Shatter (PC)

Vamos ficar agora com uma rapidinha a um indie. Shatter é um clone de Breakout ou Arkanoid, mas em ácidos! Com uma jogabilidade viciante e uns visuais psicadélicos, este jogo acaba por ser uma óptima forma de passar algum tempo em diversão pura. O meu exemplar do steam terá vindo certamente de algum indie bundle ao desbarato.

As mecânicas base são simples, se já jogaram um Breakout, Arkanoid ou um dos seus milhentos clones já dá para ter uma ideia do que esperar com este Shatter. Basicamente vamos ter diversas arenas de jogo repletas de blocos destrutíveis, onde numa das extremidades controlamos uma nave que lança um projéctil e a ideia é limpar a arena de blocos, com a bola que lançamos a fazer ricochete nos blocos, paredes e na nossa própria nave. Se deixarmos escapar esse projéctil pela nossa linha de movimento, perdemos uma vida. O básico é isto, mas há muitas particularidades a referir também. A principal é mesmo o facto da nossa nave ser capaz de aspirar ou soprar ar e com isso influenciar não só a trajectória do projéctil, mas de todos os detritos e blocos que se encontrem a vaguear pela arena de jogo. Isto porque cada vez que destruímos um bloco, este desfaz-se em pequenos pedaços que deveremos apanhar. Aspirar o ar facilita essa tarefa, pois sugamos todos esses pedaços directamente para a nave. Mas existem também aqui uma série de mecânicas de física que temos de ter em consideração, pois temos também blocos que podem estar soltos e começam a vagear pela área de jogo. Ao sugar ar, iremos também atrair esses blocos que, caso entrem em contacto com a nave, causam-nos dano e retiram-nos do jogo por breves momentos, o que pode ser o suficiente para deixar escapar o nosso projéctil. À medida que vamos avançando no jogo vão surgindo também outros blocos especiais, alguns que também sugam ou sopram ar, outros causam explosões, outros que são autênticos foguetes após serem tocados pela primeira vez, entre outros. Todos estes diferentes blocos vão causando diferentes dinâmicas que teremos de ter em conta!

Ocasionalmente teremos também alguns bosses para combater, que tipicamente têm diferentes padrões de ataque e estratégias que teremos de ter em conta

Os fragmentos que vamos coleccionando vão preenchendo uma barra de energia que, uma vez completa, permite-nos activar o shard storm, ou seja, durante alguns segundos activamos uma poderosa metralhadora capaz de desfazer (quase) tudo o que toca muito rapidamente! Por outro lado também poderemos activar temporariamente um escudo, cujo vai consumindo alguma dessa barra de energia enquanto estiver activo. Esse escudo é muito útil para deflectir alguns blocos que se estejam a aproximar da nossa nave e evitar sofrer dano que, tal como referi acima, nos deixa fora de controlo durante breves momentos. Contem também com alguns power ups, desde multiplicadores de pontos, vidas extra, ou outros que podem tornar a bola mais forte, atravessando todos os blocos que destrói, fazendo apenas ricochete nas paredes, ou mais leve e por conseguinte mais susceptível às correntes de ar. Por fim, para além do modo história, que nos leva ao longo de 10 mundos com 8 níveis cada (incluindo bosses!) vamos também desbloqueando diversos outros modos de jogo como o endless e time attack, que poderão também ser jogados em co-op. Ou o boss rush mode onde naturalmente iremos apenas enfrentar os bosses sequencialmente. Eu acabei por ficar-me apenas pelo modo história, que foi jogado em pequenas doses de cada vez.

A disposição dos blocos que teremos de destruir irá ter algumas formas bizarras e com regras de física especiais, como a rotação e gravidade e as mecânicas das correntes de ar.

A nível audiovisual este é um jogo muito agradável. Todas as arenas possuem cores fortes, com visuais sci fi e futuristas e tudo isto é acompanhado por uma excelente banda sonora de música principalmente electrónica, mas que condiz perfeitamente com a acção! Portanto estamos aqui perante um jogo que, apesar de algo curto, é capaz de providenciar vários momentos de pura diversão. As mecânicas de jogo que adicionaram à forma clássica dos Breakout/Arkanoid acabaram por ser muito bem conseguidas e a jogabilidade fluída, aliadas a uns visuais interessantes e uma excelente banda sonora, tornam este Shatter numa óptima forma de passar o tempo!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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