Super Mario Bros / Tetris / Nintendo World Cup (Nintendo Entertainment System)

SMB/ Tetris / Nintendo WCTempo para mais uma rapidinha, desta vez uma que engloba 3 jogos até. Esta é uma compilação que traz o Super Mario Bros, que já tenho e já foi analisado aqui, bem como a versão NES do Tetris que também já tinha falado para a Gameboy e por fim, talvez o que darei mais atenção, o Nintendo World Cup, um dos melhores jogos de futebol da era 8bit. Por algum motivo o site Retrocollect indica esta compilação como sendo “extremely rare”, e apesar de a mesma ter saído apenas na europa, acabou por sair juntamente com a consola num dos vários pack-ins que sairam por cá. Sendo assim nunca deveria ser assim tão rara, pelo creio que se refiram à versão standalone que saiu nas lojas. Essa já me acredito mais. De qualquer das formas este cartucho foi comprado a um particular do fórum Collector’s Corner, juntamente com outros jogos NES e SNES por 50€ no total, ao qual agradeço. Edit: recentemente comprei uma NES Super Set completa em caixa, na qual trazia este cartucho e todos os seus manuais.

Compilação com sleeve e manuais

Bom, o Super Mario Bros é um jogo que para mim dispensa quaisquer apresentações, inclusivamente já o analisei por cá, pelo que vou avançar de imediato para outro jogo que dispensa apresentações. Tetris de Alexei Pajitnov é um dos videojogos mais populares de todos os tempos e apesar de ter sido a versão Gameboy a mais popular pela sua portabilidade, antes disso os donos de NES receberam um conversão editada pela própria Nintendo mais uma vez. Aqui dispomos de 2 modos de jogo, o A, que é o Tetris na sua vertente mais tradicional, e é um modo de jogo “sem fim”, se bem que depois de termos 999999 pontos nem vale a pena continuar. O modo B permite-nos começar o jogo já com uma série de blocos espalhados no ecrã, cheios de buraquinhos por preencher e o desafio consiste em eliminar todos esses blocos ao construir uma linha horizontal. Podemos aumentar o nível de dificuldade de 0 a 9 em ambos os modos. Enquanto que no primeiro apenas se muda a velocidade com que as peças caem, no segundo quanto maior a dificuldade escolhida, mais altura de “lixo” tem o ecrã.

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Menu de selecção dos 3 jogos

Por fim o Nintendo World Cup. Este é na verdade um spin off dos jogos da série Kunio Kun, mais conhecidos cá no ocidente pelo brawler River City Ramson. E isso é imediatamente notório nas sprites dos jogadores, são quase idênticas às dos River City Ramson, incluindo as caretas que de vez em quando lá vão fazendo. De resto este Nintendo World Cup tem uma jogabilidade não realista, mas mais arcade como não poderia deixar de ser e sinceramente, numa consola 8bit, nem eu pediria outra coisa. Aqui dispomos de 2 modos de jogo distintos, entre os quais um World Cup onde  seleccionamos uma equipa e a temos de levar a vencer todas as outras selecções existentes num torneio ou então a vertente multiplayer. Aqui tanto podemos jogar o modo World Cup com um amigo, ou apenas uma partida rápida, sendo possível jogar com até 4 jogadores. O que demarca este jogo dos restantes é mesmo todo o seu aspecto cartoonesco e a possobilidade de podermos desferir remates especiais, com trajectórias de bola impossíveis e que apimentam bem mais a partida. Ainda hoje existem grupos a fazer modificações à ROM deste jogo para incluir diferentes equipas ou para simbolizar diferentes torneios.

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No Nintendo World Cup é notório por vezes algum flickering nas sprites

Esta é uma compilação bem sólida para a NES, embora eu sinceramente sempre prefiro ter os jogos completos e em standalone. E estive quase para ter o Nintendo World Cup em caixa na cash converters de Alfragide, mas como já tinha gasto muito dinheiro nesse dia, preferi deixar passar. Eventualmente nova oportunidade há-de surgir!

Faxanadu (Nintendo Entertainment System)

FaxanaduFaxanadu era um dos jogos que mais curiosidade tinha em jogar para a NES. Isto porque o jogo é um “parente” de um dos primeirísismos action RPGs japoneses, o Dragon Slayer da Falcom (os mesmos produtores de Ys) que saiu em 1984 se não estou em erro, para uma panóplia de computadores nipónicos. No ano seguinte, e pela mesma equipa saiu o Xanadu, um outro jogo que atingiu um sucesso considerável, de tal forma que decidiram lançar algo para a Famicom/NES, daí o nome de Faxanadu. No entanto este não é uma simples conversão do original, mas sim algo bem diferente. Este jogo foi comprado ha um ou dois meses atrás na cash converters de Alfragide por 5€, estando completo e em bom estado. Um óptimo negócio na minha opinião!

Faxanadu - Nintendo Entertainment System
Jogo completo com caixa, sleeve protectora e manual

A história é relativamente simples. O nosso herói é um anónimo aventureiro errante que após regressar à sua terrinha de Eolis, a encontra em ruínas. Aí, o Rei lhe explica que os dwarves por algum motivo se tornaram em monstros agressivos e têm combatido as populações de elfos, para além de atacarem também a importantíssima World Tree. Como não poderia deixar de ser, cabe-nos a nós essa árdua tarefa de percorrer corredores labirínticos e descobrir o que está por detrás de todos esses ataques e por um fim a essa ameaça.

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Inicialmente a dificuldade é bem reduzida, com os inimigos a nem atacarem muito

Sendo este um action RPG em sidescroller, tecer comparações com o Zelda II é algo que seria de esperar. No entanto, e apesar de também ser possível falar com NPCs em cidades e ir a lojas e comprar itens e equipamento, não há um overworld em top down view, tudo tem uma perspectiva lateral e acima de tudo, não há combates aleatórios, tornando a experiência bem mais dinâmica. Ao derrotar os inimigos vamos amealhando pontos de experiência e dinheiro, que pode ser utilizado para comprar chaves para abrir certas portas, itens como poções vermelhas que nos restauram pontos de saúde ou mesmo outras armas e armaduras que nos aumentam o alcance dos ataques, o ataque em si ou a defesa. Para além dos ataques melee com armas brancas que vamos comprando ou encontrando ao longo do jogo, podemos também usar ataques mágicos cujos podem igualmente ser comprados em lojas. Infelizmente, a barra de magia apenas pode ser regenerada ao pagar uma quantia a alguns NPCs em cidades/vilas, que para além de nos regenerarem a barra de vida, regeneram também a da magia. De resto temos de ir explorando os cenários, ao longo de várias passagens algo labirínticas, ir interagindo com alguns NPCs e também combatendo alguns bosses que nos vão sempre guardando alguns itens necessários para completar o jogo, desde uma picareta para “furar” umas paredes, umas botas que nos deixam voar durante um curto intervalo de tempo ou mesmo outras armas/armaduras lendárias e poderosas.

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Os ataques mágicos acabam por ser bem úteis em especial contra bosses.

A experiência que ganhamos ao combater não serve propriamente para ganhar níveis, mas sim diferentes títulos num ranking. Os mesmos são atribuidos por um NPC que nos pode depois também “gravar” o progresso do jogo ao gerar uma password. Essa é provavelmente a mecânica de jogo mais diferente neste Faxanadu, pois a password apenas nos grava os items que temos no inventário e o ranking em que estamos. Ao retornar ao jogo depois de inserir uma dessas passwords, recomeçamos o mesmo com o número mínimo de pontos de experiência necessário para estar nesse ranking, bem como uma quantia de dinheiro fixa para o ranking em questão. Ou seja, se vamos fazer um save e gerar uma password, o melhor se calhar é gastar o dinheiro com itens importantes antes de o fazer, pois poderemos recuperar algum desse dinheiro se morrermos em seguida. De resto, e apesar deste não ser um jogo propriamente fácil pois podemo-nos perder com alguma facilidade em especial nas últimas secções do jogo e alguns inimigos serem bem chatinhos, os mesmos regeneram na transição de um ecrã para o outro. Entre alguns ecrãs com inimigos relativamente acessíveis, podemos perder uns bons minutos de grinding matando constantemente as mesmas criaturas, e amealhar um bom número de pontos de experiência e dinheiro, bem precioso para comprar melhor equipamento e red potions para certos bosses.

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Espalhados pelo mundo de Faxanadu vamos ver algumas cidades onde podemos interagir com vários NPCs

Graficamente é um jogo interessante, quase que me parece até um Demon’s Souls em 8bit. As cidades são escuras e austeras, os níveis tanto são cavernas, como castelos e fortalezas em ruínas, ou outras zonas mais escuras e com ambientes hostis. É um jogo com um bom detalhe nos inimigos tendo em conta que estamos a falar de algo de 1987, apesar de nós Europeus apenas o tenhamos recebido 3 anos mais tarde directamente por intermédio da Nintendo. Um outro aspecto interessante de se referir, até porque era algo bem incomum por esta altura, mas a sprite da nossa personagem vai mudando consoante as armas e armaduras que vamos equipando. As músicas são bem viciantes, em especial as das “dungeons” perto do início, que tornaram aquele grinding inicial bem agradável de se fazer.

Sinceramente acho este Faxanadu uma das hidden gems do extenso catálogo da NES. Não é um jogo fácil, mas também não achei que tivesse uma dificuldade injusta, como muitos outros jogos da época o tinham. Os conceitos de action RPG ainda poderiam ser algo melhorados, mas no geral acho o jogo bem consistente em todas as categorias. E após ter andado um ano a pedinchar a um conhecido reseller da Feira da Ladra que mo vendesse a 10€, com ele a vendê-lo originalmente a 15€ e misteriosamente depois ter subido o preço para 20€, tê-lo encontrado completo por 5€ foi um bom karma, sem dúvida.

Battletoads (Nintendo Entertainment System)

BattletoadsSe costumam seguir os vídeos do Angry Videogame Nerd, certamente já terão visto o vídeo em que ele fala do Battletoads, mostrando o quão difícil e frustrante o jogo é. E sim, Battletoads é um desafio colossal à nossa paciência, mas no entanto também o acho de certa forma um jogo cheio de estilo e boas ideias por parte da Rare. E sim, sou sincero, apenas consegui chegar ao fim disto na raça do save state em emulador. Não me crucifiquem! Este jogo foi comprado ha coisa de um ou 2 meses atrás na cash converters de Alfragide por 5€, tendo a caixa.

Battletoads - Nintendo Entertainment System
Jogo com caixa e sleeve de plástico

Enquanto umas certas tartarugas ninja ganhavam popularidade na TV, a Rare decidiu criar os seus próprios bichos mutantes. Em vez de 4 tartarugas, temos 3 sapos bombadões e musculados e em vez de uma ratazana como seu mestre, temos um pássaro qualquer. E enquanto os outros viviam no esgoto, estes battletoads são mercenários intergalácticos! A história neste jogo é simples, a princesa Angelica e o seu companheiro battletoad Pimple foram raptados pela sexy vilã Dark Queen. Caberá então aos outros 2 sapos, Rash e Zitz, percorrer uma série de obstáculos para os salvar, derrotando a Dark Queen pelo caminho.

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Possivelmente o rappel mais perigoso de sempre

Este jogo pode ser dividido em uns 2 ou 3 subgéneros distintos, começando por ser um beat ‘em up à moda de um Double Dragon ou Streets of Rage, passando por níveis em sidescrolling, tanto de plataforma, como de corrida. As coisas começam relativamente simples, com os sapos a serem largados na superfície de um planeta e começarem a distribuir pancada por vários inimigos que lhes atravessam à frente. Esta vertente de beat ‘em up resulta bastante bem, sendo possível fazer alguns combos e com os golpes a serem até um pouco cómicos, bem como também é possível pegar em itens do chão (nomeadamente bastões) e usá-los como arma, para uma maior brutalidade. Depois entra um boss bastante original. Um enorme robô/mecha e a perspectiva passa para os “olhos” do próprio piloto. Aqui vemos a mira a mover-se pelo ecrã e quando se fixa nalgum ponto, vemos os canhões a disparar. Depois apenas temos de pegar numa rocha e atirar de volta para o mecha, repetindo o processo até finalmente vermos o seu vidro a rachar-se. Muito original, na minha opinião!

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O terceiro nível é uma das maiores frustrações de todo o jogo.

Depois, para variar completamente, no nível seguinte estamos presos por um cabo a descer um enorme precipício, onde nos vamos ter de ir balanceando e atacar os inimigos que nos rodeiam, ou evitar outros obstáculos. No terceiro nível já temos um infame percurso de moto, onde vamos correr a alta velocidade por uma bem longa pista de obstáculos, com pequenas paredes, muros e rampas a surgirem cada vez mais rápido. Basta bater em uma para se ir uma das nossas vidas. Felizmente vamos tendo alguns checkpoints mas ainda assim é uma secção bem longa e percebe-se perfeitamente o porquê deste jogo ser considerado tão difícil. Cada nível tem um desafio diferente, com níveis de estrito platforming, outro em que vamos ter de nos agarrar a uma série de cobras gigantes enquanto as mesmas vão atravessando uma enorme sala, outros níveis subaquáticos onde estamos rodeados de rochas com espinhos e como devem de adivinhar, basta embarrar num que lá se vai logo uma vida. Mas repito, cada nível é um caso, e mesmo as outras secções de “corrida” não são iguais entre si.

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O jogo está repleto de expressões cómicas, como esta sempre que enfrentamos um boss portentoso

Graficamente este Battletoads é um jogo excelente, tendo em conta que estamos a jogar num hardware de 1983, 8 anos antes deste jogo ter sido lançado. As sprites são muito bem detalhadas, em especial a dos próprios Battletoads e as suas animações também são bastante cartoonescas e cómicas. Os cenários vão sendo também detalhados, embora não tanto coloridos. Ainda assim, aqui e ali, em especial nesses níveis de “corrida” nota-se um efeito de paralaxe muito interessante, ou mesmo o da torre rotativa está muito bem conseguido para uma NES. Ah, e está repleto de cutscenes com óptimas animações, em especial as de início e fim do jogo. As músicas… bom, tanto tem algumas músicas excelentes como a faixa título, cheia de groove e com uma óptima batida, como outras a meu ver não tão boas. É uma questão de gostos, se calhar.

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Entre os níveis vamos vendo o desenrolar da história com estes diálogos

Em suma, Battletoads pode ter um pouco de má fama devido à sua enorme dificuldade e quanto a isso sinceramente não há como dar a volta, o jogo é bem durinho. Mas tudo o resto é excelente e a Rare para mim está de completos parabéns por ter incluido tanta variedade num só jogo. E as coisas até que são bem feitas, se conseguirmos ver para além do óbvio grau de dificuldade. Acho que merece sem dúvida alguma uma oportunidade. Ou então joguem antes a versão Mega Drive que é igualmente difícil, mas com uns looks 16bit.

Castlevania (Nintendo Entertainment System)

CastlevaniaPor muito que eu goste da Master System, é inegável que a sua rival NES foi de longe a plataforma superior pelo seu excelente catálogo. Foi o berço de muitas séries de ouro da Nintendo que jogamos até aos dias de hoje, mas também popularizou outras de outras empresas como Castlevania ou até Metal Gear Solid. Conhecido no Japão como Akumajou Dracula, existem 2 versões com o mesmo nome, sendo jogos distintos. A versão NES que cá trago hoje é sem dúvida a mais popular, sendo a outra versão para o computador MSX2, conhecida cá na Europa como Vampire Killer e apresenta mecânicas de jogo distintas. Mas continuando com esta versão NES, a mesma foi comprada no mês passado por 7.5€ na cash converters de Alfragide, um excelente negócio na minha opinião, mesmo não tendo o manual a acompanhar.

Castlevania - Nintendo Entertainment System
Jogo com caixa e sleeve

Creio que o jogo dispensa apresentações de maior, mas para quem não o conhece, o nosso herói desta vez é nada mais nada menos que Simon Belmont, do clã Belmont, que tem tido o papel de prevenir e/ou derrotar Dracula sempre que o mesmo tenha sido ressuscitado ao longo dos anos. Ora 100 anos se passaram desde a última vez que o dentinhos nos visitou, pelo que mais uma vez o seu castelo emerge na transilvânia e cabe a Simon travar a ressurreição completa do rei das trevas.

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O fantástico e cinematográfico ecrã título

Como certamente saberão, até ao surgimento do Castlevania Symphony of the Night (e não contando nem com Vampire Killer nem Simon’s Quest), os jogos clássicos desta saga são simples jogos de plataforma/sidescrolling lineares, divididos por níveis e sempre com um boss no final de cada nível. Ao longo do jogo teremos imensos bichinhos para matar, sejam morcegos, zombies, esqueletos entre vários outros, como as irritantes Medusa Heads. Uma das coisas que sempre achei estranho nos Castlevanias e certamente sabem o que me estou a referir, são os coraçõezinhos que apanhamos quando damos umas chicotadas nas imensas velas espalhadas pelos níveis. Enquanto em practicamente todos os outros jogos que conheço, corações servem para nos restaurar alguma vida, em Castlevania são “munições” para as armas secundárias que podemos apanhar. Essas armas tanto podem ser machados que os atiramos descrevendo uma parábola no ar, cruzes que quase que servem de bumerangues atirados horizontalmente, água benta com “splash damage”, ou um relógio que pára o tempo temporariamente, deixando os inimigos congelados onde quer que estejam. Castlevania é um jogo bem difícil, pois por cada dano que recebamos, Belmont dá sempre um salto para trás, o que muitas vezes resulta em cairmos num penhasco e lá se vai uma vida. Assim sendo, usar estas armas secundárias de maneira inteligente acaba por ser a chave do sucesso deste jogo.

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Para restaurar pontos de vida, temos de encontrar comida escondida em algumas paredes

Este primeiro Castlevania é também uma homenagem a tudo o que seja filme de terror, pois muitos dos bosses intermediários são retirados de várias outras culturas, como a Medusa, Frankenstein ou mesmo a própria Morte. Para além disso, o próprio ecrã título é parte de um slide de fita cinematográfica, coisas que se foram repetindo em vários outros destes Castlevanias mais clássicos. Apesar de ser um jogo de 1987 e a NES ter jogos mais bonitos, adoro todo o aspecto audiovisual que lhe deram. O castelo em ruínas, mas ao mesmo tempo cheio de vida, as salas mais macabras, o design de vários inimigos, tudo está bom! E a música? Bom, as músicas deste jogo são das mais memoráveis de toda a indústria dos videojogos, sendo muitas vezes reimaginadas nos Castlevania que lhe sucederam.

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Esta intro… nem parece de um jogo típicamente censurado pela Nintendo.

Este é sem sombra de dúvidas um dos grandes clássicos de sempre dos videojogos. Apesar de a fórmula ainda não estar aperfeiçoada, Castlevania é um nome incontornável na história da NES, pelo que se um dia o virem à venda a um preço razoável, mesmo que seja apenas o cartucho, não hesitem!

Chip ‘n Dale: Rescue Rangers (Nintendo Entertainment System)

Chip n Dale - NESQuando a Capcom era a detentora dos direitos da Disney para o desenvolvimento de videojogos em consolas da Nintendo, daí resultaram alguns dos melhores jogos de plataforma daquela era, como os Ducktales, Darkwing Duck, ou os Chip ‘N Dale Rescue Rangers, uma adaptação de uns desenhos animados que também chegaram a passar nas nossas TVs e eu era um fiel seguidor. E este Rescue Rangers não foge nada ao padrão de qualidade que a Capcom nos habituou nessa altura, sendo um excelente jogo de plataformas com um óptimo modo cooperativo. Este meu exemplar foi comprado durante o mês passado na cash converters de Alfragide, tendo me custado uns 5€, com o jogo em caixa.

Chip n Dale Rescue Rangers
Jogo com caixa e sleeve protectora

Se se lembrarem desses desenhos animados, os rescue rangers, para além do Tico e do Teco tinham mais 3 protagonistas: uma rat… roedora bastante inteligente que era a inventora do grupo, um rato grande, gordo, comilão e meio estúpido, e um insecto que sinceramente já nem me lembro muito bem qual era o seu propósito, para além de ninguém perceber o que ele dizia. E os Rescue Rangers estavam sempre a tentar travar os planos de algum vilão, nomeadamente o Fat Cat que também tramou alguma neste jogo. O que era para se ter tornado numa simples missão para resgatar um gato de uns vizinhos, tornou-se numa missão para salvar Gadget que entretanto foi raptada pelo Fat Cat.

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Por vezes temos direito a cutscenes 8bit deste género

As mecânicas de jogo são bastante simples mas eficazes, em vez de derrotarmos os inimigos ao saltar-lhes em cima, temos de apanhar as várias caixas de madeira que vemos espalhadas pelos níveis e atirar-lhes com elas, ou atirar-lhes com outros itens mais pesados, mas que nos reduzem a mobilidade enquanto os carregamos. O bom do jogo é o seu modo cooperativo para dois jogadores, onde um com o Tico, o outro com o Teco, dá para jogar em equipa e ajudar-nos mutuamente a atravessar os perigos. Obviamente que temos outros items para apanhar, sejam coleccionáveis como as moedas de Mario ou os aneis de Sonic, outros que nos regeneram a saúde ou nos dão invencibilidade temporária.

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Podemos usar os caixotes para nos escondermos e assim nos proteger dos inimigos.

O jogo está também dividido em vários níveis espalhados num overworld, onde no final de cada nível temos também uma luta contra um boss. Nestas lutas temos também de usar as mesmas mecânicas para atacar os inimigos, mas geralmente temos uma bola de borracha para lhes atirar. De resto, os níveis são bem diversificados entre si e os inimigos são também bem detalhados, para o que estou habituado a ver numa NES. Tico e Teco são esquilos, então tudo o resto à nossa volta é gigante, sejam as ruas que exploramos, ou salas de casas. Gadget antes de alguns níveis até nos dá umas dicas para resolvermos alguns dos “puzzles” existentes, como fechar umas torneiras ao saltar-lhes em cima.

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Eventualmente até temos mesmo que interagir com o cenário para progredir

Graficamente é um jogo bem colorido, mediante as limitações técnicas da NES e com sprites bem definidas, como já referi acima. As músicas são óptimas, suponho que algumas sejam adaptações dos temas da série, mas sinceramente tal é coisa que já não me recordo. O jogo teve sucesso suficiente para garantir uma sequela, que espero um dia vir a arranjar na minha colecção e se for dentro deste price range ainda melhor! Escusado será dizer que é um jogo que recomendo a todos os fãs de platforming clássico em 2D.