Colecção de videojogos – alguns "rants" e análises
Autor: cyberquake
Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Mais uma super rapidinha enquanto vou preparando o próximo vídeo de aquisições para ser publicado (quase 40min!). O jogo que cá trago hoje é mais um da série princpal dos Pokémon para as consolas portáteis da Nintendo e sinceramente foi um jogo que sempre ignorei até que finalmente o comprei e dei-lhe uma hipótese. Creio que este meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide durante este ano de 2015, tendo-me custado algo próximo dos 4€.
Apenas cartucho
A razão pela qual eu não tinha ligado muito a este jogo na altura em que o mesmo saiu era por ser um remake dos primeiros Red, Blue, Green e Yellow e na altura eu tinha mais com que me entreter. Este conta essencialmente a mesma história dos primeiros jogos, começando uma vez mais em Pallet Town e escolhendo o Bulbasaur, Squirtle ou Charmander como o nosso bichinho inicial. Tirando algumas novidades trazidas pelos jogos mais recentes como a possibilidade dos pokémons guardarem itens, a possibilidade de jogarmos com uma rapariga ou de ter batalhas duplas, a história, localidades a visitar e afins mantém-se practicamente igual. Até os Pokémons que podemos apanhar são da primeira geração! Depois no post-game, ou seja, depois de derrotar a Elite Four e o nosso rival, é que temos várias localidades novas para explorar que contém Pokémons da segunda e terceira gerações, bem como fazer trocas com o Pokémon Ruby e Sapphire.
É bom voltar a ver algumas caras conhecidas dos primeiros jogos
E basicamente é isso, este jogo acabou por ser uma óptima maneira de recordar os tempos que passei com os originais, e terem sido relançados com uns visuais mais avançados é de facto uma experiência bem mais agradável.
Já que escrevi ontem sobre o primeiro Metal Slug, aproveito o lanço e escrevo uma rapidinha sobre a sua sequela. E apesar do Metal Slug 2 não ser a versão definitiva deste título pois a SNK decidiu lançar um update com o nome de Metal Slug X, não deixa de ser uma sequela que manteve os padrões de excelência do primeiro jogo, mas introduziu uma série de coisas novas, mesmo o que se quer de uma sequela de um jogo de sucesso! Como os outros jogos de MVS que cá trouxe até agora, este também foi comprado no meu dia de anos na feira da Vandoma, num bundle incrivelmente barato onde trouxe 10 jogos destes pela módica quantia de 5€.
Como os carts de MVS não são propriamente lá muito fotogénicos, acabei por tirar uma foto única com o bundle que comprei.
Ora aqui começamos as coisas uma vez mais a lutar contra o que restou do império do jogo anterior e temos uma outra personagem jogável para escolher. Começamos a aventura por uma zona que faz lembrar o Egipto e médio oriente, começando por uma pequena cidade, enveredando por pirâmides e onde nos deparamos logo com algumas novidades. Para além de conduzir um tanque Metal Slug, temos outros veículos à nossa disposição ao longo do jogo, desde um mero camelo bem artilhado, um pequeno mecha ou mesmo um aviãozinho. A jogabilidade continua excelente, com imensos inimigos a atravessarem-se à nossa frente, sempre com excelentes animações e pequenos pormenores algo cómicos, mas que fazem sempre a diferença. Os controlos mantêm-se com um botão para disparar a arma principal, que tanto pode ser um mero revólver com munição infinita como muitas outras armas com munições limitadas tais como metralhadoras pesadas, shotguns, lança-rockets ou uma arma laser poderosa. Outro botão para saltar e um outro para atirar bombas ou granadas, dependendo se estamos a pé ou montados em algum veículo.
Os quatro heróis que podemos controlar
Outra novidade neste jogo é os diferentes estados que a nossa personagem pode ficar, bem como a introdução de criaturas sobrenaturais, tais como múmias ou zombies. Se formos atacados por uma múmia, transformano-nos numa, o que acaba por limitar os nossos movimentos e poder de ataque. Por outro lado, se apanharmos muitos itens de comida também engordamos, uma vez mais tornando-nos bastante lentos, mas por outro lad os ataques acabam por ser mais poderosos. Para retornar ao estado normal, no primeiro caso basta encontrar e apanhar um antídoto, no segundo temos de comer um item de dieta ou passar algum tempo sem comer nada. Claro que em ambos os casos, se perdermos uma vida acabamos por voltar ao estado normal.
É impossível ficar indifirente a estes bosses gigantescos
No que diz respeito aos audiovisuais e outras questões técnicas, mais uma vez este é um jogo excelente. As animações continuam soberbas, assim como todos os cenários que vamos atravessando. Passar das arábias para um comboio em movimento numa cidade ocidental em ruínas, para depois viajar para o continente asiático numa cidade portuária, passar por zombies ou outras criaturas estranhas e finalmente termos os primeiros close encounters com uma raça de lulas extraterrestres que irá marcar a sua presença noutros jogos da série. Para além destes cenários variados e incrivelmente detalhados, temos todos os inimigos bem animados, em especial os gigantescos bosses que são uma delícia visual só de olhar para eles. As músicas são igualmente excelentes e adaptam-se aos vários diferentes estágios que vamos passando, desde músicas com melodias árabes, jazz, orientais e claro, o rock cheio de guitarradas sonantes. A nível técnico notei um ou outro slowdown nalgumas partes, em especial quando estamos a ser atacados por dezenas de zombies ou outros soldados, e isso foi uma das coisas corrigidas pelo update Metal Slug X.
Ser atacado por uma múmia transforma-nos numa, afectando os nossos movimentos e ataque
Para além de introduzir novas armas, as outras mudanças trazidas por esse update foram mais cosméticas, alterando a altura do dia em que certos níveis decorriam, bem como posicionamento de inimigos, dificuldade aumentada, ou outras coisas que sinceramente não acho assim tão relevantes. Ainda assim gostaria de o possuir na colecção um dia destes! De resto, mais um excelente jogo!
Escrever sobre o primeiro Metal Slug após ter escrito sobre o Metal Slug 3 acaba por ser algo redutor. Por acaso esta foi uma série que sempre me passou ao lado e apenas a vim a descobrir em 2003, altura em que comprei um PC novo, já capaz de correr emulação de Neo-Geo e Arcade no geral. E ao percorrer o catálogo deste fantástico sistema da SNK, do qual já conhecia os seus fighters, foi com imensa surpresa quando chegou a vez do Metal Slug e deparei-me com tamanho shooter! Este meu exemplar, invariavelmente foi comprado num bundle com mais 9 jogos de MVS a um preço ridículo na Feira da Vandoma no Porto. Até ao momento ainda continuam a ser os meus únicos jogos deste sistema.
Como os carts de MVS não são propriamente lá muito fotogénicos, acabei por tirar uma foto única com o bundle que comprei.
Como este ainda é o primeiro Metal Slug, não esperem por algumas maluquices como combates contra extraterrestres, zombies e poderes que podemos ganhar, como ficarmos super gordos, temporariamente zombies e por aí fora. Mas ainda assim não deixa de ser um excelente início de uma grande série, sendo uma espécie de Contra on steroids (como se isso fosse possível!!) mas com uma toada mais cómica. Neste primeiro jogo encarnamos num de vários mercenários que sozinhos enfrentam um poderoso ditador. Iremos atravessar várias cidades em ruinas e enfrentar outros soldados, tanques, helicópteros, aviões e tudo o resto, tornando este jogo, aliás, toda a série, numa experiência bastante divertida! Apenas certifiquem-se que têm muitos créditos para gastar, pois é normal que morramos bastantes vezes antes de memorizar os inimigos que nos aparecem e os seus padrões de movimento e ataque. Os controlos são simples, um botão para saltar, outro para disparar e um outro para lançar granadas. A nossa arma principal tem munições ilimitadas, mas ao longo do jogo poderemos equipar muitas outras como metralhadoras, shotguns poderosas, lança chamas ou rockets. E claro, temos também o tanque Metal Slug que podemos conduzir.
Aqui ainda não há nem zombies nem ETs… apenas nós contra um ditador e o seu exército!
Graficamente é um jogo excelente para a época que saiu. Apesar de não ser o caso, neste jogo em específico não consigo deixar de traçar alguns paralelismos com a 2a Guerra Mundial pois estamos a lutar contra um ditador megalómano e apesar de não existirem suásticas, o exército imperial tem também uma simbologia aplicada e as várias zonas que vamos explorando têm um look muito europeu dos anos 40 e 50. Mas não pensem que este é um jogo sério, pois tudo tem um look muito cartoon e repleto de excelentes e cómicas animações.
Os bosses gigantescos e incrivelmente animados e detalhados são uma constante nesta série!
A nível técnico é um jogo com gráficos e som excelente, mas tal como já referi várias vezes, assim é toda a série. Mesmo não tendo a variedade dos jogos mais recentes com a maior variedade de níveis, diferentes power-ups e rotas a explorar, o essencial da série Metal Slug está presente logo desde o primeiro jogo: excelente e viciante jogabilidade aliados a uns visuais 2D fantásticos. Absolutamente recomendado!
Já há algum tempo que andava atrás de um dos vários lançamentos do Mortal Kombat 4 para a minha colecção, visto que ainda não tinha nenhum e foi jogo que sinceramente pouco tinha jogado na minha adolescência. Mas de todas as versões do Mortal Kombat 4, já que não poderia ser a original de arcade, então era mesmo a versão da Dreamcast que mais gostaria de ter. Isto porque este Mortal Kombat Gold é o MK4 na sua essência mais alguns extras, para além de ser na minha opinião a melhor versão caseira deste jogo. O que mesmo assim não é dizer muita coisa. Este meu exemplar foi comprado há coisa de um mês atrás na Cash Converters de Alfragide e custou-me cerca de 10€.
Jogo completo com caixa e manuais
No Mortal Kombat 4 deu-se início a um novo arco de história nesta série. Em vez de Shao Khan, Shang Tsung, Sindel e afins, aqui os vilões principais são a dupla Quan-Chi e Shinnok. O primeiro é um poderoso feiticeiro tal como Shang Tsung. O segundo é um dos antigos deuses lá do universo Mortal Kombat que tinha sido banido para o Netherealm por querer controlar o universo. Quan-Chi, com a ajuda de outras novas e antigas personagens, tentam trazer Shinnok de volta para a nossa dimensão, e cabe a Rayden e aos guerreiros da Terra (e não só) tentar evitar que isso aconteça.
Elenco quase completo dos lutadores que podemos escolher
Inicialmente a jogabilidade até parece algo semelhante aos clássicos, com o mesmo layout de botões (era só o comando da Saturn ser compatível com a Dreamcast que era altamente), e algumas coisas como as mensagens que aparecem no ecrã quando fazemos algum combo são também semelhantes aos jogos anteriores. Mas este é um jogo totalmente em 3D, então podemo-nos movimentar também nessa mesma terceira dimensão, ao dar alguns passos laterais, com a câmara a acompanhar esse movimento. Outras novidades estão no combate de armas – cada personagem possui uma arma secreta que pode ser activada com uma certa combinação de botões, utilizada quanto baste e ser largada na arena se bem o entendermos, com a possibilidade do adversário a apanhar, e utilizá-la ele mesmo. A mesma coisa se pode dizer de objectos que possam ou não estar espalhados na arena, como rochas ou mesmo cabeças humanas, não fosse este um Mortal Kombat.
Armas e objectos no chão que podem ser usados, sangue pelo ar, vale tudo!
De resto o catálogo de lutadores tem uma série de caras novas mas também muitas já bem familiares, em especial nesta versão Gold que traz mais 6 personagens extra, todas elas nomes conhecidos como Kitana, Mileena, Sektor ou Cyrax. A nível de modos de jogo, temos o tradicional Arcade onde podemos escolher qual o grau de dificuldade que queremos seguir, aumentando o número de confrontos e a inteligência artificial quanto mais difícil quisermos as coisas. Existem também vários modos de jogo para além do tradicional arcade e versus para 2 jogadores. Podemos lutar em combates de 2 contra 2, mas um oponente de cada vez, um modo torneio para umas tardes bem passadas com os amigos, várias versões do modo Endurance onde com 1 vida apenas temos de derrotar o máximo de oponentes possível. Se quisermos treinar os movimentos de cada personagem… temos sempre o Practice Mode. Infelizmente este foi um jogo feito um pouco à pressa para coincidir com o lançamento da Dreamcast no ocidente e com isso a Midway não aproveitou nenhuma das capacidades online que a consola da Sega apresentava. Não que faça muita diferença hoje em dia…
O layout das barras de energia de cada lutador, bem como as mensagens de combos são idênticas aos jogos da geração MK3
No que diz respeito aos gráficos, este é um jogo que não envelheceu lá muito bem. Ainda assim é de longe a melhor versão das consolas domésticas e aquela que graficamente mais se aproxima da original de arcade. Os lutadores estão muito melhor detalhados (leia-se com mais polígonos) do que nas versões PS1 e N64, mas em algumas personagens como o Goro nota-se que ainda assim não envelheceu muito bem. Isto porque o Goro parece um boneco de borracha. Para as músicas e afins, não tenho muito a dizer pois sinceramente foi algo que não me chamou muito à atenção, mas no voice acting… bom isso é uma questão à parte. A versão DC do MK4 está repleta de cutscenes em FMV com os finais de cada personagem, e algumas delas até que são bem longuinhas. Mas os diálogos… esses são bastante cheesy, o que na verdade nunca tinha sido muito diferente na série até então. As fatalities (esqueçam animalities, friendships, babalities e o resto) continuam violentas quanto baste, embora muitas delas sejam reaproveitamentos das antigas, como o Scorpion a incinerar o seu oponente, Liu Kang a transformar-se num dragão e comer o torso do adversário, entre muitos outros, incluindo algumas das fatalities mais humorísticas, como os suicídios de Cyrax em que estoura com o planeta, ou os beijos de femme fatale de Kitana e outras garotas.
Por cada personagem que completemos o modo arcade, temos acesso a uma cutscene com o final da sua história
Resumindo, o Mortal Kombat 4 é um jogo que teve os seus altos e baixos. Na minha opinião, é um daqueles clássicos exemplos onde alguém tem de fazer a transição de um popular jogo 2D para a terceira dimensão e nunca sabem muito bem o que fazer. Não acho que seja um mau jogo de todo, mas para além de não ter o mesmo carisma dos clássicos, também não envelheceu lá muito bem. Ainda não joguei nenhum dos jogos que lhe seguiram até aos recentes MK / MK X, mas a impressão que tenho é que só conseguiram mesmo acertar em cheio com o Mortal Kombat de 2009. Veremos, pois já tenho o Deadly Alliance ali no forno para lhe meter as mãos.
Eu adoro first person shooters desde a primeira vez em que meti as mãos no Doom. E com o meu backlog gigantesco, de onde tenho lá vários FPS modernos e não só para ir jogando, porque não ir abatendo a backlog com esses jogos? E foi o que fiz, ao pegar no único dos meus jogos da franchise Medal of Honor que me faltava jogar, o Warfighter, que teve várias más críticas desde o seu lançamento, que sinceramente até as compreendo. Mas já lá vamos. Este meu exemplar foi comprado algures em 2014 se a memória não me falha, tendo-me custado 10€ numa Worten qualquer. É uma edição “limitada” que dava acesso à beta do Battlefield 4.
Jogo completo com caixa e papelada… já que manual está quieto
Invariavelmente, como todos os FPS militares modernos, vão buscar conflitos modernos, uma vez mais o combate ao terrorismo, como já tinham feito no Medal of Honor de 2010. Até aí tudo bem, mas neste Warfighter a Electronic Arts decidiu ligar o complicómetro e dramatizar uma série de coisas. Para além da campanha não estar tão conexa assim entre certas missões, somos muitas vezes levados a cutscenes que mostram dramas familiares, do soldado que tem de abandonar a mulher e a filha pequena para ir combater. Eu percebo perfeitamente a mensagem… mas não acho que tenha resultado bem. Até porque as expressões faciais, tanto da mulher como da criança são do pior que já vi.
Este nível numa Malásia desvastada pelas cheias até que foi bem original
Mas passando para a jogabilidade, essa é a que eu esperaria de um first person shooter moderno. Podemos carregar com duas armas, podendo ser uma panóplia de diferentes revólveres, shotguns, metralhadoras, sniper rifles ou outros objectos importantes, como lasers para marcar alvos à distância. De resto é o costume, vida regenerativa ao ficarmos alguns segundos protegidos em cover – aliás, é mesmo fulcral saber dominar as covers e dispararmos por uma nesga, assim como o uso do aiming down the sights. Mas há coisas que este jogo tenta fazer de diferente. Em vez de termos missões aéreas (ok, temos uma a bordo de um helicóptero) ou que tenhamos de conduzir blindados e afins, temos a possibilidade de, em certas alturas, conduzir um bot armado e levá-lo para zonas de alto risco. Outras secções colocam-nos a conduzir carros em zonas habitacionais. Na primeira temos de conduzir um jipe em perseguição a alta velocidade de um suspeito terrorista até que o conseguimos finalmente albarroar. A outra já é em pleno Dubai, onde depois de capturarmos um outro suspeito terrorista, mas desta vez uma pessoa de grande poder, temos de andar de um lado para o outro na cidade a fugir dos carros dos seus seguranças. A certo ponto temos mesmo de jogar furtivamente com o próprio carro, escondendo-nos em certos becos mais escuros. Foram coisas que não estava nada à espera de encontrar neste jogo e até serviram de certa forma de uma lufada de ar fresco.
Tirando os dramas familiares, a história segue o habitual dos confrontos contra terroristas
Outra coisa que deram grande importância foi a forma como surpreendemos os inimigos ao arrombar algumas portas. A certos pontos do jogo lá teremos de o fazer e temos de escolher a forma como vamos abordar a coisa. Inicialmente apenas podemos abrir a porta com um pontapé, alguém depois atira com uma stun grenade lá para dentro e, em câmara lenta durante alguns segundos, podemos atirar livremente nos terroristas que acabam por ser surpreendidos. Mas há várias outras formas de arrombar as portas e para as desbloquear vamos ter de apostar nos headshots durante estas alturas. Coisas como partir a fechadura à machadada, com um pé de cabra, ou mesmo a tiros de caçadeira, possibilidades não faltam. Agora perguntam-me vocês… isto é realmente uma feature que seja assim tão importante? Nada disso. De resto, para além do modo campanha que não é lá muito longo temos uma forte componente multiplayer. Mas sou sincero, nem sequer testei um único modo de jogo sequer… pois para mim multiplayer deste género e da EA é mesmo com o Battlefield. E verdade seja dita… com a quantidade de jogos que ainda tenho pela frente, não me posso mesmo dar a esse luxo.
Sim… vai haver chuva de rockets.
Graficamente é um jogo bem competente, com óptimos gráficos para a altura em que foi lançado. Sempre gostei do motor gráfico Frostbite2! E apesar de ser um jogo com uma temática anti-terrorista, os cenários acabam por ser variado, mesmo em zonas do médio oriente, tanto estamos em aldeias remotas no meio do nada, como cidades modernas como o Dubai, ou outras zonas mais rurais. Mas não só! Também temos a oportunidade de passar pela Europa de Leste, ou num navio a meio do Oceano. O som no geral e respectiva música são bons, nada contra. Os diálogos entre os nossos companheiros acabam por ser bastante dinâmicos e a música vai-se adaptando às diferentes situações com que nos vamos deparando. Mas nada disto é novidade na série Medal of Honor em particular e nos FPS militares modernos no geral.
Concluindo, este Medal of Honor para mim não é um mau jogo de todo. É certo que tem os seus problemas, a história poderia ser melhor, aquelas cutscenes dramáticas com personagens muito mal desenhadas não dão com nada, mas de resto é um FPS bem competente, para se jogar de forma descomprometida.