Wario Land 4 (Nintendo Gameboy Advance)

Wario Land 4Voltando para a Gameboy Advance para mais um jogo do anti-herói da Nintendo, o Wario. Enquanto que o primeiro é o meu jogo preferido da Gameboy clássica, as suas 2 sequelas também acabaram por ser bons jogos, embora o original continue ainda a ser o meu preferido. Com o lançamento da Gameboy Advance, a Nintendo ainda lançou este Wario Land 4, antes de focar  a personagem nos seus Wariowares. Este meu cartucho já foi comprado há algum tempo, talvez no ano passado ou mesmo ainda em 2013, nalguma cash converters na zona de Lisboa se a memória não me prega partidas. Terá custado algo entre os 3 e 4€.

Wario Land 4 - Nintendo Gameboy Advance
Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Tal como nos outros Wario Lands aqui também controlamos Wario na sua busca por tesouros. Desta vez isso acontece pois Wario lê num jornal que foi descoberta uma misteriosa pirâmide repleta de tesouros. No entanto nenhum conseguiu ser resgatado devido a estranhos incidentes… ainda assim, Wario nada teme, que quase que atropela um gatinho na sua ganância de chegar ao seu destino o mais rápido possível! E quando lá chega acaba por lá ficar aprisionado bem no centro da pirâmide, não tendo outra alternativa senão explorá-la. Pelo meio lá acabamos também por ajudar uma certa princesa, mas deixo esses detalhes para quem for jogar.

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Desta vez Wario não é invencível, temos uma barra de vida medida em corações

Este Wario Land 4 acaba por herdar muitas mecânicas que tornaram os seus predecessores populares. Mais uma vez Wario consegue-se transformar temporariamente em várias formas diferentes, como molas que lhe permitem saltar mais alto,  ter a cabeça inchada que nem um balão e poder flutuar, ficar super gordo e com o peso poder quebrar alguns blocos de outra forma inquebráveis, entre muitos outros. Estas transformações não vêm por intermédios de powerups que possam ser apanhados, mas sim ao sofrer certos ataques de alguns inimigos. O uso destas habilidades é fulcral para a exploração dos níveis pois permite-nos aceder a várias zonas que têm itens secretos como CDs de música, ou uns triângulos que nos permitem posteriormente desbloquear o boss da zona onde estamos. Os CDs são opcionais, já os outros acabam por ser obrigatórios e no caso das jóias triangulares existem 4 por nível.

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A pequena pirâmide dourada é o último local que desbloqueamos, onde enfrentaremos o boss final

 

Também para desbloquear o nível seguinte é preciso fazer algo mais. Para entrar em cada nível entramos num portal, e após o explorar acabamos por encontrar uma chave voadora, que nos desbloqueia a porta que nos levará ao nível seguinte. Para isso teremos de a trazer connosco até ao portal, tendo um tempo limite para o fazer. Caso não o consigamos, somos cuspidos para fora de qualquer das formas, sem nenhum dos tesouros que tínhamos encontrado. Outra das diferenças neste jogo perante os 2 anteriores é que aqui Wario não é completamente imortal. Wario pode sofrer dano, existindo uma barrinha com vários corações que representa a sua vida. Caso chegue a zero, somos também cuspidos do nível sem trazer nada que tenhamos encontrado, mas também poderemos encontrar vários coraçõezinhos para recuperar alguma saúde ou mesmo extender a barra de “energia”. De resto, a jogabilidade continua excelente, e quem gostou da forma de jogar nos anteriores irá mais uma vez sentir-se em casa com este Wario Land 4.

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Os bosses geralmente são grandes e muito bem detalhados!

Existem ainda outras novidades, como as item shops onde poderemos comprar itens poderosos que nos irão ajudar contra os bosses, que por sua vez são grandes e muito bem detalhados. Esses itens são comprados com recurso às frog coins, cujas podem  ser ganhas ao participar em vários mini-jogos. Ao longo da nossa aventura iremos encontrar salinhas com 3 mini-jogos diferentes que poderemos participar, um baseado em basebol onde temos de marcar homeruns, um outro onde temos de construir a cara do Wario com ele sentado numa cadeira de barbeiro e por fim um mini-jogo onde temos de saltar por cima de obstáculos, com o ritmo a ser muito importante.

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A cutscene inicial é bem groovy e um bom indício do que está para vir

No que diz respeito aos audiovisuais, este jogo aproveita da melhor forma as capacidades da Gameboy Advance, ao nos apresentar mundos bastante coloridos, variados, muito bem detalhados e com sprites bem animadas, tornando Wario numa personagem bem engraçada com todas aquelas expressões faciais agora ainda melhor definidas. O level design continua muito bom, o que é excelente quando se conjuga com uma óptima jogabilidade. As músicas também são muito diferentes do que estaria à espera, fiquei agradavelmente surpreendido. Temos temas com vocalizações (a música de abertura), e outros que abrangem diversos subgéneros musicais, desde música electrónica, pop, folk, ou mesmo alguns mais blues ou rock. A cacofonia sonora que ouvimos quando entramos nas contagens decrescentes para sair do nível também me agradou bastante.

Posto isto, Wario Land 4 é mais uma excelente entrada nesta série Wario Land. Melhor que qualquer Super Mario Advance na minha opinião, apenas por ser conteúdo original e não conversões de jogos já bem conhecidos. Excelente jogo de plataformas, e chega!

Super Mario Bros. 2 (Nintendo Entertainment System)

Super Mario Bros 2Há algum tempo atrás escrevi um artigo sobre o primeiro Super Mario Advance, um remake / conversão musculada do Super Mario Bros 2 da NES. Nesse artigo referi que inicialmente não gostava muito deste jogo. Afinal desde quando tirar nabos da terra e atirá-los contra os inimigos faz parte de um jogo do Mario? Nabos? E eu que nem gosto nada de nabos! Mas é precisamente por detalhes como esse que se tornou no meu jogo preferido da série clássica do canalizador. Este meu exemplar foi comprado a um particular por 10€, embora seja apenas o cartucho. Update: recentemente ofereceram-me uma caixa novinha em folha e o manual!

Jogo com caixa em estado impecável
Jogo com caixa em estado impecável

Creio que nesta altura do campeonato, com toda a informação a circular na Internet apenas à distância de poucos cliques, todos já devem saber que este jogo é na verdade um “sprite hack” do Doki Doki Panic, já que o Super Mario Bros 2 original apenas se ficou em território nipónico. Essa decisão aconteceu porque alguém na Nintendo achou que não havia nada de novo no SMB2, todos os assets são os mesmos, mas a dificuldade é que era mais elevada e isso poderia alienar o público ocidental. Surgiu então este Doki Doki Panic modificado, repleto de diferentes mecânicas de jogo, tal forma radicais que toda a aventura se passa no decorrer de um sonho, onde Mario, Luigi, Toad e Peach (aqui ainda chamada de Toadstool) visitam um estranho mundo aparentemente com o único objectivo de derrotar Wart e os seus minions.

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Bowser? Quem é esse?

Tal como referi acima, as mecânicas de jogo são estranhas. Mario tem uma “barra de energia” que pode ser aumentada ao encontrar os cogumelos vermelhos, podemos puxar cenas da terra, como os tais falados nabos, mas que também podem ser outros objectos como os cogumelos, bombas que nos permitem rebentar com algumas rochas e assim abrir novos caminhos (bem como derrotar inimigos), ou mesmo saltar para cima dos inimigos, pegar neles e atirá-los contra os outros. Por vezes podemos também encontrar umas poções que nos levam uma outra dimensão onde podemos encontrar muitos desses power-ups, vidas extra ou mesmo zonas que nos teletransportam para níveis bem mais à frente. Este jogo está dividido em 7 diferentes mundos, cada qual com diferentes temáticas como as habituais paisagens verdejantes, desertos, neve, nos oceanos, à noite, entre outros sítios mais estranhos, e os níveis vão tendo também muito que explorar, pois podemos entrar em várias portas, ao contrário de descer tubos (mas também podemos entrar dentro de jarros que se tornam gigantes por dentro! Eventualmente vamos também defrontar vários bosses que nos vão por à prova todas estas novas mecânicas de jogo. As diferentes personagens que podemos escolher para jogar em cada nível diferenciam-se entre si nos seus movimentos, com Luigi a conseguir saltar mais alto, Peach a cair mais lentamente e Toad… bem… esse não me lembro! Mas quem é que jogava com o Toad??

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Estas poções servem para nos transportar para uma dimensão paralela, onde poderemos encontrar vários bónus

A música é excelente. Adoro o chiptune de NES e as músicas deste jogo são muito possivelmente das minhas preferidas da plataforma. Uma delas acaba mesmo por ser uma das minhas músicas preferidas de sempre nos videojogos (já agora ouçam lá a interpretação dos Estradasphere desse tema). Os efeitos sonoros cumprem bem o seu papel e a nível gráfico também gostei bastante, principalmente por toda a estranheza dos níveis, dos inimigos, de tudo!

Apesar de o jogo ter sido remasterizado na SNES com o Super Mario All-Stars, ou posteriormente na Gameboy Advance com uma conversão de luxo, ainda continuo a gostar bastante da versão original de NES. E ainda hei-de um dia destes arranjar o Doki Doki Panic para a Famicom, só por causa das coisas!

Starshot: Space Circus Fever (Nintendo 64)

Starshot Space Circus FeverMais uma rapidinha, agora para a Nintendo 64 para mais um dos seus jogos medíocres que cá vieram parar às minhas mãos após terem sido comprados num bundle de vários jogos por apenas 15€. Este Starshot é um jogo de plataformas 3D produzido pela antiga Infogrames que infelizmente os seus controlos e má câmara lhe ditaram a sua mediocridade e quanto a isso não há muito a fazer.

Starshot Space Circus Fever - Nintendo 64
Apenas cartucho

Este é um jogo que decorre algures no espaço e Starshot, a nossa personagem, é um membro do circo espacial Space Circus, que se preparava para mostrar o seu espectáculo no planeta paradisíaco de Tensuns, quando são atacados por um conjunto de robots que lhes destroem o equipamento. Após investigar quem esteve por detrás desses ataques, descobrimos que foram os robots do Virtual Circus, rivais do nosso Space Circus e liderados pelo infame Wolfgang Von Ravel. Entretanto coisas acontecem e lá teremos de explorar vários planetas em busca de artefactos insólitos para o nosso circo, sempre com Von Ravel e suas tropas à pega.

Este é um jogo de plataformas em 3D, onde nos podemos mover livremente, saltar à vontade mas também disparar para vários inimigos que nos atravessem no nosso caminho. Mas nem todos os inimigos podem ser derrotados desta forma, e por vezes o jogo apresenta-nos formas mais inteligentes de dar a volta à situação, como colocar alguns inimigos a combater outros, ou participar em pequenos puzzles para completar os nossos objectivos. Não é um jogo assim tão linear, os níveis são grandinhos e podemos sempre visualizar um mapa que nos indica onde estamos e a localização do próximo objectivo a cumprir. Starshot tem vidas infinitas, mas nem por isso torna este jogo num passeio de crianças. Existem vários checkpoints espalhados nos níveis e sempre que morramos recomeçamos logo ali, mas ainda assim por vezes as coisas ficam frustrante devido aos controlos e à câmara.

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A nossa munição também é algo limitada, embora os power-ups azuis acabem por reaparecer ao fim de algum tempo

Nos controlos há um problema qualquer com o saltar, nem sempre as coisas resultam bem e como existem várias zonas com abismos sem fundo, um salto mal dado é logo uma dor de cabeça. O outro problema está com o controlo de câmara que é simplesmente horrível. Muitas vezes coloca-nos numa perspectiva tão má que não conseguimos ver nada do que está a acontecer, obrigando-nos a controlar a câmara manualmente, muitas vezes com a pressão de estarmos a levar no pelo. De resto as mecânicas de jogo são simples, existindo alguns powerups espalhados nos planetas para os apanhar. Os azuis são munições para a nossa arma, os verdes restabelecem a nossa vida, os amarelos são combustível para usarmos um jetpack (cujo se perde todo ao perder uma vida) e os vermelhos são “mega combustível”, necessário para conseguirmos posteriormente visitar outros planetas, incluindo a Terra que é o mais longínquo.

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Se visitarem o planeta Terra, encontrarão lá este senhor.

Graficamente é um jogo assim-assim. Por um lado é bastante colorido e tudo tem um design muito cartoonesco que eu tanto gosto. Por outro existem várias zonas onde os cenários poderiam estar melhor detalhados, bem como algum slowdown acaba por ser notório. As músicas são agradáveis mas não ficaram na minha memória. Os diálogos são dados em balões de texto, com as vozes a serem apenas pequenos sons sem sentido, o que se compreende dado à pouca capacidade de armazenamento de um cartucho, mas também se adequa bem à temática mais “cartoon” do jogo.

Posto isto, chegamos ao mesmo que tinha referido logo acima no início, Starshot Space Circus Fever é um platformer medíocre pelos seus maus controlos e câmara, o que num jogo de plataformas em 3D é algo que acaba por ser crucial. E isto numa Nintendo 64, onde podemos também encontrar coisas como Super Mario 64 ou ambos os Banjos acaba por ser óbvio que a nossa escolha dificilmente passará pelo pobre Starshot.

Super Mario Advance 3: Yoshi’s Island (Nintendo Gameboy Advance)

Super Mario Advance 3 Yoshi's IslandJá há algum tempo que não escrevia nada aqui, mas de facto para além de alguns imprevistos pessoais e o facto de ter estado 4 dias completamente offline no SWR Barroselas Metalfest deste ano também ajudaram a essa minha inactividade. Mas aproveito agora que regressei para escrever mais uma rapidinha de Gameboy Advance, a mais um jogo da série Super Mario Advance, desta vez à conversão do clássico de SNES Super Mario World 2: Yoshi’s Island. Invariavelmente este cartucho foi comprado numa cash converters aqui na área de Lisboa, tendo-me ficado por cerca de 3, 4€.

Super Mario Land 3 Yoshi's Island - Nintendo Gameboy Advance
Apenas cartucho

E sou sincero: antigamente nunca achava assim grande piada ao Super Mario World 2 da SNES, talvez pelo Yoshi não ser para mim uma personagem muito interessante, ou pelas mecânicas de jogo que envolvem o bebé Mario. Passados todos estes anos e quer experimente este port ou o original a minha opinião difere um pouco. Continuo a não gostar muito do Yoshi ou do conceito de “babysitter”, mas não há como negar  o facto deste ser um excelente jogo de plataformas. E com uns fantásticos audiovisuais também.

A história é diferente do habitual: um cegonha preparava-se para entregar os bébés Mario e Luigi aos seus pais, quando a mesma é atacada pelas forças maléficas do feiticeiro Kamek que intencionava raptar ambos, mas acaba por levar apenas Luigi. Mario cai na ilha dos Yoshis, cujos répteis rapidamente formam um plano para levar Mario juntamente do seu irmão e resgatá-lo de Kamek: A ideia é Mario ser carregado de Yoshi em Yoshi, ao longo de vários segmentos da ilha, os diferentes níveis. Por outro lado, quando Kamek se apercebe que Mario continua à solta, envia todas as suas forças para a ilha para o recuperar a todo o custo.

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A jogabilidade foi do que mais mudou nos jogos de plataformas do Mario

Com isto houveram várias mudanças na jogabilidade. Apesar de Mario estar às cavalitas dos Yoshis, são os répteis que ficam com o protagonismo do jogo. A ideia é mesmo atravessar os níveis de uma ponta à outra e transportar Mario em segurança até chegarmos ao Yoshi seguinte e caso soframos dano de algum inimigo, Mario fica a boiar no ar dentro de uma bolha e com isso uma contagem decrescente começa a contar. Caso chegue a zero e não tivermos apanhado o Mario novamente, o bebé é raptado e com isso perdemos uma vida. Inicialmente esse timer está em 10 segundos, mas pode ser aumentado até 30 ao apanharmos alguns power ups. As habilidades de Yoshi consistem como habitualmente em comer os inimigos e poder cuspi-los e não só. Também podem ser mesmo ingeridos, dando lugar a ovos que podem depois ser atirados de forma controlada, quer como arma de arremesso, ou mesmo para apanhar itens.

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Os graficos continuam bons, mas ficam aquém dos originais da SNES que eram realmente belíssimos para uma máquina 16bit

Outros power ups podem transformar temporariamente Yoshi noutras formas, como por exemplo um helicóptero que lhe permite voar livremente e com isso alcançar partes dos níveis que seriam inacessíveis, ou a estrela que transforma Mario em Superstar Mario, deixando-o temporariamente invencível e bem rápido, sendo a única altura em que controlamos Mario neste jogo. De resto, apesar destas mecânicas de jogo algo fora do comum, Yoshi’s Island permanece um excelente jogo de plataformas, com níveis muito bem desenhados, bem detalhados e com muitos obstáculos ou puzzles pela frente. Como sempre esta versão GBA tem uma série de mudanças, pequenas alterações nos níveis (em especial nos níveis bónus), alguns níveis extra e a habitual conversão do Mario Bros com multiplayer.

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Ao longo dos 4 ports da série Super Mario Advance ter sempre o mesmo jogo de bónus é um pouco ridículo…

Graficamente o original da SNES era um colosso, sendo para mim o jogo mais bonito daquela consola, ultrapassando facilmente os gráficos renderizados do Donkey Kong Country, o 3D primitivo de Starfox e todos os outros jogos que utilizem chips adicionais em cartucho para auxílio no processamento. É verdade que esse mesmo jogo utiliza também o Super FX 2, mas o resultado final foi brilhante. O mundo de Yoshi’s Island parece pintado com lápis de cera, repleto de cores vivas e vibrantes, sprites gigantes (principalmente os bosses) e outros efeitos gráficos bem bonitos. Infelizmente a conversão para GBA fez perder algum brilho. O mesmo pode ser dito da música que tem uma qualidade muito boa na versão SNES (irão reconhecer muitos temas posteriormente utilizados no Super Mario 64), mas a GBA não tem a mesma capacidade de som da SNES e as músicas soam um pouco mais pobres nesta versão portátil.

Posto isto, volto a referir o que já foi escrito em cima: Yoshi’s Island é um excelente jogo de plataformas e mesmo eu não gostando de todo do Yoshi ou de algumas mecânicas de jogo, mesmo assim não deixa de ser um jogo muito bom que fiquei bem contente em ter-lhe dado uma segunda oportunidade. Espero um dia vir a conseguir encontrar a versão SNES a um preço convidativo, agora faço questão em tê-lo.

Castlevania Harmony of Dissonance (Nintendo Gameboy Advance)

Castlevania Aria of SorrowDepois do bom Castlevania Circle of the Moon, onde a Konami pegou nas mecânicas de jogo do Symphony of the Night que haviam sido revolucionárias para a série, a empresa nipónica voltou à carga com este Harmony of Dissonance, que utiliza os mesmos conceitos do metroidvania que eu tanto gosto. Este meu exemplar é apenas o cartucho, foi trocado a um particular, precisamente juntamente com o Circle of the Moon que analisei há relativamente pouco tempo. Edit: Algures no mês de Março de 2018 consegui uma cópia “New Old Stock” completíssima, que me ficou por 10€.

Jogo completo com caixa, manuais, poster e papelada

A história deste jogo começa de uma forma um pouco diferente, pois não vamos logo atrás do Drácula, como em muitos outros jogos da série, não, aqui temos um cliché diferente. A personagem que controlamos é Juste Belmont, neto do Simon Belmont, o grande herói de outros tempos, com uma missão muito simples. Juntamente com o seu amigo (e amnésico) Maxim, partem à aventura para resgatar a sua amiga de infância de um misterioso e sinistro castelo. Claro que as coisas vão escalando e mais tarde ou mais cedo o nome do grande vampiro vem à baila, mas sinceramente é daquelas coisas que não me importo nada, faz parte do ADN da série, assim como a repetida tarefa de Mario em resgatar a Peach.

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Eventualmente lá teremos alguns diálogos para progredir na história

O Circle of the Moon tinha o seu sistema DSS, onde iamos coleccionando cartas que nos desbloqueavam uma infindável combinação de diferentes feitiços e habilidades mágicas que poderíamos desencadear. Em Harmony of Dissonance continuamos com habilidades mágicas, mas esse sistema DSS é descartado por completo. Aqui as coisas funcionam da seguinte forma: ao longo do jogo iremos encontrar alguns livros de feitiços que, sendo utilizados em conjunto de uma das armas secundárias, resultam em diferentes ataques mágicos, alguns bem poderosos que irão certamente dar uma grande ajuda nos confrontos contra bosses ao longo do jogo. Por outro lado tudo se mantém igual (e ainda bem!). Para além do chicote e diferentes armas secundárias que poderemos carregar, cujas munições são os coraçõezinhos que encontramos ao destruir velas, tochas e outras fontes de luz, desta vez o nosso herói parece-me muito mais hábil, com habilidades de dash bastante úteis para nos desviarmos de fogo inimigo (ou mesmo até para usar como ataque para inimigos mais fracos).

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A agilidade de Juste Belmont dá bastante jeito!

As influências de RPG continuam lá, com cada inimigo derrotado a dar uma quantia de pontos de experiência, com os quais vamos subindo de nível e aumentar os nossos stat points. Depois com itens como poções para usar, equipamento que podemos encontrar (ou mesmo comprar numa certa loja), fazem o resto. A exploração é uma vez mais também importante, na medida em que vamos ganhando algumas habilidades como o salto duplo que nos irão permitir alcançar outras zonas do castelo que antes não seriam possíveis. Isso e o facto de uma vez mais termos 2 versões do mesmo castelo para explorar, onde o layout das salas é parecido, mas os inimigos e cenários acabam por mudar. De resto existem também outros modos de jogo a desbloquear para quem se interessar, como o hard mode, boss rush mode onde enfrentamos todos os bosses e também o Maxim mode, onde poderemos jogar com o companheiro de Juste, mediante se conseguirmos obter o melhor final possível na nossa aventura (existem 3 finais diferentes).

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Os bosses são grandinhos e bem detalhados. Sempre gostei deste!

A nível gráfico é um jogo ainda melhor que o Circle of the Moon. As sprites estão um pouco melhores, em especial os bosses que são gigantes e muito bem detalhados para uma Gameboy Advance, gostei! Mas é mesmo o design do castelo, com backgrounds bastante ricos, detalhados e variados que eu mais apreciei. Os efeitos sonoros são ok, cumprem o seu papel, assim como as músicas, embora sinceramente tenha ficado com a impressão que as mesmas ficaram uns furos abaixo de outros jogos da série. De resto este Harmony of Dissonance foi para mim uma óptima surpresa e é mais um jogo da saga Castlevania a meu ver obrigatório de se ter. Fico agora à espera de encontrar um Aria of Sorrow eventualmente…