James Bond 007: Nightfire (Sony Playstation 2)

Um ano após o lançamento do Agent Under Fire, a Electronic Arts voltou à carga com mais um FPS sobre as aventuras do James Bond, tendo este Nightfire sido produzido pelos britânicos da Eurocom, pelo menos nas suas versões para consolas domésticas. E este é mais um videojogo que não é baseado em nenhum filme, embora a aparência de Bond desta vez já seja a de Pierce Brosnan, o então actor que representava o papel do espião mais famoso do cinema. O meu exemplar foi comprado algures no ano passado numa feira de velharias, lembro-me que me custou 2€.

Jogo com caixa, manual e papelada diversa, até publicidade

Mal ligamos o jogo e somos logo transportados a um prelúdio, uma espécie de modo tutorial onde Bond trabalha em conjunto com uma agente dos serviços secretos franceses para prevenir um grupo de terroristas detonar uma bomba nuclear na cidade de Paris, em plena noite de comemoração do ano novo. Uma vez completada essa introdução, temos a hipótese de começar o jogo em si. Aqui temos a missão de investigar uma grande corporação internacional, que é a principal suspeita de ter roubado um sistema de guia de mísseis Norte Americano. Ao longo do jogo iremos percorrer diversos cenários, desde as montanhas Austríacas, várias localizações no Japão, ou uma enorme base inimiga em ilhas no oceano pacífico.

A primeira missão a sério leva-nos a um castelo nas montanhas Austríacas.

Tal como o seu predecessor, este jogo partilha muitas das suas mecânicas de jogo, na medida em que teremos ao nosso dispor inúmeras armas de fogo, muitas delas com modo de silenciador, pois teremos várias missões onde uma aproximação mais furtiva é altamente recomendada. Teremos também imensos gadgets diferentes para usar ao longo das missões, desde descodificadores de fechaduras, raios laser, ou óculos especiais que nos permitem activar a visão nocturna ou uma outra que nos permite ver passagens secretas. Tal como no jogo anterior teremos também alguns segmentos com veículos, uns onde alguém os conduz e apenas temos de nos preocupar em ir atirando sobre tudo o que nos ataque, outros onde já somos nós ao voltante. Mas desta vez os níveis onde somos nós a conduzir são bem mais lineares, já não temos aqueles níveis onde poderíamos percorrer várias ruas diferentes nas cidades para alcançar o mesmo objectivo. Para compensar há no entanto uma maior variedade de veículos que teremos de conduzir, incluindo um submarino ou avião ligeiro.

Também teremos algumas missões com veículos, mas desta vez as mesmas são bem mais lineares

De resto, tal como no jogo anterior, a nossa performance é avaliada no final de cada missão através de uma série de parâmetros como a pontaria, o tempo, dano sofrido, entre outros incluindo os tais “momentos Bond”, como usar gadgets de forma inteligente ou causar imensa destruição em certos momentos chave. Ao obter boas performances em cada nível iremos uma vez mais desbloquear imensos extras, como armas douradas, upgrades para armas e gadgets, novas personagens no mutiplayer incluindo mesmo novos modos no multiplayer também. Era uma boa maneira de dar mais alguma longevidade ao jogo, pois tal como no seu predecessor este também não é muito longo assim. Sobra-nos então também abordar o modo multiplayer. Este possui diversos modos de jogo que permitem até 4 jogadores em simultâneo com splitscreen, mas também poderemos incluir bots e customizar alguns dos seus parâmetros como as armas a usar. Os modos de jogo resumem-se a variantes do deathmatch, capture the flag, vários modos de jogo onde temos de activar/defender/destruir objectivos espalhados pelos níveis, entre outros.

Os níveis são bastante diversificados e muito bem detalhados

Passando para os gráficos, esta é uma óptima evolução perante o Agent Under Fire. Os níveis continuam com cenários variados, mas agora acho que possuem muito mais detalhe. As texturas das superfícies são mais complexas, já não temos tantas paredes só com a mesma cor e os oponentes possuem também mais detalhe. No que diz respeito ao voice acting este é bastante competente e as músicas também vão sendo, na sua maioria, remixes das melodias habituais nos filmes do Bond, adaptadas para os diferentes contextos.

Portanto devo dizer que sinceramente até gostei desta nova aventura do James Bond. Não é um FPS que reinventa a roda, mas possui missões interessantes e níveis bem desenhados que nos vão manter entretidos durante algum tempo. Não é um jogo muito longo no entanto, mas oferece muitas recompensas a quem quiser perder mais tempo para dominar bem todas as missões. Não é o meu caso pois tenho muito mais coisas que quero jogar… De resto convém também referir que a versão PC é um jogo diferente, produzido pela Gearbox. Acho que joguei uns 10 minutos disto algures em 2003 em casa de uns primos meus franceses e fiquei com vontade de sacar o jogo quando chegasse a Portugal, o que acabou por não acontecer.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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