Kung Fu (Nintendo Entertainment System)

Kung Fu - NESPara não destoar, este artigo é mais uma rapidinha. Mas também para o jogo que é, não haveria outra forma de escrever aqui um artigo, tal é a sua simplicidade. Kung Fu, da Irem, é um jogo para a NES lançado em 1985, podendo então ser considerado como um dos jogos de primeira geração desta consola.  E este foi mais um dos jogos comprados num bundle de NES/SNES por 50€ a um utilizador do fórum Collector’s Corner. Contém apenas o cartucho.

Kung Fu - Nintendo Entertainment System

Jogo, apenas cartucho

A história por detrás deste jogo é muito simples. Encarnamos em Thomas, mestre da nobre arte do Kung Fu mas que vê a sua namorada a ser raptada pelo mestre de um dojo rival. O resto do jogo consiste em nós atravessarmos os vários andares desse mesmo dojo, distribuindo pancada em todos os que se atravessam à nossa frente até conseguirmos resgatar a donzela em perigo. Nada fora do comum portanto. Mas esse dojo não tem só oponentes humanos, mas também serpentes/dragões e traças (os insectos) gigantes!

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O ecrã título não engana. Estamos perante um jogo da primeira geração da NES

O jogo apresenta-nos 4 modos distintos de jogo mas que não mudam muito entre si, apenas o grau de dificuldade e se jogamos sozinhos, ou com mais um amigo (para jogar alternadamente). De resto, é sempre a mesma coisa, em cada nível apenas nos temos de preocupar em andar numa direcção e enfrentar os inimigos que nos vão aparecendo um pouco por todos os lados. Felizmente este não é dos jogos em que basta recebermos um soco para perder uma vida, mas sim temos uma barra de energia que vai sendo esvaziada à medida que vamos levando porrada. Os bosses, que não há muitos, também têm uma barra de energia própria. A jogabilidade é bastante simples, sendo possível executar golpes altos (ao saltar), baixos ou médios. Nada que enganar!

screenshot

Graficamente é um jogo bastante simples e com pouca variedade

Graficamente é um jogo muito, muito simples. Não há grande variedade (para não dizer mesmo nenhuma) nos cenários e os inimigos são sprites bastante simples. O que para os padrões de 1985 até era normal, não fosse um certo canalizador bigodudo estragar a média. As músicas também são poucas e repetidas até à exaustão, o que não é uma coisa boa. Os efeitos sonoros também não são os melhores e embora até me pareça ter vozes digitalizadas as mesmas acabam por ser algo irritantes ao serem repetidas ao extremo.

Por estas razões, Kung Fu não é um jogo que eu recomende. Tem o seu valor de ser um dos mais antigos beat’ em ups antes de a fórmula ter sido refinada em jogos como Double Dragon ou Final Fight, mas precisamente por isso é que existem alternativas muito superiores, mesmo na própria NES.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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2 respostas a Kung Fu (Nintendo Entertainment System)

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