Killzone: Mercenary (Sony Playstation Vita)

Depois de ter jogado o Resistance Burning Skies não deixei a PS Vita de lado e peguei pouco depois no Killzone Mercenary, mais um first person shooter de uma das principais séries que a Sony produziu nos últimos anos. Produzido pela Guerrilla Cambridge, que eram anteriormente conhecidos como Sony Computer Entertainment Cambridge e nos trouxeram jogos como os Medievil ou C-12 Final Resistance, este acaba por ser mais um FPS que, embora curto, é muito competente. O meu exemplar sinceramente já não me recordo onde e quando o comprei, creio que foi um dos jogos que veio incluido com a PS Vita que comprei há uns anos atrás a um particular.

Jogo com caixa e folheto promocional

A história deste Killzone leva-nos a encarnar num grupo de mercenários que vão ter de cumprir uma série de missões típicas de forças especiais, durante o longo confronto entre os Hellghast e a ISA, tanto quando os Hellghast invadiram o planeta Vekta, bem como quando as forças ISA ripostaram e levaram a guerra ao planeta Helgan. Começamos por servir ao lado das forças ISA, mas eventualmente a nossa personagem acaba também por ser recrutada para cumprir uma série de missões ao lado dos Hellghast, o que é uma novidade na série!

Graficamente é um jogo excelente. Facilmente o melhor graficamente que joguei até agora na PSVita

A jogabilidade é a típica de um FPS como os Killzone. Apenas podemos carregar duas armas mais explosivos e algum equipamento especial, bem como a vida é auto regenerativa. Mas sendo este um jogo de mercenários, tudo gira à volta do dinheiro e se quisermos usar outras armas ou equipamento, teremos de o comprar. Ocasionalmente encontramos alguns terminais que nos dão acesso a um mercado de armas, onde não só poderemos comprar armas e equipamento novos, bem como alternar entre as armas que eventualmente já tenhamos comprado. Ao longo das missões vamos poder infiltrar território inimigo, que tipicamente não estão cientes da nossa presença. Nessa altura poderemos optar por uma abordagem mais furtiva, ao usar armas silenciosas, combate corpo-a-corpo e evitar sistemas de vigilância de forma a passarmos despercebidos. Caso um soldado inimigo dê pela nossa presença, irá alertar todos os outros pelo que já teremos mais trabalho pela frente.

Todas as acções que façamos são recompensadas com dinheiro, mesmo que seja apanhar as munições dos soldados inimigos!

De resto este é um jogo bastante fluído, e nota-se bem que tem um certo foco no multiplayer, pois mesmo durante a campanha vamos ganhando pontos de experiência/ dinheiro sempre que matemos algum inimigo, com bónus adicionais para headshots e afins. E de facto o jogo possui um modo multiplayer que aparentemente ainda possui os servidores activos, mas não o experimentei. A campanha single player é muito curta, mas o jogo tenta aumentar a sua longevidade ao incluir a possibilidade de jogar as missões que já tenhamos completado sob contratos diferentes, os covert, demolition e precision. Aqui poderemos ter uma série de objectivos secundários, bem como a escolha de armas/equipamento a usar será mais restrita. Para além disso, independentemente do tipo de missão que vamos tendo, em cada nível temos também 6 documentos de inteligência para encontrar se quisermos. Mas ao contrário de outros FPS onde os documentos estão literalmente escondidos ao longo dos níveis, aqui temos de trabalhar mais para os obter. Sempre que encontramos um oficial inimigo (que aparece assinalado de forma diferente no mapa), se conseguirmos nos aproximar dele sem ser detectados, podemos despoletar um interrogatório, que é na verdade uma pequena sequência de Quick Time Events onde os torturamos para nos dar informações. Já outros documentos estão estão guardados em terminais, que podemos hackear para obter essa informação. O hacking é apresentado na forma de alguns puzzles que temos de resolver rapidamente, ao descodificar uma série de figuras.

As sequências de hacking são resolvidas ao “limpar” a imagem central ao fazer matching com as imagens laterais. A solução deste puzzle seria usar as imagens dos cantos inferiores esquerdo e direito.

A nível audiovisual, devo dizer que este jogo foi uma bela surpresa. Ainda não estava muito à vontade com a Playstation Vita, mas devo dizer que de todos os jogos que já joguei para a portátil da Sony (e ainda foram poucos), este é sem dúvida o que tem os melhores gráficos 3D. Os níveis estão muito bem detalhados, tanto nas personagens como inimigos, bem como nos efeitos especiais de luz e outras partículas. A nível de som, nada de especial a apontar, o voice acting é bem competente. Só tenho pena que a narrativa não seja tão boa quanto nos jogos principais, mas não se pode ter tudo.

Portanto devo dizer que até gostei bastante deste Killzone. É verdade que é um jogo curto, mas surpreendeu-me pela positiva ao incluir várias abordagens e caminhos alternativos para ir cumprindo os objectivos que nos vão surgindo e a nível de controlos também se joga bem, mesmo com a PS Vita a não ter tantos botões como um comando da PS3 ou PS4. E mesmo sendo um jogo curto, para quem o quiser completar a 100% irá certamente ter muito mais trabalho, ao coleccionar os 6 documentos de inteligência em cada nível e rejogar as mesmas missões nos modos covert, demolition ou precision.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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