Where in the World is Carmen Sandiego? (Sega Master System)

O artigo de hoje é mais uma rapidinha pois já cá trouxe no passado a versão Mega Drive deste mesmo jogo. No entanto, esta versão Master System possui algumas diferenças que valem a pena abordar. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Março a um amigo meu por 5€. Este título é dos poucos lançamentos da Master System que se mantiveram como exclusivos norte-americanos, embora até apareça algumas vezes no Reino Unido, sendo que até foi de lá que este acabou por vir.

Jogo com caixa, manual e pequeno almanaque com curiosidades do mundo. Basicamente contém todas as pistas que necessitamos para ter sucesso no jogo!

Este é então uma espécie de jogo de aventura educativa, onde teremos de por em prática os nossos conhecimentos de geografia (que por sua vez já não estão actualizados para os dias de hoje). Nós somos um agente da interpol e o objectivo é o de prender todos os bandidos da VILE, liderados pela charmosa Carmen Sandiego e que vão roubando uma série de tesouros ao longo do globo.

A ideia do jogo é, em cada caso, recolher pistas do ladrão, persegui-lo pelo mundo e finalmente capturá-lo. Começamos pela cidade onde o tesouro foi roubado e poderemos visitar alguns edifícios locais como museus, embaixadas, bancos e afins, onde dialogamos com testemunhas que nos poderão dar algumas pistas como “o ladrão tem uma tatuagem”, “o ladrão gosta de jogar ténis”, “o ladrão meteu-se num avião com uma bandeira com cores azuis, brancas e vermelha” ou “o ladrão cambiou o seu dinheiro por dracmas”. O primeiro tipo de pistas indica-nos traços do bandido que poderão ser pesquisados na base de dados da interpol e, quando recolhemos pistas suficientes, poderemos emitir um mandado de captura internacional. O outro tipo de pistas indicam-nos qual o seu próximo destino, pelo que teremos de nos meter num avião, voar para o país seguinte e repetir este processo em busca de novas pistas. Eventualmente chegamos ao país onde o bandido está e, caso tenhamos emitido um mandado de captura, a polícia irá apanhá-lo. E é isto que teremos de fazer ao longo de todo o jogo.

Esta versão Master System é diferente na medida em que exploramos as cidades como um sidescroller

Mas há um problema, pois temos um prazo limite para apanhar cada bandido e cada acção que façamos gasta algumas horas, incluindo o dormir, que nos leva sempre 9h de cada dia. Para chegar ao final e conseguir capturar a própria Carmen Sandiego temos de jogar a aventura no nível de dificuldade mais avançado, que por si só já nos deixa com tempos muito mais apertados. Outra diferença quando comparada à versão Mega Drive é o facto de bandidos surgirem nas cidades e nos poderem atacar, algo que teremos de evitar ao máximo usando o d-pad (infelizmente não conseguimos atacar de volta). Se algum bandido nos atingir, são mais algumas horas que são perdidas.

Ao explorar os edifícios vamos obtendo pistas de testemunhas que nos permitem identificar e/ou localizar os suspeitos

Graficamente é também uma versão mais modesta, com cada cidade a ter uma série de edifícios genéricos comuns a todos, mas imagens algo diferentes em plano de fundo, como a torre Eiffel caso visitemos Paris, por exemplo. Os retratos das personagens que interagimos não são tão bons quanto as versões 16-bit e tenho pena que não hajam retratos dos bandidos em questão nas bases de dados da interpol! A nível de som, infelizmente é um jogo muito simples, com música a sério a existir apenas no ecrã título. Ao longo da aventura em si iremos apenas ouvir alguns sons genéricos e pequenas melodias muito simples.

Portanto o Where in the World is Carmen Sandiego é um jogo repetitivo, mas uma óptima ideia para um videojogo educativo. No entanto, entre esta versão para a Master System e versões mais musculadas como a que temos na Mega Drive acabam por ser bem mais apelativas visualmente. E as sequências de acção são um pouco irritantes, fazendo-nos perder ainda mais tempo precioso!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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