Time Soldiers (Sega Master System)

Time Soldiers para a Master System é uma conversão de um jogo arcade da Alpha Denshi do mesmo nome. Lançado numa era onde jogos como Commando, Ikari Warriors ou Mercs eram bastante comuns, este Time Soldiers é também um desses shooters onde controlamos um ou dois soldados que, a pé e sozinhos, teriam de enfrentar autênticos exércitos. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu no passado mês de Agosto por 5€.

Jogo com caixa

A história é ridícula, mas simples. Há um vilão chamado Gylend que espalhou uns quantos outros Time Soldiers, nossos colegas, por diversos pontos no tempo, tanto no passado como no futuro, pelo que teremos de viajar pelo tempo para os salvar e no final derrotar Gylend. Vamos  então visitar a pré-história, o Império Romano, o Japão Feudal repleto de ninjas e samurais, algures na segunda guerra mundial ou mesmo o futuro, claro.

O boss final e os cinco Time Soldiers que teremos de salvar

Os controlos são simples, com o D-pad a servir para movimentar a personagem, o botão 1 para disparar a nossa arma principal que possui munição infinita e o botão 2 para disparar as armas especiais que, com munição limitada, teriam de ser procuradas ao longo dos níveis como power ups. Outros power ups que podemos apanhar podem-nos tornar mais rápidos, autofire para a nossa arma principal, bem como melhorar o seu dano e alcance. De resto é o que esperam de jogos deste género, com inimigos a surgirem de todos os lados e a dispararem projécteis com bem mais alcance que os nossos, pelo que teremos de estar em constante movimento. No fim de cada nível somos presenteados com um ou dois bosses para derrotar. E sim, isto pode ser jogado com 2 jogadores o que seria bem aconselhável para atenuar um pouco a dificuldade.

Enfrentar a Medusa na Roma antiga? Porque não?

Até aqui tudo bem, mas o jogo possui uma particularidade muito interessante, que é a sua não linearidade. Antes de começar cada nível, é nos dito que o próximo colega que temos de salvar está numa determinada época, seja a pré-história, seja a Roma antiga, ou outra qualquer. Mas o nível onde nos encontramos pode não corresponder ao período no tempo que é suposto estarmos. Então o que fazer? Bom, jogamos o nível como normal, derrotamos o boss no final e, uma vez derrotado, o mesmo é substituído por uma máquina do tempo que nos levará para outro qualquer período. Se por acaso já estivermos no período temporal correcto podemos ignorar a máquina do tempo e jogaremos o próximo nível dentro do mesmo período. Eventualmente, no terceiro nível de cada período temporal defrontamos o boss do nível e um segundo boss, mais poderoso, que uma vez derrotado nos liberta um dos Time Soldiers que tínhamos para resgatar. Ora eu não sabia disto e estava constantemente a entrar nas máquinas do tempo, mesmo quando já estava no período temporal certo, pelo que acabei por ter de rejogar um ou outro nível mais que uma vez.

Visualmente é um jogo bastante diversificado

No que diz respeito aos audiovisuais, bom, o facto do jogo se passar em diferentes alturas na nossa história, temos bastante variedade de cenários. Mas não esperem por representações realistas de cada era, pois isto é um videojogo. Na pré-história, para além de defrontarmos homens das cavernas que nos atiram com machados feitos de pedra, temos também dinossauros e outras criaturas que nos atacam. Na Roma antiga, para além dos legionários temos também outras criaturas bizarras para defrontar e por aí fora. As músicas não são nada de especial, mas também não as achei nada irritantes como às vezes acontece na Master System.

Estas são as máquinas do tempo que podemos entrar, se quisermos, no final de um confronto contra um boss.

Portanto este Time Soldiers acaba por ser uma conversão bem sólida, tendo em conta as limitações de hardware impostas pela Master System, até porque vamos tendo alguns slowdowns ocasionalmente quando há muitos inimigos no ecrã em simultâneo. A sua não linearidade que nos oferece é sem dúvida um ponto interessante nas suas mecânicas de jogo, mas não é um clássico como Commando, Ikari Warriors ou Mercs.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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