Wolfenstein: The Old Blood (PC)

Depois do sucesso de Wolfenstein: The New Order, os suecos da MachineGames não perderem muito tempo em lançar mais um jogo. Inicialmente planeado como um conjunto de DLCs para o The New Order, este The Old Blood acaba por ser lançado de forma independente. E é uma prequela do jogo anterior, onde controlamos uma vez mais B.J. Blazkowicz numa realidade alternativa dos eventos da segunda guerra mundial. O meu exemplar veio na mesma compilação que trás o The New Order e que já referi no artigo anterior.

Jogo com vários discos, caixa e papelada

Sendo este jogo uma prequela, a história leva-nos uma vez mais ao ano de 1946 e a infiltrarmo-nos no castelo de Wolfenstein, em busca de documentos secretos guardados por Helga von Schabbs, uma oficial do regime nazi de alta patente (e também com grandes interesses no oculto e em arqueologia), na esperança de descobrirem a localização da base do general Deathshead, e assim dar início aos eventos que acontecem posteriormente no The New Order. Mas Blazkowicz não entra no castelo sozinho, mas sim com a companhia do “Agent One” um outro agente secreto mais bem doutrinado na língua alemã. Claro que as coisas não vão correr lá muito bem! O jogo irá-se dividir então em duas partes: na primeira iremos explorar o castelo propriamente dito, já na segunda viajamos até à aldeia de Wolfburg, no encalço de Helga e tentar não só obter os documentos secretos que precisamos, mas também descobrir quais são os seus planos.

Apesar de terem os seus bons momentos, os vilões aqui introduzidos não ficaram tão bem conseguidos quanto o Deathshead e a Engel

No que diz respeito à jogabilidade, na sua essência esta é muito similar à do The New Order: a vida é regenerativa apenas em pequenos intervalos, vamos poder carregar um grande arsenal de diferentes armas e o jogo oferece-nos a possibilidade de optar por uma abordagem mais furtiva, ou outra mais à Rambo. Na primeira teremos de eliminar os inimigos sem sermos vistos e através de métodos silenciosos, dando prioridade aos oficiais que têm a capacidade de activar alarmes e chamar reforços. Na segunda… bom, temos na mesma a possibilidade de atacar com 2 armas ao mesmo tempo, o que é muito divertido! Mas há também algumas diferenças notáveis perante o primeiro jogo. Desde cedo vamos ter acesso a um tubo que nos vai acompanhando ao longo de toda a aventura. Esse tubo tanto poderá ser usado como arma de combate corpo a corpo, como pé-de-cabra para abrir certas portas, ou como ferramenta que nos irá auxiliar a escalar certos tipos de paredes. Os super soldados estão agora directamente ligados à corrente eléctrica, pelo que para os combater poderemos ter a necessidade de desligar temporariamente fontes de energia, algo que teremos mesmo de fazer numa altura onde estaremos muito mais vulneráveis. Já nos combates em si, vão haver alturas, no entanto, em que não temos qualquer hipótese de ser furtivos e somos mesmo obrigados a combater no meio de todo o caos e confusão. Se conseguirmos sobreviver, é desbloqueado uma Challenge Arena que poderemos jogar posteriormente, enfrentando ondas cada vez mais fortes de inimigos. De resto, um dos Easter eggs introduzidos no The New Order era um nível secreto do Wolfenstein 3D. Bom, aqui, para além de todos os outros coleccionáveis, poderemos também encontrar e jogar diferentes níveis do Wolf 3D em todos os níveis do jogo.

Tal como no seu predecessor, poderemos equipar 2 armas em simultâneo para causar muito mais dano!

No que diz respeito aos audiovisuais, o jogo utiliza o mesmo motor gráfico do seu antecessor. No entanto, e decorrendo no ano de 1946, os inimigos que vamos encontrando não são tão high-tech como aqueles de 1960, mantendo no entanto um visual bem austero e também com alguns elementos de sci-fi, embora não tão avançados como já referi anteriormente. Não há também uma grande variedade de cenários como no The New Order, pois aqui iremos explorar o castelo de Wolfenstein em toda a sua magnitude, desde as suas cavernas e criptas, passando por laboratórios, prisões e habitações da aldeia à sua volta. Quando visitamos Wolfburg, esperem também por uma aldeia com uma arquitectura tradicionalmente germânica e não muito diferente daquela que exploramos nas imediações do castelo. A narrativa também não é tão forte quanto a do seu antecessor jogo, talvez por os vilões não serem tão bem conseguidos quanto os anteriores e pelo facto de estarmos mesmo a maior parte do tempo sozinhos. Já no que diz respeito ao som, os efeitos sonoro se voice acting são igualmente competentes, já a banda sonora, uma vez mais a cargo de Mike Gordon, continua muito boa, mas também muito diferente da que ele compôs para o The New Order. Enquanto que no último a banda sonora era um misto entre música pesada com influências rock / electro / industrial e outras músicas mais atmosféricas, porém bastante sinistras, a banda sonora aqui oscila entre temas mais orquestrais ou outros mais ambientais, sempre com uma atmosfera sinistra e/ou tensa por detrás.

Portanto estamos aqui perante mais um sólido first person shooter. A sua jogabilidade mantém-se excelente, sendo um misto entre um FPS da velha guarda com elementos de furtividade ou até de RPG pois há vários perks que poderemos ganhar caso completemos certos desafios, bem como introduz algumas mecânicas novas. No entanto, tem uma menor variedade de cenários e a narrativa… bom, não está tão envolvente como a do The New Order. Mas não deixa de ser um jogo altamente recomendável.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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Uma resposta a Wolfenstein: The Old Blood (PC)

  1. Darei uma olhada, gostei da análise de The New Order. Que aliás usamos no nosso especial sobre como deve ser tratado um nazista. Se quiser dar uma olhada, estamos a vontade! https://guarientoportal.com/lista-wolfenstein-saboteur-games-nazi

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