Virtua Fighter Kids (Sega Saturn)

Voltando às rapidinhas, agora na Sega Saturn, deixo-vos cá mais um Virtua Fighter. Este Kids é um jogo secundário na saga, tendo sido lançado após o sucesso do Virtua Fighter 2. É uma espécie de paródia, com as personagens a assumirem um design super deformed, algo muito habitual no Japão. É suposto todos os protagonistas serem crianças nesta versão, mas claro que Lau continua com a sua bigodaça, Jeffry com a sua barba rija e Shun… bom, continua a ser velho. O meu exemplar foi comprado no mês passado, custou-me algo em torno dos 5€ pois veio num grande lote.

Jogo com caixa e manual

Infelizmente temos poucos modos de jogo. Para além do arcade e versus para 2 jogadores que dispensam apresentações, temos também o Ranking Mode, que é essencialmente a mesma coisa do arcade mas onde a nossa performance é avaliada. Os controlos continuam simples, com o botão A para bloquear, botão B e C para socos e pontapés. Os botões X, Y e Z podem ser usados para mapear alguns combos de forma a nos facilitar a vida. Para isso temos o modo combo maker, onde podemos preparar uma série de golpes e movimentos prédefinidos ao detalhe, frame, a frame. É algo interessante, mas confesso que não perdi muito tempo com essa funcionalidade.

Graficamente o jogo até que possui um certo charme

Graficamente é um jogo bem competente, embora não esteja ao mesmo nível do Virtua Fighter 2. Ainda assim, sendo os protagonistas todos cabeçudos, as suas expressões faciais são bastante visíveis, mesmo durante as batalhas, o que é um detalhe muito interessante. A nível de som, as vozes são nítidas, mas possuem um pitch mais elevado, para simular de certa forma as vozes de crianças. As músicas são variações ligeiras dos temas de Virtua Fighter 2, mas sinceramente prefiro os originais.

Infelizmente não temos lá muitos modos de jogo, mas era o normal em adaptações arcade em 1996

Em suma este Virtua Fighter Kids é um jogo de luta bastante divertido, embora não se deva levar a sério visto ser uma paródia do Virtua Fighter 2. A funcionalidade do combo maker parece-me bastante interessante pelo nível de detalhe que a AM2 chegou, mas sinto a falta de mais alguns modos de jogo. Se bem que naquela altura as adaptações de jogos arcade para as consolas traziam muito pouco de novo.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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