Siga lá para mais uma rapidinha, desta vez para a lendária portátil monocromática da Nintendo. Como já referi no artigo do Wrestlemania para a SNES, wrestling não é de todo algo que me interesse, este jogo em particular não é nada de especial, e como apenas entrou na minha colecção por oferta de um colega de trabalho, não terei lá assim muito com que escrever.
Jogo com cartucho
Este é um jogo de 1991 para a velhinha Gameboy. Como muitos jogos desta plataforma nos seus primeiros anos de vida, é bastante simples, tanto a nível gráfico como de conteúdo. Essencialmente temos 2 modos de jogo, o Championship e um multiplayer, com recurso ao cabo próprio para ligar a uma outra Gameboy de um amigo, coisa que eu naturalmente não experimentei, apesar de possuir o dito cabo. Existem apenas 5 lutadores que podemos escolher, entre os quais Randy Savage e Hulk Hogan (os fãs de wrestling que me perdoem, mas são os únicos nomes que me dizem alguma coisa). No modo Championship resta-nos então lutar contra os outro 4 wrestlers e é isso. Game over.
Entre cada combate temos um diálogo do anunciador e a novela do costume entre os lutadores
Apesar do leque reduzido e de controlos também com apenas 2 botões faciais, existem uma panóplia de diferentes golpes que podemos executar, muitos deles dependendo se o adversário estiver no chão, a levantar-se ou nós estivermos a correr. Podemos vencer cada combate de duas formas, ao lançar o adversário fora do ringue e conseguirmos mantê-lo lá tempo suficiente, ou provocar-lhe dano suficiente, mandá-lo para o chão e impedí-lo que se levante. O típico, portanto. Graficamente o jogo possui as arenas bem detalhadas, já os lutadores nem tanto, algo que o ecrã monocromático da Gameboy também não ajuda. As músicas são OK, a música título até que é bem catchy, mas nos combates acaba por ser algo repetitiva (é sempre a mesma música).
A arena até que está bem detalhada
No fim de contas, este é daqueles jogos que apenas recomendo a quem for um grande fã de wrestling, e mesmo para esses existem jogos melhores, mesmo na própria gameboy, como o Superstars 2 ou o War Zone.
A série Warioware, introduzida pela Nintendo em 2003 para a Gameboy Advance, é provavelmente das melhores inovações que a Nintendo nos trouxe neste século. O conceito completamente doido de fazer um jogo à volta de microjogos parvos que duram meros segundos (como meter o dedo no nariz), poderia parecer estranho e arriscado, mas a verdade é que é uma excelente ideia. Naturalmente com o sucesso do jogo foram saindo várias sequelas, no entanto com novidades nas mecânicas de jogo. Twisted também para a GBA vinha num cartucho com giroscópio, Touched para a DS vinha com suporte ao touchscreen, Move para a Wii dava uso ao wiimote e nunchuck e este Do It Yourself, novamente para a DS foca-se mais em oferecer ferramentas de criação dos nossos próprios microjogos e músicas. A minha cópia chegou-me à colecção há alguns anos atrás, tendo sido comprada na Toys ‘R Us do Norteshopping por 10€, com o Metroid Fusion da GBA de oferta.
Jogo completo com caixa, manual e papelada
Tal como os outros Warioware, existe uma ligeira história por detrás, consistindo no Wario a procurar maneiras de fazer rios de dinheiro. Desta vez o centro da história está na máquina Super MakerMatic 21, capaz de fazer os tais microjogos muito facilmente. Iludido com a possibilidade de fazer fortunas, Wario volta a abrir a sua “empresa” Warioware Inc., mas desta vez com o jogador a assumir o papel de “empregado” principal, a fazer os jogos para Wario. Os jogos anteriores possuiam imensas personagens diferentes, todas elas com um carisma próprio. Este jogo, tendo um foco maior na criação e partilha de minijogos, possui muito menos microjogos que os restantes. Ainda assim, algumas das personagens preferidas dos fãs como o “disco king” Jimmy T, a jornalista Mona ou o meu preferido 9-Volt, com os seus microjogos baseados em jogos da NES/SNES.
Baloon Fight é um dos clássicos que podemos revisitar na forma de microjogo
Podemos então jogar o modo “campanha” onde vamos experimentar estes micro-jogos temáticos de cada personagem, bem como um “shuffle mode” onde vamos jogando vários destes microjogos todos misturados, sempre com a velocidade e dificuldade a aumentar à medida em que vamos avançando. Mas o grande foco desta peça de software está mesmo no design destes nossos microjogos, estando dividido por fases onde criamos o(s) nosso(s) objecto(s) principal(ais), as suas animações (capazes de ir até 4 frames), o background, onde podemos desenhar, ou utilizar uma panóplia de sprites à nossa escolha, a música, onde podemos construir melodias com 4 faixas de harmonias diferentes e uma de ritmo e por fim a parte mais de lógica, onde indicamos as “regras do jogo”. Existe um tutorial que nos vai explicando cada parte do processo e este Do it yourself possui um editor bastante robusto e intuitivo. A parte da construção de músicas está particularmente engraçada, tirando partido do microfone da DS, onde podemos trautear a melodia e o jogo a traduz para uma grelha que serve de uma espécie de pauta. A partir daí podemos alterar as notas para várias samples de outros sons, como o roncar de um porco ou outros barulhos engraçados. Com algum tempo e paciência é possível fazer micro jogos bem porreirinhos, basta pesquisarem no youtube para verem alguns em acção, como estes.
Podemos criar as nossas sprites e animá-las com até 4 frames
O editor de música é particularmente interessante, sendo possível desenvolver apenas músicas e partilhá-las com outras pessoas. Por exemplo, vejam lá o tema do Space Harrier neste vídeo. Infelizmente há a restrição das músicas terem apenas 1 minuto e 12 segundos no máximo, certamente por restrições de memória. Para além de microjogos e música podemos fazer também pequenas bandas desenhadas, utilizando a stylus e o ecrã touch da DS. Mais uma vez, tanto os jogos, como as músicas ou estas comics podem ser partilhadas entre outras DS e também outras Wii, através da aplicação de WiiWare Warioware D.I.Y Showcase.
Este é o menu onde criamos as regras do jogo e o comportamento dos objectos
Os gráficos são como sempre muito simplistas e variados. Tanto tempos coisas nitidamente desenhadas à mão, como outras em pseudo 3D. Tenho preferência pessoal pelos microjogos do 9-volt, com montes de material NES. As personagens do universo Warioware continuam bem caracterizadas e com personalidades muito próprias. As músicas também são bastante viciantes e aguentam bem o uptempo constante.
No fim de contas, para quem gosta dos Warioware, com toda a parvoeira e surrealismo incluídos, este Do it yourself não tem a mesma quantidade e porventura qualidade do conteúdo existente nos outros jogos da série. No entanto se sempre pensaram “ah, eu consigo fazer melhor que isto”, então este jogo é para vocês.
Não sou fã de wrestling. Talvez tenha sido um pouco quando andava na escola primária e a RTP transmitia alguns combates ao Sábado, bem como umas séries animadas com o Hulk Hogan. Mas mais do que isso nunca fui. E como tal os videojogos baseados em wrestling também nunca foram a minha praia, pelo que este será um artigo mais rápido. Este Wrestlemania The Arcade Game foi un jogo lançado originalmente nas arcades, produzido pela Midway, a mesma empresa que nos trouxe Mortal Kombat. E tal como Mortal Kombat está repleto de lutadores digitalizados e as versões caseiras deste jogo sairam para uma panóplia de diferentes sistemas. A minha versão veio junto com um bundle SNES que comprei a um colega de trabalho, tendo-me ficado barato no total. Está completo e relativamente em bom estado tendo em conta que estamos a falar de caixas SNES.
Jogo completo com caixa, manual e papelada
Sendo uma conversão de um jogo arcade, a jogabilidade também é algo diferente dos restantes jogos de wrestling existentes no mercado, com golpes completamente irrealistas, como o Undertaker invocar demónios, por exemplo. No entanto os golpes standard de wrestling também são possíveis de fazer, bem como os “malabarismos” do costume, como balancear-se em cordas, subir para cima dos “postes” e saltar em cima de um oponente que esteja no chão, ou mesmo mandá-los para fora do ringue. O original da arcade possui 8 lutadores diferentes, a versão SNES possui apenas 6, não se compreendendo muito bem o motivo.
Take it out of the ring!
Existem 4 modos de jogo diferentes, 2 em single-player, dois em multi-player. Os primeiros consistem em dois campeonatos distintos. No Intercontinental Title, começamos com uma série de combates 1 contra 1, passando por alguns combates em 1 contra 2 e finalizando com um combate mais épico de 1 contra 3. No World Wrestling Federation Title começamos o campeonato logo em combates de 1 contra 2, passando para 1 contra 3 e culminando num combate Battle Royale. Já nos modos de jogo para 2 jogadores podemos optar entre Head to Head e Cooperative. O primeiro é um modo versus standard, já no segundo cooperamos em tag-team em combates contra um oponente bastante forte controlado por CPU. Caso vençamos todos os combates, no final teremos de combater um contra o outro.
Graficamente é um jogo bem competente para a SNES. É normal que não esteja no mesmo patamar do original da arcade, mas para quem jogou os Mortal Kombats na SNES já dá para ter uma ideia do aspecto gráfico que irá encontrar neste jogo, visto os lutadores serem também digitalizados. As músicas sinceramente não gostei assim tanto, o chip sonoro da SNES não é o mais adequado para músicas mais rockeiras. No entanto os samples de voz pareceram-me estar bons.
Sendo um jogo arcade, a Midway tomou a liberdade de javardar um pouco. Embora os “combates” reais também o sejam…
Este é realmente um artigo curto pois como referi anteriormente Wrestling não é mesmo a minha praia. No entanto, sendo um jogo arcade, até poderá ser mais jogável a quem não é fã de wrestling, seja pelo sistema de combos ou mesmo pelos golpes especiais. Para quem quiser um jogo de wrestling puro e duro, então existem outras propostas na SNES, com o selo da WWF e não só.
Jedi Outcast é o terceiro capítulo da saga de Kyle Katarn, personagem do universo expandido de Star Wars na qual já encarnamos anteriormente em Dark Forces e Jedi Knight. Ao contrário dos jogos anteriores, este Jedi Outcast não é apenas um first person shooter, pois também pode ser jogado na terceira pessoa quando utilizamos o light-saber, resultando em combates visualmente mais apelativos. É um jogo lançado originalmente pela Raven para o PC, que utiliza o motor gráfico id Tech 3 (Quake III Arena). A conversão para Xbox e GC ficou a cargo da Vicarious Visions com a publicação da Activision. Infelizmente a versão GC ficou algo aquém das restantes, conforme irei mencionar com mais detalhe mais à frente. A minha cópia deste jogo foi comprada algures no ano passado na Porto Alternativo da Maia, tendo-me custado algo entre os 4 e 5€. Está completa e em bom estado.
Jogo completo com caixa, manual e papelada
O jogo decorre algum tempo após os acontecimentos narrados em Jedi Knight e a sua expansão Misteries of the Sith. O Império caiu tal como visto no Episode VI, mas algumas réstias de Sith Lords e Stormtroopers ainda se encontram espalhados pelos confins da galáxia. Após ter subumbido temporariamente ao lado negro da Força, Kyle Katarn decide entregar o seu sabre de luz a Luke Skywalker, bem como abandonar por completo os seus poderes de Jedi, retornando à sua vida de “simples mercenário”, mas ainda ao serviço da Nova República. E o jogo começa com uma dessas missões em que Kyle e a sua companheira Jan vão investigar uma antiga base imperial, encontrando-a em plena actividade e repleta de Stormtroopers. A trama vai-se desenrolando, colocando Kyle em confronto com um Dark Jedi chamado Desann que está por detrás de um misterioso plano para restaurar o Império ao poder. Desann é muito poderoso para Kyle, obrigando-o a retornar ao Valley of the Jedi para recuperar os seus poderes e à Jedi Academy de Luke Skywalker para reaver o seu sabre de luz.
Algumas armas dos primeiros jogos da série marcam aqui o seu regresso. Ouvir o “pew-pew” é sempre agradável.
Tal como no Jedi Knight, a jogabilidade é relativamente complexa. No nosso arsenal existem imensas armas futuristas com vários tipos de projécteis laser, desde revólveres, metralhadoras, lança-granadas de energia e mesmo uma sniper rifle. Existem também vários tipos de explosivos ao nosso dispor. Para além disso, a partir de uma certa parte da história desbloqueamos um sabre de luz, com o qual podemos ter intensos combates melee inclusivamente com outros Jedis. Existem também uma série de itens com diferentes funcionalidades que podemos obter, desde binóculos, visores nocturnos a sentry turrets que podemos colocar em locais estratégicos. Como se não bastasse para aumentar o inventário, ainda podemos também contar com vários poderes especiais, podendo estes serem neutros como a capacidade de saltar mais alto e correr mais rápido, “Light” como a regeneração de vida, ou “Dark”, como lançar raios eléctricos sobre os inimigos. Visto Kyle ter passado pelos dois lados da Força, podemos utilizar todos estes poderes, ao invés de optar por um caminho ou outro, como é feito em muitos outros jogos da série. Ora isto se fosse num PC não deveria haver grande problema em mapear directamente cada uma destas armas, items ou poderes. Já no comando da Gamecube, com os poucos botões disponíveis a coisa torna-se mais complicada. Todas estas operações de troca de arma/poderes/itens são realizadas com os 4 botões do D-Pad, e escolher uma destas coisas no meio de imensas, tudo feito “on-the-fly” torna tudo mais complicado.
O combate com os lightsabers poderia ser um pouco mais refinado, o que acabou por acontecer no Jedi Academy.
No entanto o jogo possui duas jogabilidades distintas. Como first person shooter, à parte destes problemas de “inventário”, Jedi Outcast comporta-se bem, embora a precisão dos controlos também pudesse ser melhor (especialmente o C-Stick). Quando entramos para os combates melee com os sabres de luz na terceira pessoa, então os controlos mais uma vez não são propriamente os melhores. Isto porque podemos desempenhar uma série de golpes especiais, mas temos de utilizar mais uma vez o gatilho para “atacar”, enquanto que utilizar os botões faciais me pareceria bem mais apropriado. De resto, e tal como os jogos anteriores, este Jedi Outcast apresenta níveis bem grandinhos, labirínticos e complexos o quanto baste, onde apesar de termos à disposição um ecrã com os objectivos presentes em cada nível, acabamos por perder muito tempo a vaguear de um lado para o outro até encontrarmos o que devemos fazer. Ainda assim prefiro este estilo de jogo que os objectivos marcados num mapa e na própria HUD em jogos com corredores lineares à lá Call of Duty.
É possível jogar os modos multiplayer sozinho contra bots
Para além da campanha single-player, a versão GC possui também um modesto modo multiplayer. Digo modesto pois naturalmente a versão PC é muito superior nesse aspecto. Embora esta conversão para a GC até apresente um número considerável de diferentes modos de jogo, apenas 2 jogadores podem jogar ao mesmo tempo em split-screen, apesar de ser também possível popular os mapas de bots. Existem diversos modos de jogo, alguns variantes dos habituais deathmatch, team deathmatch e capture the flag, outros como um modo de torneio (embora apenas 2 jogadores possam jogar de cada vez) e um “Jedi Master”. Neste modo de jogo um lightsaber é guardado aleatoriamente num mapa e quando um jogador o encontra, ele torna-se o Jedi Master. Neste momento todos os outros jogadores devem tentar matá-lo, podendo tornar-se no Jedi Master em seguida. O bónus de ser-se Jedi Master é de ter mais pontos por cada frag. No multiplayer existem ainda outros poderes Jedi que podemos utilizar, como team heal, por exemplo. Para além do mais à medida em que vamos progredindo no jogo normal, vamos desbloquear uma série de personagens que podem ser utilizadas no multiplayer, personagens essas com as suas vantagens e desvantagens.
Talvez motivado pela pouca capacidade de armazenamento dos discos da Gamecube, a qualidade das cutscenes também está um pouco abaixo das versões PC/Xbox
No audiovisual infelizmente esta conversão para a GC tem algumas falhas. É perfeitamente natural que a versão PC corra numa resolução maior, bem como apresente texturas e modelos poligonais mais bem trabalhados. No entanto esta versão GC para além dessas “falhas” perfeitamente naturais, possui alguns problemas de framerate, bem como as próprias cutscenes não têm a mesma qualidade que nas versões PC/Xbox. Por outro lado, os efeitos sonoros, voice acting e música orquestral estão excelentes, como é esperado de um bom jogo Star Wars.
Jedi Outcast é um bom jogo, uma óptima continuação das aventuras de Kyle Katarn, obrigatório para todos os fãs de Star Wars. Algumas mecânicas de jogo poderiam ser mais aperfeiçoadas, mas no geral a Raven fez um bom trabalho. No entanto, a optarem por uma versão, naturalmente que recomendo a versão PC pelas razões óbvias de performance.
A Nintendo possuia um cardápio impressionante de franchises durante a época da NES. Muitas delas tornaram-se sucessos colossais de vendas e crítica como Mario, The Legend of Zelda ou Metroid, mas muitas outras ficaram completamente esquecidas. Kid Icarus quase que se tornava numa dessas franchises perdidas nos anais da história, pois para além do lançamento do primeiro jogo para a NES em 1986 e desta sequela para Gameboy em 1991, foi apenas em 2012 que vimos um novo jogo da série, lançado para a 3DS. Ora este Myths and Monsters foi-me oferecido por um colega de trabalho, num bundle Gameboy que arranjei recentemente. Possuo apenas o cartucho e respectiva caixa plástica de protecção, pelo que um dia que venha a obter o jogo completo, este post será actualizado.
Apenas cartucho, versão americana
O jogo herda muita da mitologia da grécia antiga, incluindo monstros e criaturas mitológicas. Neste jogo controlamos Pit, uma espécie de anjo guerreiro ao serviço da deusa Palutena, com a missão de conquistar 3 artefactos sagrados que por sua vez são protegidos por poderosos guardiões. Estes artefactos irão dar a Pit poderes especiais para defrontar o exército demoníaco de Orcos, que se prepara para invadir a Angel Land, o que acaba por acontecer de facto lá mais para a frente do jogo.
Algumas das salas que podemos entrar dão acesso a dicas para o jogo
O jogo é um sidescroller de plataformas dividido em 3 áreas principais, cada uma com um conjunto de 4 níveis mais um boss. Pit está equipado com um arco com flechas infinitas, ou pode utilizar também um martelo para atacar os inimigos. Mas estes martelos podem-se partir, caso sejam utilizados em objectos especiais que por sua vez se tornam em items. Ao longo do jogo poderemos encontrar diversas salas com diferentes propósitos. Algumas servem para comprar items como poções que restauram a vida ou mais martelos para utilizar no combate. Essas lojas aceitam como moeda os coraçõezinhos que vão sendo deixados no ecrã pelos inimigos derrotados, um pouco como na série Castlevania. Um tipo de loja peculiar é o black market, onde para além dos items normais, poderemos também recuperar alguns items específicos que nos tenham sido roubados por um inimigo em particular. Outras portas que encontraremos darão acesso a diferentes salas, entre as quais uma “Treasure Room” onde podemos ganhar alguns items valiosos, dependendo da ordem em que quebramos os potes que os contêm, salas que permitem recuperar energia, outras para obter informações do jogo, ou outras ainda salas em que Zeus põe as nossas habilidades em teste, premiando-nos no final com vários powerups importantes.
Outras dão acesso a lojas onde podemos comprar diversos items utilizando os coraçõezinhos como moeda
Existem ainda outras salas a descobrir e diferentes peculiaridades, como por exemplo existir sempre um nível por zona passado numa fortaleza labiríntica, ou ainda outros tipos de salas a descobrir. Apesar de Kid Icarus ter todas estas peculiaridades que a meu ver o tornam num jogo único, sinceramente não é jogo que eu tenha apreciado por aí além. Os controlos estão bem implementados, os níveis são grandinhos e com imensos segredos para descobrir, mas no entanto este Of Myths and Monsters não é jogo que me tenha agradado particularmente. É meramente uma questão pessoal de gostos.
Graficamente é um jogo monocromático, mas bem detalhado para o hardware da Gameboy. As sprites são grandinhas e bem detalhadas, assim como os níveis que possuem zonas bem distintas entre si. A única coisa que não gostei assim muito na questão audiovisual foram mesmo as músicas que em alguns níveis estão uns furos abaixo da média, e com os níveis grandinhos que o jogo tem, acabam por se tornar bastante repetitivas.
O Grimreaper quando nos vê lança os seus minions ao combate
No fim de contas apenas consigo dizer que é um jogo tecnicamente bem feito, com imenso conteúdo a descobrir, tendo em conta a idade do jogo, mas no entanto pessoalmente não consigo gostar particularmente dele. Tenho a certeza que para os fãs do Kid Icarus original da NES irão gostar deste jogo. Já para quem conheceu Kid Icarus com o recente lançamento para a Nintendo 3DS (o que não foi o meu caso), então esperem algo de realmente muito diferente.