Tails Adventure (Sega Game Gear)

Com todo o sucesso que o Sonic teve nos anos 90, não seria de estanhar que a Sega quisesse capitalizar na sua mascote e lançar vários spin-offs da série principal. E a Game Gear foi a consola que mais spin offs recebeu, inclusive dois exclusivos onde o protagonista era nada mais nada menos que Tails, companheiro do ouriço azul. E depois do Tails Sky Patrol que por algum motivo nunca saiu do Japão, o segundo jogo da raposa é este Tails Adventure, um jogo de plataformas muito diferente dos Sonic. O meu exemplar foi-me oferecido por um amigo, no mês passado de Junho.

Apenas cartucho

Este Tails Adventure é nada mais nada menos que um metroidvania, com um foco muito maior na exploração que nos restantes jogos de plataformas do Sonic. Decorre algures antes do Tails conhecer o Sonic e do Robotnik tramar das suas, com a raposa a tentar expulsar um exército invasor da sua ilha. Vamos poder jogar ao longo de 12 níveis,  que estão repletos de passagens secretas e itens para descobrir. Muitos dos itens são armas como diferentes tipos de bombas, ou outras ferramentas que nos servem para ajudar na exploração. As bombas para além de destruirem os inimigos servem também para rebentar com rochas que nos servem de obstáculos ao cobrirem passagens secretas ou outros túneis. Outas ferramentas que podemos encontrar são por exemplo os óculos de visão nocturna (necessários num certo nível todo às escuras) ou um pequeno robot que podemos controlar remotamente e encaminhá-lo por pequenas passagens de forma a obter alguns itens secretos ou desbloquear o nosso caminho. Esse robot transforma-se também num submarino, algo que será necessário usar para explorar os lagos e oceanos da ilha, que nos darão acesso a outros níveis. Também poderemos encontrar diferentes armas e equipamento para o submarino, como torpedos, mísseis antiaéreos, turbos, uma broca capaz de destruir rocha, entre outros.

Podemos sempre voltar à casa do tails e reequipar os itens que nos interessem, sendo que podemos carregar um máximo de 4

De resto, sem estas habilidades que vamos desbloqueando, Tails é muito mais lento neste jogo que nos seus predecessores. Para além disso perdeu muitas habilidades como rodopiar (incluindo o útil spin dash) e agora consegue apenas voar por breves segundos. Os anéis têm agora um papel diferente, pois servem de barra de energia e sempre que somos atingidos não perdemos todos os anéis que carregamos, mas apenas 1 ou 2. À medida que vamos progredindo no jogo e encontrando mais esmeraldas do Caos, o Tails vai conseguir voar por mais tempo e o número limite de anéis que podemos carregar aumenta, ou seja, a nossa barra de vida aumenta também.

Isto é muito engraçado e o facto de termos as áreas de jogo divididas em níveis que podemos seleccionar explorar a partir do mapa mundo safa-nos de muito do backtracking. No entanto os níveis em si são algo confusos e se não perdermos mesmo muito tempo em explorar todos os recantos vai ser difícil memorizar onde o que é que nos falta explorar e que tesouros apanhar. Mas vá lá, ao menos não temos tempo limite.

Podemos mandar o pequeno robot em passagens estreitas e evitar o perigo

No que diz respeito aos gráficos, as sprites são detalhadas e competentes, mas os níveis, esses sinceramente já os acho algo desinspirados. É verdade que este é suposto ser um jogo de exploração e não de adrenalina e velocidade como os outros Sonics, pelo que não poderíamos estar à espera de loops e outras maluqueiras nos cenários. No entanto, ainda assim não deixo de estar um pouco desiludido com o design dos níveis e a escolha de cores para os mesmos. O jogo merecia ter níveis mais coloridos. No que diz respeito aos efeitos sonoros e música não tenho nada de especial a apontar, mas as músicas não são tão memoráveis assim.

Como seria de esperar temos também alguns bosses para defrontar

Ainda assim com alguns defeitos, este Tails Adventure não deixa de ser um jogo interessante, quanto mais não seja pela fórmula mais de exploração que decidiram introduzir na série. Se estão à espera de um jogo de plataformas repleto de velocidade como os principais, vão ficar surpreendidos pela negativa, mas se gostam de jogos de plataforma que nos obrigam a uma maior exploração e memorização, então recomendo que experimentem este jogo.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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