Flashback 25th Anniversary (Sony Playstation 4)

Aquando dos 15 e 20 anos após o lançamento do clássico Another World, foram sendo lançadas algumas conversões/remasters para sistemas modernos. Quando Flashback fez 25 anos também teve direito a um lançamento especial, que é o que vos trago agora. Confesso que nunca tinha pegado em nenhuma das reedições do Another World, mas, quando comprei esta edição, estava na expectativa que fosse muito mais do que uma simples conversão com alguns extras, pelo que me desiludiu um pouco. Só depois vim a descobrir que, em 2013, foi lançado, de forma exclusivamente digital, um verdadeiro remake deste clássico. O meu exemplar foi comprado na Worten no final de Abril, tendo-me custado 10€.

Jogo com caixa, manual (!!!),, sleeve e autocolantes

Ora mas em que é que consiste este Flashback, portanto? Já cá abordei a versão Mega Drive no passado e esta reedição traz exactamente o mesmo jogo, mas upscaled para resoluções HD, com a opção de incluir alguns filtros gráficos, bem como novos efeitos sonoros. A nível de jogabilidade em si, a única novidade está mesmo na função do rewind, ou seja, sempre que morrermos poderemos voltar um pouco atrás no tempo (creio que o máximo são 2 minutos) e tentar novamente, sem precisarmos de recarregar o nosso save. E visto que não melhoraram os controlos face ao original, esta adição do rewind acaba por ser muito benvinda. É que o Flashback e Another World originalmente possuem controlos arcaicos e com timings muito próprios, tornando alguns saltos ou mesmo combates algo frustrantes. Naturalmente que com práctica as coisas vão lá, mas seria interessante que aproveitassem estes remakes para também oferecer opções alternativas de controlo, pelo que o rewind foi muito benvindo e usado (e abusado) na playthrough que fiz.

O jogo não possui suporte a widescreen, mas podemos desactivar aquelas barras laterais manhosas

No que diz respeito aos audiovisuais, tanto o Another World como o Flashback eram impressionais. Tal como no Prince of Persia usaram técnicas de captura de movimentos semelhantes para ilustrar as animações das personagens e os cenários eram também muito interessantes e bem detalhados. O jogo possuía também uma série de cutscenes incríveis tendo em conta que em muitas plataformas que os receberam, o armazenamento de um cartucho era extremamente limitado. Não temos voice acting, mas as músicas surgem com um certo peso e medida, com pequenas melodias a surgirem em certos momentos chave do jogo, resultando numa experiência bastante atmosférica e cinematográfica. E tudo isso está aqui representado tal como os criadores ambicionaram originalmente. Como já referi acima temos a possibilidade de alternar entre as músicas e efeitos sonoros modernos e os originais, bem como definir uma série de filtros gráficos. Confesso que no caso desses filtros apenas mantive o das scanlines e desactivei todos os outros, pois apresentavam uma imagem mais “borratada” e eu gosto de apreciar um bom pixel art.

Os filtros gráficos por defeito suavizam os pixeis mas prefiri desactivar essas opções pois não gostei do resultado final.

Portanto tudo isto é muito giro, mas confesso que, para o jogo que é, estava à espera de outro tipo de tratamento. Esperava um remaster com um sistema de controlo mais fluído, e talvez com gráficos 2D mais detalhados, mas sempre com a opção de podermos também jogar uma representação mais fiel ao original. Os filtros gráficos que adicionaram são a meu ver practicamente inúteis tirando as scanlines, já os controlos continuam arcaicos e com timings muito específicos. É sem dúvida uma questão de prática e esta versão física até possui um manual que explica os controlos extensivamente (o mesmo também pode ser visto a qualquer momento no menu do ecrã de pausa), mas a adição do rewind foi sem dúvida muito benvinda. Portanto esta reedição do Flashback é sem dúvida um título feito a pensar nos fãs do original, e não tanto para atrair novos fãs. Confesso que fiquei curioso com o remake lançado digitalmente em 2003.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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