God of War III (Sony Playstation 3)

Já há muito tempo que não pegava num God of War. Joguei os quatro da PS2 e PSP todos seguidos durante o ano de 2012, comprei a PS3 no em inícios de 2013 e este meu exemplar acabou por ser comprado bem mais tarde, sinceramente não me recordo quando e onde, muito menos quanto terá custado. Mas acabou por ficar em backlog até muito recentemente.

Jogo com caixa e manual

Ora e aqui encarnamos uma vez mais no guerreiro espartano Kratos e na sua sede de vingança contra os deuses do Olimpo. E vamos mesmo continuar a combater (e assassinar) muitas figuras da mitologia grega, como deuses, semi-deuses ou titãs. Já não me lembrava muito bem do que tinha acontecido no final do segundo jogo, mas começamos a aventura já com um Kratos todo poderoso e que, em conjunto com os Titãs, escalam o monte Olimpo para lançar um ataque aos deuses. Mas as coisas não correm lá muito bem e Kratos acaba por ser atirado para o rio Styx, onde perde todos os seus poderes novamente. Será então um longo e sangrento caminho para regressar ao topo do monte Olimpo, começando precisamente por ter de se escapar uma vez mais do inferno de Hades.

O combate segue a mesma mecânica base dos jogos anteriores

Este God of War III mantém mecânicas de jogo muito similares à dos seus predecessores, sendo então um hack and slash de combate e combos viscerais e repletos de gore, com muitos quick time events à mistura, bem como alguns segmentos de platforming ou puzzles para resolver. As lâminas com correntes de Kratos marcam novamente a sua presença, com controlos algo similares aos dos jogos anteriores, com o quadrado para ataques normais, triângulo para ataques fortes, círculo para agarrar os inimigos e X para saltar. Os botões de cabeceira servem para bloquear, usar magias, itens especiais que iremos apanhar ao longo do jogo ou interagir com objectos. Durante os combates, e em particular contra os bosses, após desferirmos dano suficiente aos inimigos, somos obrigados a entrar em sequências de QTEs, onde teremos de pressionar uma série de botões que nos surgirão no ecrã. No caso dos botões faciais, desta vez felizmente os prompts vão aparecendo em posições no ecrã relativas ao mapeamento dos botões, com o círculo à direita, quadrado à esquerda e por aí fora. É bom para quem não estiver tão familiarizado com os botões da Playstation.

Os confrontos contra os bosses terminam sempre com uma série de quick time events

De resto como já referia acima os combates são bastante fluídos e vamos tendo vários combos à nossa disposição, bem como diferentes armas brancas que irão resultar melhor para combater certos inimigos. Também tal como nos jogos anteriores vamos poder amealhar esferas de energia coloridas, sendo que as verdes nos regeneram a barra de vida, as azuis regeneram a barra de magia, as douradas regeneram a barra que nos permitem activar o Rage of Sparta. As esferas vermelhas traduzem-se em pontos de experiência que podem ser usados para evoluir as diferentes armas e itens, melhorando o seu dano e desbloqueando novas habilidades ou combos. Os itens especiais que podemos usar são úteis e necessários nalgumas secções do jogo, como o arco e flecha de Apollo, a cabeça de Helios que permite iluminar áreas escuras ou mesmo desvendar itens secretos ou as botas de Hermes que nos permitem subir paredes a correr, por exemplo.

E sim, este jogo está bem mais gore que os seus predecessores!

Também como já referi acima, este God of War não é só combates intensos e sangrentos. Vamos tendo também alguns segmentos de platforming bem como alguns puzzles ocasionais. Mas infelizmente o platforming foi uma das coisas que menos gostei neste jogo. Isto porque tal como nos jogos anteriores não temos qualquer controlo de câmara, então nem sempre conseguimos ver bem para onde estamos a saltar e se podemos “aterrar” em segurança. A outra coisa que gostei menos foram aqueles segmentos de voo ou queda livre em corredores apertados e onde, a alta velocidade, nos teríamos de desviar de imensos obstáculos. O problema é que se nos espetarmos uma vez, nem sempre temos tempo de reagir para os obstáculos seguintes, pois o nosso campo de visão fica obstruído pelos escombros. Ainda tive de repetir um desses segmentos umas quantas vezes!

Claro que não poderia faltar o mini jogo habitual

Já a nível gráfico, bom, sinceramente achei este jogo algo inconsistente nesse aspecto. Os originais da PS2, em particular o God of War II, eram de facto portentos técnicos para essa consola, ao apresentar cenários e personagens bem detalhadas, combates contra bosses bastante épicos e que puxavam a máquina ao seu limite. Para um jogo de 2010 na PS3, sinceramente achei o resultado final um pouco decepcionante pela sua inconsistência. Por um lado sim, continua a ser uma aventura épica, em particular no confronto contra os bosses que são ainda mais colossais (principalmente no caso dos titãs), mas por outro lado achei os cenários algo simplistas nas suas texturas e os modelos poligonais das diferentes personagens são bastante desiquilibrados no seu detalhe. Não me estou referir necessariamente aos soldados rasos e civis comuns que tipicamente possuem menos detalhe, mas alguns deuses, como a Hera, por exemplo, possuem modelos poligonais muito pouco detalhados. Por outro lado, Kratos ou a Aphrodite (tinha de ser) estão com um excelente nível de detalhe. E no que diz respeito ao detalhe dos cenários, já jogos como o Uncharted 2 mostravam um nível de detalhe que ainda não estava aqui presente, principalmente nas texturas utilizadas. Por outro lado, o voice acting é excelente e as músicas são todas orquestrais, o que se adequa perfeitamente à temática da mitologia grega que o jogo nos coloca.

Portanto, devo dizer que achei este God of War III uma experiência bastante agradável, mas já não me recordava que a falta de controlo de câmara poderia trazer os seus problemas na exploração e nalguns segmentos de platforming mais exigentes. Os seus visuais não são nada maus, e o jogo possui imenso gore nos seus combates tal como os seus predecessores, mas achei alguns aspectos algo inconsistentes ou ligeiramente decepcionantes. Mas devo também aplaudir um dos extras aqui presente. Ao terminar a aventura principal desbloqueamos uma série de vídeos que retratam o processo de criação do jogo. Eu gosto bastante deste tipo de extras e a equipa presenteou-nos com um conjunto de vídeos bastante extensos e detalhados até. Também temos outros extras para desbloquear como o Challenge of Olympus ou Combat Arena, mas confesso que esses não cheguei a tocar.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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