China Warrior (TurboGrafx-16)

Vamos voltar à Turbografx-16/PC-Engine para um título de lançamento, pelo menos no mercado norte-americano. Fortemente inspirado por títulos como Kung Fu, este China Warrior é também um beat ‘em up simples, puramente em 2D. É no entanto um jogo graficamente impressionante para os padrões de 1987. O meu exemplar é mais um dos jogos de distribuição nacional (aqui carinhosamente apelidado de GUERREIRO CHINA) e o meu exemplar foi comprado na vinted há uns meses atrás.

Jogo com caixa e manuais, incluindo um português.

Ora neste jogo controlamos então um lutador de Kung-Fu que, de acordo com o manual, deve salvar uma antiga população de ter sido tomada de assalto por um grupo de vilões, liderados por um tal de Boss Kara. O que interessa é que vamos ter de andar à pancada com muita gente, bem como deflectir/desviar de vários projécteis que nos vão sendo atirados como pedras, facas ou outras armas brancas ou até pequenos animais como morcegos.

Estes power ups, que de acordo com o manual são pacotes de chá, são preciosos para nos regenerar e extender a barra de vida

E este é um jogo em que o ecrã se movimenta constantemente da esquerda para a direita (pausando sempre que atacamos ou nos agachemos) com todos os inimigos/obstáculos a surgirem à nossa frente. Os controlos são os seguintes: os botões faciais servem para distribuir socos e pontapés, com o direccional a servir para movimentar a nossa personagem, incluindo saltar, o que para mim nunca é uma ideia lá muito boa num beat ‘em up. Certos golpes especiais como um jump kick ou um soco mais poderoso podem ser desferidos com certas combinações com o direccional, mas infelizmente nem sempre os comandos respondem atempadamente. A dificuldade do jogo está portanto na quantidade de inimigos e obstáculos que nos vão sendo impostos, o que nos irá obrigar a uma memorização de cada nível e do timing certo para atacar.

Visualmente era de facto um jogo impressionante para a época, pena que a jogabilidade não seja a melhor

Felizmente no entanto este não é um dos caso de um jogo em que ao mínimo dano sofrido perdemos uma vida, pois temos uma barra de energia a ter em conta. Ocasionalmente poderemos encontrar alguns itens que nos regenerem/extendem a barra de vida e uma outra curiosidade acerca deste jogo é o facto de aparentemente não termos um limite no máximo que a nossa vida poderá ter. Começamos com uma barra de vida prateada com 10 unidades e caso consigamos ultrapassar esse valor graças aos tais power ups, a barra de vida passa a ser dourada, podendo ainda ser incrementada mais níveis, mas a sua cor nunca muda. Ainda assim, é muito difícil acumular tanta vida quanto isso dado à dificuldade do jogo.

Entre cada zona temos direito a um mini jogo de bónus. O objectivo é o de acertar no jarro no máximo da nossa força, para ganhar o máximo de pontos possível

De resto convém também mencionar que o jogo está dividido em 4 zonas distintas, cada qual com 3 níveis e no final de cada um desses níveis temos um boss para defrontar. Para além disso, entre zonas vamos tendo também um nível de bónus com um mini-jogo que nos permite ganhar mais pontos, sendo que poderemos ganhar preciosas vidas extra sempre que ultrapassarmos certas pontuações. Por fim, como acontecia em muitos jogos dessa época, chegando ao fim somos lançados num segundo ciclo com uma dificuldade superior. Há 3 ciclos ao todo, supostamente todos com finais ligeiramente diferentes entre si, mas sinceramente não me dei a esse trabalho.

Um detalhe gráfico interessante é o dano sofrido pela personagem, quanto menor for a nossa barra de vida, mais ensanguentados vamos ficar.

A nível audiovisual este era um jogo realmente impressionante para os padrões de 1987 com as suas sprites gigantes, relativamente bem detalhadas e animadas e sem afectar a sua performance. No entanto não há uma variedade assim tão grande de inimigos, particularmente aqueles de capuz que surgem em 3 variações de cores diferentes. O boss dos primeiros 3 níveis é também o mesmo mas com cores diferentes, já ao longo dos níveis seguintes vamos encontrar variações de 3 outros bosses distintos (em que um deles é igual à nossa personagem, mas com cores diferentes), mas o boss final. Já no que diz respeito aos cenários, o primeiro conjunto de níveis é passado no exterior, com montanhas em plano de fundo e a altura do dia a ser diferente de nível para nível. Esses cenários não são lá muito bonitos embora tivessem alguns ligeiros efeitos de parallax scrolling. Os cenários dos níveis seguintes sinceramente já me parecem mais interessantes! Em relação à banda sonora, esta não é muito variada, havendo muita repetição de músicas, mas ao menos essas até que são bem agradáveis.

Os bosses estão também bem detalhados, pena que se repitam tanto com variações de cores.

Posto isto, o China Warrior é um jogo que foi feito certamente para ser uma demo técnica e mostrar, em 1987, o que uma consola nova como a PC-Engine poderia fazer. Colocar este jogo frente a frente ao Kung Fu na sua versão NES é uma diferença abismal. No entanto a sua jogabilidade não é muito boa e uma maior variedade de inimigos e bosses seria também muito bem-vinda, embora compreenda que a Hudson não quereria mesmo passar a barreira dos 256kB para não encarecer demasiado o jogo.

Dungeon Explorer (Turbografx-16)

Vamos voltar à plataforma da NEC/Hudson para um daqueles jogos que é considerado por muitos como um clássico na plataforma. Desenvolvido pela Atlus e publicado pela Hudson, este é um jogo largamente influenciado pelo Gauntlet, embora possua um pouco mais de elementos RPG. O meu exemplar foi comprado algures em Abril num lote de vários jogos Turbografx-16 que comprei a um particular, sendo todos eles edições distribuídas oficialmente em Portugal, com um manual adicional em português.

Jogo com caixa e manuais, edição distribuída em Portugal

A história leva-nos a controlar uma de várias personagens possíveis que, a pedido do rei lá do sítio, teremos de procurar um poderoso artefacto. Para isso, e como o próprio nome do jogo bem o indica, teremos de explorar toda uma série de dungeons repletas de inimigos. Antes de tudo isso, no entanto, teremos de escolher que personagem queremos representar. O jogo oferece-nos 8 personagens distintas que podemos controlar, cada qual com diferentes características e ainda poderemos desbloquear mais algumas ao decorrer da aventura. Independentemente da personagem escolhida, todas elas possuem ataques à distância. Para além de ataques físicos, cada personagem terá também diferentes habilidades de magia branca ou negra que poderá utilizar.

Cada personagem possui diferentes atributos físicos e habilidades mágicas

O jogo está então dividido num castelo central, o qual iremos visitar recorrentemente quanto mais não seja para tentar descortinar qual a masmorra a visitar a seguir, com várias outras localizações e masmorras à sua volta e cujas passagens se vão desbloqueando à medida que vamos progredindo. As dungeons, tal como no Gauntlet, vão sendo cada vez mais labirínticas e estão repletas de geradores de inimigos, que deverão ser destruídos assim que possível. No final da mesma, teremos um boss para derrotar. Explorando iremos também encontrar vários itens, desde “munições” para as magias, outros melhoram temporariamente algum dos nossos stats, regeneram a nossa barra de vida ou até nos dão vidas extra. E sim, tal como no Gauntlet poderemos destruir estes power ups se não tivermos cuidado. No que diz respeito aos controlos as coisas não poderiam ser mais simples, com um botão para atacar, outro para usar magias e o select para alternar a selecção entre magia negra ou branca.

Sim, este jogo permite-nos jogar com 5 pessoas em simultâneo!

De resto, como podem calcular, o jogo não é propriamente fácil e não adianta nada fazermos “grinding” de experiência pois a nossa personagem apenas sobe de nível (e por conseguinte fica mais forte) sempre que derrotamos um boss. Mas também não é muito castigador, pois apesar de termos um sistema de vidas, sempre que as perdemos todas temos uma password que poderemos reutilizar. Essa password grava o nosso nível actual e o progresso do jogo no geral, embora o recomecemos na área de início, perto do castelo, tendo por isso de fazer o caminho todo de volta até à dungeon onde estávamos. E sim, apesar de o jogo ser linear, saber ao certo para onde ir a seguir pode ser um pouco intimidatório. Por fim convém mesmo referir o facto de o jogo suportar multiplayer com até 5 jogadores em simultâneo, apesar de todos os jogadores no activo partilharem a mesma pool de 5 vidas.

Tal como no Gauntlet, temos vários geradores de inimigos que deveremos destruir sempre que possível. E os power ups também podem ser destruídos por acidente!

A nível audiovisual sinceramente até acho o jogo muito bem conseguido para um lançamento de 1989. O ecrã inicial está repleto de múltiplas camadas de scrolling, algo que o hardware não suporta nativamente e as dungeons em si vão sendo algo variadas, embora não tenham assim tanto detalhe quanto isso. A banda sonora é bastante boa, do melhor chiptune que a Turbografx/PC-Engine tem para oferecer, na minha opinião! Pena no entanto que a narrativa do jogo não seja grande coisa.

Portanto estamos aqui perante um jogo desafiante mas bastante interessante do catálogo deste sistema. A possibilidade de multiplayer cooperativo para 5 pessoas em simultâneo, cada qual controlando uma personagem com características e magias diferentes pareceu-me bastante interessante e creio que o jogo até deve ter tido relativo sucesso pois 4 anos depois sai uma sequela (agora em formato CD-ROM²) que por sua vez acaba por ser localizada e lançada em solo americano também no mesmo ano.

Makai Hakkenden Shada (PC Engine)

Produzido pela Data East, este Makai Hakkenden Shada é literalmente um clone dos primeiros Ys da Falcom. No entanto, ao contrário do original que é um clássico, mesmo com toda uma série de mecânicas algo antiquadas, este clone infelizmente está muito longe de chegar ao mesmo nível. É no entanto um jogo que recebeu um patch de tradução feito por fãs, pelo que eu como fã de RPGs acabei por comprar um exemplar para a minha colecção. Foi comprado a um particular na vinted algures em Setembro do ano passado!

Jogo com caixa e manual embutido com a capa

A história leva-nos a controlar um samurai que procura, em conjunto com uma panóplia de outros NPCs que vamos encontrando à medida que vamos explorando, uma série de cristais mágicos para evitar que uma criatura maléfica ressuscite e traga a calamidade.

Quaisquer semelhanças com o Ys não são mera coincidência

A jogabilidade é então a de um Ys, na medida em que não temos um botão de ataque, mas sim teremos de ir contra os inimigos que nos rodeiam para lhes causar dano, no entanto se ficarmos estáticos vamos recuperando vida. Infelizmente o sistema de detecção de colisões é mau e muitas vezes vamos apenas sofrer dano em vez de o causar e tendo em conta que não existem quaisquer frames de invencibilidade após sofrer dano, poderemos correr o risco de sofrer dano continuamente enquanto estivermos em contacto com o inimigo. À medida que vamos lutando ganhamos também dinheiro e experiência e poderemos comprar/encontrar toda uma série de itens e equipamento novo. Também poderemos desbloquear uma série de ataques ou habilidades mágicas que nos melhoram as nossas características. No entanto sempre que utilizarmos as magias, visto que a Data East achou boa ideia não nos dar uma barra de magia, gastamos pontos de vida.

Apesar de existir uma tradução para inglês, ou este não é grande coisa, ou os textos originais também não

Como devem calcular, este é então um jogo que nos irá obrigar a uma dose considerável de grinding, para conseguirmos chegar às dungeons fortes o suficientes para conseguir derrotar o boss que nos espera lá. Mas se por um lado na série Ys o grinding acabava por ser agradável quanto mais não fosse pela excelente banda sonora que o jogo tem. Infelizmente isso também não acontece aqui, pois a banda sonora é francamente má, exceptuando um ou outro tema que achei mais agradável. A nível visual também não esperem por um jogo muito trabalhado. Sendo um jogo no formato HuCard obviamente que não esperava encontrar grandes cutscenes, mas esperava sim que as sprites fossem talvez maiores, mais detalhadas e animadas. De resto, tal como já referi, esperem por semelhanças com Ys até nos cenários! Para terem uma ideia, uma das últimas dungeons possui um labirinto com espelhos que servem de portais, tal como no Ys.

Este é dos poucos momentos visuais mais bonitos

Portanto este é um clone de Ys que sinceramente deixa muito a desejar. A PC Engine está repleta de RPGs que se ficaram apenas por solo japonês e fico muito contente sempre que alguém decide traduzir algum para inglês. No entanto este não é de todo dos melhores exemplos.

Vigilante (Turbografx-16)

Vamos continuar pelas rapidinhas, desta vez na PC Engine / Turbografx-16 para mais uma adaptação do beat ‘em up clássico da Irem, o Vigilante, que por acaso já cá tinha trazido para a Master System há uns bons anos atrás. O meu exemplar para este sistema da NEC/Hudson foi comprado a um particular algures no mês passado (juntamente com mais uns quantos outros jogos de TG-16). A parte interessante é que todos os jogos que vieram desse lote foram edições distribuídas em Portugal, com um autocolante em português na parte de trás da caixa e um manual extra em português também.

Jogo com manual embutido na capa e um manual adicional em português!

Ora o Vigilante é um beat ‘em up bastante simples, daqueles em que nos movemos num plano 100% em 2D. É na verdade um sucessor espiritual do Kung-Fu, que havia também sido produzido pela Irem, mas desta vez com uma temática mais moderna, mas não menos cliché. Isto porque um grupo de bandidos (skinheads) raptou a nossa namorada e claro, teremos de fazer justiça pelas nossas mãos e resgatá-la!

Apanhar as nunchucks faz uma grande diferença! O primeiro boss nem nos toca se formos agressivos o suficiente.

A nível de jogabilidade este é então um jogo simples, na medida em que temos um botão para dar socos e outro para pontapés. Saltar? Felizmente não precisamos de pressionar em ambos os botões em simultâneo mas teremos de carregar para cima no direccional. A nível de power ups não esperem grande coisa a não ser uma nunchuck que poderemos encontrar ocasionalmente e cujos golpes, para além de terem mais alcance (o que é precioso) também dão mais dano. De resto é um daqueles jogos onde teremos dezenas de inimigos a surgirem continuamente de todos os lados pelo que deveremos ser algo ágeis em reagir e evitar sermos agarrados por eles. Quando isso acontece, a nossa barra de vida esvazia-se muito rapidamente, o que nos obriga a reagir também rapidamente ao pressionar o direccional. De resto é um jogo bastante curto com 5 níveis apenas e eventualmente lá conseguiremos chegar ao fim.

O que se fará numa Pipi Room?

A nível audiovisual esta versão é bastante superior à da Master System. Os seus gráficos são quase arcade perfect, sendo bem mais detalhados que na versão da máquina de 8bit da Sega. Já no que diz respeito ao som no geral, sinceramente não fiquei grande fã. As músicas não são nada de especial, os efeitos sonoros são simples e as poucas vozes digitalizadas que aqui existem são poucas e de fraca qualidade. Mas não deixa de ser um jogo divertido quanto baste para quando temos pouco tempo disponível.

Human Sports Festival (PC Engine CD)

Vamos voltar à PC Engine CD para mais uma rapidinha a um jogo de desporto, o que neste caso até é a uma compilação. E como irei mencionar em seguida, esta até é uma compilação curiosa na medida em que traz duas versões modificadas de jogos que já haviam sido lançados antes na PC Engine, e um jogo inteiramente novo. O meu exemplar foi comprado num lote algures em Outubro de 2022 a um particular por um preço bastante razoável.

Jogo com caixa e manual embutido com a capa

Antes de abordar cada um dos jogos em si, convém também referir como os mesmos nos são apresentados nesta compilação. Depois de uma pequena cut-scene introdutória, somos levados para o ecrã título. Ao pressionar no run somos levados a um outro ecrã, com uma menina em estilo anime a falar em japonês connosco. O que diz? Presumo que seja alguma introdução à compilação em si. Depois desse discurso lá podemos escolher jogar o Fine Shot Golf (o tal único jogo inteiramente novo desta compilação), Formation Soccer: Human Cup ’92 ou Final Match Tennis Ladies. Escolhendo cada um destes leva-nos a outro ecrã com outra menina anime a falar e onde poderemos escolher finalmente jogar esse jogo, ver algumas instruções ou dicas de como jogar o mesmo (embora esteja tudo em japonês) ou voltar atrás. No menu inicial podemos também aceder a uma secção “Human Information” com mais texto (em japonês) sobre alguns lançamentos adicionais da Human para os sistemas PC Engine.

Cada jogo desta compilação é precedido por uma apresentação em voz do mesmo (inteiramente em japonês)

Começando então pelo Fine Shot Golf, temos aqui vários modos de jogo: stroke, match, tournament e um modo de treino onde poderemos practicar cada um dos 18 buracos ou jogadas específicas. No que diz respeito à jogabilidade, antes de cada tacada podemos escolher que taco usar, definir a direcção da mesma, em seguida a postura e depois lá teremos de definir a potência e precisão. Temos na mesma o habitual medidor de potência, mas as coisas são um pouco diferentes desta vez. Basicamente podemos ajustar alguns dos níveis do medidor, começando por mover a linha de baixo, que está nativamente no “ponto rebuçado”, ou seja, uma tacada sem efeitos de spin na bola. Em seguida definimos a potência, que pode vir de um máximo de 120 até ao zero. Uma vez definidos os limites, o cursor começa então a descer, desde a potência indicada, até ao limite que definimos em baixo e aí teremos na mesma de ter a precisão necessária para acertar na bola no limite definido. Ou seja, a potência fica definida para o limite superior, já o inferior podemos ter uma referência caso queiramos ter mais ou menos spin na bola.

Um jogo de golf bem interessante!

A nível visual este jogo está bem conseguido, sendo que apesar de não ter gráficos incríveis, são bem coloridos e temos toda a informação disponível no ecrã, desde indicação do vento, distância ao buraco, e um mapa detalhado do buraco na parte esquerda do ecrã. Um detalhe interessante é no caso dos buracos com corpos de água, ocasionalmente vemos no seu reflexo as nuvens do céu. Nada de especial a apontar aos efeitos de som e as ocasionais vozes em japonês. As músicas são agradáveis mas nada de especial, fazem mesmo lembrar música de elevador. Mas sim, este é de longe o jogo graficamente mais polido aqui presente nesta compilação.

Este Formation Soccer é exactamente o mesmo que o seu predecessor, excepto nas equipas disponíveis

Seguimos então para o Formation Soccer: Human Cup ’92, que é nada mais nada menos que uma nova versão do Formation Soccer: Human Cup ’90 que já cá trouxe no passado. É literamente o mesmo jogo (sim, com todos os defeitos), mas com um leque de 16 equipas nacionais diferentes (incluindo a Alemanha ocidental, que nesta altura há muito que já tinha sido unificada).

O Final Match Tennis Ladies é a mesma coisa que o Final Match Tennis mas apenas com tenistas femininas.

O último jogo desta compilação é então o Final Match Tennis Ladies. Mais um relançamento de um jogo da Human (Final Match Tennis) mas com apenas tenistas femininas como protagonistas. O jogo em si permite-nos competir em partidas de 1 para 1 ou 2 para 2, seja com multiplayer com até um máximo de 4 jogadores. No que diz respeito aos modos de jogo temos o Exhibition (partida amigável) ou World Tour, que nos levará a participar numa série de torneios. O lançamento original trazia também um modo de treino que nesta versão está oculto e apenas acessível através de um código de batota que nos obriga a ter um multi-tap que suporte 5 jogadores. É um jogo de ténis bastante jogável e competente nos seus controlos, pelo que um dia tentarei fazer-lhe uma análise um pouco mais aprofundada, assim que comprar o Final Match Tennis original, quando me aparecer a um preço baixo. Um outro detalhe interessante a referir aqui é que existe um patch de tradução para inglês apenas deste jogo, que requer uma rom PCE extraída a partir da ISO deste CD.

Portanto esta é uma compilação algo estranha. Isto porque apenas um dos jogos aqui incluídos é verdadeiramente original, o Fine Shot Golf. Os restantes dois são ligeiras modificações de jogos que a Human já havia lançado antes. Talvez a Human quisesse dar a impressão de serem jogos novos e assim puxar um pouco mais no preço desta compilação? Ao menos o Fine Shot Golf é bastante competente e tira bem partido das capacidades CD. Os restantes dois jogos são Hucard, tanto que existem ROMs a circular dos mesmos a funcionar nesse formato.