Raiden III (Sony Playstation 2)

Voltando às rapidinhas, aproveitando que já há algum tempo que não tirava o pó da minha Playstation 2 pois tenho estado mais focado a jogar jogos mais recentes, ou mais retro ainda. No passado mês de Dezembro, descobri esta pequena pérola numa feira de velharias por 3€. Infelizmente falta-lhe o manual, mas pelo preço não a podia deixar lá ficar. E a sua jogabilidade simples e intuitiva deu logo a motivação que precisava para voltar a ligar a velhinha PS2.

Jogo com caixa

Ora este Raiden III, como o nome indica é o terceiro jogo da série principal dos Raiden, uns shmups verticais produzidos originalmente pela Taito nas arcades. Ao longo dos tempos vários foram os jogos, conversões e jogos secundários que foram sendo desenvolvidos para as mais diversas plataformas. Eu não conhecia a série até ter experimentado  o The Raiden Project de um amigo, que é nada mais nada menos que uma conversão dos 2 primeiros jogos da série para a primeira Playstation, mas essa versão nunca mais me passou pelas mãos, pelo menos a um preço acessível. Pelo que me vou estrear a sério com este Raiden III.

Não temos muitas armas diferentes, mas as poucas que existem podem ser upgraded

Infelizmente como lhe falta o manual, e a cutscene de abertura não é clara o suficiente, não sei bem do que se trata a história, mas também não há muito a saber neste tipo de jogos: pilotamos uma nave e temos de combater exércitos inteiros, com bosses gigantes e com armas super poderosas. Não é preciso saber mais nada! No que diz respeito a mecânicas de jogo, este Raiden III é muito simples no entanto. Com um botão para dispararmos o canhão principal, e outro para disparar bombas capazes de causar dano em todos os inimigos presentes no ecrã, não há aqui muito que saber. Naturalmente que poderemos no entanto encontrar diversos itens e power ups que nos  permitem alternar entre armas principais, ou aumentar o poder de fogo das que já teremos equipadas. Estas consistem em projécteis que são disparados em leque (cada vez maior consoante o upgrade), poderosos raios laser azuis, ou verdes, cujos poderemos direccionar consoante para onde viramos a nossa nave. Para além destas 3 armas principais também temos mísseis que os complementam, e podem também receber alguns upgrades. De resto temos também um sistema de multiplicador de pontos, consoante o número de veículos inimigos que destruirmos em sequência, o que nos encoraja a fazer o máximo de combos possível.

Um dos desbloqueáveis é uma galeria com as naves do jogo

Outra das mecânicas de jogo interessantes deste Raiden III, para além de permitir multiplayer cooperativo para 2 jogadores, dá-nos também a opção de controlarmos 2 naves em simultâneo, cada uma para um dos analógicos do comando da PS2. Naturalmente que é uma mecânica de jogo para quem tiver coordenação e reflexos super humanos! De resto, para além do modo história vamos tendo também o boss rush, cujos bosses vão sendo desbloqueados à medida que vamos progredindo no modo história. Uma vez completado o modo história desbloqueamos também algumas galerias com artwork e os modelos das naves.

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo simples com cenários minimamente bem detalhados e apesar da jogabilidade ser toda em 2D, os cenários e naves são todas em 3D poligonal. Os cenários em si vão alternando entre zonas urbanas, bases militares e futuristas, outras mais na natureza como florestas, oceanos ou mesmo o próprio espaço. Os bosses são bem detalhados e o jogo possui bonitos efeitos gráficos com todas as explosões e diferentes tipos de projécteis no ecrã. As músicas têm todas uma certa toada electrónica e são bastante aceleradas, o que correspondem bem ao conceito futurista do jogo e a todo o caos que vamos presenciando.

Como seria de esperar, os bosses vão sendo grandinhos e com múltiplos padrões de ataque

Portanto este Raiden III, tirando a parte de nos permitir controlar 2 naves em simultâneo, não vejo o que mais tenha trazido de novidade a este género muito particular de videojogos. No entanto, mesmo assim é um shmup bastante sólido, que irá certamente agradar, ou pelo menos entreter, os fãs do género.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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