Bikkuriman World (PC-Engine)

Vamos ficar agora para um jogo de lançamento da PC-Engine no Japão. O nome de Bikkuriman World pode ser algo exótico, mas este é na verdade uma conversão de um outro jogo bem mais conhecido e que já cá trouxe no passado: Wonder Boy in Monster Land. O meu exemplar foi comprado numa loja japonesa algures no final de Outubro e custou-me uns 13 dólares.

Jogo com caixa e manual embutido na capa

A razão deste Bikkuriman não ser um Wonder Boy é simples. A WestOne, empresa que criou o jogo, detinha os direitos do jogo em si, enquanto que a Sega, empresa que o publicou, detinha os direitos do nome Wonder Boy e suas personagens. É por isso que em (quase) todas as conversões de jogos Wonder Boy para outros sistemas que não tenham tido o aval da Sega, o mesmo acaba por ter recebido nomes diferentes e com as suas personagens trocadas. Foi assim que aconteceu no Adventure Island (que por sua vez deu origem a essa série) quando a Hudson comprou uma licença à Westone para levar o primeiro Wonder Boy para a MSX e Famicom/NES e foi assim que aconteceu quando a mesma Hudson decide levar o Wonder Boy in Monster Land para a PC-Engine. Mas se Adventure Island era uma propriedade intelectual inteiramente nova, este Bikkuriman já era um nome conhecido no Japão. Tal como referi no Bikkuriman Daijikai, os Bikkuriman eram uns doces/chocolates/bolachas japonesas que na década de 80 introduzem uma colecção de cromos repletos de personagens bizarras. Esses cromos aparentemente fizeram um sucesso tremendo que levou ao surgimento de animes e, naturalmente, videojogos também, com este Bikkuriman World a ter sido o primeiro.

Por algum motivo começamos a aventura de cuecas

Então, em vez do Bock Lee/Tom-Tom como protagonista temos uma das personagens desse estranho universo do Bikkuriman World, assim como os bosses e alguns inimigos, bem como as personagens por detrás das lojas e casas que poderemos visitar. De resto é um jogo em tudo idêntico ao Wonder Boy in Monster Land que era um jogo de plataformas ainda algo linear por estar dividido em níveis, mas que aos poucos foi introduzindo muitas das mecânicas de jogo de metroidvania e action RPG que se viriam a popularizar nos Wonder Boy (Monster World) seguintes. Estamos então perante um jogo de plataformas num mundo medieval, onde atacamos os inimigos com uma espada e estes vão largando dinheiro, corações (que nos regeneram a barra de vida) ou outros itens que nos aumentam a pontuação. Espalhados ao longo dos níveis teremos também inúmeros edifícios e portas para explorar. Alguns têm lojas onde poderemos comprar equipamento ou regenerar a nossa barra de vida, outros possuem NPCs que nos dão dicas ou desbloqueiam o nosso progresso, mas muitas portas levam-nos também para armadilhas e bosses, alguns opcionais mas que nos dão como recompensa armas mais poderosas. Muitas passagens secretas e itens escondidos podem também ser descobertos com exploração mais exaustiva nos cenários.

Ao longo dos níveis poderemos encontrar múltiplas portas, algumas levam-nos a bares onde podemos beber um copo, dar duas de letra e regenerar um pouco a nossa barra de vida

No entanto, sendo este um jogo com as origens em arcade, todos os níveis têm um tempo limitado para serem completos, tempo esse que é medido com uma ampulheta visível na parte esquerda do ecrã. Sempre que essa ampulheta se esgota, perdemos um coração da nossa barra de vida e, sendo que temos apenas uma vida para terminar o jogo, rapidamente as coisas se tornam bastante desafiantes. O último nível em particular é um autêntico labirinto! De resto, este primeiro Wonder Boy in Monster Land (World) marca também por ser o primeiro jogo onde poderíamos encontrar e usar diversas magias ou armas secundárias como bombas, bolas de fogo, raios eléctricos que causam dano em todos os inimigos presentes no ecrã, entre outros.

Os bosses que iremos defrontar também são retirados do universo Bikkuriman

A nível audiovisual esta é uma conversão graficamente muito próxima ao original arcade, embora com as personagens principais trocadas. Mesmo a parte esquerda do ecrã, que mostra a nossa pontuação, barra de vida, itens ou magias equipados/seleccionados e o tempo limite é practicamente idêntica à versão original arcade, enquanto que na conversão para a Master System essa informação foi toda simplificada na parte superior do ecrã. As músicas são também bastante agradáveis.

Portanto temos aqui mais uma versão do Wonder Boy in Monster Land que por sua vez é um jogo algo estranho, mas que abriu caminho para os restantes títulos Monster World, onde as suas mecânicas de jogo foram aprimoradas, resultando em excelentes metroidvanias. Esta versão em específico é algo bizarra devido ao universo Bikkuriman ser muito estranho para nós, mas também o podemos jogar em inglês pois existe um patch de tradução feito por fãs.

R-Type Part II (PC-Engine)

Vamos agora a mais uma rapidinha, desta vez para a segunda parte da conversão do primeiro R-Type na PC-Engine. Sim, por algum motivo, quando a Hudson converteu este clássico das arcades para o seu sistema, decidiram dividi-lo em 2 lançamentos distintos, separados por breves meses entre si. Não se sabe bem o porquê desta decisão, mas especula-se que tenha sido para evitar maiores custos de produção de cartuchos de maior capacidade. O que é certo é que no ano seguinte, em 1989, quando sai o R-Type na Turbografx-16 nos Estados Unidos, o jogo acaba mesmo por sair completo, num cartucho de maior capacidade. O meu exemplar foi comprado algures em Outubro em bundle com vários outros jogos de PC-Engine numa loja japonesa. Este custou cerca de 20€, mais portes e alfândega.

Jogo com manual embutido na capa

Não tenho muito mais a afirmar do que o que já disse na minha análise à primeira parte desta conversão. Estamos então perante uma excelente conversão do ponto de vista técnico quando comparado ao lançamento original arcade. É no entanto bastante desafiante pois temos aqui os 4 últimos níveis e começamos sem nenhum dos power ups, pelo que será um início algo turbulento. No final do primeiro jogo fiquei com uma password, eu achava que poderia inserir essa password antes de começar a segunda parte e talvez herdar os power ups acumulados na primeira metade, mas não vi nenhuma opção de colocar uma password. Terminando o jogo, lá tive mais outra password e intrigado com isso lá pesquisei um pouco mais na internet. Então descobri que existe mesmo uma maneira de introduzir passwords, bastando pressionar o botão select, seguido do run no ecrã título. E sim, a password recebida no final da primeira metade permite-nos começar a segunda parte com os power ups acumulados, já a segunda palavra passe permite começar uma segunda run na primeira parte, presumo que com um nível de dificuldade maior. É um pouco estranho este sistema de passwords estar algo escondido, mas se calhar até vem no manual de instruções e eu não tenha reparado por estar inteiramente em japonês.

Começar o jogo neste inferno sem nenhum power up vai ser duro!

Portanto volto a afirmar, esta versão do R-Type para a PC-Engine é uma versão muito boa do ponto de vista técnico, só é pena o lançamento japonês estar dividido em duas metades, o que poderá induzir em erro quem estiver a começar a coleccionar para este sistema (o que foi o meu caso, confesso). Ainda assim, se procurarem bem, o conjunto das duas partes acaba por ser uma alternativa mais barata tanto à versão norte-americana que possui o jogo completo num só cartucho, como a versão lançada posteriormente para a PC-Engine CD, que inclui alguns extras como cutscenes e banda sonora em formato CD Audio.

Dragon Slayer: The Legend of Heroes (PC-Engine CD)

Vamos ficar agora na PC-Engine CD, para um dos muitos RPGs existentes na sua biblioteca, mas dos pouquíssimos que tiveram um lançamento oficial fora do Japão, ou que até tenham recebido traduções feitas por fãs. A série Dragon Slayer é muito peculiar da Falcom. O seu primeiro jogo (de 1984) é um dos precursores dos JRPGs como um todo, mas após esse primeiro lançamento, curiosamente todas as suas sequelas deram origem a outras séries completamente distintas entre si. Sorcerian, Lord Monarch ou Xanadu são apenas alguns dos exemplos em que o primeiro jogo de cada uma dessas séries, possui Dragon Slayer no nome. The Legend of Heroes é mais um desses casos, com a série a receber inúmeras sequelas, até se tornar mais popular no ocidente com o lançamento das sagas Trails of the Sky ou Trails of the Cold Steel. O meu exemplar é a versão Japonesa de PC-Engine, pelo que joguei antes a versão Norte-Americana por emulação. Comprei-o no ebay em bundle com vários outros jogos algures em Fevereiro deste ano, creio que me terá custado à volta dos 10/15€.

Jogo com caixa, manual, spinecard e poster/mapa

A história deste primeiro The Legend of Heroes é simples e começa por mostrar-nos uma cutscene anime que conta que há 10 anos atrás, o reino de Farlayne foi invadido por monstros e na batalha da sua defesa o Rei acabou por morrer. Como o seu único herdeiro, o príncipe Logan, tinha apenas 6 anos de idade e ainda não podia governar, o Barão Drax acabou por se tornar regente. Para a “segurança” de Logan, o pequeno príncipe foi exilado numa aldeia onde iria viver em segurança até aos 16 anos, altura em que poderia reclamar o trono para si. E é precisamente na data em que Logan faz 16 anos que começamos a aventura. Quando o jovem príncipe se prepara para voltar ao seu reino, o Barão Drax ataca a aldeia e tenta matá-lo! Felizmente não o consegue fazer e naturalmente iremos perseguir Drax e procurar vingança. Também naturalmente que, à medida que vamos avançando na história e conhecer novas terras e pessoas, a narrativa vai lentamente revelando que há algo sinistro à espreita e eventualmente lá teremos de salvar o mundo também.

Apesar da narrativa estar dividida em capítulos, vamos poder explorar as regiões anteriores livremente. Eventualmente.

Já no que diz respeito às mecânicas de jogo, não esperem por nada de muito complicado. Este é então um JRPG típico com batalhas por turnos e encontros (algo) aleatórios. Digo algo aleatórios pois os inimigos estão presentes no ecrã do mapa mundo ou dungeons, mas estão invisíveis a menos que usemos algum item para revelar a sua localização. E mesmo que revelem a sua localização, os inimigos que vagueiam pelo ecrã possuem todos a mesma sprite genérica, pelo que só ficam a saber quem são quando entram num combate. Os combates são por turnos onde no nosso turno temos as típicas acções que podemos desempenhar: ataque físico, defender, usar item, usar magia, fugir, entre outros. Uma das acções que podemos definir são as batalhas automáticas, o que é uma óptima maneira de acelerar o processo de grinding. Uma das outras particularidades a mencionar é o facto de, cada vez que uma das nossas personagens sobe de nível, poderemos assignar os skill points ganhos livremente em categorias de força, inteligência, velocidade e sorte. O sistema de magias também é algo fora do convencional neste jogo, na medida em que não há propriamente classes no jogo, cada personagem pode aprender as magias que quiser. E estas não são aprendidas à medida em que subimos de nível, mas sim, devem ir sendo compradas ao longo do jogo. Na verdade nem são compradas, as magias vão sendo oferecidas por alguns NPCs específicos e poderemos assigná-las livremente ao nosso grupo, tendo em conta que cada personagem possui 7 slots disponíveis.

As batalhas são travadas na primeira pessoa e temos sempre a possibilidade de as automatizar para tornar o grinding menos moroso

A nível gráfico este é ainda um jogo muito simples. Estava à espera de ver mais cutscenes, mas infelizmente estas só existem no início e fim do jogo. De resto, as cidades, dungeons e mapa mundo no geral são compostas por visuais típicos de JRPGs do final da década de 80. As batalhas já são travadas na primeira pessoa e os inimigos já vão sendo algo variados entre si e possuem designs que pessoalmente me agradam. No entanto não esperem por visuais “full screen“, pois o ecrã está constantemente dividido em duas janelas, tanto na exploração, como no combate. À direita temos sempre um resumo do estado de cada uma das personagens do nosso grupo, bem como informação do dinheiro amealhado. A janela da esquerda é a que mostra os gráficos do jogo. Este tipo de disposição visual é muito típica de RPGs nipónicos que tenham surgido em computadores, o que é o caso deste. Já no que diz respeito à banda sonora, bom, essa é excelente, tal como a Falcom nos habituou. A versão PC Engine possui músicas no formato CD audio ou em chiptune (podemos optar por ouvir quais quisermos nas opções) e estas foram naturalmente rearranjadas para esta versão. Podem então ouvir uma banda sonora repleta de músicas de vários géneros musicais, desde o rock, electrónica, jazz, funk, sempre com aqueles sintetizadores típicos da segunda metade dos anos 80! Aliás, a banda sonora desta versão fez-me lembrar bastante a banda sonora do Ys IV: The Dawn of Ys, até porque quem fez os arranjos PC-Engine CD dos dois jogos foi o mesmo senhor: Ryo Yonemitsu. De resto podem também ouvir imensos diálogos falados com voice acting em Japonês ou Inglês, dependendo da versão que estejam a jogar. O voice acting em si (pelo menos da versão norte americana) é francamente mau mas hey, eles tentaram! No entanto, é pena que, quando ouvimos o voice acting, não existam quaisquer legendas ou indicações visuais sobre que personagem está a falar no momento.

Pena que o jogo não tenha tido mais cutscenes para além da introdução e final

Portanto este Dragon Slayer: The Legend of Heroes acaba por ser um RPG decente. Não reinventa a roda, mas não deixa de ser bastante sólido na aventura que nos apresenta. Foi um jogo que foi lançado originalmente para uma série de computadores nipónicos entre 1989 e 1990, mas acabou por ser convertido para outras consolas também como a Super Famicom ou esta versão PC-Engine CD, que ganha precisamente pelo seu suporte CD com o voice acting e músicas em qualidade CD Audio. A versão Mega Drive, convertida pela Sega em 1994 também me parece interessante! De resto este primeiro The Legend of Heroes recebeu uma sequela directa em 1992, também lançado para uma multitude de diferentes sistemas, incluindo a PC-Engine CD, mas infelizmente este ainda não recebeu qualquer tradução para inglês, oficial, ou por fãs.

R-Type I (PC-Engine)

Vamos a mais uma rapidinha para um jogo de PC-Engine, desta vez para o R-Type I que até possui uma história algo curiosa neste sistema. Basicamente em 1988 a PC-Engine recebeu o R-Type I e R-Type II, no espaço de meses. Ora eu sempre pensei que esses lançamentos correspondiam de facto ao primeiro e segundo R-Type, mas o segundo foi apenas lançado no ano seguinte nas arcades. O que correspondem então estes lançamentos? Basicamente são metades do primeiro jogo. Este R-Type I possui os seus primeiros 4 níveis, enquanto que o R-Type II possui os 4 níveis finais. Aparentemente a Hudson decidiu repartir o jogo em 2 cartuchos para evitar custos de produção maiores nos HuCards, pois cada metade possui 256KB, o que daria uns 2Mbit. No mesmo ano a Sega lança a conversão para a Master System do R-Type, mas lança-o completo num cartucho com 512KB, que certamente teria custos de produção inferiores aos HuCards. Ainda assim, em 1989, é lançado para a Turbografx-16, no Ocidente, uma versão completa do R-Type num HuCard de 512KB. Os japoneses viriam a receber, em 1991, já para a PC-Engine CD, uma versão completa, chamada de R-Type Complete CD, que traz música em formato CD-audio e algumas cutscenes. Ora serve isto tudo para dizer que eu não fazia ideia que só tinha comprado metade do primeiro R-Type. Felizmente foi barato (custou-me menos de 10€ mais portes), tendo sido comprado numa loja japonesa algures no mês passado de Julho.

Jogo com caixa, manual embutido na capa e papelada

Ora e tirando esta longa introdução, este artigo vai ser uma rapidinha pois já escrevi mais detalhadamente sobre o R-Type e suas mecânicas de jogo na sua conversão da Master System. Basicamente esta versão PC-Engine é uma conversão bastante sólida, já muito próxima do original arcade. A versão Master System é excelente tendo em conta as limitações da consola, mas aqui temos gráficos mais coloridos, bem detalhados e uma banda sonora de melhor qualidade (a menos que joguemos a versão Japonesa da Master System com o seu FM-Sound). Esta versão PC-Engine também me pareceu possuir mais inimigos e projécteis no ecrã, pelo menos do que me lembrava da versão Master System.

Visualmente esta versão é excelente!

Portanto, se forem fãs de shmups e tiverem uma PC-Engine na vossa colecção, eu diria para aproveitarem este jogo. A primeira parte costuma ser bastante acessível, a segunda é um pouco mais cara mas nada de especial. Eu diria que a versão ocidental (que inclui ambas as partes num HuCard) seria a versão a comprar, mas pelo preço dela mais vale tentarem procurar um R-Types para a Playstation, pois este sim, possui conversões arcade perfect dos dois primeiros jogos.

Kabuki Ittou Ryoudan (PC-Engine CD)

Voltando às rapidinhas a jogos de luta da PC-Engine CD, vamos ficar com o último (pelo menos até agora) jogo que tenho na colecção e que requer o Arcade Card para ser jogado. Ora esta é a última das expansões de memória lançadas pela NEC para a PC-Engine e que adiciona cerca de 2MB de memória que pode ser utilizada pelo sistema. Os videojogos que mais proveito tiraram desse acessório foram algumas conversões impressionantes de jogos de luta da SNK/Neo Geo. Este Kabuki Ittou Ryoudan é mais um de vários spin offs da série Tengai Makyou (Far East of Eden), uma série de RPGs que tem as suas raízes precisamente na PC-Engine. Esses RPGs parecem-me fantásticos e repletos de um bom sentido de humor, mas até à data, apenas o lançamento Tengai Makyou Zero (da Super Nintendo) recebeu uma conversão. Mas com o sucesso da série no Japão não tardaram a ser lançados vários títulos secundários, inclusivamente um jogo de luta 1 contra 1, algo semelhante aos Samurai Shodown, a ser lançado para a Neo Geo! Mas este Kabuki Ittou Ryoudan é um outro jogo de luta, exclusivo da PC-Engine CD, e que acaba por ser mais um clone de Street Fighter II do que propriamente de Samurai Shodown. O meu exemplar veio de um bundle que importei do Japão algures durante o mês passado de Agosto. Custou-me 60€, mas veio com um Arcade Card e vários outros jogos!

Jogo com caixa, manual embutido na capa, spine card e papelada

Aparentemente este Kabuki Ittou Ryoudan é inspirado no Fūun Kabukiden, um RPG secundário que se centra na personagem de Kabuki. Quer isto dizer que para além de Kabuki (o protagonista de cabelo azul que vemos na capa, à direita), teremos também uma série de oponentes que supostamente apareceram nesse RPG. No que diz respeito aos modos de jogo, temos, para além dos habituais modo arcade/história e versus para 2 jogadores, temos também um outro modo de jogo chamado de life attack, que é na verdade um nome janota para um modo survival, onde teremos de derrotar o máximo de oponentes possível com uma barra de vida apenas.

Graficamente é um jogo colorido e bem detalhado, mas seria bom que os cenários possuissem algum movimento

No que diz respeito à jogabilidade, este é mais um dos jogos que recomenda que seja utilizado um comando de 6 botões. À semelhança do Street Fighter II para esta consola, os 6 botões faciais servem para socos ou pontapés fracos, médios ou fortes, já no caso de usar um comando de 2 botões, os botões RUN, I e II servem para golpes fracos, médios e fortes, com o botão Select a servir para alternar entre socos e pontapés. Depois, tal como no Street Fighter II esperem por uma jogabilidade simples, sem barras de specials, mas com cada personagem a possuir os seus golpes especiais também.

No final de cada combate temos sempre um pequeno texto proferido pelo vencedor

A nível gráfico, estamos perante um jogo bastante colorido e bem detalhado. As personagens possuem sprites grandes e bem detalhadas (sem dúvida graças ao arcade card) e os cenários são igualmente bem detalhados, embora bastante estáticos. As músicas são agradáveis, sendo na sua maioria inspiradas por melodias folclóricas japonesas e com uma qualidade CD audio. Nada de especial a apontar aos efeitos sonoros e vozes, que naturalmente estão 100% em inglês. Entre cada combate temos também alguns textos em japonês, mas poderia no entanto ter algumas cutscenes mais trabalhadas, mas mesmo que as tivesse também seriam inteiramente em japonês, pelo que para os meros ocidentais como nós, não se perde grande coisa.

Portanto este Kabuki Ittou Ryoudan, apesar de não reinventar a roda, é mais um jogo de luta bastante sólido no catálogo da PC-Engine. Graficamente é um jogo muito interessante graças ao arcade card e a sua jogabilidade inspirada no Street Fighter II torna-o numa experiência agradável. Mas o que queria mesmo eram as traduções dos RPGs…