King’s Quest VII (PC)

Vamos voltar ao PC para mais uma rapidinha a um King’s Quest, desta vez o sétimo jogo da longa saga da Sierra e que retrata as aventuras da realeza do reino de Daventry. E este é o último título que tenho desta série, não contando com o reboot de 2015 que planeio jogar em breve. Tal como os anteriores que cá trouxe, este meu exemplar do steam foi comprado num bundle algures no ano passado, que continha dezenas de jogos clássicos da Sierra a um preço muito convidativo.

Neste sétimo capítulo há muita coisa a mudar. Por um lado os visuais, que sendo agora em maior resolução, apresentam gráficos muito mais detalhados e animações dignas de filmes. Já no que diz respeito às mecânicas de jogo, a interface point and click foi agora simplificada, não havendo a necessidade de alternar entre diferentes tipos de cursores. Ao mover o cursor pelo ecrã, este pode brilhar em certos pontos, o que indica que poderemos interagir com algum objecto ou personagem que ali esteja, bem como pode mudar para a forma de uma seta, o que indica que poderemos transitar para outro ecrã. O inventário está sempre à vista e usar itens do inventário nunca foi tão fácil, bastando clicar no item e posteriormente no objecto/personagem onde o queremos usar. O jogo tem também uma narrativa agora dividida entre vários capítulos, onde vamos alternar entre ambas as personagens principais: Valanice, rainha de Daventry, e Rosella a sua filha que já foi inclusivamente a protagonista principal do King’s Quest IV.

Quando controlamos Rosella, a primeira prioridade é retorná-la à sua forma humana

E a história começa com Valanice a dar um sermão à sua filha Rosella, dizendo que ela já está na idade de arranjar um noivo e a Rosella não está nem aí, mas sim distrai-se com a visão de um castelo que surge no fundo de um lago. E sem mais nem menos, Rosella atira-se para o lago, Valanice aflige-se e vai atrás da filha e ambas entram num portal para um reino fantasioso, mas “aterram” em locais completamente distintos. Valanice chega a um deserto aparentemente sem saída, enquanto Rosella não só chega ao reino dos trolls, como ela própria foi transformada num troll. E ainda por cima será para casar com o rei troll lá do sítio! O jogo irá então alternar entre cada personagem ao longo de vários capítulos, onde iremos explorar localizações completamente distintas entre si e eventualmente desmascarar mais uma grande conspiração que assola aquele mundo.

O jogo leva-nos por cenários e personagens muito caricatos mesmo!

Visualmente é um jogo muito competente. Os diferentes cenários que vamos explorar são muito distintos e peculiares, como um mundo assombrado, uma cidade habitada por animais, um reino celestial, entre outros. A qualidade visual está de facto muito boa para um jogo de 1994, por vezes até parece que estamos a ver um filme de animação. Para terem uma ideia, o jogo começa com um musical que parece tirado de um filme da Disney! Ainda assim, sinceramente prefiro o visual mais pixel art dos dois King’s Quest anteriores, mas é uma mera questão de gosto pessoal. A nível de som, temos uma vez mais voice acting para todas as personagens, que por sua vez vão sendo bastante caricatas. Gostei particularmente do pássaro que conta piadas insultuosas, até porque este é um mocking bird.

Apesar de termos na mesma vários perigos para ultrapassar, o jogo é muito mais amigável na medida que nos permite voltar atrás num game over

Portanto este King’s Quest VII é mais um óptimo jogo de aventura. É menos desafiante, não só pela sua interface mais simplificada, pelos puzzles mais lógicos, mas também pelo facto de, apesar de existirem perigos que nos levem a um game over, o jogo permite-nos voltar atrás e tentar uma solução diferente. Visualmente leva as coisas a um outro nível graças à nova versão do motor de jogo SCI2, mas como referi acima prefiro os visuais mais pixel art dos dois lançamentos anteriores. A Roberta Williams ainda produziu o King’s Quest Mask of Eternity, um jogo completamente em 3D poligonal e lançado em 1998. Infelizmente não veio nesta compilação. Mais tarde, em 2015, através da The Odd Gentlemen, é lançado o reboot King’s Quest, um jogo de aventura moderno e episódico. Este veio no mesmo bundle e planeio jogá-lo em breve.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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