Lode Runner 3D (Nintendo 64)

Lode RunnerHoje é tempo de escrever mais uma rapidinha daquelas mesmo curtinhas porque o tempo não dá para mais e sinceramente este nem foi um jogo que me tenha cativado tanto assim. O Lode Runner original é um clássico que gerou imensas conversões e sequelas para os mais variados sistemas. Uma delas foi esta incursão para uma perspectiva 3D, que veio a aumentar a complexidade dos seus puzzles e introduzir novas mecânicas de jogo. O meu exemplar foi comprado já há algum tempo atrás na feira da Ladra em Lisboa, num bundle de vários cartuchos da Nintendo 64 que foi comprado salvo erro por 15€.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

A série Lode Runner sempre teve a sua fama por misturar conceitos de platforming e de puzzle, na medida em que tínhamos de coleccionar todos os pedaços de ouro disponíveis nos níveis, fugindos dos adversários ou aprisionando-os em buracos que poderíamos fazer no chão ou plataformas. Para além disso trazia também um editor de níveis em muitas das suas versões, mesmo em algumas das conversões que foram lançadas para consolas domésticas. Neste Lode Runner 3D a grande novidade está precisamente em os níveis serem em 3D, se bem que apenas nos podemos mais uma vez movimentar “para a esquerda ou direita” como se um jogo 2D se tratasse, pois os caminhos são estreitos. A jogabilidade clássica dos Lode Runners continua aqui presente, com o objectivo a ser continuar a apanhar blocos de ouro evitando o contacto com os inimigos que nos aparecem à frente. Para isso podemos aprisioná-los em blocos que destruímos, ou soltar outras máquinas que o façam. Também em certas situações temos de explodir uma série de blocos de forma consecutiva com o timing certo, ou apanhar elevadores naquela altura específica para que tudo corra bem. Portanto para quem gosta de puzzles, têm aqui 110 níveis onde terão de planear tudo de forma meticulosa para ter sucesso.

Apesar de os níveis serem em 3D, continuamos a poder movimentar-nos apenas num caminho específico
Apesar de os níveis serem em 3D, continuamos a poder movimentar-nos apenas num caminho específico

Nos audiovisuais é um jogo algo comedido, tanto nos gráficos como no som e música. Existem 5 mundos diferentes que poderemos explorar que por sua vez possuem diferentes backgrounds, mas os gráficos não são assim lá muito trabalhados. As músicas passam também algo despercebidas, o que neste caso até pode ser propositado para que não nos desconcentre muito enquanto tentamos elaborar um plano que nos permita chegar ao final do nível em questão.

Os nossos inimigos são uma espécie de monges de uma raça alienígena. Basta um toquezinho que perdemos uma vida
Os nossos inimigos são uma espécie de monges de uma raça alienígena. Basta um toquezinho que perdemos uma vida

No fim de contas, apesar de ser um jogo desafiante quanto baste, sinceramente não tem o mesmo carisma do original e o facto de lhe terem adicionado uma dimensão extra acho que não trouxe nada que fosse realmente inovador ou que trouxesse algo de valor para a fórmula.

Ghost Squad (Nintendo Wii)

Ghost SquadDesta vez lá tirei algum pó à Wii, e sinceramente nem sei porque a deixei desligada tanto tempo, com tanta coisa boa que tenho para jogar do seu catálogo. Bom, na verdade sei, o Wiimote e Nunchuck acabam por se tornar bastante desconfortáveis ao fim de meia hora de jogo, mas neste caso como é um light gun e apenas usei o Wiimote, acabou por ser bem mais divertido. Não é por acaso que a Wii recebeu uma série de light gun games da Sega, inclusivamente compilações de alguns clássicos de arcade como a série The House of the Dead, ou Gunblade N.Y./L.A. Machineguns.  Este meu exemplar veio da CEX de Gaia, algures no mês de Novembro ou Dezembro do ano passado. Custou-me 5€.

Ghost Squad - Nintendo Wii
Jogo completo com caixa, manual e papelada

E ao contrário do que o nome do jogo indica, este não é propriamente um jogo onde andemos à caça de fantasmas, mas sim pertencemos a um grupo de elite que luta contra ameaças terroristas. No modo arcade dispomos de 3 níveis diferentes para atravessar, no primeiro temos de invadir uma mansão onde o Presidente Norte Americano mais alguns líderes mundiais estavam a ser feitos reféns, o segundo é passado inteiramente a bordo do Air Force One, onde mais uma vez temos de resgatar o presidente norte-americano. Já o último nível é passado numa floresta tropical, onde temos de resgatar um CEO de uma grande empresa que tinha sido raptado por guerrilheiros… mas apesar de termos só 3 níveis para explorar, os mesmos vão sendo bastante dinâmicos e repletos de caminhos alternativos. É que para conseguirmos completar o jogo a 100% teremos mesmo de o jogar várias vezes, pois vamos desbloqueando outros caminhos alternativos, para além de novos uniformes ou armas que podemos usar.

Uma das opções é a de não vermos a mira no ecrã, tornando-se mais difícil mas também mais recompensador em pontos
Uma das opções é a de não vermos a mira no ecrã, tornando-se mais difícil mas também mais recompensador em pontos

Quando me refiro a níveis dinâmicos é porque existem alguns segmentos com alguns mini-jogos, que, com as suas mecânicas de jogo diferente lá quebram um pouco a monotonia. Se bem que monotonia não é a palavra certa pois com tanto tiroteio e câmaras dinâmicas, este jogo não é nada monótono. Esses referidos mini jogos consistem em coisas como combates corpo a corpo onde temos de apontar o wiimote para uma certa parte do corpo dos agressores e carregar no A,  ou desactivar bombas onde temos de cortar fios coloridos por diferentes ordens, desactivar minas terrestres, salvar reféns entre outros. Também ocasionalmente podemos ter segmentos jogados com visão nocturna ou térmica.

Depois ainda há mais conteúdo adicional… ao completar o modo arcade somos presenteados com pontos de experiência que por sua vez desbloqueiam novas armas e uniformes, e a cada vez que completemos um dos níveis com sucesso desbloqueamos uma versão mais complicada do mesmo. Para além disso e de um modo de treino, temos ainda o Party Mode, que nos permite multiplayer com até 4 jogadores, enquanto a versão arcade permite apenas dois. E dentro do Party mode podemos desbloquear dois modos de jogo adicionais: o Ninja mode que substitui as nossas armas e vestimentas por shurikens e um fato de ninja respectivamente. O mesmo acontece com os inimigos e decorações que parecem todas retiradas do Japão Feudal. A injustiça é que os inimigos estão na mesma equipados com metralhadoras… O outro modo é semelhante a este mas é chamado de Paradise Mode. Qual a diferença? Todos os nossos inimigos, excepto os bosses, são raparigas de bikini. E nós estamos equipados com pistolas de água na forma de golfinhos. Nas cutscenes fica hilariante, assim como nos bosses que também se apresentam vestidos de uma forma no mínimo bizarra.

Como não poderia deixar de ser, no final de cada nível temos um boss para enfrentar
Como não poderia deixar de ser, no final de cada nível temos um boss para enfrentar

No que diz respeito aos audiovisuais, bom, é um jogo de Wii! Acho que apresenta cenários bem detalhados para uma consola que para todos os efeitos tecnicamente é equiparável à geração sua predecessora. Em especial a primeira missão na mansão, onde todas as divisões apresentam-se bem compostas e repletas de objectos que podem ser destruídos, desde janelas, monitores, taças de fruta ou garrafas de vinho, por exemplo. Obviamente que no meio da selva já não temos tanta interacção assim, já no Air Force One não sei pois nunca estive num! As músicas têm um ritmo sempre acelerado, tal e qual como se quer num jogo arcade deste género, e geralmente têm todas uma sonoridade mais electrónica. Quanto ao voice acting, é tradição em light gun shooters o mesmo ser o pior possível, mas sinceramente neste Ghost Squad nem achei muito mau.

Benvindos ao Paradise mode. Aquele ser ali no meio é o segundo boss.
Benvindos ao Paradise mode. Aquele ser ali no meio é o segundo boss.

Ainda me faltam jogar uns quantos light gun shooters na Wii, mas devo dizer que fiquei bastante satisfeito com este Ghost Squad. A Sega ainda tinha mais uns quantos que poderia também ter lançado na Wii, foi pena que tal não tenha acontecido com o Confidential Mission ou o Virtua Cop 3, por exemplo.

Rampage 2: Universal Tour (Nintendo 64)

Rampage 2Para não fugir muito aos últimos artigos que foram todos rapidinhas, o de hoje não fugirá a essa regra, onde volto à Nintendo 64 para jogar uma entrada na série clássica Rampage das arcades da Midway que pessoalmente nunca fui o maior fã, embora admita que tenha um conceito interessante. Aqui encarnamos num de vários monstros e destruímos várias cidades, cheias de civis e militares, um pouco como nos filmes de King Kong e Godzilla. Este meu exemplar desta sequela foi comprado na feira da Ladra em Lisboa num bundle com vários outros cartuchos por 15€.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

Neste jogo mais uma vez os laboratórios dos Scumlabs fazem asneiras, criando 3 novos monstros que acabam por criar o caos em várias cidades do mundo inteiro. Temos agora uma espécie de lagosta gigante (Ruby), um rinoceronte (Boris) e um rato (Curtis) para jogar, onde inicialmente iremos percorrer várias cidades nos continentes norte-americano, asiático e europeu para libertar os 3 monstros originais (George, Lizzie e Ralph), sendo os mesmos alusões ao King Kong, Godzilla e ao London Werewolf. Mas isso foi practicamente o que já foi feito no Rampage World Tour, este com Universal Tour no nome antevia algo mais. E sim, depois de libertarmos os 3 monstros originais iremos percorrer outras cidades do mundo, desta vez para combater uma ameaça alienígena que planeia invadir a terra. Daí partimos para o sistema solar e outras cidades no planeta dos aliens… E de entre as cidades que poderemos destruir, a nossa Lisboa é uma delas, embora esta seja a primeira que contém apenas edifícios alienígenas. O background é bastante rural, com vários castelos e pequenas casas. Mas esta não é a única gaffe geográfica, com Dublin a ser apresentada algures no país de Gales e certamente não será a única nessa situação.

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As mecânicas de jogo são o mesmo de sempre: destruição!

As mecânicas de jogo são muito semelhantes à dos Rampage originais, onde em cada nível o nosso objectivo primordial é o de deitar abaixo todos os edifícios. Claro que os humanos não se deixam ficar e vamos ter polícias e militares a nos dificultar a vida. A boa notícia é que também os podemos atacar, assim como quaisquer civis inocentes que se lembrem de se atravessar no nosso caminho. Para além disso, quando estamos a destruir os edifícios vamos poder apanhar uma série de power-ups, alguns bons, outros maus. Os bons podem restabelecer alguma da nossa vida, ou dar-nos poderes extra de forma temporária… já os maus fazem o contrário. Comer humanos também restabelece um pouco da nossa energia! De resto, existe a possibilidade de jogar o modo história de forma cooperativa, embora sinceramente nunca o tenha experimentado.

Por vezes temos direito a alguns níveis de bónus onde temos de cumprir alguns desafios. O ilustrado consiste em derrubar um arranha céus em 45s.
Por vezes temos direito a alguns níveis de bónus onde temos de cumprir alguns desafios. O ilustrado consiste em derrubar um arranha céus em 45s.

Graficamente é um jogo simples, mas bem conseguido. São usados gráficos em 2D bem detalhados, com um look muito cartoon que pessoalmente me agrada. Também em muitas cidades conhecidas vemos alguns landmarks, como o Big Ben em Londres (que pode inclusivamente ser destruído), as torres gémeas em Nova Iorque (sem comentários), a Torre Eiffel em Paris, entre outros. As músicas vão variando um pouco. Na campanha norte americana são maioritariamente músicas rock cheias de guitarras com distorção, nas outras já enveradam pela electrónica e no caso dos asiáticos com uma ponta de folk. As cutscenes, em especial a de abertura do jogo, são repletas de bom humor, mas existem apenas na versão PS1 devido ao facto de ser uma versão baseada em CD. Aqui apenas temos direito a imagens estáticas com os diálogos em texto, o que tira a piada toda.

A versão PS1 contém umas cutscenes em CG bem engraçadas... aqui por limite de espaço temos textos e imagens estáticas
A versão PS1 contém umas cutscenes em CG bem engraçadas… aqui por limite de espaço temos textos e imagens estáticas

Para mim, este é um jogo divertido quanto baste, mas se calhar resulta melhor quando jogado em intervalos, pois temos mesmo várias dezenas de cidades para destruir, com um save point a surgir em cada conjunto de 5, se a memória não me falha.

Hamtaro: Ham-Hams Unite! (Nintendo Gameboy Color)

HamtaroA segunda rapidinha de hoje assenta numa desilusão. Por vezes cruzamo-nos com jogos em que os seus screenshots e não só nos deixam algo intrigados, mas não o suficiente para querermos ir pesquisar mais e depois quando finalmente os acabamos por jogar, acabam por ser completamente diferentes daquilo que estaríamos à espera. E esse foi o caso deste primeiro jogo da série Hamtaro a ser lançado em solo original. O meu exemplar foi comprado há uns meses na cash converters de Alfragide por cerca de 3€ se a memória não me falha.

Hamtaro - Nintendo Gameboy Color
Apenas cartucho

E então o que é esta série Hamtaro? Bom, é uma série de manga e anime bem sucedida no Japão, sobre as aventuras do hamster Hamtaro e dos seus amigos. Sim, é uma animação algo infantil, mas isso não impede de ter sido bem sucedida. E os seus videojogos foram na sua maioria desenvolvidos pela própria Nintendo, tendo sido também grandes sucessos de vendas no mercado japonês. Isto, aliando aos screenshots que ia vendo, que davam a impressão de se tratar de um jogo com algumas vertentes de RPG, foi o que me fez acabar por o comprar. E o produto final não sendo um mau jogo de todo, não é de todo o que estava à espera. Este é na verdade um jogo de aventura, onde a exploração é o prato do dia, onde controlamos Hamtaro que vai ter de chamar 12 dos seus amigos para regressarem à base, onde o nosso “chefe” está a planear algo que quer mostrar a toda a gente. Para os encontrar, iremos ter de falar e interagir com uma grande variedade de hamsters e outros animais, bem como concorrer em mini-jogos ou interagir com os cenários.

Com screenshots como este não admira que eua achasse que este jogo teria algo de RPG
Com screenshots como este não admira que eu achasse que este jogo teria algo de RPG

Os diálogos são a interacção mais importante em todo o jogo, em particular pelo uso das palavras do Ham-Chat, que vão sendo aprendidas com estas interacções. Palavras como hif-hif que significa “cheirar” permite-nos descobrir alguns itens, “track-q” faz com que rebolemos contra outro hamster ou objecto, Hamha é uma espécie de “Olá” que nos faz iniciar os diálogos e por aí fora. Por vezes para progredir num determinado diálogo temos de descobrir algumas novas palavras, sendo que para isso temos de interagir com um outro hamster e resolver os seus problemas… E sinceramente isso para mim é um pouco chato. É interessante esta não linearidade, mas as mecânicas de jogo e os diálogos são realmente bastante infantis e não me trouxeram lá grande divertimento.

Os 12 hamsters que temos de procurar estão espalhados ao longo destas localidades, que poderão ser revisitadas livremente
Os 12 hamsters que temos de procurar estão espalhados ao longo destas localidades, que poderão ser revisitadas livremente

Os gráficos são bem capaz de ser o ponto mais forte deste jogo, apresentando visuais bastante coloridos, com sprites bem grandinhas e detalhadas. Cada uma destas palavras do Hamchat é acompanhado por uma expressão visual que estão também muito bem detalhadas. Os cenários são o que esperávamos de um jogo de hamsters, onde tanto exploramos a natureza ou zonas humanas, como quintais, jardins ou mesmo partes de casas, onde os objectos à nossa volta estão devidamente à escala certa. As músicas são também bastante alegres e agradáveis, o que seria de esperar num jogo deste género.

No fim de contas, até que nem me arrependo de todo de ter comprado este Hamtaro, mas certamente que se soubesse ao certo o que iria encontrar, confesso que ainda iria vacilar ao comprar o cartucho.

Batman: Return of the Joker (Nintendo Gameboy)

BatmanHoje voltamos às rapidinhas para não variar muito e o jogo que cá vos trago é nada mais nada menos que a versão Gameboy do Batman: Return of the Joker desenvolvida pela Sunsoft, que acaba por ser uma versão bem mais simples que o original de NES ou o remake da Mega Drive intitulado de Revenge of the Joker. Este meu exemplar foi comprado há coisa de uns 2 meses atrás, tendo-me custado 1.95€ na Cash Converters de Alfragide se bem me recordo.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

Ao contrário de muitos outros jogos do Batman desta época, este Return of the Joker não é inspirado em nenhum dos filmes de Tim Burton, mas sim nas comics, com essas inspirações a virem logo ao de cima no artwork da capa e cartucho. E como o nome indica, este é um jogo em que o vilão principal é o Joker, mas na minha opinião peca por ser demasiado curto, tendo apenas 4 níveis, cada qual com o seu boss.

Este nivel nocturno até que está bem engraçado!
Este nivel nocturno até que está bem engraçado!

A jogabilidade é simples, com o botão direccional a servir tanto para Batman se movimentar como agachar e lançar o seu grappling hook, um botão facial para saltar e um outro para atacar, que tanto serve para lançar os batarangs (bumerangues do Batman), como para dar socos caso gastemos todos os Batarangs. Logo os primeiros 2 bosses são imunes aos batarangs, portanto é bom que os gastemos todos antes de os defrontar. Ainda a nível de mecânicas de jogo, é possível executar saltos em parede, embora se não acertarmos com o timing correcto, é bem possível que as coisas acabem por correr mal para o nosso lado. Para além disso convém também referir que Batman tem uma barra de energia, o que significa que podemos levar com algum dano antes de perder uma vida.

SCREENSHOT
É uma pena que não hajam mais artworks deste género ao longo do jogo

De resto a nível gráfico é um jogo com sprites bem detalhadas, embora na minha opinião peque por ser curto e não haver uma variedade assim tão grande nos níveis. As músicas por outro lado foram bastante agradáveis! No fundo, o que consigo dizer é que este Batman até é um jogo que diverte, mas acho que teria potencial para ser melhor, se fosse um pouco mais comprido talvez.