Gauntlet II (Nintendo Entertainment System)

O primeiro Gauntlet foi um jogo que fez um sucesso considerável nas arcades, por ser um dungeon crawler com suporte para até 4 jogadores e onde iríamos enfrentar hordes enormes de inimigos e o objectivo era simplesmente o de sobreviver o máximo de tempo possível, coleccionando também tesouros para aumentar a nossa pontuação. Desse primeiro jogo já cá trouxe no passado a sua adaptação para a Master System, que saiu bem mais tarde do que o original. O original foi tendo uma série de sequelas, incluindo este Gauntlet II que tem também as suas origens na arcade e acabou por receber também uma conversão para a NES. O meu exemplar foi comprado algures no mês passado a um particular, tendo custado 5€.

Cartucho solto

Tal como o original, podemos optar por controlar um guerreiro bárbaro, uma valquíria, um feiticeiro ou um elfo. Todos possuem um ataque corpo-a-corpo e um de longo alcance, mas todas as personagens possuem diferentes características entre si como velocidade, ataque ou defesa. Se tivermos um NES 4-Score, podemos inclusivamente jogar com 4 pessoas, cada qual com uma personagem, se bem que aparentemente uma das vantagens deste jogo face ao primeiro é que múltiplos jogadores podem escolher representar uma personagem da mesma classe, enquanto que no primeiro não poderiam haver classes repetidas. Mas eu joguei isto sozinho, portanto não levem a minha palavra por garantida.

O número de inimigos em simultâneo é bem mais reduzido nesta versão

Tal como o original, o objectivo aqui é o de, em cada nível, apanhar o máximo de tesouros que conseguirmos e encontrar a saída para o nível seguinte. Temos é a particularidade de a nossa vida estar constantemente a descer, descendo ainda mais rapidamente sempre que sofremos dano. E é um jogo onde vão surgir muitos inimigos no ecrã em simultâneo (felizmente não tantos quanto na versão arcade), pelo que temos de ter cuidado em eliminá-los e aos seus “geradores de monstros”, caso contrário vão estar constantemente a surgir. Iremos encontrar inúmeros itens e power ups, desde chaves que servem para abrir portas ou tesouros fechados, comida que nos restabelece alguma da vida perdida ou poções mágicas que ao serem usadas causam dano aos inimigos à nossa volta. Para além disso iremos encontrar outros power ups que nos conferem habilidades especiais durante algum tempo, como teletransporte para atravessar paredes, invisibilidade ou invencibilidade temporária, entre outros. Temos de ter cuidado também para não destruir itens bons, nem consumir itens maus (como veneno). Ocasionalmente iremos encontrar também um dragão que já demora muito mais a morrer e, a menos que estejamos à rasca de vida, convém defrontar esse dragão pois as suas recompensas geralmente valem a pena. Para além de tesouros maiores que o habitual, derrotar um dragão geralmente dá-nos acesso a power ups mais poderosos que nos dão boosts permanentes aos nossos stats como ataque, velocidade, magia, etc. Também temos de estar atentos a armadilhas e/ou outro tipo de interruptores no chão que nos podem causar dano ou abrir passagens.

As chaves que vamos coleccionando servem para abrir estas paredes. A saída está mesmo ali no canto, portanto precisamos de 2 chaves.

Agora, também tal como o original, existem aqui dezenas e dezenas de diferentes níveis, todos com designs labirínticos, mas não há propriamente um final para alcançar. Este é um jogo completamente arcade, pois eventualmente, após esgotarmos todos os níveis únicos, o jogo segue para um novo loop. O objectivo é mesmo o de fazer o máximo de pontos possíveis.

Graficamente é um jogo muito simples como o original assim o era. No entanto, esta versão NES tem muito menos inimigos em simultâneo quando comparado com o original. Mesmo a versão Master System do primeiro Gauntlet apresentava mais inimigos no ecrã em simultâneo! Já a nível de som, nada de especial a apontar aos efeitos sonoros e música temos no ecrã título e algumas pequenas melodias na transição de níveis. Por outro lado impressionou-me pela quantidade de vozes digitalizadas!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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