Leisure Suit Larry 3 – Passionate Pattie in Pursuit of the Pulsating Pectorals (PC)

Continuando na saga Leisure Suit Larry, ficamos agora com o terceiro capítulo, que curiosamente tinha sido o último que joguei há anos atrás. Tal como os restantes jogos da saga que tenho trazido até então, este veio também na compilação Leisure Suit Larry: Greatest Hits and Misses que comprei ao desbarato no GOG algures em 2013.

A história decorre pouco tempo depois dos acontecimentos do jogo anterior, onde Larry acabou por ir parar à ilha tropical de Nootoonyt, deu cabo dos planos maquiavélicos de um super-vilão e acabou por casar com a lindíssima filha do chefe da tribo local. Entretanto a ilha prosperou economicamente, imensos resorts turísticos foram sendo construídos e Larry era um empresário de sucesso. Isto até um certo dia regressar a casa e descobre a sua esposa no marmelanço… com outra mulher! Larry acaba por ficar divorciado e sem um tostão no bolso, uma vez mais. O resto do jogo será todo passado na mesma ilha, uma vez mais com imensas localizações para explorar, outras mulheres para conquistar em situações hilariantes, até que finalmente conhecemos a Passionate Patti, a “nova mulher dos seus sonhos”. Na última parte do jogo iremos inclusivamente jogar com a Patti, algo que se acabou por repetir no jogo seguinte.

Este novo capítulo usa o mesmo motor gráfico do anterior, com cenários muito detalhados para a época, mas as poucas cores dos sistemas EGA estragam um bocado a magia

A nível de mecânicas de jogo, este usa o mesmo motor gráfico do seu predecessor, incluindo uma interface algo rudimentar com o rato (embora tudo se possa fazer com o teclado, incluindo navegar nos menus) e todas as acções que possamos fazer, devem ser lançadas através de comandos com palavras chave. O problema, tal como no jogo anterior, é que nem sempre o jogo compreende as nossas intenções, pelo que teremos de usar algumas palavras específicas. Para além disso, em muitas das acções o jogo obriga-nos a estar posicionados em coordenadas muito específicas, quase pixel-perfect, o que às vezes também irrita um pouco. Este novo capítulo é um pouco mais não linear que os anteriores, pois temos practicamente todas as áreas abertas logo desde o início. E sim, também teremos várias maneiras de morrer, e ocasionalmente poderemos morrer por não ter apanhado algum item específico muito atrás no jogo, pelo que é recomendado gravar o nosso progresso várias vezes e em ficheiros diferentes. Mas felizmente estas situações não são tão recorrentes quanto no seu predecessor!

Antes de começar o jogo somos confrontados com uma série de questões para averiguar o quão adultos somos

Uma coisa que me esqueci de referir nos jogos anteriores é o sistema de protecção anti pirataria que tipicamente existem nos jogos da Sierra e no caso do Larry, o sistema de verificação de idades. Como os jogos do Larry tipicamente possuem algum conteúdo adulto, como cenas de nudez e inúmeras referências sexuais, até que fazia algum sentido implementarem controlos deste género. No primeiro jogo (e o remake de 1991), antes de começar a aventura é-nos questionada a nossa idade. Se for inferior a 17, o jogo salta logo fora, se dissermos que somos adultos, então teremos uma série questões de cultura geral para responder. Se acertarmos numas quantas, o jogo lá nos deixa começar a aventura, caso contrário, saltamos fora uma vez mais. O problema é que as questões são vocacionadas para adultos norte-americanos da época, pelo que vão haver umas quantas questões que não vamos saber responder. Felizmente que existe forma de fazer bypass a este controlo e, hoje em dia, também facilmente encontramos as suas respostas na internet. O segundo jogo não possui qualquer questionário de verificação de idade, pois as suas referências sexuais são menores, embora ainda existam ocasionalmente alguns pixeis marotos em cenas de nudez. Já neste Larry 3 os questionários de verificação de idade voltaram, mas desta vez não nos atiram borda fora se a nossa performance for má. Basicamente temos 5 questões para responder, uma vez mais de cultura geral nem sempre actualizada e focada no público norte americano. Mediante a percentagem de respostas acertadas, o nível de “censura” vai variando. Naturalmente eu procurei sempre acertar as respostas todas para ter acesso à versão o menos censurada possível e sim, neste Larry teremos muitas mais cenas de sexo e nudez, embora estejamos sempre a falar de coisas muito modestas e altamente pixelizadas.

Se respondermos correctamente às 5 questões iniciais, poderemos ver cenas como esta

Já no que diz respeito às protecções anti cópia, antigamente qualquer pessoa copiava muito facilmente jogos de uma disquete para outras, pelo que a Sierra decidiu incluir, seja nos manuais, seja através de folhetos extra que vinham na edição física dos jogos, uma série de pistas para questões que ocasionalmente o jogo nos coloca. Por exemplo, no remake de 1991 do primeiro Larry, a edição física trazia uma série de planfletos aparentemente publicitários, mas que na verdade eram usados pelo jogo ao questionar-nos alguma informação que poderíamos encontrar nesses planfletos. No Larry 2, em vez de um questionário de idade tinhamos um questionário de números de telefone que se podiam encontrar no manual. Já neste Larry 3, teremos alguns puzzles ao longo do jogo que apenas conseguimos resolver se tivermos os manuais. Felizmente que os lançamentos GOG trazem digitalizações dos manuais e todos estes extras!

O sistema de protecção anti cópia obriga-nos a verificar o manual ou outros papéis que vinham originalmente na edição física

Focando-nos novamente neste Larry 3 e na sua parte mais audiovisual, o jogo usa o mesmo motor gráfico do anterior, ou seja com cenários muito detalhados, mas que sofrem bastante com o facto da tecnologia EGA suportar apenas 16 cores em simultâneo, o que acaba por estragar bastante a “pintura”. Por outro lado, as músicas são ainda mais variadas e com mais qualidade. E mesmo a nível de narrativa, o jogo tem uma certa inspiração cinematográfica, ao apresentar alguns créditos dos principais produtores do jogo nas primeiras cenas.

E pronto, fica assim fechada a trilogia inicial dos primeiros Leisure Suit Larry. O jogo seguinte, Larry 5 pois o 4 nunca existiu, já usa um motor gráfico com gráficos em VGA e uma interface verdadeiramente point and click. Estou muito curioso com os  restantes jogos da série, pois apenas tinha jogado os 3 primeiros até agora. Veremos como se safam!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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