King’s Quest II (PC)

Depois do sucesso do primeiro King’s Quest, a Roberta Williams não perdeu muito tempo a preparar uma sequela. Lançada originalmente em 1985, o jogo teve um relançamento em 1987 que já suporta gráficos com o standard EGA e foi essa a versão que joguei pois é a que vem incluída na King’s Quest Collection, que por sua vez veio num humble bundle com dezenas de clássicos da Sierra que comprei algures no ano passado por uma bagatela.

Ora com os eventos do primeiro jogo, que colocaram o outrora cavaleiro Sir Graham agora como Rei Graham no trono de Daventry, Graham, ao espreitar no seu espelho mágico que lhe conta os eventos do futuro, vê uma donzela em perigo, numa terra distante. Calha bem, pois Graham ainda está solteiro e precisa de uma companheira para governar o seu reino. Partimos então para o mundo de Kolyma em busca da donzela Valanice, onde teremos de explorar mais uns quantos cenários diferentes, coleccionar objectos, escapar de inimigos e obstáculos e interagir com o mundo à nossa volta de forma a ir progredindo no jogo. Tal como no primeiro King’s Quest aqui vamos tendo uma vez mais várias maneiras de resolver alguns dos puzzles, embora o jogo nos encoraje a usar métodos não violentos, atribuindo-nos mais pontos a essas acções. Mas claro, temos também inúmeras maneiras de morrer neste jogo, desde cair em buracos, escadas, afogar, ou simplesmente ser atacado/comido por alguns dos inimigos que iremos enfrentar. A nível de jogabilidade contem com o habitual dos jogos da Sierra desta época. É um jogo de aventura onde nos podemos deslocar com as teclas das setas e usar uma linha de comandos para efectuar acções de observar, interagir com objectos ou outras personagens, o que nos obriga não só a usar o vocabulário que o jogo espera, bem como estarmos numa localização algo precisa.

Uma vez mais teremos de escapar de uma série de inimigos que surgem do nada!

A nível audiovisual, bom, em relação ao primeiro King’s Quest acho que ganha alguns pontos por haver mais alguma variedade de cenários. É que para chegar à ilha onde Valanice está aprisionada vamos ter de procurar uma série de chaves para abrir uma porta mágica que, depois de aberta, nos mostra outra porta trancada! Então teremos de explorar diferentes cenários, onde certos contos de fantasia clássicos estão também aqui representados como a história do Capuchinho Vermelho, ou mesmo o castelo do Drácula e porque não uma visita a Neptuno no fundo dos oceanos? Mas tirando a variedade, os cenários em si não envelheceram lá muito bem. De todas as aventuras gráficas que joguei da Sierra até agora e que ainda usam o AGI como motor de jogo, acho que só o primeiro Larry e Police Quest resistiram ao teste do tempo, apresentando visuais minimalistas, mas ainda com um certo charme! No que diz respeito ao som, esta versão não suporta qualquer placa de som, pelo que apenas ouvimos algumas melodias com o som atroz do PC-Speaker. Há outras versões da época que suportam placas de som, mas não esta.

Uma caverna com um morcego? O que sairá dali?

De resto, este é um jogo de aventura sólido e já começamos a ver um pouco do bom humor que a maior parte das aventuras gráficas da Sierra também tinham. Ao explorar o lar de uma bruxa vemos um Batmobile a sair da caverna, ao que o jogo refere que está completamente fora de sítio, bem como uma publicidade ao primeiro Space Quest que também surge aparentemente do nada. Mas ainda é um jogo muito solitário, com poucos NPCs com os quais podemos dialogar. A ver como se safam nas sequelas!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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