Micromachines 64 Turbo (Nintendo 64)

Voltando às rapidinhas, o jogo que cá trago hoje é uma conversão do Micromachines V3, que tinha saído originalmente para a Playstation. Foi o primeiro jogo da série a ser totalmente em 3D, e no ano seguinte ao seu lançamento eis que sai esta versão para a Nintendo 64, com um nome um pouco diferente. O meu exemplar veio da cash converters de Alfragide algures durante o Verão do ano passado. Creio que me custou uns 3€.

Apenas cartucho

Na sua essência, o jogo conta com 3 modos de jogo principais no single player. Tal como todos os que vieram antes, temos o Challenge, onde vamos percorrendo uma série de circuitos uns atrás dos outros, sendo que teremos de chegar sempre nos primeiros 2 lugares de forma a desbloquear o circuito seguinte. O Head 2 Head coloca-nos contra um oponente e o objectivo é deixá-lo para trás até que desapareça do ecrã. Fazendo isto uma série de vezes faz com que vençamos a corrida. Temos também o Time Trials Challenge, onde somos desafiados a terminar uma corrida abaixo de um tempo limite. Temos ainda single races para que possamos treinar as pistas, e como um todo, este até é um jogo com uma boa longevidade, pois mediante a personagem escolhida e os desafios a que nos propomos, poderemos vir a desbloquear vários novos carros.

Os menus são algo originais, onde levamos o carro por uma pequena viagem pelas opções

No que diz respeito ao multiplayer, temos também várias opções, algumas do single player, ou outras como o modo torneio. Nativamente a Nintendo 64 aceita 4 jogadores em simultâneo pelo que também podemos jogar em equipas de 2 contra 2. Ou então também podem participar 8 jogadores em simultâneo, com cada par de jogadores a partilhar o mesmo comando. Neste modo de jogo os carros aceleram automaticamente, pelo que um jogador fica com o d-pad, o outro com o C-button. Na vertente multiplayer podemos também apostar os carros que desbloqueamos, visto que cada jogador pode trazer o seu cartão de memória no seu comando.

Tal como nos seus antecessores, vamos conduzir carros de brinquedo por pistas improvisadas lá em casa

A jogabilidade em si é divertida, mas também exigente e que nos obriga a practicar bastante cada circuito. Isto pelo que os mesmos estão repletos de obstáculos, passagens apertadas, e os nossos oponentes geralmente não nos deixam em paz. Até porque cada veículo possui conduções diferentes, e o mesmo pode ser dito dos pisos. Até aqui nada de novo, mas o problema é que desta vez a transição para o 3D não foi a melhor. O sistema de câmara é mais dinâmico, não mantendo o ângulo fixo da top down view que sempre nos habituamos. E com esta câmara dinâmica não ajuda nada a desviarmo-nos dos obstáculos que nos aparecem. De resto temos também algumas novidades como diferentes powerups que podemos apanhar e que nos conferem habilidades como um boost na velocidade ou mesmo o uso de armas para atacar os nossos oponentes, como bombas ou mísseis.

Por vezes lá conseguimos ganhar alguns carros novos ou melhores

Graficamente é um jogo competente. Os circuitos passam-se nos mesmos lugares comuns desde o primeiro jogo, com pistas a existirem na mesa da cozinha, no bilhar, no jardim, num pequeno lago, entre outros. Os cenários estão bem detalhados, repletos de pequenos objectos ou criaturas que lhes dão vida, mas sinceramente prefiro de longe os gráficos 2D existentes nas versões anteriores de 16bit. Infelizmente as músicas não são nada de especial e não são muitas. Nada a apontar aos efeitos sonoros, mas o pouco voice acting que existe também poderia ser muito melhor.

Mario Kart 64 (Nintendo 64)

A decisão da Nintendo incluir 4 portas para comandos na sua Nintendo 64 era precisamente para dar ênfase ao multiplayer local. Muitos dos jogos publicados pela Nintendo acabaram por tirar bem partido dessa funcionalidade, mas por alturas do lançamento da Nintendo 64, dentro do reportório da Nintendo, poucos teriam mais peso para o multiplayer que Mario Kart 64, sequela do Super Mario Kart da SNES. Este meu exemplar veio para a minha colecção em 2 etapas. O cartucho tinha sido comprado sinceramente já não me lembro onde, nem quando, nem quanto custou. A caixa foi-me oferecida por um colega de trabalho em Dezembro do ano passado.

Jogo com caixa

A maior novidade dentro deste Mario Kart está mesmo na sua transição para o 3D, já que o original da SNES tinha como o Mode 7 o efeito gráfico de referência. Assim sendo, foi possível desenvolver circuitos com uma geometria não plana, muito mais detalhados e repletos de obstáculos. Os power ups e as personagens permanecem sprites 2D, no entanto. A jogabilidade é muito semelhante, tendo na mesma 8 personagens à escolha, os mesmos do jogo original, excepto o Koopa-Troopa e o Donkey Kong Jr que dão lugar ao novo Donkey Kong do DK Country e ao Wario. Os modos de jogo também são algo similares, com o Mario G.P. a assumir-se como o modo de jogo principal, para o single player. Aqui vamos percorrendo pequenos campeonatos de 4 circuitos cada, vencendo quem tiver mais pontos no final. Podemos jogar estes campeonatos em váris categorias desde os 50cc até aos 150cc, que se traduzem na potência do motor e dificuldade. Por fim desbloqueamos também o modo Extra, que são os mesmos circuitos mas jogados de forma reversa.

Tal como no Super Mario Kart, ocasionalmente teremos alguns obstáculos pela frente

Depois, ainda no single player temos também o time trial, que conforme o nome indica serve para tentarmos obter o tempo mais curto possível nos circuitos já desbloqueados. Os outros modos de jogo já são o multi player, onde podemos participar em corridas com até 4 amigos em split-screen, ou o regresso do battle mode, onde temos uma espécie de death match para jogar, mas com karts! De resto, o grande divertimento de jogos como Mario Kart está em, para além das corridas em si serem em localizações originais, o sistema de power ups é bastante viciante e torna as corridas muito imprevisíveis. Podemos disparar carapaças de tartaruga contra os oponentes, deixar cascas de banana em posições estratégicas da pista, usar cogumelos como turbos, entre muitos outros. Um dos novos itens é também um dos mais controversos: a carapaça azul! Esta aparece geralmente a quem está nas últimas posições e tal como a carapaça vermelha é um míssil teleguiado, a diferença é que esta atinge sempre quem vai em primeiro lugar. Diz a Nintendo que é para tornar o jogo mais justo para quem vai atrás, mas na verdade apenas prejudica quem vai em primeiro. Acho o raio mais justo, já que também só aparece a quem está nos últimos lugares, mas ao menos paraliza temporariamente todos os oponentes de igual forma, não só o primeiro.

Sim, podemos ter de parar para deixar o comboio passar

De resto, tal como todos os jogos 3D daquela era, este não envelheceu lá muito bem do ponto de vista técnico. Na altura era muito competente sim senhor, mas hoje em dia as texturas simplistas, as sprites algo borratadas dos karts, já mostram o peso da sua idade. Mas não deixa de ser um jogo com uma óptima jogabilidade e as músicas permanecem bastante agradáveis. Depois, se por um lado os gráficos em si não envelheceram nada de especial, por outro há que dar a mão à palmatória pois a Nintendo empenhou-se bastante em apresentar circuitos bastante originais e variados entre si. Por um lado temos várias pistas que se assemelham a circuitos reais, outras levam-nos a vários locais do Mushroom Kingdom e não só, como desertos no Oeste, o castelo de Bowser ou a selva tropical do Donkey Kong. Temos até uma autoestrada cheia de trânsito para evitar!

A Rainbow Road era tecnicamente impressionante para a altura, com as suas transparências. No entanto não gosto daqueles neons que vão aparecendo em plano de fundo

Portanto, apesar deste Mario Kart 64 não ter envelhecido tão bem do ponto de vista técnico, acaba por permanecer muito agradável de se jogar, ao contrário do Super Mario Kart para a SNES que já tenho mais alguma dificuldade em pegar nele hoje em dia. É um clássico, mesmo que o Diddy Kong Racing para a mesma consola me pareça melhor.

International Superstar Soccer 64 (Nintendo 64)

Voltando à Nintendo 64 e às rapidinhas, o jogo que cá trago hoje é um grande clássico da Konami. Depois dos excelentes International Superstar Soccer e a sua versão Deluxe para a Super Nintendo e Mega Drive, eis que a mesma equipa desenvolve um novo jogo da série, desta vez inteiramente poligonal, para a Nintendo 64. E o resultado final até que foi bastante bom! O meu exemplar veio de um bundle que comprei em Abril a meias com um amigo, onde vieram cá parar vários cartuchos de SNES e Nintendo 64 a menos de 1€ cada.

Apenas cartucho

Já escrevi um breve artigo sobre o ISS 2000, e muitos dos seus modos de jogo estão naturalmente também aqui presentes, nesta primeira versão para a Nintendo 64. Temos então apenas selecções nacionais para jogar, os clubes ficam de fora. Podemos participar em partidas amigáveis, treinar os penáltis, ou montar torneios ou campeonatos. A principal novidade, pelo menos a nível de modos de jogo, que este ISS 64 trouxe perante os seus antecessores de 16-bit, foram o scenario mode. Estes são pequenas “missões”, onde temos de revirar um resultado desfavorável em condições adversas.

Os modos de jogo que nos esperam

A nível de jogabilidade, esta é bastante fluída, tal como seria de esperar. Foi também dos primeiros jogos de futebol, senão mesmo o primeiro, a tirar completo partido dos controlos analógicos, dando-lhe uma maior precisão no controlo de bola e de movimento dos jogadores. De resto, é um excelente jogo de futebol, que mesmo hoje em dia é agradável de se jogar.

Podemos ver os replays de vários ângulos!

Graficamente é um jogo competente para a Nintendo 64, com boas animações dos jogadores, árbitros e afins. Naturalmente que os jogadores estão muito “quadrados”, mas não acho que tenham envelhecido assim tão mal. As músicas, quando existem, principalmente a navegar nos menus, são bastante agradáveis. E para uma Nintendo 64, cujos cartuchos possuem pouco espaço de armazenamento de dados, o jogo possui 2 comentadores desportivos que me surpreenderam bastante pelo seu dinamismo e pela variedade de frases.

 

F1 Pole Position 64 (Nintendo 64)

Voltando às rapidinhas na Nintendo 64, o jogo que cá trago hoje é um jogo de F1, cujo meu cartucho entrou na colecção há coisa de 2 meses, quando fiz um grande negócio a meias com um amigo, onde compramos à volta de 30 cartuchos de SNES e Nintendo 64 por uma bagatela. F1 Pole Position 64 é na verdade o nome ocidental que a Ubisoft lhe deu quando o publicou por estas bandas. O jogo foi desenvolvido pela Human Entertainment, empresa já com um longo histórico de jogos de corridas no seu reportório, desde os tempos da Super Nintendo.

Apenas o cartucho

Este Pole Position é um jogo licenciado pela FIA e pela maioria dos pilotos e marcas do campeonato mundial de F1 de 1996, incluindo o nosso Pedro Lamy. Para além do modo campeonato, que nos leva ao longo das 16 corridas oficiais, temos também o Exhibition Mode que é na verdade uma corrida “amigável” e o Time Trial que como o nome indica encoraja-nos a fazer os melhores tempos possíveis. Não existe qualquer modo multiplayer, o que é pena. O World Grand Prix é então o grosso deste jogo, e a Human trouxe aqui uma grande capacidade de customização do nosso carro para antes de cada corrida.

Olhem o nosso Lamy! Não consegui encontrar um screenshot que lhe desse destaque…

A jogabilidade também é uma mais virada para a simulação, pois temos de ter em conta o estado geral do carro, não só a nível de combustível, como também a nível das peças pois não é muito difícil sermos retirados de uma corrida com as suspensões, pneus ou o motor lixado. Temos então de conduzir com algum cuidado e não sair da pista, o que para mim é um pouco chato pois eu gosto é de jogos de corrida o mais arcade possível. De qualquer das formas, do lado esquerdo do ecrã temos um medidor de combustível e indicadores de dano para várias peças chave do carro. Devemos ter isso em conta e ir às boxes sempre que necessário.

É normal haver sempre algum popin nos circuitos

Graficamente é um jogo modesto, com as pistas não com muito detalhe e uma draw distance um pouco reduzida, permitindo muito pop-in durante as corridas. O F1 World Grand Prix da Videosystem pareceu-me um jogo muito melhor do ponto de vista técnico e audiovisual. A nível de som sinceramente também não achei muito bom, o ruído dos motores não me parece lá muito fiel. Ao menos temos comunicações rádio com o resto da equipa, o que achei um conceito interessante.

 

Multi-Racing Championship (Nintendo 64)

Continuando pelas rapidinhas, hoje trago cá um jogo de corridas para a Nintendo 64 que sempre me passou despercebido. O seu nome é estranho: Multi Racing Championship. Na verdade, a parte “multi” da coisa não é referente a múltiplas variedades de desportos motorizados, mas sim em corridas que misturam o off road com corrida em estrada. O meu exemplar foi comprado no mês passado, num bundle de vários cartuchos SNES e Nintendo 64 que comprei a meias com um amigo meu, tendo-me ficado a um preço muito em conta, menos de 1€ por cada cartucho.

Apenas cartucho

Mas infelizmente este não é dos melhores jogos de corrida que podem ter na Nintendo 64. Por um lado pela pouca variedade, existindo apenas 3 circuitos onde correr. Existe no entanto uma maior variedade de modos de jogo, o que me faz lembrar alguns dos Ridge Racers mais antigos. Mas ao contrário de jogos como o Sega Rally e Ridge Racer que tinham pouco conteúdo, este não possui uma jogabilidade tão boa quanto os clássicos. Temos à nossa disponibilidade 2 tipos diferentes de carros: todo-o-terreno e de estrada. Como as pistas são sempre mistas em pavimento alcatroado e terra/neve ou mesmo água, nem sempre os carros possuem vantagens. Fora de estrada, os veículos todo o terreno possuem uma vantagem natural em conseguir fazer melhor as curvas apertadas, enquanto que em piso alcatroado os carros de estrada atingem velocidades maiores. Cada carro pode ser customizado numa série de parâmetros como pneus, suspensões, aerodinâmicas, entre outros, o que poderá fazer a diferença mediante o circuito escolhido. Mas com apenas 3 pistas, nem valia a pena darem-se tanto ao trabalho…

Graficamente o jogo nem está nada mau

Existem vários modos de jogo como o Free Run e o Time Trial que consistem em modos de corrida livre para practicar, ou um contra-relógio para treinar os tempos. O vs é um modo multiplayer para 2 jogadores em splitscreen e os modos de jogo principais são mesmo o Championship e o Match. O primeiro, ao contrário do que se pensa, não é mesmo um campeonato, mas sim uma espécie de modo arcade, onde corremos num sistema de check-points com o relógio em contagem decrescente e teremos de ultrapassar os 9 oponentes ao longo de 3 voltas. Terminando a corrida voltamos ao ecrã inicial, onde poderemos outro modo de jogo ou outra corrida no modo campeonato. Vencendo as 3 corridas no modo campeonato desbloqueamos o Match, onde poderemos competir contra um único rival e desbloquear o seu carro. À medida em que vamos progredindo em ambos os modos de jogo, iremos desbloquear 2 carros secretos e os 3 circuitos em modo reverso. É muito mais conteúdo que um Sega Rally nos trouxe em 1995, mas esperava-se mais.

De certa forma o jogo também nos faz lembrar o Sega Rally, devido a termos o copiloto a nos instruir.

A nível técnico, este é um jogo colorido e minimamente bem detalhado. Apesar de existirem apenas 3 circuitos, os mesmos podem ser jogados em diferentes partes do dia e com diferentes condições metereológicas, desde manhãs enevoadas, dias solarengos ou chuvosos, ou mesmo à noite, o que foi um detalhe interessante. As músicas e efeitos sonoros é que não os achei nada de especial.

Portanto, para mim este não é um dos melhores jogos de corrida da Nintendo 64. O seu conceito de misturar pistas e carros de estrada e todo o terreno até é original, mas acho que não resulta muito bem e apesar das pistas até possuirem vários atalhos e caminhos alternativos, apenas 3 é pouco.