer muitos danos é também algo a ter muito em conta, especialmente quando precisamos de poupar dinheiro. De resto, para além do modo “campanha”, Death Rally possuia uma vertente multiplayer online que não foi trazida nesta versão Windows, visto o lançamento original usar arquitecturas e redes IPX, agora obsoletas.

Para além dos upgrades normais, podemos sempre recorrer ao mercado negro e jogar sujo. Afinal toda a gente o faz neste jogo.
Para além dos upgrades normais, podemos sempre recorrer ao mercado negro e jogar sujo. Afinal toda a gente o faz neste jogo.

As músicas são algo variadas, com temas mais rock ou electrónicos que sinceramente até achei bastante agradáveis. Nada a reclamar dos efeitos sonoros e os gráficos são também bastante interessantes tendo em conta que o jogo saiu originalmente em 1996. Apesar de ter uma perspectiva semelhante aos Micromachines clássicos para a Mega Drive, os circuitos são representados com cenários que se assemelham a 3D poligonal, mas que me parecem ser na realidade gráficos digitalizados, um truque usado por jogos como Donkey Kong Country na SNES mas que aqui resulta muito bem. E a variedade de circuitos até que nem é má de todo. A maioria é centrada em cenários urbanos futuristas e nocturnos,  mas existem também outros circuitos em zonas mais florestais ou desertas. A violência é também uma constante com o pobres espectadores das corridas a poderem servir também de pinos de bowling, se bem que nos custam segundos preciosos sempre que atropelemos um.

Death Rally é um jogo clássico que foi bastante viciante na altura em que saiu. A conversão para Windows e freeware ao fim de muitos anos foi algo muito benvindo por parte da Remedy e rejogar este jogo ao fim de muitos anos deixou-me bastante satisfeito e curioso por experimentar o remake que foi lançado há poucos anos atrás.

Realms of Chaos (PC)

Continuando pelas rapidinhas, nesta minha investida pelo catálogo da 3D Realms, através da compilação 3D Realms Anthology, que já está a chegar ao fim, chegamos à vez do Realms of Chaos. Lançado em 1995, já foi um dos últimos jogos a sair com o selo da Apogee, antes da empresa norte-americana se focar a 100% no nome 3D Realms. Foi um jogo que vim a conhecer já no final da década de 90 e nunca lhe tinha dado a devida atenção, pois surgiu na altura do meu “boom” pelo interesse em emulação.

headerRealms of Chaos é um jogo de acção que mistura elementos de platforming com combate. Passado num mundo fantasioso, encarnamos em 2 irmãos que lutam para combater uma ameaça que está a assolar o seu mundo, tornado os habitantes completamente agressivos. Cada um dos irmãos possui diferentes habilidades e podemos alternar entre ambos a qualquer altura. Endrick é o típico guerreiro, a personagem fisicamente mais forte, mas menos ágil e munido apenas de uma espada, pelo que todos os seus ataques serão de curto alcance. A sua irmã é a Elandra, uma feiticeira mais ágil, capaz de saltar mais alto e os seus ataques são mágicos, de longo alcance, embora mais fracos que os do seu irmão. Depois temos os itens e power ups do costume. Por um lado temos tesouros que apenas nos aumentam a pontuação, cristais vermelhos que servem também de unidade monetária para activar alguns dos power ups que encontramos. Coisas como invencibilidade temporária, um escudo de shurikens, ou um boost no poder ofensivo ou na barra de vida de ambas as personagens.

Apesar de não ser exagerado, existe algum gore no jogo que pode ser desactivado
Apesar de não ser exagerado, existe algum gore no jogo que pode ser desactivado

De resto é um jogo bastante desafiante, pois os inimigos são impetuosos, com padrões de movimento que nem sempre são fáceis de desviar, o próprio design dos níveis também está repleto de armadilhas, saltos sobre espinhos ou abismos sem fundo, ideais para algum inimigo nos acertar a meio salto e mandar-nos para nossa morte. Sim, isto acontecerá vezes sem conta em especial nos níveis mais avançados. De resto os visuais são bem agradáveis, com diversos cenários como florestas, cavernas, templos antigos, locais místicos como florestas de cogumelos gigantes ou vulcões em chamas, este é um jogo graficamente bonitinho. Mas também já estavamos em 1995, já era sem tempo de a Apogee lançar um jogo 2D com este nível de detalhe e cor. As músicas são também algo variadas, muitas delas com temas algo tribais.

Por vezes trocar a força bruta pelas magias de longo alcance são mesmo necessários
Por vezes trocar a força bruta pelas magias de longo alcance é mesmo necessário

Resumindo, este Realms of Chaos é um bom jogo de acção/plataforma em 2D, faz-me lembrar de certa forma o Alisia Dragoon, não necessariamente pela jogabilidade, mas mais pelo setting fantasioso em que decorre. É um jogo desafiante e acaba por trazer algumas surpresas para quem conhecer os antigos trabalhos de Keith Schuler, nomeadamente o Paganitzu. Cheguem ao fim e logo vêm!

Mystic Towers (PC)

Continuando pelo catálogo da Apogee / 3D Realms que tenho vindo a redescobrir após ter comprado a colectânea 3D Realms Anthology ao desbarato num bundle da Bundle Stars, a rapidinha que cá trago hoje é de um jogo que sempre me despertou imensa curiosidade por ser bastante diferente de tudo o que a Apogee fazia até então. Estou a falar, claro, do Mystic Towers, um jogo de acção numa perspectiva isométrica e que conta, como herói, um velhinho todo caquético.

Mystic_Towers_hi-resA história coloca-nos então no papel do velho feiticeiro Baron Baldric, cuja missão é a de explorar e destruir 12 torres povoadas de monstros. Cada torre possui 5 andares, com 9 salas cada um, sendo que o objectivo é o de destruir todos os monstros e procurar todas as chaves de forma a poder ganhar acesso à torre seguinte. O problema é que os monstros vão fazendo respawn até que consigamos encontrar e destruir o gerador de monstros existente em cada torre. Para isso temos de procurar uma bomba e colocá-la no gerador para o destruir. Para além da barra de vida cuja pode ser regenerada automaticamente com o tempo, temos também de nos preocupar com barras de fome e sede, obrigando-nos a comer a comida que encontremos por aí e beber água dos fontanários. Também podemos beber garrafas que encontramos, mas se tiverem álcool vai nos deixar temporariamente bêbedos, dificultando-nos a vida. Dos itens que encontramos, ou podemos comprar em máquinas de “vending” para o efeito estão os feitiços. Existem vários feitiços, muitos deles atacantes (como bolas de fogo, raios electricos ou bolas de gelo), outros possuem diferentes efeitos, como levitação (ideal para não pisar armadilhas), regeneração de vida ou teletransporte. Tudo isto torna o Mystic Towers num jogo bastante desafiante, até porque é frequente ficarmos sem água, algo perdidos no labirinto, armadilhas por todo o lado e os inimigos muitas vezes são bastante fortes, requerindo muitos “tiros” dos nossos feitiços. O facto de o jogo ser todo em perspectiva isométrica também não ajuda nada a tentar acertar nos inimigos, pois eles mexem-se muito rapidamente.

Lá está o velho a fazer parvoíces!
Lá está o velho a fazer parvoíces!

No que diz respeito aos gráficos e som, bom, este é um jogo bastante colorido e detalhado. As salas estão muito bem detalhadas e com decorações variadas, o design dos inimigos é também bastante diversificado. O próprio Baron Baldric possui imensas animações cómicas e é bastante comum ele começar a fazer palermices vindas do nada, por vezes até atrapalhando o que estaríamos a fazer. As músicas são também agradáveis, muitas delas têm um feeling medieval que também se encaixa muito bem no estilo de jogo em si.

Muitas vezes, acertar no nosso adversário é um martírio!
Muitas vezes, acertar no nosso adversário é um martírio!

Tudo isto tornam este Mystic Towers num jogo interessante para se descobrir. É bastante desafiante pelas mecânicas de jogo introduzidas, pecando na minha opinião mais no combate, pois a perspectiva isométrica e os padrões de movimento rápidos e erráticos dos nossos inimigos nos fazem desperdiçar muitos feitiços valiosos (apenas o ataque de gelo possui munição infinita, mas é o mais fraco).

Cibele (PC)

Tal como o Her Story, este Cibele também foi um jogo que deu entrada na minha conta do steam após ter sido comprado por uma bagatela num Humble Bundle, dedicado a videojogos com foco na narrativa. É possivelmente o jogo mais curto do pacote, pelo que esta será também uma rapidinha.

headerCibele coloca-nos na vida de uma jovem nerd de 19 anos com baixa auto-estima, com os típicos passatempos de outras da mesma faixa etária: anime, videojogos e blogues com entradas idiotas que não interessam a ninguém. Sim, estou a ser mauzinho porque Cibele é acima de tudo um jogo lamechas. Supostamente baseado numa história real, mostra a vida de Nina que se envolve com um rapaz com o qual joga um MMORPG chamado Valtameri. À medida que vamos progredindo no jogo, Nina apaixona-se, as coisas começam a escalar, e terminam abruptamente. O jogo é curto, mas não vou fazer aqui o spoil óbvio que se topa a milhas nos primeiros minutos de jogo.

Este é o desktop de Nina. Como é que alguém gosta de tanto cor-de-rosa assim é para lá da minha compreensão
Este é o desktop de Nina. Como é que alguém gosta de tanto cor-de-rosa assim é para lá da minha compreensão

Há aqui alguma originalidade no entanto. No início de cada acto, podemos explorar livremente o desktop de Nina. Ver as suas fotografias, logs de chats com outras amigas, ou rascunhos das suas entradas desinteressantes do seu blogue. Abrir o e-mail ou posts de um fórum qualquer também é uma possibilidade. O ícone no canto inferior esquerdo leva-nos para o videojogo Valtameri, onde se simula uma partida online e é aí que a história se desenvolve. Nina vai jogando sempre com um rapaz com a alcunha de Ichi, que lá lhe vai mandando uns piropos do tipo: “ah e tal eu sou tão anti social e envergonhado, mas tu até que és bem gira”. Paralelamente podemos acompanhar pequenos chats dentro do jogo, ou mesmo actualizações de novos e-mails, fotos e afins. Enquanto estamos no mundo de Valtameri, parece que estamos a jogar, mas apenas temos de ir clicando nos monstros que nos aparecem à frente. Nina nunca sofre dano, nem quando surge o boss. Quando finalmente derrotamos o boss, a história desenrola-se um pouco mais, através de pequenos vídeos. Passamos para o capítulo seguinte que pode ser dias ou meses depois e o processo repete-se.

É durante as partidas de Valtameri que a maior parte do romance se desenrola. Podemos ainda participar nalguns chats que geralmente não nos levam a lado nenhum e consultar algumas aplicações como o e-mail
É durante as partidas de Valtameri que a maior parte do romance se desenrola. Podemos ainda participar nalguns chats que geralmente não nos levam a lado nenhum e consultar algumas aplicações como o e-mail

Infelizmente o conceito não é muito bem aproveitado. Os níveis de Valtameri, mesmo que apenas cliquemos nos monstros e não sofremos dano nenhum, os controlos poderiam ser melhores. Por vezes é difícil Cibele (a persona de Nina) mover-se pelo mapa, enquanto que o marmanjo facilmente voa por tudo quanto é sítio. Depois este romance lamechas não é propriamente algo que me agrade particularmente, mas vai-se acompanhando, até porque de certa forma o meu “eu” adolescente também se relaciona um pouco com o que ali se passa. Mas termina de uma forma completamente idiota, sem que se tire nada dali. Parece que a autora do jogo fica contente de ter sido enganada e levar uma tampa! Ooops, afinal spoilei um pouco.

Derrotado o boss, é FMV time
Derrotado o boss, é FMV time

Cibele é um jogo que até tem algumas boas ideias, embora seja mais um filme interactivo que outra coisa. O voice acting está bem representado, as músicas são calmas e a qualidade das filmagens parece-me OK. Mas acho que os segmentos de Valtameri, que são na realidade a única coisa que o fazem aproximar de um jogo propriamente dito, deveriam ser mais bem aproveitados. E claro, a história é demasiado curta e termina de uma forma abrupta. Se é mesmo baseada em factos reais que aconteceram com a autora do jogo, então sinceramente não consigo entender o que é que ela tirou dali, pelo menos da forma como termina.