Daisenpuu (PC Engine)

Conhecido por cá como Twin Hawk, devido à sua versão de Mega Drive, este é um dos muitos shmups que a Toaplan foi lançando durante os anos 80 e 90. Foram todos produzidos inicialmente para as arcades claro, com versões a serem posteriormente convertidas para outras consolas e computadores da época. Esta versão em específico da PC Engine parece ter sido convertida directamente pela própria NEC. O meu exemplar foi comprado algures em Agosto deste ano, tendo custado cerca de 30€.

Jogo com caixa e manual embutido com a capa

E ao contrário de outros jogos da Toaplan onde a acção rapidamente se torna demasiado frenética e desviarmo-nos do fogo inimigo se torna uma tarefa cada vez mais extenuante (como por exemplo, no Truxton), este Twin Hawk, digo, Daisenpuu, toma uma abordagem ligeiramente diferente. É um jogo que decorre algures no período da segunda guerra mundial e todos os inimigos que iremos enfrentar são inimigos terrestres como tanques de diferentes tamanhos e agressividade, ou aquáticos como barcos ou outros blindados anfíbios. E isto torna o jogo mais lento e metódico, pois por um lado os veículos terrestres são algo lentos a sua área de movimento é algo limitada. É engraçado ver as torres dos tanques seguirem-nos, mas estes também disparam poucos projécteis, o que nos permite muitas vezes conseguir escapar dos seus projécteis e contorná-los com alguma segurança.

Vamos identificar facilmente os bosses, podemos é não ter tempo de os destruir

No que diz respeito aos controlos e mecânicas de jogo, estas são simples. Com um botão disparamos os nossos canhões primários enquanto que com o outro poderemos activar o special. Isto permite-nos chamar um esquadrão de aviões adicionais, que vão voando em formação fixa ao nosso lado, permitindo-nos aumentar bastante o nosso poder de fogo. Pelo menos enquanto estes estiverem pelo ar, claro. Quando são abatidos, os aviões fazem um voo suicida para o inimigo mais próximo e é possível também ordenar a todos os aviões que ainda estejam no ar a fazerem essa manobra suicida. Ao longo do jogo poderemos encontrar alguns camiões de abastecimento que nos poderão dar vários power ups. Os do tipo P melhoram as nossas armas, permitindo-nos disparar até um máximo de 8 projécteis em paralelo. Outros podem-nos dar mais specials ou mesmo vidas extra.

Com os power ups que apanhamos conseguimos disparar até um máximo de 8 projécteis em paralelo

Um outro detalhe interessante é que o jogo é bastante fluído, com os “níveis” a serem jogados de forma contínua e sem qualquer interrupção. Sabemos que mudamos de nível depois de enfrentarmos um boss, e vamos facilmente saber identificá-los: são grandes e autênticas esponjas de balas. Agora poderemos conseguir derrotar os bosses ou não. Temos um tempo limite para o derrotar até que este deixe de estar visível no ecrã e o jogo continue para os desafios seguintes, sem qualquer penalização a não serem os eventuais pontos perdidos de os termos deixado escapar. De resto, tal como tem sido habitual nos jogos da Toaplan (pelo menos nos que eu experimentei), este é um jogo sem fim. A certa altura temos sim uma interrupção na acção e o jogo recomeça novamente, mas mais difícil, com os inimigos a dispararem mais projécteis. No Truxton são necessárias 5 runs consecutivas para o terminar, aqui sinceramente não sei se há algum limite ou o jogo entra num ciclo infinito.

O special é também original. Chamamos uma série de aviões que voam em formação fixa e que nos ajudam a limpar o ecrã. Ao serem atingidos, lançam-se num voo kamikaze

Graficamente é um jogo simples, pois não há uma grande variedade de inimigos nem de cenários. Estes vão sendo alternados entre zonas verdes, outras aquáticas e outras ligeiramente mais urbanas, com bases militares em plano de fundo. No que diz respeito à qualidade gráfica em si, aparentemente a versão Mega Drive leva a melhor, excepto nas cores, claro. Já no que diz respeito à música e som, nada a apontar a este último. Já a música, bom não gostei muito da música dos primeiros níveis, mas a mesma vai melhorando à medida que vamos progredindo, tornando-se cada vez mais enérgica. Uma vez mais muitos dizem que a versão Mega Drive é também superior neste aspecto.

Portanto este é um shmup sólido, apesar de que seja mais lento e metódico que o habitual em jogos deste género. Naturalmente que em ciclos mais avançados as coisas ficam mais caóticas, mas sinceramente acho este um bom jogo até para practicar a arte de nos esquivarmos das balas inimigas. A NEC também deve ter achado o mesmo, tanto que lançaram um ano depois uma versão em CD intituladada Daisenpuu Custom. Para além de uma banda sonora em formato CD áudio, essa versão acaba até por ser mais pobre devido a ter divisões em níveis com loadings e aparentemente o jogo em si tem até menos detalhe que a versão em cartucho.

J. League Greatest Eleven (PC Engine)

Voltando à PC Engine e às rapidinhas de jogos de desporto, desta vez trago-vos mais um jogo de futebol. Depois de ter ficado desanimado com o J-League Tremendous Soccer e o Nekketsu Koukou Dodge Ball-Bu Soccer-Hen ser um jogo muito peculiar, a minha esperança era que este Greatest Eleven fosse mais agradável. Infelizmente não é esse o caso. O meu exemplar foi comprado em bundle a um coleccionador, tendo-me este custado algo em volta dos 10€ algures no Agosto passado.

Jogo com caixa e manual embutido com a capa

Ora como o nome do jogo assim o indica, este é mais um jogo de futebol com a licença do campeonato nacional Japonês, pelo que presumo que todas as equipas (e potencialmente jogadores) aqui representados sejam oficiais. E dispomos de dois modos de jogo: o modo exibição, que nos permite jogar partidas amigáveis e o modo campeonato. No primeiro podemos jogar sozinhos contra o CPU, contra um amigo ou até 2 jogadores contra outros 2. Já o modo campeonato apenas nos permite jogar sozinhos ou cooperativamente com mais um amigo. Os controlos são simples, com um botão para passar e outro para rematar, caso estejamos na posse de bola. Já se estivermos sem posse, ambos os botões faciais servem para tentar roubar a bola ao adversário. Um serve para rasteirar, enquanto outro para agarrar o jogador oponente. Se quisermos trocar de jogador teremos de pressionar o botão run, enquanto o select pausa o jogo.

Graficamente não é um jogo aliciante e a jogabilidade também não é a melhor

O problema é que o jogo é algo lento e nada empolgante. Os controlos nem sempre respondem e a acção é simplesmente aborrecida, até porque os gráficos e animações no geral também não ajudam nada. Não sei se há alguma opção para activar em contrário, mas aqui também temos de controlar o guarda-redes, que se mexe igualmente de forma lenta e atabalhoada. Graficamente é então um jogo muito simples, com muito poucas animações, detalhe e variedade nos jogadores. O modo campeonato tem algumas pequenas cutscenes entre partidas, mas nada de especial. Infelizmente o som não é o melhor. Durante as partidas, os únicos efeitos sonoros que ouvimos é o ruído da bola a ser chutada de um lado para o outro e os eventuais apitos do árbitro. Mais nada, nem aquele ruído branco que simulava as vozes do público. Podem no entanto dizer que ouvimos música durante as partidas, mas a música é tão irritante que vão desejar que não a estivessem a ouvir.

A menos que exista alguma opção em contrário, o jogo obriga-nos a controlar o guarda-redes

Portanto este J. League Greatest Eleven é um jogo de futebol que se dispensa perfeitamente. Ainda não encontrei um jogo deste desporto que seja minimamente interessante nesta consola (sem contar claro com os do Kunio Kun que são uma cena à parte) e já não sobram assim tantos!

Image Fight (PC Engine)

Publicado pela Irem em 1988 nas arcades, Image Fight é um shmup vertical que acabou por receber conversões para várias plataformas distintas, incluinndo a PC-Engine, já algures em 1990. As parecenças com o R-Type não são assim tantas, com este jogo a receber algumas mecânicas de jogo muito distintas, como já irei aprofundar mais um pouco. O meu exemplar foi comprado algures em Agosto passado a um particular, tendo-me custado algo em torno dos 30€.

Jogo com caixa e manual embutido

O jogo coloca-nos a enfrentar uma ameaça extraterreste que já havia inclusivamente destruído as nossas bases militares na Lua e uma vez mais lá somos nós a última esperança da Humanidade e, pilotando uma única nave, teremos um exército inteiro para destruir. O jogo possui 8 níveis, onde os primeiros 5 são apenas simulações de treino, já os últimos 3 seriam os combates a sério e de facto há um grande salto na dificuldade a partir daí. No entanto, para sermos elegíveis a participar nos últimos 3 níveis, temos de ter uma média igual ou superior a 90% dos inimigos destruídos nas missões de treino!

Visualmente é um jogo simples, embora não esteja muito longe do original arcade

No que diz respeito às mecânicas de jogo e controlos, aqui dispomos de um botão para atacar e um outro para alternar a velocidade da nave. À medida que vamos progredindo, poderemos destruir certas cápsulas que albergam diferentes tipos de power up. Uns são os habituais satélites que voam ao nosso lado. Podemos equipar até um máximo de 3 e estes vêm em dois sabores distintos. Os azuis disparam continuamente de baixo para cima, tal como a nave, enquanto que os vermelhos disparam na direcção contrária à do movimento. Por exemplo, se movermos a nave para a esquerda, os satélites começam a rodar e disparar para a esquerda e por aí fora. Podemos ter 3 satélites de cores diferentes mas assim que tivermos 3 satélites equipados, a cor do próximo que apanharmos irá substituir a cor de todos os satélites que já tivéssesmos na nossa posse. E tendo em conta que este é mais um jogo sádico, com inimigos a surgirem de vários lados, saber usar os satélites multidireccionais acaba por ser fulcral. Os outros power ups que podemos encontrar são novas armas que substituem as armas com que começamos o jogo. São literalmente peças de equipamento que se acoplam na parte frontal da nossa nave, o que é uma ideia interessante.

Os primeiros níveis são apenas simulações e isso é notório nas cutscenes de abertura e a performance analisada no final de cada nível

Visualmente é um jogo interessante, tendo em conta que o original é de 1988. Naturalmente perde-se algum detalhe gráfico, até porque o original é jogado num ecrã vertical e aqui essa resolução é adaptada para ecrãs horizontais, o que nos faz perder algum campo de visão que teríamos na versão arcade. Graficamente é um jogo variado, com níveis que atravessam oceanos, florestas, montanhas, cidades e claro os combates em pleno espaço. Existe uma boa variedade de inimigos também e algumas armas com efeitos interessantes para um jogo originalmente de 1988. Infelizmente no som é que se notam as maiores falhas. A PC-Engine tem um chip de som bem competente tendo em conta que sai originalmente em 1987, mas a banda sonora deste jogo possui músicas muito abafadas e aborrecidas. A consola da NEC é capaz de muito mais!

Portanto estamos aqui perante uma adaptação bem competente de um shooter da Irem que nunca teve tanta fama quanto o R-Type. É bastante desafiante e possui também algumas mecânicas de jogo interessantes, como os diferentes satélites que poderemos ter equipados. Foi um jogo que acabou por receber múltiplas conversões para vários sistemas ao longo dos anos, embora nenhuma tenha chegado a sair oficialmente no ocidente, o que é pena. Para além disso, a Irem acabou por produzir em 1992 uma sequela que sai exclusivamente em solo japonês para a PC Engine CD. A ver se a jogo um dia destes!

Genpei Toumaden: Kannoni (PC-Engine)

Lançado nos Estados Unidos para a Turbografx-16 como Samurai Ghost (a versão que acabei inclusivamente por jogar através de emulação por estar em inglês), este Genpei Toumaden Kannoni é a sequela do Genpei Toumaden, um jogo de acção bastante frustrante, porém original, por ter incluído 3 mecânicas de jogo completamente distintas, para além da sua não linearidade no progresso. Esta sequela já foi produzida apenas e exclusivamente para a consola da NEC/Hudson e é bem mais simplificado no seu conceito. Já a dificuldade mantém-se! O meu exemplar foi comprado em Julho deste ano, tendo-me custado algo em volta dos 30€.

Jogo com caixa e manual embutido na capa

Aqui encarnamos uma vez mais num samurai zombie que é invocado por uma velha, supostamente sua descendente e que o obriga a combater as forças demoníacas de um clã rival. A mesma fórmula na história portanto. Já a nível de jogabilidade, as mecânicas de jogo foram bastante simplificadas. Se bem se recordam, o primeiro Genpei Toumaden possuía níveis com 3 mecânicas de jogo completamente distintas. Os níveis de platforming, com sprites minúsculas e inúmeros inimigos e obstáculos. Os níveis de sidescroller mais voltados para o combate, com sprites gigantes e uma vez mais inúmeros inimigos a surgirem de todos os lados. E os níveis com uma vista de cima, tipo Gauntlet, uma vez mais com mais inimigos que sei lá o quê. Tipo Gauntlet, lá está. Para além disso tinha a particularidade de podermos ter saídas múltiplas no mesmo nível, que por sua vez nos levariam a níveis distintos.

Após uma introdução que me faz lembrar Dragon Ball, lá somos largados no primeiro nível a sério.

Ora aqui as coisas são bem mais simplificadas. Apenas temos um estilo de jogo, numa perspectiva mais de acção 2D sidescroller, com algum platforming à mistura. As sprites são grandes mas não tão grandes quanto as maiores do primeiro Genpei Toumaden, daí haver espaço para algum platforming. De resto é na mesma um botão para saltar e outro para atacar com a espada e uma vez mais temos um sem fim de inimigos a surgirem de todos os lados e vários obstáculos para ultrapassar. Vamos também tendo a hipótese de apanhar diversos power ups. Alguns regeneram (ou extendem) a nossa barra de vida, que é uma vez mais medida pelo número de velas acesas que vemos no topo do ecrã. Outros podem até dar-nos alguns power ups temporários ao nosso ataque, como extender o alcance da nossa espada, saltar e rodopiar com a espada em riste ou até atirar alguns projécteis de longo alcance, o que dá um jeitaço. Mas lá está, o jogo continua bem desafiante, por todos os inimigos e obstáculos que temos de enfrentar em cada nível. Logo num dos primeiros níveis temos de nos mover constantemente para a direita pois há uma parede de fogo que se vai formando atrás de nós. Azar do caraças que pela direita temos sempre vários inimigos agressivos a surgir, incluindo umas aranhas com o corpo de uma caveira que se deslocam constantemente para a direita e disparam projécteis na nossa direcção. Apesar de não ser um jogo tão não-linear (ocasionalmente temos saídas múltiplas mas desta vez não temos de nos preocupar em seguir o caminho certo e apanhar os itens secretos que nos permitam derrotar o boss), temos ainda algumas dezenas de níveis pela frente e vários bosses para defrontar também.

Graficamente é um jogo interessante, uma vez mais com inimigos bem sinistros

No que diz respeito aos gráficos, até que há uma variedade considerável nos cenários, onde iremos atravessar florestas, montanhas, cavernas, templos, cascatas de água, as típicas florestas de bambu, etc. No entanto a tonalidade dos níveis é sempre bastante escura, o que de certa forma até se compreende tendo em conta que jogamos com um samurai zombie contra várias criaturas infernais. O efeito gráfico da passagem da noite para o dia que existia no primeiro jogo também foi recuperado aqui. Os inimigos mantêm aquela identidade muito própria da cultura oriental, como diferentes guerreiros do tempo do Japão feudal, várias criaturas próprias da cultura e folclore nipónicos, embora também me pareçam haver outras mais aleatórias. Pena que no entanto as animações de ataque da nossa personagem continuem bastante estranhas. De resto, as músicas mantém também essa identidade muito oriental que se adequa perfeitamente ao tipo de jogo. E sim, apesar de a versão norte-americana ter sido traduzida para inglês, os diálogos são quase inexistentes e mesmo assim estão repletos de erros ortográficos, como os conselhos que a velha nos dá antes de iniciarmos um novo conjunto de níveis: “don’t be innatention” ou “be caution!” antes de iniciarmos um novo conjunto de níveis.

Never “for get” bad engrish

Portanto este segundo Genpei Toumaden / Samurai Ghost continua a ser um jogo que possui um conceito bastante interessante, principalmente pela sua estética sinistra e muito influenciada pelo folclore nipónico. O facto de ser um jogo mais linear e mais simples nas suas mecânicas que o seu antecessor foi um passo na direcção certa, mas ainda assim o combate continua a ser bastante frustrante. É verdade que com dois botões e o d-pad temos múltiplos tipos de golpes que poderemos executar com a nossa espada, mas as animações e o timing desses ataques é sempre estranho. Felizmente existem continues infinitos, embora estes nos obriguem a recomeçar o jogo do início da última zona onde chegamos (não nível). Sinceramente é uma série que gostava que a Namco revisitasse um dia, mas com mecânicas de jogo mais fluídas.

Cross Wiber: Cyber Combat Police (PC-Engine)

Publicado pela Face, este Cross Wiber: Cyber Combat Police parece ser um sucessor espiritual do Cyber Cross, que é também um jogo de acção / beat ‘em up de plano único onde o protagonista também se pode transformar. O meu exemplar foi comprado num bundle a um particular algures em Julho deste ano por cerca de 30€.

Jogo com caixa e manual embutido na caixa

Apesar deste ser um exclusivo japonês, o pessoal da Face foi simpático o suficiente para incluirem uma cutscene inicial onde nos é contada a história. O problema é que essa é uma parede de texto e com uma história bastante convoluta e confusa. O que interessa saber é que somos alguém com a possibilidade de se transformar numa espécie de robot e teremos inúmeras criaturas estranhas e outros robots para combater. E sim, o jogo parece ser algo futurista também.

Apesar do jogo ser exclusivo japonês, os seus criadores foram simpáticos o suficiente para nos mostrarem a história em inglês. Pena é que seja aborrecida à brava!

No que diz respeito à jogabilidade, esta é simples, com um botão para saltar e um outro para atacar com socos e pontapés com um alcance muito reduzido. Sendo um beat ‘em up de plano único, tipo, sei lá, My Hero ou Kung-Fu, não há muita margem para complexidade. O problema é que temos inimigos a surgirem constantemente no ecrã, vindos de todos os lados e visto que o alcance dos nossos golpes é muito curto, vamos estar constamentemente a sofrer dano. Felizmente que à medida que vamos jogando, pequenos robots voadores vão atravessando o ecrã. Se os conseguirmos destruir (o timing nem sempre é fácil), estes vão largando itens que nos regenerem parcialmente a nossa barra de vida, barra essa que não começamos o jogo com ela cheia, nem a mesma é regenerada entre níveis.

Sim, este é um daqueles jogos onde os inimigos são mais que as mães

O segredo então é ir sobrevivendo da melhor forma que conseguirmos e ir apanhando os medkits todos que conseguirmos. Assim que conseguimos elevar a nossa barra de vida até à cor azul, pressionem logo o botão de select! É isso que nos leva a transformar para a tal forma de super herói e temos agora um sabre de luz para combater, que tem um pouco mais de alcance. Quando estamos nesta forma, para além dos power ups de regenerar vida, também poderemos encontrar outros que nos vão melhorando a espada, cuja se vai tornando cada vez mais poderosa. A sua última forma, pelo menos à qual eu cheguei, já dispara alguns projécteis de energia, o que torna o jogo bem mais fácil no combate. Mas também temos alguns níveis com platforming exigente e repleto de abismos sem fundo e claro, inúmeros inimigos voadores que ao mínimo contacto nos podem atirar pelo abismo fora e assim perder uma vida. De resto, temos também 2 níveis com mecânicas de shmup, onde conduzimos uma mota voadora e um outro bem labiríntico, que nos obrigará a explorar várias portas, elevadores e teletransportes.

Pelo meio temos um ou outro nível com mecânicas de shmup

A nível audiovisual sinceramente até achei o jogo bem interessante. Os bosses tipicamente são muito bem detalhados, assim como os níveis, que possuem muitas paisagens urbanas, bem coloridas e detalhadas. As músicas são também bastante agradáveis no geral!

Portanto este jogo, se não fosse pela jogabilidade ser um pouco frustrante (se bem que as coisas melhoram bastante quando conseguimos activar a nossa forma de super herói) até teria boas hipóteses de ser uma hidden gem no sistema. Pessoalmente eu gostei bastante do design gráfico que a Face aqui introduziu e a banda sonora também não é nada má!