Missile Command (Atari 2600)

Missile Command é daqueles jogos que só poderiam ter surgido no clima de guerra fria bem acentuado que ainda se vivia na década de 80, onde as grandes potências viviam num receio constante de um eventual holocausto nuclear que poderia surgir  sempre que os EUA ou a USSR se desentendessem. Apesar da história oficial por detrás deste jogo envolver 2 civilizações alienígenas de planetas diferentes que se atacam uma à outra, o seu paralelismo com a realidade da Guerra Fria é inegável. O meu exemplar veio de um bundle recente de consolas, jogos e acessórios que comprei no passado mês de Junho numa feira de velharias por 25€.

Cartucho solto

O objectivo neste jogo é simples, nós temos de defender uma série de cidades que estão debaixo de fogo inimigo, com vários mísseis a serem disparados pelos céus, bem como outras naves/aviões que também nos tentarão atacar e destruir as cidades. Para defesa temos um canhão central que nos permite disparar até 3 mísseis de seguida para nos defendermos dos ataques inimigos. Para isso podemos mover livremente um cursor e, depois de pressionar o botão de fogo, um dos nossos mísseis será disparado e irá detonar na posição onde tínhamos o cursor posicionado quando pressionamos o botão. A sua explosão alcança um raio considerável, destruindo todos os mísseis e inimigos que apanha. À medida que os mísseis inimigos vão sendo lançados, eles vão deixando um rasto que nos deixa prever a sua trajectória, no entanto mais para a frente teremos também outras ameaças a ter em conta que já são mais complicadas de prever o seu movimento.

No centro temos o canhão que usamos para lançar os nossos mísseis defensivos. Ao lado, 6 cidades que teremos de defender

Como muitos outros jogos tipicamente arcade da época, este Missile Command não tem fim, com o objectivo ser o de sobreviver o máximo possível, bem como melhorar a nossa pontuação máxima. Temos apenas 30 mísseis disponíveis para usar em cada ronda e o jogo acaba quando já não tivermos nenhuma cidade para defender. Mas atenção que a cada 10000 pontos que amealhamos, o jogo recupera automaticamente uma das cidades que ficaram destruídas! De resto a jogabilidade da versão Atari é um pouco mais simplificada face à versão arcade, pois no original havia uma maior variedade de inimigos e tínhamos 3 canhões para usar, ao invés de apenas um.

No que diz respeito aos gráficos, esta versão é bastante simples, como seria de esperar. No entanto os gráficos são bastante funcionais para a jogabilidade intuitiva que Missile Command apresenta. Sempre gostei do efeito gráfico do rasto dos mísseis! A nível de som, as coisas também são bastante simples e funcionais.

Rise of the Robots (Sega Mega Drive)

Já que estamos numa de rapidinhas, vamos continuar, ao abordar agora a versão Mega Drive do Rise of the Robots, um dos jogos mais hyped dos anos 90. mas que, quando saiu, acabou por ficar muito aquém das expectativas. Já cá tinha trazido a versão Super Nintendo no passado, pelo que recomendo que leiam esse artigo para mais algum detalhe. O meu exemplar da Mega Drive foi comprado a um particular no passado mês por cerca de 6, 7€.

Jogo com caixa e manual

Este é um jogo idêntico à sua versão SNES, ou seja um jogo de luta muito simples onde apenas podemos dar socos e pontapés, mas de uma forma algo atabalhoada, e, por motivos de história apenas poderemos controlar o cyborg presente na capa. Supostamente seria um jogo de luta altamente inteligente, com o CPU a aprender a nossa maneira de jogar e tentar contrariar os nossos movimentos, mas sinceramente o que se nota aqui é uma fluidez lenta e jogabilidade desinspirada.

É a mesma coisa qur nas SNES mas com gráficos menos coloridos

Do ponto de vista audiovisual, os lançamentos originais para DOS e Amiga estão de facto muito bons, repletos de cutscenes em CGI e uma música composta pelo Brian May, guitarrista dos Queen, que toca no ecrã título. Isso transitou tudo para as versões SNES e Mega Drive, embora aqui na Mega Drive as cores estejam muito mais esbatidas. Ainda assim, a cutscene inicial e aquelas pequenas intros a cada novo robot que lutamos, são sem dúvida o ponto alto do jogo. A música do Brian May infelizmente não ficou grande coisa aqui.

E pronto, é isto o Rise of the Robots para a Mega Drive. Uma versão para a Mega CD também chegou a estar em desenvolvimento, mas acabou por não se materializar. Ainda nas consolas da Sega, temos também uma versão 8bit para a Game Gear que mete medo só de pensar. E nesta altura do campeonato ainda não me apareceu nenhum Rise 2 para jogar, mas confesso que também não tenho pressa.

Kung Fu Kid (Sega Master System)

Vamos a mais outra super rapidinha, pois este pequeno e simples beat ‘em up da Master System já foi cá analisado anteriormente. Kung Fu Kid faz parte da compilação Gamebox Série Lutas, lançada originalmente pela Tec Toy em exclusivo no mercado brasileiro, mas a distribuidora portuguesa da Ecofilmes acabou por importar algumas cópias e lançar por cá também. Recomendo então que dêm uma olhada nesse artigo.

Jogo com caixa e manual

Entretanto, o meu exemplar deste Kung Fu Kid foi-me vendido por um amigo por 5€, durante o passado mês de Junho.

Defender (Atari 2600)

Continuando pelas rapidinhas, vamos ficar agora com um clássico da velhíssima guarda, lançado originalmente nas arcades em 1981 e produzido pela Williams. Naturalmente que uma conversão acabou por ser lançada para a Atari 2600, cujos visuais acabaram por ser algo simplificados, mas o core da sua jogabilidade permanece lá. Este meu cartucho veio de um bundle que comprei no mês passado numa feira de velharias por 25€, mas como eventualmente despachei as coisas que me eram repetidas, acabou por ficar practicamente de graça.

Apenas cartucho

Defender é um jogo que certamente influenciou o que viriam a se tornar nos shmups horizontais que começaram a surgir mais tarde na década de 80. O planeta Terra está a ser invadido por extra terrestres, que sugam os humanos com os seus tractor beams, transformando-os em mutantes agressivos! Nós somos a última esperança da raça humana, ao pilotar uma poderosa e ágil nave espacial, que terá de abater todas as naves alienígenas que se cruzarem connosco.

Defender é um jogo relativamente simples, mas com tantos conceitos interessantes, pelo menos para os padrões 1981, que tiveram de lutar um pouco com as limitações da Atari 2600 e os seus Joysticks com 1 botão para incluir todas as mecânicas de jogo. Tipicamente nós sobrevoamos uma cidade que está a ser atacada por aliens onde teremos de defrontar as naves inimigas e, especialmente evitar que as mesmas raptem os humanos inocentes nas ruas. Com o único botão disponível conseguimos disparar os nossos raios laser e claro, basta levar um toquezinho qualquer para perdermos uma vida. Mas para além dos raios laser teremos à nossa disposição bombas inteligentes capazes de destruir todos os inimigos presentes no ecrã de uma só vez. Mas como as activamos? Bom, temos de descer até ao nível da cidade e quando a nossa nave estiver totalmente escondida, basta pressionar o mesmo botão para detonar uma dessas bombas. Por outro lado, se decidirmos voar até ao topo do ecrã, ao pressionar o botão de disparo faz com que a nossa nave se teletransporte para uma posição aleatória no ecrã, o que pode ser muito útil em momentos de maior aflição.

Graficamente é um jogo com visuais mais simplificados face ao original da arcade, mas cumprem bem o seu papel

Para além disso, o maior objectivo é o de proteger os humanos que estão nas ruas. Certas naves inimigas vão tentar sugá-los com os seus tractor beams e, caso sejam bem sucedidos, os humanos transformam-se em aliens voadores bastante agressivos e difíceis de matar. Caso um humano esteja a ser sugado, se destruirmos rapidamente a nave que o está a sugar ele ainda sobrevive. Caso contrário, se já estiver bem longe do chão, temos de o tentar apanhar e deixá-lo posteriormente no solo. Se não conseguirmos salvar todos os humanos, não temos um game over (isso só acontece quando perdermos todas as vidas), mas deixamos a cidade, somos levados para uma difícil batalha em pleno espaço, antes de voltar novamente à cidade e repetir o processo. De resto, tanto vidas como bombas extra (até um máximo de 3) vão-nos sendo fornecidas a cada 10000 pontos. Este é portanto um daqueles jogos sem fim, onde vamos enfrentando ondas cada vez mais agressivas de inimigos e o nosso objectivo é o de tentar sobreviver e fazer o máximo de pontos possível.

Pode não parecer mas aquele quadrado no solo é um humano

No que diz respeito aos audiovisuais, é um jogo muito simples até porque é um lançamento da Atari 2600. Esperem pelos habituais blips genéricos produzidos pela Atari e gráficos muito simples. No entanto o scrolling até que é bem mais suave do que estava à espera e é interessante que, no topo do ecrã, temos uma espécie de radar que nos indica a nossa posição, a dos inimigos e dos humanos. Claro que o detalhe é super básico, são apenas pontos no ecrã, mas não deixa de ser interessante. A versão arcade possui mais detalhe nas sprites e nos cenários, que são mais complexos, mas esta versão Atari 2600, tendo em conta todas as suas limitações, até que acaba por ser um lançamento bem competente.

Terminal Velocity – PC

Indo agora para uma super rapidinha, este breve artigo serve apenas para dar entrada de uma versão do Terminal Velocity, o primeiro jogo publicado pela 3D Realms quando foi formada pela Apogee, e que muito joguei na minha infância, pelo menos a versão shareware. O meu exemplar foi comprado numa feira de velharias no passado mês de Junho por 1€.

Jogo em caixa jewel case

O jogo em si até que merece um artigo mais extenso, mas já o abordei no artigo alusivo à compilação Fly & Drive, onde o jogo está também inserido (se bem que apenas na sua versão shareware, enquanto que este é o completo).