Wizards and Warriors X: The Fortress of Fear (Nintendo Gameboy)

Continuando pelas rapidinhas, desta vez na Gameboy Clássica, o jogo que cá trago hoje é mais um Wizards & Warriors, agora desenvolvido de raiz para a Gameboy. Eu que só tinha jogado o segundo jogo na NES, que foi uma supresa algo agridoce, Isto porque apesar de ter sido desenvolvido pela Rare, ainda deixava um pouco a desejar na sua jogabilidade como um todo. Este meu exemplar também foi comprado meio ao engano, numa das minhas idas à feira da Vandoma no Porto ha uns meses atrás. Custou-me cerca de 3€ se bem me recordo.

Apenas cartucho

Por acaso, apesar de supostamente ser o décimo capítulo da saga, este decorre 17 anos depois do segundo jogo, onde o feiticeiro Malkil regressa à vida, refugia-se na fortaleza Fortress of Fear e rapta a princesa lá do sítio. Uma vez mais cabe a um guerreiro, desta vez chamado Kuros, de o defrontar e resgatar a princesa.

Felizmente agora é bem mais intuitivo atacar os inimigos, o que não quer dizer que a nossa vida esteja facilitada

Comparando com o jogo anterior, este é muito mais linear, na medida em que os níveis são mais curtos e não temos uma componente de exploração tão importante. A acção também é mais simplificada, na medida em que para derrotar os inimigos apenas temos de os atacar com a espada, ao contrário dos últimos jogos que tinham uma abordagem mais parecida com os Ys clássicos. Mas é claro que teremos imensos obstáculos, principalmente inimigos que surgem de vários sítios e que necessitam de vários golpes para serem derrotados. Nós temos uma barra de vida, pelo que felizmente não perdemos uma vida com 1 ou 2 golpes sofridos como em muitos jogos da época. Ainda assim não será uma aventura fácil.

No entanto teremos vários itens para apanhar que nos podem auxiliar na aventura. Por um lado temos objectos como pequenos tesouros que apenas servem para aumentar a pontuação, mas por outro temos coisas mais úteis como comida e bebida que nos regeneram a vida, vidas extra e chaves que podem abrir baús que por sua vez podem ter alguns destes itens, ou feitiços que podem depois ser usados. Feitiços que nos permitem saltar mais alto, regenerar vida ou mesmo invencibilidade temporária são coisas que dão um jeitaço!

Por vezes podemos encontrar feitiços ou outros objectos mágicos que nos auxiliam bastante

No que diz respeito aos audiovisuais, tal como os seus predecessores estes são bastante simples e desta vez há uma menor variedade nos cenários, até porque estamos sempre dentro de um castelo. As músicas por outro lado são bastante agradáveis, já os efeitos sonoros poderiam ser melhores, aquele ruído que ouvimos cada vez que atingimos um inimigo não é lá grande coisa.

Portanto este é um jogo de acção/plataformas bastante existente e diferente dos seus predecessores. Por um lado o facto de ter um “sistema de combate” mais tradicional creio que foi um passo na direcção certa, por outro há muito menos variedade de cenários e de coisas que podemos fazer.

Tiny Toon Adventures 2: Montana’s Movie Madness (Nintendo Gameboy)

Continuando pelas rapidinhas, vamos ficar com mais um jogo de plataformas dos Tiny Toons, cuja licença da franchise durante os anos 90 estava com a Konami, que por sua vez nos trouxe vários bons jogos desta série para a Gameboy, NES, Super Nintendo ou Mega Drive. Este meu exemplar foi comprado algures em Setembro no flea market do Porto, custando-me 4€ se bem me recordo.

Apenas cartucho

A história é bastante simples como habitual. O riquinho Montana Max decidiu exibir uma série de maus filmes protagonizados pelo próprio e o Buster Bunny decide estragar-lhe os planos, saltando para dentro dos seus próprios filmes. Como já devem ter adivinhado, vamos participar numa série de clichés do cinema, começando pelos westerns, passando pelos filmes de samurais, futuristas ou de terror.

Graficamente é um jogo bem detalhado, com níveis bastante distintos entre si.

No que diz respeito aos controlos, estes são relativamente simples, com um botão para saltar e outro para atacar com pontapés, embora nem todos os inimigos possam ser derrotados dessa forma. Alguns só mesmo saltando-lhes para cima, como habitualmente em muitos jogos de plataformas.Também temos a possibilidade de sair a correr, mas temos de pressionar primeiro no botão direccional para baixo durante alguns segundos e só depois para a esquerda ou direita, para o Buster Bunny sair correndo nessa direcção. Cada nível é composto por várias etapas, culminando sempre na etapa final onde defrontamos Montana Max como vilão temático do nível onde estamos. De resto, entre cada nível lá participamos nalguns minijogos opcionais onde poderemos ganhar vidas extra. Os minijogos podem ser de basquetebol, onde temos de fintar Pluckey Duck e encestar, de puxar a corda, ou dar toques em bolas de futebol até marcar golos. Ocasionalmente, no decorrer dos níveis lá podemos ir para uma espécie de roleta russa, onde podemos ganhar vidas, pontos, saúde, ou cenouras.

Ocasionalmente lá temos oportunidade de jogar numa roleta onde apenas perdemos algo se acertarmos no Dizzy Devil

No que diz respeito aos audiovisuais este é um jogo competente tendo em conta que corre num Gameboy clássico. As sprites são bem detalhadas, assim como os backgrounds dos níveis. As músicas são também agradáveis, incluindo não só a faixa temática da série, mas também alguns excertos de música clássica. Portanto, no fim de contas este é mais um jogo de plataformas sólido, embora não seja excelente. Para quem for fã do género ou da série Tiny Toon tem aqui mais um bom jogo para explorar.

Tennis (Nintendo Gameboy)

Continuando pelas rapidinhas, vamos voltar novamente à Gameboy clássica e o seu catálogo de jogos de lançamento. Um desses títulos era nada mais nada menos que este Tennis, que por si só já era uma espécie de conversão do jogo de mesmo nome da NES, também lançado por alturas do lançamento da consola. O meu exemplar foi comprado algures no passado mês de Setembro, na Feira da Vandoma por 1€.

Apenas cartucho

Na NES, este era um jogo bastante simples onde poderíamos participar em jogos de 1 contra 1, ou 2 contra 2, seja sozinhos, ou com um amigo. A versão Gameboy é algo diferente, não só a nível gráfico, como também na jogabilidade que oferece. Aqui podemos apenas jogar em partidas de 1 contra 1, seja sozinhos, seja contra um amigo através do cabo de ligação de Game Boy. De resto, este é mais um simples jogo de ténis onde os 2 botões faciais disponíveis permitem-nos dar “raquetadas” mais tensas e rápidas, ou atirar bolas em arco. De resto, podemos também escolher o nível de dificuldade do CPU.

O Mario continua a ser o árbitro do jogo.

A nível audiovisial, o jogo original da NES era super simples. Na Gameboy também é um jogo simples, até porque o ecrã é a preto e branco, mas acaba por ser um jogo mais detalhado. As sprites das personagens têm um pouco mais de detalhe e cada vez que a bola bate no court, deixa temporariamente uma marca no local exacto onde bateu, o que é também um detalhe interessante. Já no que diz respeito à música, bom, não há uma grande variedade, as músicas não são muito memoráveis, mas não são desagradáveis.

No fim de contas este Tennis é um jogo muito simples, algo típico dos jogos do início de vida da Gameboy. Mas possui uma jogabilidade que apesar de não ser profunda, não deixa de ser agradável e certamente que divertiu muitos jovens naquelas viagens chatas que por vezes se fazia ao fim de semana com a família.

Ferrari Grand Prix Challenge (Nintendo Gameboy)

Voltando às rapidinhas na Gameboy, o jogo que cá vos trago hoje é um simples jogo de corridas de fórmula 1, este Ferrari Grand Prix Challenge trazido até nós pela Acclaim, o que geralmente não é lá muito bom sinal. O meu exemplar foi comprado há umas semanas numa feira de velharias por 1€.

Apenas cartucho

Este é um jogo de corridas relativamente simples, onde encarnamos num piloto de F-1 da Ferrari e vamos poder correr ao longo de uma temporada de Fórmula 1, ao longo de vários circuitos oficiais, mas contra pilotos e outros fabricantes fictícios. Inicialmente podemos escolher se queremos um carro com mudanças automáticas ou manuais e depois lá começamos a temporada, onde podemos optar por participar numa volta de qualificação, ou lançarmo-nos logo para a corrida propriamente dita, se bem que se não quisermos fazer a volta de qualificação começamos no último lugar. Depois o objectivo é terminar a corrida na melhor posição possível, sendo-nos atribuida uma pontuação diferente consoante a posição em que terminarmos a corrida. Para além disso, e para tornar o jogo mais desafiante, à medida em que vamos correndo e passando certos checkpoints, o jogo vai-nos obrigando a manter-nos num certo lugar, sendo que se nos desleixarmos somos desqualificados e convidados a começar essa pista novamente. O progresso no campeonato é gravado através de um sistema de passwords.

Na parte de baixo do ecrã podemos ver a volta em que estamos, a nossa posição na corrida e no circuito comparando com o primeiro lugar.

De resto, é isto, o jogo é bastante simples. A nível audiovisual também não esperem nada do outro mundo. As músicas e efeitos sonoros cumprem o seu papel, no entanto não são propriamente memoráveis e os gráficos também são simples, tendo em conta as limitações da plataforma. O layout dos circuitos é parecido com os reais, e os backgrounds vão mostrando algo que os distinga entre si, como a Torre Eiffel no GP da França ou o Big Ben no GP do Reino Unido.

Posto isto, este Ferrari Grand Prix é um jogo de corridas bastante simples, existem melhores opções na Gameboy para os fãs de Fórmula 1.

Probotector 2 (Nintendo Gameboy)

Voltando às rapidinhas no Gameboy, o jogo que cá trago hoje é conhecido cá na europa por Probotector 2. Como muitos de vocês sabem, Probotector foi o nome que a Konami decidiu implementar em solo europeu, trocando os soldados humanos por robots, pois achavam que seria um jogo demasiado violento para alguns países europeus, que na altura tinham maiores restrições a conteúdo violento nos videojogos. Assim sendo este Probotector 2 acaba por ser uma adaptação para a Gameboy do excelente Contra Alien Wars para a SNES! O meu exemplar foi comprado a um vendedor na feira da Vandoma no Porto há uns meses atrás. Custou-me perto de 8€.

Apenas cartucho

O jogo segue então a história da versão SNES, onde mais uma poderosa entidade alienígena invade o planeta Terra, causando imensa destruição e ruína. A tarefa de salvar a raça humana recai uma vez mais numa dupla de mercenários, que terão de atravessar cidades em ruínas até ao alien nest, expulsando-os uma vez mais do nosso planeta.

Se jogado numa Super Gameboy, o jogo possui alguma cor

A jogabilidade é a típica de um Contra, onde teremos uma série de power-ups como diferentes armas ou escudos para apanhar, e como sempre a dificuldade está acima da média, com imensos inimigos a surgirem de todos os lados e basta um tiro certeiro para perdermos uma vida. Tal como na versão SNES, aqui também podemos disparar enquanto escalamos paredes, ou agarrar em barras que estejam em locais altos. Também tal como na versão SNES, aqui temos também alguns níveis que são jogados numa perspectiva aérea. A diferença é que a Gameboy não consegue apresentar gráficos em mode 7 como na SNES, pelo que não temos aqui a possibilidade de rodar os cenários, mas para compensar podemos fazer strafing de um lado para o outro.

Por acaso sempre achei estes robots bem badass mas não deixa de ser uma censura estúpida

A nível audiovisual, os gráficos deste Probotector 2 estão muito bem detalhados para uma Gameboy, até porque esta versão esteve a cargo da Factor 5. Naturalmente que não se conseguiu replicar o mesmo grafismo e detalhe da versão SNES, mas não está mau de todo. O nível 4 da versão SNES, aquele aéreo, é o único que falta e consegue-se perceber o porquê, pois a Gameboy não teria grande capacidade para o replicar da mesma forma. É também um jogo desenvolvido a pensar no acessório Super Gameboy, pelo que o mesmo apresenta gráficos melhor coloridos caso seja jogado na SNES. A nível de músicas, apesar de não achar tão boas quanto outros jogos da série, também não estão más de todo.

Como sempre, no final de cada nível temos um boss para enfrentar

Assim sendo, este Probotector 2 acaba por ser uma entrada bem sólida no catálogo da Gameboy, mas sendo uma adaptação do Contra da SNES, acabo sempre por recomendar jogar antes essa versão, que é um dos melhores jogos de acção da era 16bit.