Time Crisis: Razing Storm (Sony Playstation 3)

Este Time Crisis: Razing Storm é um título interessante pois para além de trazer a conversão arcade do jogo de mesmo nome, traz também muito mais conteúdo como vários modos de jogo adicionais e alguns outros jogos também, como é o caso da versão arcade do Time Crisis 4, ou o Dead Storm Pirates. O meu exemplar já foi comprado há uns bons anos atrás, talvez em 2014, lembro-me que o comprei na antiga feira da Vandoma do Porto por cerca de 5€.

Jogo com caixa e manual

Outra das grandes novidades desta compilação é o suporte a diversos controladores, desde os comandos normais da PS3, a lightgun G-Con 3 e agora também o suporte ao PS Move, que foi o que acabamos por usar mais cá por casa. Alguns modos de jogo permitem-nos utilizar conjuntos de diferentes comandos em simultâneo (por exemplo, comando normal para movimento e move para disparar) mas aí as coisas ficam desnecessariamente confusas. Mas vamos ao que existe neste jogo/compilação. Em relação ao Time Crisis 4, apenas o modo arcade está cá presente, não tendo nenhum do conteúdo adicional da edição PS3 do mesmo jogo.

O Time Crisis 4 que aqui temos consiste apenas no modo arcade

Já o Time Crisis: Razing Storm possui muitos extras. A começar por uma conversão arcade também, onde nós tomamos o papel de uma força militar que tenta impedir que um país qualquer da américa latina seja governado por um ditador qualquer. E tendo em conta a quantidade de português do Brasil que se vai ouvindo ao longo do jogo, eu diria que esse país é mesmo o Brasil! É também um jogo algo futurista pois eventualmente iremos também combater contra robots gigantes e afins! Tal como os Time Crisis normais, onde temos um botão para nos protegermos em cobertura e ao mesmo tempo recarregar a arma. A nossa arma principal desta vez é uma metralhadora, pelo que vamos acabar por manter o dedo no gatilho durante muito tempo, pois os inimigos são inúmeros e têm também uma barra de vida, pelo que não basta um tiro para morrerem. Depois temos inúmeros modos de jogo, incluindo um online que nem sequer toquei e duas prequelas do jogo arcade. Uma delas é o Sentry Mode, onde somos um sniper e temos de combater um motim numa cadeia. Para além de atirar com chumbo nos prisioneiros, temos também de evitar atirar sobre os guardas prisionais, o que às vezes pode ser complicado.

Já na versão arcade do Razing Storm, a nossa arma por defeito é uma metrelhadora, logo a acção ainda é mais frenética

Ainda no Razing Storm temos também o Story Mode onde, também como aconteceu na versão PS3 do Time Crisis 4, temos um autêntico first person shooter e que também conta uma prequela à história do modo arcade. O problema é que os controlos são terríveis, mesmo se só jogarmos com um comando normal, os controlos nunca são idênticos aos de outros FPS na consola o que torna a experiência um bocado desagradável. É verdade que, tal como num Call of Duty a vida regenera-se sozinha e vamos tendo sempre sítios onde nos abrigar (excepto quando lutamos contra bosses), mas sinceramente estava a ser uma experiência enfadonha demais. Os inimigos são literalmente sempre os mesmos e os cenários também não são nada de especial, por exemplo, quando atravessamos favelas, é normal encontrarmos casas completamente vazias. Portanto acabei por desistir de tentar terminar este modo de jogo pois não estava a tirar prazer nenhum da experiência.

Já o story mode que é um FPS, tem infelizmente controlos horríveis e uma IA de bradar aos céus

Por fim temos o Deadstorm Pirates, um jogo claramente influenciado pelos Piratas das Caraíbas, o capitão do nosso navio é muito parecido com o Jack Sparrow! O objectivo é o de procurar um tesouro ao longo de 5 níveis e este é outro jogo que foi mesmo idealizado em jogar cooperativamente com um amigo. Nós estamos munidos de uma metralhadora com balas infinitas (não perguntem como é que isso acontece no século XVII) e ao longo do jogo e ocasionalmente ambos os jogadores são obrigados a cooperar e disparar em simultâneo para os mesmos locais (devidamente assinalados no ecrã com círculos coloridos), caso contrário não conseguimos causar dano. A máquina arcade tinha também um leme, onde os jogadores, em certas aluras, teriam mesmo de controlar o navio, tipicamente para nos desviarmos de obstáculos. Esta mecânica de jogo foi também trazida para casa, mas teremos de rodar o move freneticamente, ou um dos analógicos caso usemos o comando normal. É um jogo bastante divertido e foi um bónus muito benvindo. Para além do modo arcade temos também um ranked play (que também existe nos outros jogos), onde as nossas pontuações seriam afixadas em leaderboards.

O Deadstorm Pirates é um jogo bastante divertido e, no caso de jogarmos com alguém, teremos mesmo de cooperar em algumas alturas

A nível gráfico são jogos simples, mas funcionais, principalmente nos modos arcade onde a acção é non-stop. As coisas pioram mesmo é no tal modo FPS do Razing Storm, onde os cenários continuam bastante simples. É verdade que não são muito diferentes do modo arcade, mas neste modo temos liberdade total de movimento e conseguimos ver todos os podres que geralmente são bem escondidos no modo arcade. Em relação à banda sonora, nada de especial a apontar, já que esta até costuma ter algumas músicas mais rock que me agradam, principalmente no Razing Storm. Já no Deadstorm Pirates são músicas mais épicas. O voice acting é típicamente mau (especialmente no Deadstorm Pirates), o que é o esperado neste tipo de jogos, mas no caso do Razing Storm é sempre engraçado ouvir-se português nos diálogos!

Portanto esta é uma compilação interessante, para quem for fã de light gun shooters. Jogar este tipo de jogos com alguém no mesmo sofá é muito agradável, que foi o que eu acabei por fazer. Só não consegui mesmo gostar do modo história do Razing Storm, de resto tudo bastante sólido. O modo online do Razing Storm também não cheguei a experimentar, mas sinceramente também duvido que ainda existam servidores activos para o jogar.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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