Donkey Kong Classics (Nintendo Entertainment System)

Voltando à rapidinhas, vamos agora ficar com dois clássicos arcade por parte da Nintendo: o primeiro Donkey Kong e a sua sequela, Donkey Kong Jr, que para além de terem sido títulos de lançamento da Famicom no Japão e da NES no ocidente, a Nintendo decidiu relançá-los num único cartucho anos mais tarde, na forma deste Donkey Kong Classics. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu no passado mês de Setembro por 5€.

Cartucho solto

Ora o primeiro Donkey Kong é, como certamente já sabem, a primeira aparição de Donkey Kong e Mario num videojogo. A premissa é simples, Donkey Kong rapta a jovem Pauline e cabe a Mario salvá-la, sendo que para isso terá de escalar vários níveis de um local de construção de algum arranha céus e escapar a todos os objectos que vão sendo atirados pelo gorila, bem como ultrapassar outros obstáculos. É um jogo de plataformas extremamente simples nas suas mecânicas, até porque os seus níveis são ainda representados num único ecrã, mas no entanto resulta perfeitamente. Apesar da NES ter sido idealizada como uma máquina capaz de receber uma conversão muito próxima do Donkey Kong original em arcade, ainda assim algumas coisas foram cortadas nesta conversão, nomeadamente algumas animações entre níveis, bem como o quarto nível na sua totalidade. O lançamento original possui 4 níveis que iam sendo rodados com a dificuldade a aumentar progressivamente, aqui temos apenas 3 desses níveis. No entanto, a conversão é realmente muito próxima do original, mantendo todo o seu charme, em particular as pequenas melodias que o acompanham.

Sempre que vejo este nível, a música de quando apanhamos o martelo começa imediatamente a ecoar na cabeça

O Donkey Kong Jr sai originalmente nas arcades em 1982, um ano depois do primeiro jogo. É um título onde para além de se mudarem as suas mecânicas de jogo, os próprios papéis dos protagonistas foram invertidos. Agora é Mario o mau da fita que decide aprisionar Donkey Kong. Cabe então ao jovem Donkey Kong Jr, filho de DK, resgatar o seu pai! Apesar de DK Jr poder também saltar, desta vez o platforming não é necessariamente o mais importante na jogabilidade. Com os níveis a ocuparem todo o ecrã uma vez mais, mantém-se o foco na verticalidade. Mas em vez de plataformas e escadinhas, vamos ter principalmente várias cordas penduradas que DK Jr as pode escalar com facilidade. Bom, na verdade o macaco pode escalar uma corda de cada vez ou duas cordas contíguas em simultâneo e dessa forma até as escala mais depressa. Tendo em conta que teremos alguns inimigos e outros obstáculos a ter em conta, a mecânica de escalar uma ou duas cordas em simultâneo é também um dos elementos fulcrais. De resto, tal como o seu predecessor, temos 4 níveis distintos que vão sendo rodados com a dificuldade a aumentar progressivamente.

O Donkey Kong Junior, apesar de ter também algum plaforming, tem como principal mecânica de jogo a verticalidade em escalar cordas. Claro que teremos na mesma alguns outros obstáculos e mecânicas de jogo adicionais

É inegável a importância destes dois videojogos na história da gigante nipónica. Tanto um como o outro, mas particularmente o primeiro Donkey Kong, foram sucessos bem consideráveis nas suas versões arcade. Tanto que muitas foram as empresas que obteram licenças da Nintendo para converter Donkey Kong para muitos outros sistemas! Tal como já referi acima, a NES foi desenhada como sendo uma consola cujo hardware conseguisse correr uma conversão digna do Donkey Kong a preços acessíveis aos consumidores no geral e estas conversões acabaram por ser bem consistentes, embora seja pena que um dos níveis tenha sido cortado. Donkey Kong, Donkey Kong Junior foram títulos de lançamento da Famicom e NES no ocidente, portanto não é de estranhar que a Nintendo mais tarde não os tenha relançado num único cartucho para tentar obter mais uns trocos. É uma pena que o DK3 não tenha sido incluído nesta compilação. Apesar de não ter sido um jogo com o mesmo sucesso comercial que os seus predecessores, creio que haveria capacidade suficiente na ROM para incluir esse título também.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em NES, Nintendo. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.