Warhammer 40000: Space Marine (Sony Playstation 3)

Voltando à Playstation 3 vamos ficar com um jogo da Relic que usou a propriedade intelectual Warhammer para criar um jogo de acção na terceira pessoa e o resultado foi este Space Marine. E o que aqui temos é um híbrido entre um jogo de combate corpo-a-corpo visceral, com um shooter na terceira pessoa. O meu exemplar foi comprado numa Worten algures em Junho de 2013 por 6.90€.

Jogo com caixa, manual e papelada

Neste jogo encarnamos em Titus, capitão dos soldados de elite dos Ultramarines, que são enviados ao planeta de Graia, que tinha sido invadido por forças de Orks e lá teremos de ajudar os militares locais a repelir a invasão. Mas o destacamento dos Ultramarines não corre bem e lá chegamos à superfície com um pequeno esquadrão com mais 2 Ultramarines que nos irão acompanhar ao longo de grande parte do jogo. Eventualmente coisas acontecem e não serão apenas os Orks que teremos de defrontar, mas deixo para quem for jogar que descubra!

Estes Ultramarines são autênticos tanques de guerra!

Como referi acima, este é um híbrido entre um hack and slash com combates corpo-a-corpo viscerais e super violentos, com elementos de shooter. Nós estamos equipados com uma arma melee (inicialmente uma catana que é rapidamente substituída por uma motoserra) bem como uma arma de munição infinita. À medida que vamos avançando no jogo iremos ter acesso a diferentes armas tanto melee como armas de fogo, sendo que poderemos carregar constantemente 4 armas de fogo distintas, mais uma melee. Nos combates corpo-a-corpo vamos tendo a possibilidade de desencadear diferentes combos viscerais e, um pouco como na série God of War, à medida que causamos dano há uma barra de energia que se vai enchendo e uma vez cheia podemos activar o Fury Mode que, durante alguns segundos, nos permite desencadear golpes ainda mais poderosos, bem como disparar em câmara lenta e ter assim uma maior precisão.

É muito satisfatório dizimar todos estes Orks!

Titus e os restantes Ultramarines possuem uma armadura pesada, pelo que não são propriamente os soldados mais ágeis do mundo. No entanto, com o botão X podemos rebolar pelo chão para nos esquivarmos, bem como com o botão L3, podemos correr, o que também pode ser usado para posteriormente desencadear alguns golpes corpo-a-corpo poderosos e que poderão deixar os nossos inimigos atordoados e mais vulneráveis. Titus possui duas barras de vida que devemos considerar. A primeira corresponde à energia da armadura e esta é auto regenerativa, logo que consigamos estar alguns segundos sem sofrer dano. Mas se a energia da armadura se esgotar, a barra de vida começa também a diminuir com o dano sofrido e esta não é auto regenerativa. Para voltar a ganhar vida temos três hipóteses: a primeira é morrer que recomeçamos o último checkpoint com a vida no máximo. A segunda é, durante os combates corpo-a-corpo, atordoar inimigos e executá-los ao pressionar o botão O, se bem que durante a animação das execuções estamos vulneráveis a sofrer dano também. A última forma de regenerar vida é activarmos o Fury Mode, que faz com que a barra de vida também se vá regenerando enquanto temos esse modo activo.

No canto inferior esquerdo temos uma barra de energia que, uma vez cheia, nos permite activar o Fury Mode, onde conseguimos desferir golpes ainda mais mortais e regenerar a nossa barra de vida!

Ocasionalmente temos também a possibilidade de usar um jetpack, que nos permite saltar nas alturas e lançarmo-nos disparados para o chão, causando dano de impacto a todos os inimigos à nossa volta. E o jogo vai-nos atirando com hordas e hordas de inimigos para defrontar, e é mesmo satisfatório andar ali a esventrar Orks a torto e a direito. Mas a dificuldade vai aumentando com a introdução de inimigos mais poderosos e que nos obrigam a escolher bem que armas utilizar em cada confronto, até porque as munições nalguns desses confrontos mais exigentes não são tão abundantes assim. De resto é um jogo de acção competente, se bem que bastante linear nos seus ambientes: são imensos corredores e ocasionalmente algumas áreas mais abertas para confrontos mais numerosos.

A nível audiovisual, sinceramente até gostei do jogo. Eu ainda não conheço assim tão bem o lore da série Warhammer (o único jogo que tinha jogado até agora foi o Fire Warrior) mas adoro o design das personagens e dos seus edifícios. O universo Warhammer tem a particularidade de fundir temas sci-fi com fantasia medieval, e o resultado final é muito interessante na minha opinião. Só tenho mesmo é pena que o design dos níveis se resuma aos tais corredores e áreas abertas, muitas vezes rodeados de escombros. A qualidade gráfica é bem aceitável para um jogo desta geração e também não tenho nada a apontar ao voice acting que é mesmo competente. For the Emperor!

Adoro o design deste universo! Pena que a maioria dos seus videojogos sejam de estratégia!

Portanto estamos aqui perante um jogo de acção que é perfeitamente competente no que representa, mas com potencial para ser melhor. A adopção de um sistema de cover seria uma boa ajuda nalguns confrontos onde os inimigos estão longe, muito bem armados, e não temos grande abrigo, o que vai resultar em muito dano sofrido desnecessariamente. O sistema de combate é agradável, mas por vezes senti que o jogo não respondia bem aos comandos, especialmente em momentos de maior aperto! Mas como um todo até que gostei do jogo e do papel do protagonista o Capitão Titus. A maneira como terminou deixou antever uma sequela mas que infelizmente esta nunca se chegou a materializar, até porque a THQ faliu pouco tempo depois.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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