Marvel Super Heroes (Sony Playstation)

Depois do sucesso de X-Men: Children of the Atom, a Capcom continuou a apostar em jogos de luta com personagens da Marvel, tendo lançado no ano seguinte nas arcades este Marvel Super Heroes, que possui um maior leque de super heróis e super vilões com que poderemos jogar. O meu exemplar foi comprado numa feira de velharias no final de 2017, sinceramente já nem me recordo bem por quanto mas sei que foi por menos de 5€. Pessoalmente preferia encontrar a conversão para a Sega Saturn, mas por esse preço não o iria deixar lá ficar.

Jogo com caixa e manual

Como referi acima aqui podemos escolher diferentes personagens jogáveis, algumas do mundo X-Men como é o caso de Wolverine, Psylocke, Juggernaut e Magneto, De outras séries temos o Hulk, Capitão América, Spider Man, Iron Man entre outros, incluindo os bosses desbloqueáveis Dr. Doom e Thanos, que serve como o principal antagonista do jogo. Ora no que diz respeito à jogabilidade, esperem por um jogo de luta intenso, com especial foco nos sistemas de combos e com todas as personagens a possuirem ataques especiais e visualmente muito apelativos. Para além da barra de vida temos em baixo a barra do special, que se vai enchendo à medida que vamos atacando, sofrendo dano, ou usar ataques especiais nos nossos oponentes. Quando a barra estiver cheia poderemos usar uma série de golpes ainda mais poderosos, ou no caso da maioria das personagens, podemos evoluir essa barra de specials ainda mais para desbloquear alguns ataques ainda mais desvastadores.

Combos, counters e outros eventos especiais como desferir o primeiro ataque não só contribuem para a pontuação bem como encher a barra de special mais rapidamente

Mas o que este Marvel Super Heroes trouxe mesmo de diferente foi o seu sistema de gems, pedras preciosas que poderemos adquirir ao longo dos combates e que nos permitem ganhar algumas habilidades temporárias assim que as activarmos. Temos pedras que nos deixam regenerar parcialmente a nossa barra de vida, outras que nos fortalecem o poder de ataque, outras a defesa, outras que nos deixam temporariamente mais rápidos, etc. É um sistema interessante, mas pode soar um pouco injusto, pelo que no modo versus há a possibilidade de o desactivarmos de todo. Ah, e já que refiro o modo versus, bom aqui é mesmo só isso e o modo arcade, não existe qualquer outro modo de jogo adicional, infelizmente.

Graficamente possui sprites muito bem detalhadas

No que diz respeito aos audiovisuais, é um jogo bem detalhado como já o X-Men Children of the Atom o foi. As arenas possuem um bom nível de detalhe sendo bastante variadas entre si, cada uma alusiva ao universo de cada lutador disponível. As arenas possuem também muita verticalidade, pois algumas personagens são bastante ágeis e conseguem saltar bastante alto, permitindo alguns combos aéreos também. As sprites, pelo menos no caso dos X-Men são semelhantes ao Children of the Atom, sendo especialmente impressionantes nas personagens de maior porte, como é o caso de Hulk ou Juggernaut. As músicas são igualmente agradáveis, embora não tenha nenhum tema tão memorável quanto os clássicos Street Fighter II.

Cada personagem possui um leque bastante amplo de ataques visualmente apelativos

No geral parece-me ser uma conversão competente do original arcade, embora a versão Saturn seja mais fluída e aparentemente possua mais frames de animação nas personagens, principalmente se usarmos uma das expansões de memória RAM da consola. Estas acabaram por não sair oficialmente fora do Japão (não confundir com as expansões de ROM usadas por alguns jogos como o King of Fighters 95), mas caso tenham um, um Action Replay ou mesmo um PseudoSaturn Kai, a versão europeia do Marvel Super Heroes reconhece a memória adicional e usa-a. Na Playstation não temos nenhuns desses floreados, mas a menos que sejam puristas do género, as perdas não são assim tão incomodativas.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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