The Legend of Zelda: The Minish Cap (Nintendo Gameboy Advance)

Quando a Nintendo relançou o The Legend of Zelda: A Link to the Past para a Gameboy Advance, o que recebemos não foi só uma conversão directa, mas também incluiu um jogo adicional, focado no multiplayer. Esse segundo jogo chamava-se Four Swords, onde 4 Links teriam de cooperar entre si para atravessar dungeons e defrontar bosses. Alguns desses temas, como o vilão Vaati e um certo chapéu que tornava os Links minúsculos, foram conceitos posteriormente utilizados num jogo inteiramente novo, já lançado em 2004. Este meu exemplar do The Minish Cap foi comprado a um coleccionador algures em Julho de 2017, creio que me custou uns 20€.

Jogo completo com caixa e manual

Quando este The Minish Cap chegou ao mercado, foi publicitado como uma prequela que antecedeu todos os The Legend of Zelda até então lançados, até porque é neste jogo onde o herói Link ganha o seu icónico chapéu verde pela primeira vez. E a aventura começa por Link ser acordado nada mais nada menos por Zelda, no dia de um importante festival em Hyrule. Link tem a tarefa de levar ao Rei de Hyrule uma importante espada para as cerimónias do dia e acaba também por acompanhar Zelda no festival. Mas eis que surge o feiticeiro Vaati que ataca Hyrule em busca de um poder lendário e no processo parte a espada de Link, invoca monstros que retornam ao reino de Hyrule e petrifica a princesa. Cabe-nos então a tarefa de descobrir uma maneira de retornar Zelda ao seu estado normal e também, claro, enfrentar Vaati no final. Ao vaguear pela floresta de Hyrule, Link encontra um chapéu verde falante que acaba por nos acompanhar ao longo da aventura e rapidamente também ganhamos a habilidade de diminuir de tamanho, o que nos leva também a interagir com os Minish, uma raça de pequenas criaturas que vivem em conjunto com o povo de Hyrule e foram eles os criadores de muitos artefactos mágicos usados em lendas antigas.

Tal como no Wind Waker, o jogo começa por narrar as aventuras de um herói passado, se bem que nesta altura ainda não havia nenhum jogo que decorresse antes deste na cronologia. Nota que o “Link” ainda não tinha o chapéu verde.

Essa habilidade de nos tornarnos pequenos é uma das mecânicas centrais de jogo, pois teremos de o fazer repetidamente, não só para interagir com os Minish, mas também para ganhar acesso a áreas que de outra forma não conseguiríamos alcançar. Teremos inclusivamente de usar esta habilidade em algumas dungeons, que por sua vez mantêm a fórmula clássica dos Zelda em 2D, com os habituais puzzles e itens que iremos precisar de usar para diversas situações. E sim, itens como bombas, arco e flecha, boomerangs, ou as botas que nos tornam mais rápidos estão uma vez mais de regresso, mas teremos também alguns itens inteiramente novos como um aspirador capaz de aspirar e projectar itens/inimigos, umas garras capazes de cavar terra e escalar paredes, entre outros. Outra das habilidades que cá existem neste Minish Cap, e foram certamente influenciadas pelo Four Swords, é a possibilidade de Link se clonar em certos pontos, podendo controlar temporariamente até 4 Links em simultâneo, o que será necessário para ultrapassar alguns dos puzzles que teremos pela frente.

A maneira como introduziram as mecânicas de diminuir de tamanho foram muito bem implementadas

Para além disso, teremos também inúmeras side quests e coleccionáveis, para quem quiser se dar ao trabalho de completar o jogo a 100%. Para além dos habituais piece of hearts e heart containers que nos vão extender a barra de vida, as kinstones são outro dos coleccionáveis centrais. Estas são pedras partidas em 2 e que, ao interagir com vários NPCs podemos tentar fazer match das pedras que coleccionamos com pedras que eles tenham e uma vez formado o par, tipicamente desbloqueamos passagens secretas ou outros eventos opcionais, se bem que em certos pontos da história somos também obrigados a usar algumas kinstones para avançar no jogo. Outro dos coleccionáveis são umas conchas que podemos encontrar e também comprar. Estas podem ser usadas como unidade monetária para serem usadas numa máquina que nos dão action figures de personagens e inimigos que encontramos ao longo do jogo e teremos mais de 100 dessas figuras para coleccionar se assim o desejarmos.

Graficamente está um jogo muito colorido e bem detalhado

A nível gráfico foi também uma excelente surpresa. Isto porque apesar de ser um jogo que segue a fórmula dos Zelda clássicos em 2D, apresenta gráficos muito coloridos e muito bem detalhados, tanto nos cenários como nas personagens e inimigos, que possuem sprites consideravelmente grandes, bem coloridas, bem animadas e detalhadas. Os cenários quando estamos na forma minúscula foram também muito bem representados, com os inimigos a serem insectos, objectos do quotidiano como folhas de árvores ou mesmo gotas de chuva terem um tamanho considerável e os inimigos normais a surgirem como autênticos colossos num ou noutro boss. As músicas são também agradáveis e estão repletas de melodias bem conhecidas da série.

Portanto devo dizer que me agradou bastante este The Legend of Zelda: Minish Cap. Ia-me esquecendo de referir que este foi também um trabalho produzido pela Capcom, tal como os Oracle of Ages e Oracle of Seasons que haviam saído uns anos antes para a Gameboy Color. Mas os próximos Zeldas nas portáteis já voltaram a estar ao cargo da própria Nintendo e em breve veremos como se saíram.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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