Ainda pelas rapidinhas, vamos agora num instante à Super Nintendo para mais uma adaptação arcade. Existem vários jogos baseados no filme Terminator 2, um dos melhores filmes de acção de sempre, e um deles foi desenvolvido originalmente pela Midway para as arcades. É um shooter em 2D muito à moda do Operation Wolf, onde inimigos vão surgindo no ecrã vindos de todos os lados, tornando-se practicamente impossível não sofrer algum dano. Esse jogo foi convertido para várias consolas, entre as quais a Mega Drive, versão que já cá trouxe e servirá de base para este artigo, pelo que recomendo que o espreitem. O meu exemplar foi comprado em Setembro na Cash Converters, tendo-me custado 8€.
Apenas cartucho
Tal como a versão Mega Drive, aqui também temos o suporte à light gun, neste caso a Super Scope que também não tenho. A grande diferença face à versão Mega Drive é que esta, a nível gráfico está bem mais próxima do original arcade. O original, como muitos jogos da Midway da época, prezava em apresentar sprites realistas, sendo digitalizadas de actores reais, neste caso os do próprio filme. As músicas são também agradáveis. A jogabilidade é que pronto, é a típica daqueles jogos light gun da época e com tanto inimigo no ecrã, vamos sempre sofrer algum dano, mesmo com 2 jogadores. De resto dispomos de imensos power ups, incluindo pequenos rockets teleguiados, escudos ou rapid fire. Mas os medkits são sem dúvida os mais úteis!
Continuando nas rapidinhas e nos 16bit, mas indo agora para a Super Nintendo, o jogo que cá trago hoje é mais um jogo de wrestling, algo que confesso que nunca fui particularmente fã. A minha cópia veio de uma loja no Porto algures no passado mês de Agosto, estando completa e custou-me 20€. Foi precisamente por ser um jogo completo de SNES que o levei, caso contrário se fosse apenas o cartucho ficaria lá.
Jogo com caixa, manual e papelada
O que mais temos aqui são modos de jogo distintos, muitos deles com suporte para até 4 jogadores em simultâneo, o que confesso que até deveria ser engraçado na altura. O primeiro modos de jogo que encontramos é o One-on-One, que são combates de 1 contra 1, sejam jogados contra o computador, ou contra um amigo. Aqui temos 3 submodos de jogo, o One Fall, que conta com as regras tradicionais da modalidade – como a de não usar golpes proibidos, ou estar muito tempo fora do ringue. Temos também o Brawl onde não existe qualquer árbitro na partida, pelo que não temos regras e por fim o Tournament onde acabamos por defrontar todos os lutadores disponíveis no jogo. Muitos destes modos de jogo possuem as mesmas opções – One Fall, Brawl e Tournament, pelo que não as irei referir novamente.
Lutar fora do ringue e partir cadeiras no lombo dos nossos oponentes? Check!
Temos também o modo Tag Team, que tipicamente consiste em lutas de 2 contra dois, sendo que, salvo algumas excepções, apenas poderemos ter um lutador de cada equipa no ringue ao mesmo tempo. O Bedlam Match é semelhante, mas sem a restrição de ter 2 apenas lutadores no rigue em simultâneo e para ganhar o combate temos de derrotar os 2 oponentes. Outra variante do Tag Team é o Survivor Series, mas com equipas de quatro lutadores. O Raw Endurance deixa-nos combater 6 contra 6, embora do lado do jogador possamos optar por levar menos lutadores para a arena, se assim o desejarmos. O modo de jogo mais interessante para mim é mesmo o Royal Rumble, onde sozinhos teremos de defrontar todos os restantes oponentes, que vão entrando na arena até a mesma estar ocupada com um máximo de 6 lutadores. Para os eliminar, só temos de os atirar fora do ringue.
Cada lutador tem uma barra de energia que vai diminuindo à medida que levam porrada. Com a barra de energia no mínimo, os lutadores já têm muito pouca resistência para impedir que sejam dominados, e lá vamos conseguir ganhar os combates. De resto temos imensos golpes diferentes, que podem envolver atirar os oponentes contra as cordas, saltar dos cantos, entre muitos outros golpes habituais neste tipo de espectáculos. Para além disso cada lutador possui uma série de golpes especiais capazes de causar imenso dano, pelo que convém ler o manual para os descobrir.
O jogo suporta multiplayer para 4 jogadores. Acredito que na altura até tenha sido bastante divertido!
A nível audiovisual é um jogo competente para uma consola como a Super Nintendo. Os ringues estão bem detalhados e todos os wrestlers são facilmente reconhecíveis. As músicas tentam ser algo rock, mas o chip de som da Super Nintendo não é dos melhores para emular som de guitarras. Estou curioso em ver como a versão Mega Drive se saiu neste aspecto!
De resto, este WWF Raw existe em múltiplos sistemas, incluindo a versão Mega Drive já referida acima, bem como versões portáteis para a Game Boy e Game Gear, naturalmente muito mais modestas. Temos ainda uma versão para 32X que é aparentemente a versão definitiva deste jogo, ao incluir mais golpes, um lutador extra, e melhores audiovisuais.
O segundo filme do Batman realizado pelo Tim Burton teve direito a inúmeras adaptações para os videojogos, incluindo as versões Mega Drive e Sega 8bit que já cá trouxe anteriormente. Enquanto as versões para as consolas da Sega foram publicadas pela mesma, as versões Nintendo foram publicadas pela Konami, incluindo esta mesma versão para a Super Nintendo. E uma das coisas que a Konami melhor fazia no início da década de 90 eram os beat ‘em upsarcade como os Teenage Mutant Ninja Turtles, Simpsons ou Astérix. E então decidiram adaptar o Batman Returns para um jogo deste género, que a meu ver até resulta bem. O meu exemplar veio de uma loja online por 17€ no último mês de Maio.
Apenas cartucho
O jogo segue de forma minimamente fiel os acontecimentos do filme, onde como Batman iremos não só defrontar os bandidos do Pinguim, mas também a Catwoman. Na maioria dos níveis que vamos percorrendo, o jogo assume-se como um beat ‘em up, onde temos um botão para salto, e outro para ataque, que mediante as combinações de posições do btaman e outros botões nos permite fazer diferentes combos. Gosto particularmente de agarrar os oponentes e atirá-los contra as paredes ou outros objectos, causando dano visível nos cenários. Por exemplo podemos atirá-los contra as vitrines de lojas nas ruas de Gotham! Ou outro dos meus golpes preferidos é quando agarramos um inimigo de cada lado e esmagamos os seus crânios um contra o outro, so cool! Podemos também atirar batarangs que os temos de munição ilimitada, lançar o gancho que sinceramente não tem grande utilidade nos níveis “normais”, bloquear golpes adversários com os botões de cabeceira. Ah e temos também umas bombas em número limitado que podemos usar quando as coisas estiverem complicadas, pois causam dano em todos os inimigos presentes no ecrã.
Aquelas montras podem ser partidas ao atirar os bandidos lá para dentro
Há pouco referi que o jogo era na sua maioria um beat ‘em up e realmente é mesmo excelente beat ‘em up muito agradável de jogar. Mas ocasionalmente lá temos um ou outro nível diferente como aquela vez em que subimos um elevador (não sei qual é o fascínio deste tipo de jogos com combates em elevadores) assim que chegamos ao topo do edifício temos um nível todo em sidescroller completamente 2D pela frente. E é aqui que realmente o gancho que mencionei há pouco é realmente útil, para nos ajudar a atravessar alguns abismos. Depois deste nível temos mais à frente mais um nível inteiramente diferente onde conduzimos o Batmobile, numa perspectiva como se um jogo de corridas se tratasse. Claro que vamos ter de enfrentar muitos lacaios do Pinguim na mesma! Este segmento fez-me lembrar os níveis extra da versão Mega CD do Batman Returns, que espero vir a ter na minha colecção um dia destes.
Como é habitual neste género de videojogos, vamos ter muitos bosses para defrontar
No que diz respeito aos audiovisuais este é mesmo um jogo muito bem conseguido. Os níveis estão com óptimos gráficos, com as ruas de Gotham repletas de pequenos detalhes muito bem conseguidos. Nada a apontar aos efeitos sonoros mas já na banda sonora confesso que não está muito a meu gosto. Isto porque as músicas são bastante orquestrais e a Super Nintendo é muito boa nisso, mas num beat ‘em up como este confesso que estava à espera de algo mais rock, mas por outro lado sendo uma adaptação de um filme, compreendo o porquê da Konami ter ido antes por este caminho.
Tal como na versão Mega CD também podemos conduzir o Batmobile aqui
Portanto este Batman Returns é um excelente jogo da Konami para a Super Nintendo. Facilmente das melhores adaptações de filmes para videojogos no seu tempo, não necessariamente pela fidelidade com a qual representa os acontecimentos do filme, mas sim por ser um jogo muito divertido.
Blackhawk, conhecido lá fora por Blackthorne, é um dos primeiros videojogos produzidos pela Blizzard, os mesmos que criaram Warcraft, Diablo ou Starcraft, sendo este um jogo de acção / plataformas, que pessoalmente sempre me fez lembrar o prince of Persia, embora mais longo e com armas de fogo em vez de espadas. Mas já lá vamos. O meu exemplar veio algures no mês de Janeiro deste ano, após ter sido comprado numa loja no Reino Unido por 3 libras.
Apenas cartucho
O jogo leva-nos ao mundo de Tuul, onde o povo de Androth estava a ser invadido pelos monstros liderados por Sarlac. Com o castelo de Androth prestes a cair perante a invasão, o rei lá do sítio, com a ajuda do seu feiticeiro, consegue transportar o seu filho bébé (Kyle) para o planeta Terra, de forma a que cresça em segurança. 20 anos depois, com Kyle já adulto, somos transportados de volta para o planeta Tuul, onde iremos combater as forças de Sarlac e recuperar o reino de Androth.
O facto de comparar este jogo ao Prince of Persia não é assim tão descabido de todo, pois as animações de Kyle foram capturadas da mesma forma que as do Prince e na verdade muitos dos movimentos que podemos fazer, como andar devagar , correr para saltar precipícios, ou subir/descer plataformas são muito semelhantes. Mesmo alguns dos puzzles são parecidos, pois em alguns sítios temos de pressionar botões no solo para abrir algumas portas longínquas e temporizadas. Mas enquanto Prince possuia combates de espada e pouco mais, aqui os combates usam armas de fogo e temos também uma série de itens (para além de poções que nos regeneram a vida) que podemos apanhar para resolver alguns puzzles. Coisas básicas como chaves que nos abrem portas ou extendem pontes, plataformas elevatórias, ou então diversos tipos de bombas diferentes que tanto nos podem ajudar a derrotar alguns inimigos mais poderosos, como para destruir algumas máquinas de difícil acesso, como é o caso das “vespas” que são na verdade bombas controladas remotamente.
Nos combates podemos alternar entre estar no plano de fundo em segurança ou descoberto para atacar. O problema é que os inimigos fazem o mesmo, deixando os combates algo morosos.
Os combates são então outro dos pontos fortes do jogo. Kyle está munido de uma caçadeira, que à medida que vamos progredindo no jogo vai ficando cada vez mais poderosa (e os inimigos que temos de enfrentar também). Agora, tal como nos filmes, tanto nós quanto os inimigos tem a capacidade de se expor quando disparam, e encostar-se à parede para não levarem com tiros. Portanto cada duelo vai ser travado desta forma, com toda a gente encostada à parede, os monstros expõem-se para disparar e na fração de segundos em que páram de disparar, mas ainda estão expostos, é quando temos nós de sair da nossa guarda e disparar. É um conceito interessante, mas confesso que, ao fim de dezenas de combates, todos eles travados desta forma, acaba por cansar um pouco.
Apesar de ter gostado bastante desta cutscene inicial, deu-me a entender que este seria um jogo mais cinemático do que realmente o é.
Depois os níveis são bastante grandes, obrigam-nos a uma exploração muito cuidada e memorizar caminhos para conseguirmos resolver alguns dos seus puzzles. Mas não deixam de ter uma atmosfera muito cinematográfica (como o Flashback, por exemplo), que sempre achei interessante. Vamos explorar minas, florestas, desertos e o castelo de Sarlac, pelo que os visuais vão sendo sempre algo distintos entre cada zona, mas como os níveis acabam por ser bem grandinhos, o que conjugado com todos estes combates lentos, acabam por tornar o jogo um pouco repetitivo e para ir jogando por etapas – felizmente temos passwords no final de cada nível. Por outro lado as músicas também são algo variadas, introduzindo aqui e ali algumas guitarras eléctricas, mas sempre numa toada algo contida e repetitiva. Ou seja, música um pouco ambiental, mas que sinceramente não se adequa muito aos níveis que vamos explorando.
Portanto este Blackhawk, ou Blackthorne se preferirem, acaba por ser um interessante jogo de acção, mas ainda longe do brilhantismo que a Blizzard mais tarde nos veio a habituar. Possui alguns conceitos interessantes e na verdade o jogo é bastante sólido e agradável, mas acaba por se tornar muito repetitivo pelos seus combates pausados e níveis grandes, labirínticos e cheios de segredos a descobrir.
Voltando agora para a Super Nintendo, o jogo que cá trago hoje é o Desert Fighter, também conhecido por Air Strike Patrol. É um shooter militar, de perspectiva isométrica, centrado na guerra do Golfo. Será então um clone de Desert Strike? A inspiração está lá certamente, mas acaba por ser um jogo algo diferente, começando pelo facto que apenas podemos pilotar aviões, logo a nível de mecânicas de jogo tem de ser diferente. O meu exemplar veio de uma CeX do Reino Unido, comprado através de um amigo meu enquanto lá esteve em Novembro do ano passado. Custou-me 4 libras.
Apenas cartucho
Portanto este é um jogo que decorre na Guerra do Golfo, como já referi acima. Nós fazemos parte de uma unidade de elite, os tais “Air Strike Patrol”, das Nações Unidas, onde vamos participar numa série de missões em solo Zaraquiano, país opressor que ameaça todas as regiões vizinhas (qualquer semelhança com o Iraque é mera coincidência). A primeira missão que temos é, em duas àreas distintas, destruir pelo menos 80% dos radares existentes, sendo que temos 60 horas para cumprir a missão. Como? Um tempo limite? Pois é, não é um jogo assim tão parecido com o Desert Strike quanto isso.
Antes de partir para a acção, podemos escolher que avião queremos pilotar, quais os mísseis/bombas a equipar, ver mais detalhes dos objectivos a completar, o que nos espera em cada área de jogo, etc.
Então em cada área temos vários pontos de interesse militar, como os tais radares que nos pedem para destruir na primeira missão, mas também bases aéreas, refinarias de petróleo, plataformas de lançamento de mísseis SCUD, fábricas de armas químicas, entre muitos outros, todos eles fortemente protegidos com tanques, baterias antiaéreas ou outros aviões, os caças MiG. Antes de partir em missão, podemos perder algum tempo a ver o mapa das áreas que temos de explorar, e o que podemos encontrar lá, desde instalações militares, a outros veículos inimigos. Para além disso podemos também optar por um de dois aviões: o caça F-15, ou o bombardeiro A-10, cada um com diferentes possibilidades de mísseis equipados. Depois lá partimos à aventura, tendo um número limitado de mísseis e combustível. Enquanto na série Strike conseguíamos encontrar munição e combustível espalhada pelo terreno de jogo, aqui temos mesmo de regressar à base. E enquanto estamos em jogo, o tempo passa, pelo que temos de gerir muito bem os recursos (bem como o nosso escudo) antes de regressar à base para depois voltar e continuar a mesma missão. Ora portanto, apesar de em cada zona temos outros alvos militares que podem não fazer parte da missão, destruí-los dá-nos sempre mais pontos, contribuindo para uma performance positiva no final da missão, mas não nos podemos distrair dos objectivos primários. E sim, se por acaso numa missão seguinte regressarmos a alguma zona já conhecida para destruir outra coisa qualquer, o dano que causamos nessa àrea na missão anterior mantém-se.
Apesar de termos objectivos primários para destruir, em cada zona há muito mais para explorar se o quisermos. Temos é de jogar bem com o tempo da missão e os recursos.
Para além disso, temos de ter muita atenção em não atingir civis, bem como os seus veículos ou habitações. Ao fazê-lo, pode ter consequências políticas que nos levam a um game over mais cedo do que o previsto. De resto, é um jogo bastante interessante. Controlar um avião não é a mesma coisa que um helicóptero, pois têm de estar sempre em movimento. A altitude é fixa, pelo que é menos uma variável a ter em conta. Depois, mediante o avião escolhido, temos de adoptar diferentes estilos de jogo. O F-15 é um caça, pelo que acaba por ser muito melhor para combater os MiG inimigos, mas obriga-nos a uma ginástica maior para acertar em alvos terrestres. O A-10 por outro lado facilita-nos muito mais essa tarefa, até porque larga bombas e não lança mísseis, mas no entanto é um martírio para combater outros MiG, até porque é um avião muito mais lento e vamos largar flares como se não houvesse amanhã.
Ainda bem que aqueles aviões estão todos estacionados, senão íamos ter um problema.
A nível audiovisual é um jogo bastante competente. Os cenários não variam muito é verdade, mas também este é um jogo que decorre durante a Guerra do Golfo num país do médio Oriente. É desertos, montanhas e costa, não há muito para variar. No entanto os inimigos e as instalações militares estão muito bem definidas, para mim melhor que Desert Strike nesse aspecto. Todos os menus que vemos na nossa base estão bem conseguidos, incluindo as pequenas cutscenes de noticiários, ou a câmara que aponta para o operador da torre de controlo, são detalhes muito bons. Outra coisa que me surpreendeu pela positiva são as músicas, que são bastante animadas e orelhudas. Não estava à espera de ter música sequer, visto este ser um quase-simulador militar, mas elas estão lá e cumprem o seu papel. A transição para melodias mais sinistras quando surge um MiG atrás de nós está muito boa!
No final de cada missão a nossa performance é avaliada na percentagem de destruição dos objectivos primários, secundários, prejuízos causados e tempo que levamos.
Portanto devo confessar que este Desert Fighter foi uma óptima surpresa. Nunca fui um grande fã da Seta Corporation e comprei este cartucho apenas por estar barato. Quando pesquisei sobre o jogo, estava à espera de um clone de Desert Strike com qualidade abaixo da média, mas não podia estar mais errado. É um jogo para mim superior ao Desert Strike em muitos aspectos, com uma linha que mistura a simulação militar e a jogabilidade arcade mais bem conseguida que o rival da Electronic Arts. Os controlos demoram um pouco a habituar até porque o avião está sempre em movimento, mas só o simples facto de termos lock-on ou aparecer uma mira para apontar onde queremos disparar já é uma grande ajuda.