Crash Bandicoot (Sony Playstation)

Crash Bandicoot PlatinumApesar de ter sido com a Playstation que os videojogos passaram definitivamente a ter um público mais maduro (que no entanto já existia nos computadores), os jogos com mascotes, que fizeram um tremendo sucesso entre a segunda metade da década de 80 e a primeira dos 90 não foram de todo descartados. A primeira grane aposta da Sony nesse segmento foi através do seu estúdio Naughty Dog, tendo lançado este Crash Bandicoot no ano de 1996 para a primeira consola da Sony. A minha cópia foi adquirida na loja portuense TVGames, tendo-me custado uns 6€, se não estou errado.

Crash Bandicoot - Sony Playstation
Jogo com caixa e manual. É a versão Platinum, mas nem me queixo.

O jogo decorre numas ilhas fictícias perto da Austrália, onde Crash Bandicoot é um marsupial geneticamente modificado pelo Dr. Neo Cortex, que planeava construir um exército de animais com poderes sobrehumanos para dominar o mundo. Faz lembrar a história de um certo ouriço azul, mas adiante. Acontece que Crash, para além de se apaixonar por Tawna, outra “bandicoot” fêmea também modificada por Cortex, acaba por não se submeter às vontades do cientista. Cortex expulsa-o para uma das suas ilhas e o resto não deve ser muito difícil de imaginar.

Crash Bandicoot é um jogo de plataforma 3D, tendo surgido numa altura em que o Super Mario 64 já tinha saído nalguns territórios e reinventado o género. Ainda assim, este não deixa de ser um óptimo jogo de plataformas, apenas não oferece toda a liberdade de movimentos 3D que o jogo da Nintendo ofereceu. Aqui, apesar de podermos controlar Crash em várias direcções, os níveis seguem uma câmara “on rails“. Este sistema alterna como se um sidescroller clássico se tratasse com Crash a movimentar-se da esquerda pra a direita, ou secções em que temos de escalar uma série de obstáculos, podendo mudar a perspectiva como se um jogo de corridas se tratasse, onde a câmara se movimenta para a frente ou para trás. Inicialmente os níveis seguem apenas um destes tipos de movimentação, se bem que mais para a frente acabam por misturar as diferentes abordagens. Visto que na altura a PS1 ainda não tinha o seu Dualshock com os sticks analógicos, de certa forma compreende-se o porquê de a Naughty Dog ter utilizado esta abordagem mais restritiva no jogo. Isso e o Super Mario 64 ser ainda um jogo muito recente.

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Se concluirmos um nível sem perder nenhuma vida e destruir todas as caixas de madeira, temos uma pontuação perfeita. Em alguns níveis é impossivel obter uma pontuação perfeita sem primeiro o termos feito noutros níveis.

De resto todos os elementos de um jogo de plataformas estão lá. Imensos obstáculos, inimigos variados, desde animais a seres humanos como nativos das ilhas ou lacaios do Dr. Cortex, alguns precipícios, pedras gigantes a perseguir Crash e os ocasionais bosses. Items e coleccionáveis também aparecem com fartura, tal como as moedas de Mario ou os anéis de Sonic, aqui temos um fruto qualquer. Sempre que apanharmos 100 desses frutos, Crash ganha uma vida.De resto vamos encontrando imensas caixas de madeira que podemos destruir, albergando vários items, desde frutos, vidas, tags que nos levem a níveis de bónus, ou máscaras. Existem caixas especiais, umas que nos deixam saltar a grandes distâncias, umas que servem de checkpoint, outras que explodem ao fim de algum tempo e outras que activam ou desactivam certas passagens para prosseguirmos no jogo. Crash tem 2 ataques para derrotar os inimigos. Tanto pode saltar em cima deles, como rodopiar velozmente, como um certo animal da Tasmânia. Sempre que Crash sofrer dano, seja por um inimigo ou algum obstáculo, perde uma vida a menos que tenha consigo uma das máscaras que mencionei acima. Essas máscaras podem absorver um golpe em vez do Crash e, coleccionando algumas delas ganhamos inclusivamente invencibilidade temporária.

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A barra de vida dos bosses é a que tem incluída o nome dos mesmos, no canto superior esquerdo.

Graficamente o jogo é bastante competente tendo em conta a sua idade. Não é um jogo que tenha texturas muito bonitas, tendo recebido muito mais atenção e detalhe na quantidade de polígonos utilizada para modelar as criaturas e os cenários, algo que foi escolhido propositadamente pela Naughty Dog. No entanto esta decisão não impediu que o jogo apresentasse visuais bastante coloridos e variados, que tanto vão de secções em plena selva, aldeias de nativos, templos misteriosos à lá Indiana Jones e alguns níveis mais industriais. Em relação às músicas já tenho alguns “mixed feelings“. A música tema do jogo é das mais acarinhadas pelos fãs, as outras músicas com um “costela” mais tribal também me agradam. No entanto dá a impressão que o jogo não aproveita a qualidade CD Audio nas suas músicas, com muitas das mesmas a assemelharem-se com gravações em MIDI, a música dos níveis de bónus é a que mais me causou esta impressão. Não investiguei muito sobre a banda sonora do jogo, se houver aí algum leitor que me saiba esclarecer esta dúvida também agradeço. Os efeitos sonoros não são nada de especial, assim como o voice acting, o que infelizmente ainda era bastante comum nesses tempos.

Crash Bandicoot, apesar de muitas vezes estar restringido a uma jogabilidade 2.5D, não oferecendo a mesma liberdade que Super Mario 64 trouxe, não deixa de ser um jogo de plataformas bastante divertido, com gráficos competentes, bons controlos e algumas secções de platforming mais exigentes lá para a recta final. O jogo ainda viria a receber mais 2 sequelas directas para a PS1, antes de Naughty Dog vender a franchise no início deste milénio, o que infelizmente levou Crash numa espiral recessiva, até ter “crashado” de vez.

Metal Gear Portable Ops Plus (Sony Playstation Portable)

MGS Portable Ops plusA PSP tem uma série de “expansões” dos seus jogos que incluem o jogo original. É assim com o Monster Hunter Freedom Unite, com o Dissidia Duodecim, e eu pensei que fosse o mesmo com este MGS Portable Ops Plus, tendo-o comprado antes do jogo original. Comprei-o salvo erro numa GAME, não me tendo custado mais de 10€. Na altura estava absolutamente convicto que o jogo vinha com o “story mode” do original, que nem me apercebi da mensagem no verso da caixa “Story mode from MPO not included“. Assim sendo, este artigo será mais breve pois as mecânicas de jogo são idênticas às do original.

Metal Gear Solid Portable Ops Plus - PSP
Jogo com caixa e manual

Bom, lá porque o jogo não tem um story mode, não quer dizer que não tenha uma vertente single player. Este modo chama-se “Infinity Missions”, consistindo num conjunto de missões com objectivs variados, seja uma simples infiltração, seja neutralizar todos os inimigos num mapa, cumprir um objectivo dentro de um tempo limite, não ser detectado, entre outros. Capturar inimigos e convertê-los para lutar ao nosso lado continua a ser um aspecto importante no jogo, onde podemos inclusivamente importar as personagens que tenhamos nalgum savegame do primeiro jogo. Apesar deste modo single player que inclusivamente inclui um bom tutorial para quem for novato na série, esta versão “plus” é especialmente pensada para quem quiser jogar umas partidas online. Existem novos mapas, novos modos de jogo e é possível jogar com quem possui a versão anterior do Portable Ops, desde que se escolham modos de jogo, mapas e personagens com items compatíveis com o jogo anterior. Infelizmente não experimentei o multiplayer, não faço ideia se ainda existem servidores disponíveis, e mesmo que existam, a minha PSP está com um problema no WiFi, na medida em que deixou de detectar qualquer rede disponível. É possível jogar localmente através de redes ad-hoc, bastando apenas uma pessoa possuir o jogo, mas como seria de esperar não conheço pessoalmente ninguém estivesse disponível para umas partidas.

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Como é habitual, podemos desbloquear algumas personagens especiais

No que diz respeito ao audiovisual, apesar de existir mais alguma variedade nos mapas, o motor gráfico do jogo é o mesmo, como seria de esperar, logo está tudo igual ao Portable Ops. Posto isto, apesar de ser um jogo fácil de encontrar e barato, não é uma versão que recomende a menos que sejam aficcionados totais pela série Metal Gear. É um jogo produzido a pensar no multiplayer, mas sinceramente acho que foi lançado para a plataforma errada.

Left 4 Dead (PC)

Left4DeadJá há algum tempo que não se trazia nada de zombies aqui ao tasco, e então porque não falar de um dos jogos mais populares que o PC tem sobre o assunto? Produto da Valve, o mesmo estúdio que nos trouxe jogos como Half Life, Team Fortress ou Portal, este Left 4 Dead é mais um FPS, desta vez com um foco muito grande na vertente cooperativa, em que os jogadores têm mesmo de jogar em equipa e entreajudarem-se para sobreviver. A minha cópia foi adquirida no final do ano passado na Worten do Maiashopping, por uns 5€. Apesar de a caixa do jogo ser a edição “vanilla“, quando se instala o mesmo no steam ganhamos acesso à versão Game of the Year com o seu conteúdo extra.

Left 4 Dead - PC
Jogo completo com caixa e pseudo manual

Como muitos outros jogos/filmes/livros/whatever de zombies, a coisa começa com uma pandemia que assola a terra, tornando todos os humanos em seres agressivos e canibais. Todos nós que estamos nestas andanças percebemos bem do assunto, não é preciso dissertar muito sobre isto. O que conta é atirar em (quase) tudo o que mexa, ver partes de corpos decompostos pelo ar, e estar constantemente a fugir até encontrar um refúgio seguro. O jogo apresenta como personagens principais um conjunto de 4 sobreviventes improváveis e que nada tenham a ver entre si. Bill, um veterano de guerra do Vietname, Zoey, uma jovem univesitária, Francis, um motard rebelde e Louis, um informático são as personagens humanas que o jogador poderá controlar ao longo de diferentes campanhas. Para além de quantidades absurdas de zombies “normais” que iremos enfrentar, existem também alguns com características especiais que teremos de ter especial cuidado (ou eventualmente também os poderemos controlar no modo Versus). São eles o Boomer, um zombie “badocha” capaz de vomitar para cima dos humanos, chamando a atenção de todos os zombies para eles, os “Smoker”, que para além de estarem sempre envoltos em fumo têm uma língua enorme capaz de agarrar humanos à distância e asfixiá-los, os “Hunter”, zombies bastante ágeis capazes de derrubar um humano ao chão e esventrá-lo facilmente e finalmente os “Tanks”, que seria a versão “Hulk” dos Zombies – que por incrível que pareça este não é verde. Existem também as “Witches”, que são uma espécie de zombies fêmeas com TPM. “Do not disturb“.

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“Hello, this is Tank”

O modo campanha eu diria que é o modo principal do jogo, que pode ser jogado cooperativamente com até 4 pessoas no total. Aqui podemos jogar uma de várias campanhas, estando as mesmas divididas por várias “safehouses” que servem de checkpoint entre os níveis intermédios. A cooperação é fulcral, pois para além de o friendly fire estar activado, temos frequentemente de nos ajudar mutuamente quando somos atacados por hordas de zombies que podem incapacitar temporariamente um elemento da “equipa”, onde podemos ajudá-los a levantarem-se e eventualmente curar os companheiros. As campanhas terminam sempre de uma forma épica onde temos de defender uma certa posição até que chegue um transporte que nos leve dali para fora. É possível também jogar as campanhas sozinho, em que os restantes companheiros humanos  são controlados pelo computador. E isto leva-me logo a falar na inteligência artificial, que é bastante dinâmica, oferecendo experiências diferentes cada vez que jogamos uma partida. O fluxo de hordas de zombies, a disposição dos items que podemos encontrar, o “placement” dos vários zombies especiais são tudo coisas decididas dinamicamente pela IA do jogo, que varia consoante o desempenho dos jogadores reais na partida.

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Quando ficamos incapacitados precisamos da ajuda de um companheiro para nos levantar

Para além do modo campanha existem também dois outros diferentes modos de jogo. O survival, que como o próprio nome indica consiste em sobreviver o máximo tempo possível contra hordas intermináveis de zombies e um modo versus, onde os vários níveis de cada companha vão sendo jogados alternadamente entre equipas de humanos e de zombies. Neste modo os zombies jogados por humanos fazem respawn ao fim de alguns segundos quando morrem, já os humanos quando morrem é algo definitivo, pelo menos até ao fim do round. Já no modo campanha os humanos podem fazer respawn, surgindo trancados nalgum local, de forma a que os colegas os possam soltar. Não há muita variedade de armas, apenas podemos carregar com 2 armas diferentes, um revólver com munição infinita (mais lá à frente podemos encontrar um extra) e uma outra arma principal. Para além do mais podemos carregar um explosivo, quando os encontrarmos, bem como um medkit e um frasco de painkillers. O jogo exige alguma exploração, pois muitas destas munições e “supplies” estão espalhadas dinamicamente ao longo dos níveis, repletos de salinhas e divisões.

Graficamente o jogo não é nada de especial, visto que utiliza o motor gráfico “Source”, que mesmo em 2008 já mostrava a sua idade. Ainda assim não é um jogo nada mau visualmente, fruto da maneira como conseguiram capturar o clima de tensão, terror e caos de várias cidades deixadas em ruína, repletas de zombies por tudo quanto é canto. A acompanhar toda a acção frenética está uma banda sonora bastante interessante, que também é controlada pela inteligência artificial do jogo, proporcionando ao jogador as “melodias” de fundo certas para aumentar o “pânico”. Os diálogos entre as personagens também são bem executados e bastante variados entre si. Uma coisa que eu não sabia até ter investigado um pouco mais é que o músico Mike Patton (vocalista de Faith No More, Fantômas, Mr. Bungle e mais uma catrafada de bandas/projectos), foi uma das pessoas que deu a sua voz para fazer os grunhidos dos zombies, para além de um outro actor especialista na área. Tendo em conta o experimentalismo vocal que muitos dos projectos do sr. Patton são conhecidos, pareceu-me ser uma boa escolha.

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Quando jogamos como zombie podemos escalar ou atravessar algumas superfícies para preparar emboscadas

Left 4 Dead foi um jogo bem sucedido, apesar de o género já na altura estava a ficar um pouco sobrelotado. Apesar de tudo, no ano seguinte saiu a sequela Left 4 Dead 2 que ainda não tive a oportunidade de experimentar. Um dia. De qualquer das formas não deixa de ser relevante dizer que este foi um importante jogo no género, forçando a cooperação total entre os jogadores, aliados a um sistema dinâmico de inteligência artificial que iria proporcionando experiências diferentes a cada jogada. É um jogo que se encontra frequentemente em promoção na steam, caso não se importem de ter apenas uma cópia digital, e nesse caso eu diria que são promoções a não perder.

Metal Gear Solid Portable Ops (Sony Playstation Portable)

MGS Portable OPsDe volta ao Snake e companhia para uma análise ao Portable Ops, um jogo da saga Metal Gear que inclui diversas novas componentes na jogabilidade, como recrutar outros soldados para as forças de Snake (Big Boss), podendo os mesmos ter diversas tarefas diferentes. Ainda assim a jogabilidade é a tradicional dos Metal Gear Solid, deixando de lado o que foi introduzido nos Metal Gear Acid também para a mesma plataforma. A minha cópia veio-me parar às mãos através de uma compra na Amazon UK, não me tendo custado mais de 10€. Está completa e em estado razoável, o manual já viu melhores dias.

Metal Gear Solid Portable OPs - PSP
Jogo completo com caixa, manual e demais papelada

O jogo passa-se na América do Sul, no ano de 1970. A guerra fria continuava no seu pleno, com as tensões entre os Estados Unidos e a União Soviética ainda em alta, com os acontecimentos de Metal Gear Solid 3 ainda não estarem totalmente resolvidos. Snake acorda sozinho numa cela, sem se recordar como lá foi parar, sendo depois torturado por um antigo elemento da sua antiga unidade FOX, uma força de operações especiais que trabalhava para a CIA. Pouco depois Snake encontra um jovem Roy Campbell, personagem que será importante noutros jogos da série, estando também aprisionado. Roy diz que estão numa base militar secreta da União Soviética, em plena América do Sul. A unidade de forças especiais em que Roy fazia parte foi tomada de assalto pelos FOX e ele foi o único sobrevivente. Eventualmente, Snake e Roy Campbell conseguem então fugir da sua prisão e decidem investigar qual a tramóia que está por detrás disto. Como é habitual, a história acaba por se complicar mais, envolvendo ao barulho várias conspirações e a tecnologia Metal Gear acaba por ficar por detrás de tudo.

Os controlos acabam por ser essencialmente os mesmos dos jogos principais, apesar de a PSP possuir menos botões que a consola caseira. De qualquer das formas, o jogo herda o sistema de câmaras do Metal Gear Solid 3 Subsistence, existindo um controlo 3D da câmara, já não é obrigatório mudar constantemente para a perspectiva de primeira pessoa para conseguirmos ver melhor o que nos rodeia. O jogo incita como sempre a uma abordagem mais stealth, estando o Snake munido de um radar algo estranho mas que vai alertando a presença dos inimigos. Se formos vistos, a sequência habitual das fases “Alert-Evasion-Caution” mantém-se, com os inimigos a serem mais minuciosos nessas alturas. Infelizmente, com a falta de um analógico, e do outro ser algo impreciso, acaba por complicar um pouco quando queremos mirar na perspectiva de primeira pessoa.

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Ecrã que aparece entre missões, onde podemos gerir o nosso “batalhão” e escolher quais os locais que queremos infiltrar

De resto, este Portable Ops tem uma série de novos conceitos. Snake pode agora capturar os inimigos que vai enfrentando, sendo que os mesmos vão acabar por ser “convertidos” a lutar ao nosso lado. Com isto, é possível construir esquadrões de 4 pessoas que podem ser jogadas nas várias missões que vamos fazendo, e podemos alternar entre os 4 elementos a qualquer altura do jogo. O jogo está então dividido em várias missões, que são acessíveis através de um “hub” que mostra o mapa da base e as várias posições já conhecidas, podendo visitar essas localidades sempre que quisermos. Os prisioneiros que capturamos podem também ser alocados para várias outras tarefas, sejam tarefas de espionagem, onde os podemos mandar para as localizações já conhecidas, recebendo periodicamente informações do que se vai passando por lá. Outros podem ser alocados para equipas técnicas ou médicas, que vão construindo munições ou items que nos podem ser úteis, como visores térmicos ou medkits que nos restaurem a saúde. Para além do mais é possível recrutar algumas personagens especiais, sejam antigos bosses, ou personagens de outros jogos, através de vários pré-requisitos. Não cheguei a experimentar, mas o jogo tem uma componente multiplayer que, para além de ser possível trocar soldados entre si, podemos lutar contra outros jogadores, de uma forma algo semelhante ao modo online do Metal Gear Solid 2 Substance.

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As cutscenes apresentam este visual

Visualmente o jogo apresenta uns visuais 3D, que apesar de competentes, já vi melhor na PSP. Apesar de o jogo decorrer na Colômbia, desta vez não temos toda aquela componente de sobrevivência que foi introduzida em Snake Eater, e os próprios cenários, apesar de estarem inseridos num meio montanhoso, passam-se todos em estruturas militares pelo que não há uma grande variedade dos visuais. As cutscenes desta vez  são mostradas num formato mais “comic book“, sendo apresentadas como uma sequência de desenhos, da autoria de Ashley Wood, que já tinha participado na comic digital da PSP “Metal Gear Solid: Digital Graphic Novel”. Nessas cutscenes, o jogo utiliza um voice acting em que vários actores já emprestaram as suas vozes para os jogos da série, mas infelizmente são poucos os diálogos que fazem uso deste recurso, pela baixa capacidade de armazenamento dos discos UMD face aos DVDs da PS2.

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Ecrã de jogo da vertente multiplayer

Para além deste Portable Ops, a Konami lançou uma expansão chamada Portable Ops+, focando-se mais na componente multiplayer, e numa catrafada de missões para se jogar sozinho, herdando todas as mecânicas deste jogo, e incluindo alguns outros personagens especiais secretos que possam posteriormente vir a ser recrutados. Esse jogo também faz parte da minha colecção, mas como não tem qualquer componente com história, não irei perder muito tempo com o mesmo e poderão ler um ligeiro artigo sobre o jogo muito em breve.

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