Vamos agora a mais uma rapidinha, desta vez para a segunda parte da conversão do primeiro R-Type na PC-Engine. Sim, por algum motivo, quando a Hudson converteu este clássico das arcades para o seu sistema, decidiram dividi-lo em 2 lançamentos distintos, separados por breves meses entre si. Não se sabe bem o porquê desta decisão, mas especula-se que tenha sido para evitar maiores custos de produção de cartuchos de maior capacidade. O que é certo é que no ano seguinte, em 1989, quando sai o R-Type na Turbografx-16 nos Estados Unidos, o jogo acaba mesmo por sair completo, num cartucho de maior capacidade. O meu exemplar foi comprado algures em Outubro em bundle com vários outros jogos de PC-Engine numa loja japonesa. Este custou cerca de 20€, mais portes e alfândega.
Jogo com manual embutido na capa
Não tenho muito mais a afirmar do que o que já disse na minha análise à primeira parte desta conversão. Estamos então perante uma excelente conversão do ponto de vista técnico quando comparado ao lançamento original arcade. É no entanto bastante desafiante pois temos aqui os 4 últimos níveis e começamos sem nenhum dos power ups, pelo que será um início algo turbulento. No final do primeiro jogo fiquei com uma password, eu achava que poderia inserir essa password antes de começar a segunda parte e talvez herdar os power ups acumulados na primeira metade, mas não vi nenhuma opção de colocar uma password. Terminando o jogo, lá tive mais outra password e intrigado com isso lá pesquisei um pouco mais na internet. Então descobri que existe mesmo uma maneira de introduzir passwords, bastando pressionar o botão select, seguido do run no ecrã título. E sim, a password recebida no final da primeira metade permite-nos começar a segunda parte com os power ups acumulados, já a segunda palavra passe permite começar uma segunda run na primeira parte, presumo que com um nível de dificuldade maior. É um pouco estranho este sistema de passwords estar algo escondido, mas se calhar até vem no manual de instruções e eu não tenha reparado por estar inteiramente em japonês.
Começar o jogo neste inferno sem nenhum power up vai ser duro!
Portanto volto a afirmar, esta versão do R-Type para a PC-Engine é uma versão muito boa do ponto de vista técnico, só é pena o lançamento japonês estar dividido em duas metades, o que poderá induzir em erro quem estiver a começar a coleccionar para este sistema (o que foi o meu caso, confesso). Ainda assim, se procurarem bem, o conjunto das duas partes acaba por ser uma alternativa mais barata tanto à versão norte-americana que possui o jogo completo num só cartucho, como a versão lançada posteriormente para a PC-Engine CD, que inclui alguns extras como cutscenes e banda sonora em formato CD Audio.
Vamos ficar agora na PC-Engine CD, para um dos muitos RPGs existentes na sua biblioteca, mas dos pouquíssimos que tiveram um lançamento oficial fora do Japão, ou que até tenham recebido traduções feitas por fãs. A série Dragon Slayer é muito peculiar da Falcom. O seu primeiro jogo (de 1984) é um dos precursores dos JRPGs como um todo, mas após esse primeiro lançamento, curiosamente todas as suas sequelas deram origem a outras séries completamente distintas entre si. Sorcerian, Lord Monarch ou Xanadu são apenas alguns dos exemplos em que o primeiro jogo de cada uma dessas séries, possui Dragon Slayer no nome. The Legend of Heroes é mais um desses casos, com a série a receber inúmeras sequelas, até se tornar mais popular no ocidente com o lançamento das sagas Trails of the Sky ou Trails of the Cold Steel. O meu exemplar é a versão Japonesa de PC-Engine, pelo que joguei antes a versão Norte-Americana por emulação. Comprei-o no ebay em bundle com vários outros jogos algures em Fevereiro deste ano, creio que me terá custado à volta dos 10/15€.
Jogo com caixa, manual, spinecard e poster/mapa
A história deste primeiro The Legend of Heroes é simples e começa por mostrar-nos uma cutsceneanime que conta que há 10 anos atrás, o reino de Farlayne foi invadido por monstros e na batalha da sua defesa o Rei acabou por morrer. Como o seu único herdeiro, o príncipe Logan, tinha apenas 6 anos de idade e ainda não podia governar, o Barão Drax acabou por se tornar regente. Para a “segurança” de Logan, o pequeno príncipe foi exilado numa aldeia onde iria viver em segurança até aos 16 anos, altura em que poderia reclamar o trono para si. E é precisamente na data em que Logan faz 16 anos que começamos a aventura. Quando o jovem príncipe se prepara para voltar ao seu reino, o Barão Drax ataca a aldeia e tenta matá-lo! Felizmente não o consegue fazer e naturalmente iremos perseguir Drax e procurar vingança. Também naturalmente que, à medida que vamos avançando na história e conhecer novas terras e pessoas, a narrativa vai lentamente revelando que há algo sinistro à espreita e eventualmente lá teremos de salvar o mundo também.
Apesar da narrativa estar dividida em capítulos, vamos poder explorar as regiões anteriores livremente. Eventualmente.
Já no que diz respeito às mecânicas de jogo, não esperem por nada de muito complicado. Este é então um JRPG típico com batalhas por turnos e encontros (algo) aleatórios. Digo algo aleatórios pois os inimigos estão presentes no ecrã do mapa mundo ou dungeons, mas estão invisíveis a menos que usemos algum item para revelar a sua localização. E mesmo que revelem a sua localização, os inimigos que vagueiam pelo ecrã possuem todos a mesma sprite genérica, pelo que só ficam a saber quem são quando entram num combate. Os combates são por turnos onde no nosso turno temos as típicas acções que podemos desempenhar: ataque físico, defender, usar item, usar magia, fugir, entre outros. Uma das acções que podemos definir são as batalhas automáticas, o que é uma óptima maneira de acelerar o processo de grinding. Uma das outras particularidades a mencionar é o facto de, cada vez que uma das nossas personagens sobe de nível, poderemos assignar os skill points ganhos livremente em categorias de força, inteligência, velocidade e sorte. O sistema de magias também é algo fora do convencional neste jogo, na medida em que não há propriamente classes no jogo, cada personagem pode aprender as magias que quiser. E estas não são aprendidas à medida em que subimos de nível, mas sim, devem ir sendo compradas ao longo do jogo. Na verdade nem são compradas, as magias vão sendo oferecidas por alguns NPCs específicos e poderemos assigná-las livremente ao nosso grupo, tendo em conta que cada personagem possui 7 slots disponíveis.
As batalhas são travadas na primeira pessoa e temos sempre a possibilidade de as automatizar para tornar o grinding menos moroso
A nível gráfico este é ainda um jogo muito simples. Estava à espera de ver mais cutscenes, mas infelizmente estas só existem no início e fim do jogo. De resto, as cidades, dungeons e mapa mundo no geral são compostas por visuais típicos de JRPGs do final da década de 80. As batalhas já são travadas na primeira pessoa e os inimigos já vão sendo algo variados entre si e possuem designs que pessoalmente me agradam. No entanto não esperem por visuais “full screen“, pois o ecrã está constantemente dividido em duas janelas, tanto na exploração, como no combate. À direita temos sempre um resumo do estado de cada uma das personagens do nosso grupo, bem como informação do dinheiro amealhado. A janela da esquerda é a que mostra os gráficos do jogo. Este tipo de disposição visual é muito típica de RPGs nipónicos que tenham surgido em computadores, o que é o caso deste. Já no que diz respeito à banda sonora, bom, essa é excelente, tal como a Falcom nos habituou. A versão PC Engine possui músicas no formato CD audio ou em chiptune (podemos optar por ouvir quais quisermos nas opções) e estas foram naturalmente rearranjadas para esta versão. Podem então ouvir uma banda sonora repleta de músicas de vários géneros musicais, desde o rock, electrónica, jazz, funk, sempre com aqueles sintetizadores típicos da segunda metade dos anos 80! Aliás, a banda sonora desta versão fez-me lembrar bastante a banda sonora do Ys IV: The Dawn of Ys, até porque quem fez os arranjos PC-Engine CD dos dois jogos foi o mesmo senhor: Ryo Yonemitsu. De resto podem também ouvir imensos diálogos falados com voice acting em Japonês ou Inglês, dependendo da versão que estejam a jogar. O voice acting em si (pelo menos da versão norte americana) é francamente mau mas hey, eles tentaram! No entanto, é pena que, quando ouvimos o voice acting, não existam quaisquer legendas ou indicações visuais sobre que personagem está a falar no momento.
Pena que o jogo não tenha tido mais cutscenes para além da introdução e final
Portanto este Dragon Slayer: The Legend of Heroes acaba por ser um RPG decente. Não reinventa a roda, mas não deixa de ser bastante sólido na aventura que nos apresenta. Foi um jogo que foi lançado originalmente para uma série de computadores nipónicos entre 1989 e 1990, mas acabou por ser convertido para outras consolas também como a Super Famicom ou esta versão PC-Engine CD, que ganha precisamente pelo seu suporte CD com o voice acting e músicas em qualidade CD Audio. A versão Mega Drive, convertida pela Sega em 1994 também me parece interessante! De resto este primeiro The Legend of Heroes recebeu uma sequela directa em 1992, também lançado para uma multitude de diferentes sistemas, incluindo a PC-Engine CD, mas infelizmente este ainda não recebeu qualquer tradução para inglês, oficial, ou por fãs.
Vamos a mais uma rapidinha para um jogo de PC-Engine, desta vez para o R-Type I que até possui uma história algo curiosa neste sistema. Basicamente em 1988 a PC-Engine recebeu o R-Type I e R-Type II, no espaço de meses. Ora eu sempre pensei que esses lançamentos correspondiam de facto ao primeiro e segundo R-Type, mas o segundo foi apenas lançado no ano seguinte nas arcades. O que correspondem então estes lançamentos? Basicamente são metades do primeiro jogo. Este R-Type I possui os seus primeiros 4 níveis, enquanto que o R-Type II possui os 4 níveis finais. Aparentemente a Hudson decidiu repartir o jogo em 2 cartuchos para evitar custos de produção maiores nos HuCards, pois cada metade possui 256KB, o que daria uns 2Mbit. No mesmo ano a Sega lança a conversão para a Master System do R-Type, mas lança-o completo num cartucho com 512KB, que certamente teria custos de produção inferiores aos HuCards. Ainda assim, em 1989, é lançado para a Turbografx-16, no Ocidente, uma versão completa do R-Type num HuCard de 512KB. Os japoneses viriam a receber, em 1991, já para a PC-Engine CD, uma versão completa, chamada de R-Type Complete CD, que traz música em formato CD-audio e algumas cutscenes. Ora serve isto tudo para dizer que eu não fazia ideia que só tinha comprado metade do primeiro R-Type. Felizmente foi barato (custou-me menos de 10€ mais portes), tendo sido comprado numa loja japonesa algures no mês passado de Julho.
Jogo com caixa, manual embutido na capa e papelada
Ora e tirando esta longa introdução, este artigo vai ser uma rapidinha pois já escrevi mais detalhadamente sobre o R-Type e suas mecânicas de jogo na sua conversão da Master System. Basicamente esta versão PC-Engine é uma conversão bastante sólida, já muito próxima do original arcade. A versão Master System é excelente tendo em conta as limitações da consola, mas aqui temos gráficos mais coloridos, bem detalhados e uma banda sonora de melhor qualidade (a menos que joguemos a versão Japonesa da Master System com o seu FM-Sound). Esta versão PC-Engine também me pareceu possuir mais inimigos e projécteis no ecrã, pelo menos do que me lembrava da versão Master System.
Visualmente esta versão é excelente!
Portanto, se forem fãs de shmups e tiverem uma PC-Engine na vossa colecção, eu diria para aproveitarem este jogo. A primeira parte costuma ser bastante acessível, a segunda é um pouco mais cara mas nada de especial. Eu diria que a versão ocidental (que inclui ambas as partes num HuCard) seria a versão a comprar, mas pelo preço dela mais vale tentarem procurar um R-Types para a Playstation, pois este sim, possui conversões arcade perfect dos dois primeiros jogos.
Voltando às rapidinhas a jogos de luta da PC-Engine CD, vamos ficar com o último (pelo menos até agora) jogo que tenho na colecção e que requer o Arcade Card para ser jogado. Ora esta é a última das expansões de memória lançadas pela NEC para a PC-Engine e que adiciona cerca de 2MB de memória que pode ser utilizada pelo sistema. Os videojogos que mais proveito tiraram desse acessório foram algumas conversões impressionantes de jogos de luta da SNK/Neo Geo. Este Kabuki Ittou Ryoudan é mais um de vários spin offs da série Tengai Makyou (Far East of Eden), uma série de RPGs que tem as suas raízes precisamente na PC-Engine. Esses RPGs parecem-me fantásticos e repletos de um bom sentido de humor, mas até à data, apenas o lançamento Tengai Makyou Zero (da Super Nintendo) recebeu uma conversão. Mas com o sucesso da série no Japão não tardaram a ser lançados vários títulos secundários, inclusivamente um jogo de luta 1 contra 1, algo semelhante aos Samurai Shodown, a ser lançado para a Neo Geo! Mas este Kabuki Ittou Ryoudan é um outro jogo de luta, exclusivo da PC-Engine CD, e que acaba por ser mais um clone de Street Fighter II do que propriamente de Samurai Shodown. O meu exemplar veio de um bundle que importei do Japão algures durante o mês passado de Agosto. Custou-me 60€, mas veio com um Arcade Card e vários outros jogos!
Jogo com caixa, manual embutido na capa, spine card e papelada
Aparentemente este Kabuki Ittou Ryoudan é inspirado no Fūun Kabukiden, um RPG secundário que se centra na personagem de Kabuki. Quer isto dizer que para além de Kabuki (o protagonista de cabelo azul que vemos na capa, à direita), teremos também uma série de oponentes que supostamente apareceram nesse RPG. No que diz respeito aos modos de jogo, temos, para além dos habituais modo arcade/história e versus para 2 jogadores, temos também um outro modo de jogo chamado de life attack, que é na verdade um nome janota para um modo survival, onde teremos de derrotar o máximo de oponentes possível com uma barra de vida apenas.
Graficamente é um jogo colorido e bem detalhado, mas seria bom que os cenários possuissem algum movimento
No que diz respeito à jogabilidade, este é mais um dos jogos que recomenda que seja utilizado um comando de 6 botões. À semelhança do Street Fighter II para esta consola, os 6 botões faciais servem para socos ou pontapés fracos, médios ou fortes, já no caso de usar um comando de 2 botões, os botões RUN, I e II servem para golpes fracos, médios e fortes, com o botão Select a servir para alternar entre socos e pontapés. Depois, tal como no Street Fighter II esperem por uma jogabilidade simples, sem barras de specials, mas com cada personagem a possuir os seus golpes especiais também.
No final de cada combate temos sempre um pequeno texto proferido pelo vencedor
A nível gráfico, estamos perante um jogo bastante colorido e bem detalhado. As personagens possuem sprites grandes e bem detalhadas (sem dúvida graças ao arcade card) e os cenários são igualmente bem detalhados, embora bastante estáticos. As músicas são agradáveis, sendo na sua maioria inspiradas por melodias folclóricas japonesas e com uma qualidade CD audio. Nada de especial a apontar aos efeitos sonoros e vozes, que naturalmente estão 100% em inglês. Entre cada combate temos também alguns textos em japonês, mas poderia no entanto ter algumas cutscenes mais trabalhadas, mas mesmo que as tivesse também seriam inteiramente em japonês, pelo que para os meros ocidentais como nós, não se perde grande coisa.
Portanto este Kabuki Ittou Ryoudan, apesar de não reinventar a roda, é mais um jogo de luta bastante sólido no catálogo da PC-Engine. Graficamente é um jogo muito interessante graças ao arcade card e a sua jogabilidade inspirada no Street Fighter II torna-o numa experiência agradável. Mas o que queria mesmo eram as traduções dos RPGs…
Mais uma rapidinha a um jogo de luta da PC-Engine CD, desta vez para o World Heroes 2 que já o abordei anteriormente na compilação para a PS2 World Heroes Anthology. Os World Heroes são uma espécie de jogos de luta de segunda linha que foram desenvolvidos pela ADK para as plataformas Neo Geo e, apesar dos seus protagonistas não terem o mesmo carisma que nas séries de luta da Capcom e SNK, até que são jogos de luta bastante sólidos. O meu exemplar, tal como os outros jogos de PC-Engine CD que requerem o Arcade Card e que já trouxe cá, veio num bundle de vários jogos e o próprio Arcade Card que comprei algures no mês passado directamente do Japão.
Jogo com caixa e manual desdobrável
E este é um jogo de luta relativamente simples, um clone de Street Fighter II sem grandes novidades, a não ser o modo Deathmatch que irei detalhar em seguida. O conceito que está por detrás da narrativa da série World Heroes é a de procurar o melhor guerreiro de todos os tempos, daí termos personagens de várias civilizações do passado como vikings, ninjas, piratas, bem como outras dos tempos actuais e futuro. No que diz respeito aos controlos, este é um jogo que não tira grande proveito do comando de 6 botões da PC-Engine. Temos um botão para socos e outro para pontapés, sendo que a intensidade dos golpes é medida consoante o tempo que mantemos os botões pressionados antes de os soltar. Sinceramente nunca gostei muito deste esquema. De resto, temos também a acção de throw que no comando de 6 botões tem um botão específico, já num comando normal apenas teríamos de pressionar o botão Run.
O elenco de personagens disponíveis neste segundo jogo é mais variado, mas continuam sem o carisma de outras séries
No que diz respeito aos modos de jogo, temos a possibilidade de jogar o modo arcade e o deathmatch (para além do habitual versus para 2 jogadores em ambas as vertentes). O modo arcade dispensa apresentações, pois é o modo de jogo onde defrontaremos a maioria dos oponentes nas suas arenas respectivas. Já o deathmatch é um modo de jogo parecido, mas ambos os lutadores partilham a mesma barra de vida, cuja vai pendendo para um dos lados, mediante quem der mais porrada. Para quem for abaixo, começa uma contagem de 10 segundos, onde esse jogador terá de pressionar em todos os botões em simultâneo para se levantar, e ter uma segunda chance. Para além disso, as arenas possuem tipicamente alguns obstáculos adicionais, como minas anti pessoais no chão, ou espinhos na parede.
Visualmente esta versão PC-Engine está muito apelativa, com as sprites grandes e bem detalhadas
A nível audiovisual este é mais um jogo que requer o arcade card para ser jogado. Quer isto dizer que, com a memória adicional acessível pelo sistema, o jogo apresenta as personagens com um tamanho bem considerável e um bom nível de detalhe e animações. O mesmo para as arenas, embora estas não sejam tão detalhadas e animadas como na versão original em virtude de algumas limitações de sistema da própria PC-Engine (por exemplo, a PC-Engine não faz parallax scrolling nativamente). As músicas são também agradáveis e em formato CD-Audio, já os efeitos sonoros, principalmente as vozes, soam algo arranhadas por algum motivo.
De resto estamos aqui uma vez mais presentes a uma óptima conversão de um jogo arcade Neo Geo, que só é possível na PC-Engine (um sistema muito inferior) graças à utilização do Arcade Card. É uma pena que este sistema não tenha tido o mesmo sucesso no Ocidente que teve no Japão, pois possui muitas pérolas escondidas e algumas conversões notáveis, como é o caso destas que usam o arcade card.