Super Smash Bros. (Nintendo 64)

7828_frontEscrever um artigo sobre este jogo depois de ter feito o mesmo à sua fantástica sequela Super Smash Bros Melee torna-se uma tarefa algo ingrata. Isto porque a obra-prima da Gamecube pegou na mesma formula de jogo introduzida neste jogo e melhorou-a em todos os aspectos, com muitos mais modos de jogo, bónus e conteúdo extra para desbloquear. Pelo que irei tratar este artigo mais como uma rapidinha. O meu exemplar veio da cash converters de Alfragide algures durante o ano de 2016. Foi um cartucho caro, custou-me cerca de 25€ se bem me recordo.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

A ideia por detrás deste Super Smash Bros é simples e genial. Colocar várias personagens do universo Nintendo à pancada umas com as outras, em arenas também retiradas de cenários como os de Mushroom Kingdom, Hyrule, F-Zero ou Metroid. Mas ao contrário de outros crossovers como Marvel vs Capcom, aqui as mecânicas de jogo são muito diferentes, aproximando-se mais a um party game do que propriamente a um jogo de luta normal. Isto porque para além de termos 4 personagens no ecrã à batatada, independentemente da personagem escolhida, as mecânicas de jogo são muito similares. Os diferentes golpes que podemos fazer são feitos usando sempre as mesmas (simples) combinações de botões. Depois temos os power ups que vão surgindo no ecrã, todos eles também do universo Nintendo e com diferentes usos, como uma Super Scope da SNES para disparar tiros, um martelo de Donkey Kong, pokébolas que chamam Pokémons para atacar, entre muitos outros.

Por vezes temos de defrontar um número grande de oponentes
Por vezes temos de defrontar um número grande de oponentes

O objectivo aqui também não é o de drenar a barra de energia do nosso oponente, mas sim atirá-los fora da arena. Ao distribuir pancada aumentamos sim uma percentagem, essa que quanto maior for, mais longe da arena somos lançados e mais difícil é para recuperar. As arenas são várias plataformas suspensas no ar e cada personagem tem truques especiais como duplos ou triplo saltos que podem e devem ser usados para recuperar e tentar aterrar de novo na arena. Temos à nossa disposição vários modos de jogo, tanto multiplayer como single player. Na vertente single player temos o modo de treino que nos permite practicar os movimentos de cada personagem, e podemos practicar as nossas habilidades de platforming nos modos Bonus 1 and 2 Practice. Aqui teremos de percorrer 2 dos níveis de bónus que geralmente encontramos no modo de jogo normal, onde com uma personagem teremos de saltar em todas as plataformas marcadas ou destruir uma série de alvos, espalhados em sítios de difícil acesso. O modo de jogo normal é relativamente curto, mas nunca se torna enfadonho. Começamos por defrontar Link em Hyrule, depois uma equipa de Yoshis, depois o Fox McCloud em pleno espaço sideral, os dois irmãos Mario juntos e por aí fora até defrontarmos a Master Hand.

O truque está em não deixar o nosso oponente aterrar na arena. Temos é de garantir que nós o conseguimos fazer.
O truque está em não deixar o nosso oponente aterrar na arena. Temos é de garantir que nós o conseguimos fazer.

Como não poderia deixar de ser temos várias personagens que podem ser desbloqueadas. Originalmente o elenco é composto por 8 personagens da Nintendo, pelo que poderemos desbloquear outras 4 ao completar o modo normal de jogo dentro de alguns objectivos prédefinidos, ou no caso do Luigi, ao completar o Bonus 1 Practice com cada um dos 8 personagens iniciais. As outras personagens desbloqueáveis são a Jigglypuff, Captain Falcon e o Ness, de Earthbound. De resto, para além do conteúdo single player, a grande alegria deste jogo estava na sua vertente multiplayer de até 4 jogadores. Apesar de não oferecer tantas opções de customizações como na sequela Melee, não deixa de ser super divertido. A jogabilidade é mesmo excelente e a aproximação a um party game torna este Super Smash Bros num jogo multiplayer local por excelência.

Aqui também podemos pausar o jogo e ver o caos que criamos, com mais calma
Aqui também podemos pausar o jogo e ver o caos que criamos, com mais calma

Graficamente é um jogo interessante para a Nintendo 64. As personagens e as arenas estão bem detalhadas, apesar das imagens de fundo serem de muito má resolução, infelizmente. Mas de resto está tudo ok, assim como as músicas que tanto podem ser temas inteiramente novos como é o caso da música de abertura, ou retirados de clássicos da Nintendo como Zelda, Starfox ou Metroid. Um excelente jogo em todos os aspectos, mas com muita margem para melhorias, como de facto se tem vindo a assistir com cada sequela.

Duck Tales (Nintendo Gameboy)

ducktalesTempo para mais uma rapidinha, sobre uma conversão de um jogo clássico e facilmente dos meus preferidos do catálogo da NES. Aliás, depois da Nintendo e o seu Super Mario, para mim é a Capcom a rainha do género na consola de 8bit da Nintendo. Para além dos 6 Mega Man que lançaram, a Capcom lançou também excelentes jogos de plataformas da Disney, e para mim o Duck Tales é a cereja no topo desse bolo. Já aqui referi o original (e o remake lançado recentemente), pelo que não me irei alongar muito neste artigo. O meu exemplar veio no mês passado da Feira da Vandoma no Porto. Custou 5€.

O conceito deste Duck Tales é semelhante ao original da NES, onde levamos o Tio Patinhas à volta do mundo à caça de vários tesouros para ficar ainda mais rico. Os níveis são os mesmos, como a transilvânia, a floresta do amazonas ou mesmo na Lua numa nave extra-terrestre. No entanto, os níveis não são 100% iguais aos da NES, a sua estrutura mudou nesta versão da Gameboy.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

E infelizmente do ponto de vista técnico esta versão fica uns furos abaixo da original. A jogabilidade não está tão coesa, há alguns problemas com as mecânicas de salto, por vezes atravessamos os inimigos e sofremos um ponto de dano, ou quando nos queremos agarrar numa corda e por algum motivo aquilo falha. Graficamente não acho que esteja mau, tendo em conta que a Gameboy possui recursos mais limitados que a NES. Infelizmente a banda sonora é que sofreu bastante, pois apesar das músicas serem 100% reconhecíveis, a sua qualidade baixou muito, o que é pena.

Para os fãs do original, a coisa mais interessante nesta versão é a mudança do layout dos níveis.
Para os fãs do original, a coisa mais interessante nesta versão é a mudança do layout dos níveis.

Fora isto, não deixa de ser um bom jogo de plataformas, apesar de possuir algumas falhas na implementação de algumas mecânicas de jogo. A versão NES continua para mim a reinar de forma suprema, mas a conversão Gameboy poderá ser interessante aos fãs do original, pela diferente estrutura dos níveis.

Terminator 2: Judgment Day (Nintendo Entertainment System)

terminator-2-judgment-dayContinuando pelos artigos bastante curtos por serem sobre versões ligeiramente diferentes de jogos que já foram aqui analisados, o jogo que vos trago agora é a versão NES (a original) da adaptação de um dos melhores filmes de acção de sempre, na minha opinião. O Terminator 2, claro. A versão Master System já foi aqui trazida anteriormente e infelizmente não é muito melhor que esta versão. Esta minha cópia veio da feira da Vandoma no Porto, tendo-me custado 2€. Vem com caixa e manuais, se bem que os manuais eram os do Probotector…

Jogo com caixa
Jogo com caixa

A nível de jogabilidade são ambas muito más, pelos maus controlos nos saltos, pelo facto de jogarmos todo o primeiro nível sem qualquer arma e o Terminator possuir um alcance muito curto com os seus punhos e claro, o nível que tinha sido eliminado da versão Master System está aqui em toda a sua (in)glória. Este é um nível onde controlamos o nosso exterminador com a sua moto, onde tentamos apanhar Connor e ao mesmo tempo fugir do T-1000 que nos persegue num enorme camião. O nível é jogado numa perspectiva isométrica e temos de evitar todos os obstáculos, disparar para os portões para nos abrir caminho e disparar para trás para que evitemos ser atropelados pelo camião. É um nível muito frustrante! De resto é essencialmente o mesmo jogo, com melhores músicas, gráficos menos coloridos mas com muitas mais cutscenes entre cada nível e não só. Para o resto, recomendo ler o artigo da versão Master System.

Castlevania II: Belmont’s Revenge (Nintendo Gameboy)

46045_frontHoje é tempo de mais uma rapidinha, desta vez voltando à Gameboy clássica para uma breve análise ao segundo jogo da série Castlevania para essa plataforma. Não confundir com Castlevania II: The Simon’s Curse para a NES, pois este Castlevania é uma sequela directa ao Castlevania The Adventure, já aqui analisado. O meu exemplar já não me record ao certo onde e quando foi comprado, mas a julgar pela experiência, deverá ter sido numa Cash Converters de Lisboa e com um preço próximo dos 2€.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

Mais uma vez encarnamos em Christopher Belmont e uma vez mais temos o Drácula para defrontar, 15 anos depois de o derrotarmos no jogo anterior. Mas desta vez Drácula não está sozinho, pois amaldiçoou Soleiyu, filho de Cristopher, usando os seus poderes para reencarnar novamente. A nível de jogabilidade, este Castlevania está mais fiel aos originais, na medida em que já podemos usar algumas armas secundárias,neste caso os machados que são atirados em arco e os boiões de água benta com splash damage. Assim sendo, os corações que saltam de cada vez que destruimos uma vela ou um candelabro, não servem para recuperar energia, mas sim de munições para a arma secundária que carreguemos. Ainda assim. algumas outras mecânicas de jogo que foram implementadas no Castlevania The Adventure foram também trazidas para aqui, como os diferentes upgrades para o chicote Vampire Ops, incluindo aquele que faz com que o chicote deite bolas de fogo.

O Vampire Killer pode sofrer alguns upgrades como no jogo anterior
O Vampire Killer pode sofrer alguns upgrades como no jogo anterior

De resto, o jogo possui 6 níveis, onde os primeiros 4 são passados em diferentes castelos com diversas temáticas (um castelo de cristal, outro mais selvagem, e por aí for a), sendo que esses primeiros níveis podem ser jogados em qualquer ordem. Os restantes já são passados no castelo de Dracula onde defrontamos tanto Soleiyu, como o próprio Drácula no final. O número de níveis permanece portanto algo baixo, mas ao menos pareceram-me ser bem mais compridos que os trazidos na prequela. Alguns inimigos são recorrentes, como os olhos gigantes que explodem depois de serem atacados, o que nos pode trazer problemas em algumas zonas, especificamente onde temos pontes que ficam parcialmente destruídas com a explosão, e com espinhos em algumas zonas dos tectos, temos de ter em atenção onde podemos atacar esses inimigos com alguma segurança. Outros desafios de platforming como paredes móveis com espinhos, plataformas armadilhadas ou saltar em cordas com roldanas estão também aqui representados. Uma coisa que gostei especialmente foram as salas que ficam às escuras de cada vez que destruimos uma vela ou um candelabro, algo que só acontece num nível específico.

Como sempre, temos um boss no final de cada nível para derrotar
Como sempre, temos um boss no final de cada nível para derrotar

Graficamente temos uma vez mais as sprites de Christopher Belmont e de alguns inimigos demasiado pequenas, mas no geral parece-me um trabalho mais bem conseguido. Os cenários estão mais detalhados e não notei tantos slowdowns como no jogo anterior. As músicas, essas felizmente continuam excelentes.

No fim de contas, este Castlevania II da Gameboy pareceu-me uma obra bem mais consistente que o seu antecessor. Tecnicamente é um jogo que retira melhor proveito das limitações da portátil da Nintendo, apesar ainda ser um jogo relativamente curto. Fora isso, incutiu de novo várias das mecânicas clássicas da série que tinham ficado de fora no primeiro jogo, o que é bom. Para quem o quiser jogar a cores, também tal como no primeiro jogo, existe uma conversão disponível numa das compilações da Konami – GB Classics.

Eric Cantona Football Challenge (Super Nintendo)

eric-cantonaPara não variar, o jogo de hoje vai ser mais uma rapidinha. Na verdade, é um daqueles jogos bastante confusos pois recebeu nomes diferentes em vários locais. Produzido pela britânica Rage Software, foi lançado na Europa com o nome Striker para uma panóplia de sistemas diferentes, incluindo a Super Nintendo. Focando-nos na versão para a consola de 16bit da Nintendo, o lançamento Japonês chama-se World Soccer (não confundir com o jogo para a Master System de mesmo nome), para os Estados Unidos tem o nome de World Soccer ’94: Road to Glory. Como devem calcular, esta versão aqui foi supostamente lançada apenas na França. O meu exemplar veio da feira da Vandoma no Porto, por 5€, algures durante o verão de 2016.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

Independentemente da versão que escolherem, o jogo é practicamente o mesmo e se estão à espera de algo mais realista como os FIFA ou International Superstar Soccer então esqueçam pois em Striker (nem pensem que vou andar sempre a escrever Eric Cantona Football Challenge), temos uma jogabilidade frenética e bastante arcade, o que até resulta bem se quisermos jogar umas partidas com amigos. Como muitos jogos de futebol de origem europeia dessa época, temos aqui vários modos de jogo à nossa disposição, como partidas amigáveis, campeonato do mundo, torneios por eliminatórias (cujo número de eliminatórias é customizável), ou campeonatos por jornadas, onde também podemos definir o número de equipas a participar. Para além disso temos ainda a possíbilidade de jogar qualquer um destes modos de jogo como futebol de salão, bem como treinar os controlos em diferentes modos de práctica. O único senão é apenas existirem equipas nacionais, não clubes. Mas para os mais pacientes há também um poderoso editor de equipas que permite alterar os nomes dos jogadores e cores dos equipamentos de cada nação.

Nem se deram ao trabalho de mudar este ecrã para ter uma foto do Cantona...
Nem se deram ao trabalho de mudar este ecrã para ter uma foto do Cantona…

De resto, tal como já referi, a jogabilidade é bastante rápida. Com o mesmo jogador conseguimos percorrer o campo de uma ponta a outra em poucos segundos, tornando as partidas bastante intensas, principalmente quando jogamos contra um amigo. Existe a possibilidade de alterar a formação do nosso 11 em campo, bem como colocar a IA a optar por estratégias mais defensivas ou ofensivas, mas sinceramente com toda a rapidez de jogo nem noto assim tantas diferenças.

Por fim, a nível técnico é um jogo bastante simples. As músicas practicamente que apenas existem nos menus ou no ecrã inicial, e sinceramente não a acho nada demais. Se gostarem de músicas de fanfarra, então sintam-se em casa. Durante as partidas temos apenas o ruído do público, o barulho da bola a ser chutada de um lado para o outro e os apitos do árbitro e estes até que soam bastante realistas para a altura. Graficamente é também um jogo simples, com os menus a serem o mais minimalistas possível a nível estético e os gráficos também são simples, porém funcionais para o estilo frenético de jogo. O estádio é mostrado como um plano de Mode 7, o que resulta num scrolling bastante suave, no entanto com o pequeno defeito do público e outros adornos dos estádios ou pavilhões não serem lá muito bem detalhados.

Alguns comentários engraçados podem ser vistos no placard, aqui na parte de baixo do ecrã
Alguns comentários engraçados podem ser vistos no placard, aqui na parte de baixo do ecrã

No fim de contas, é mais um daqueles jogos de futebol algo clássicos das escolas europeias da primeira metade da década de 90, com uma jogabilidade simples, porém bastante frenética e mesmo assim ainda incluem uma série de diferentes modos de jogo e opções, dando de certa forma a impressão de ser um jogo bem mais completo do que na realidade o é. Não vai ser a última vez que irei referir este jogo, até porque o Striker nas consolas de 8 e 16bit da Sega tem o nome de “Ultimate Soccer”.