Pro Wrestling (Sega Master System)

Tempo de voltar às rapidinhas e à Master System para aquele título que decididamente ganha o prémio da pior capa de um jogo desta consola. Sinceramente sempre achei piada ao conceito das capas de jogos de Master System da primeira geração serem desenhos em papel quadriculado pois faz lembrar muitos dos desenhos que fazíamos em miúdos nos cadernos da escola. No entanto não são propriamente as capas mais apelativas e o departamento de marketing que as idealizou não teve uma grande ideia. Mas de todas, para mim a do Pro Wrestling é mesmo a pior. É um homem de cueca a segurar na sua própria cabeça, o que não faz sentido nenhum. Entendo que a ideia que pretendiam dar era a de um esboço, mas o resultado final é simplesmente mau. O meu exemplar veio de um lote que comprei a um particular algures em Novembro passado, este jogo custou cerca de 8€ se bem me recordo.

Jogo com caixa, manual e um catálogo

Ora e este é então um jogo de wrestling muito genérico, um título de primeira geração da Master System visto ser ainda de 1986, pelo que só por aí não daria para esperar muita coisa. Caso joguemos sozinhos, teremos de escolher qual a dupla de wrestlers queremos controlar (de apenas 4 disponíveis) e iremos enfrentar as restantes duplas em três títulos distintos: o campeonato mexicano, do pacífico e finalmente o mundial. A base dos controlos é simples: um dos botões faciais para dar socos e outro para pontapés. Cada lutador terá ainda uma série de golpes especiais a serem aplicados quer quando o adversário esteja no chão, ou quando este estiver a ser disparado das cordas. Para além disso, cada dupla tem ainda habilidades próprias, como a possibilidade de escalar os cantos e atirarem-se para o oponente ou usar cadeiras para distribuir pancada. Para os socos e pontapés o ideal é estarmos ligeiramente desalinhados com o nosso oponente, já os restantes golpes especiais é também uma questão de timing.

O fantástico elenco de equipas e respectivos lutadores.

Até aqui tudo bem, excepto mesmo a falta de variedade de equipas e lutadores. O maior problema é mesmo que o jogo é extremamente aborrecido, pois somos obrigados a vencer 10 rounds em cada combate, logo 30 rounds ao todo para finalizar o jogo. E isto é, naturalmente, extremamente aborrecido, para além que também temos de ter em atenção ao tempo limite entre cada round e ao facto de o CPU se tornar cada vez mais feroz e resistir aos nossos pins, mesmo com a sua barra de vida a zero. Jogando com um amigo deve ser mais agradável, mas também não esperem por uma experiência fantástica.

A nível audiovisual é um jogo muito modesto graficamente. A arena tem um detalhe mínimo, assim como o público cujas cabeças até são engraçadas pelas suas caras de surpresa constante, o que contrastou completamente com a minha enquanto jogava isto. Os lutadores têm um aspecto algo caricaturado e super deformed o que faz algum sentido visto este ser um produto japonês. Aliás, aparentemente a versão original nipónica possui um elenco de lutadores completamente distinto: essa versão possui apenas mulheres, incluindo uma lutadora real que “patrocinou” o jogo. Curiosamente, ou não, as sprites da versão japonesa possuem muito melhor aspecto. No que diz respeito à música essa é para esquecer. Eu já referi que o jogo é extremamente repetitivo e aborrecido. O facto de a música ser sempre a mesma ainda só piora a situação. Ao menos temos vozes digitalizadas para a contagem nos pins.

Cada vez que executamos um golpe com sucesso por mais simples que seja como um soco ou pontapé, surge uma indicação no ecrã

Portanto este Pro Wrestling é um jogo que sinceramente não recomendo nada. Para “compensar” o seu pouco conteúdo, a Sega achou que seria uma boa ideia obrigar-nos a vencer a mesma dupla de oponentes em 10 rounds seguidos, o que é só ridículo. A juntar à jogabilidade e audiovisuais medíocres, esta não é uma experiência agradável.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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