Muhammad Ali Heavyweight Boxing (Nintendo Gameboy)

Continuando pelas rapidinhas, vamos agora para mais uma na Gameboy clássica, a um jogo de boxe que sinceramente não me deixou lá muito impressionado. Baseado num dos atletas de boxe mais famosos da história da modalidade, este é um jogo de boxe com alguma componente de simulação, o que numa portátil tecnicamente limitada como a Nintendo Gameboy clássica seria um grande desafio. O meu exemplar foi comprado num pequeno bundle com 2 outros jogos de Gameboy, uma Gameboy clássica, e uma mala de viagem da Asciiware que me custou 10€ pelo conjunto, numa feira de velharias no passado mês de Junho.

Apenas cartucho

Apenas dispomos de dois modos de jogo, um que nos permite combater em confrontos “amigáveis” e o modo carreira onde o objectivo vai ser treinar e ir desafiando oponentes cada vez mais fortes, até chegarmos ao primeiro lugar do ranking. Agora infelizmente eu tenho só o cartucho do jogo, não consegui encontrar scans do manual em lado nenhum e o único FAQ que encontrei não ajuda grande coisa, pelo que não percebo nada dos controlos. Os botões A e B servem para dar socos com os diferentes braços, agora para bloquear ou aplicar alguns golpes específicos como um uppercut, não faço a mínima ideia de como se faz. O direccional serve para nos movimentarmos pela arena, esta que tem um efeito gráfico 3D interessante, mesmo numa Gameboy clássica.

Graficamente até que não é um jogo mau de todo devido aos efeitos 3D e a limitação da GB

Ao jogar vemos 2 barras, uma de tempo que é a duração dos rounds, outra de POW e em cada canto inferior do ecrã temos uma silhueta de cada lutador, que vai esvaziando à medida em que conseguirmos aplicar uma série de golpes bem sucedidos. Portanto suponho que uma é a barra de vida e a outra a de stamina? Esvaziando a silhueta do nosso oponente este fica inconsciente durante algum tempo, mas se deixarmos de conseguir atingir o adversário com sucesso a sua silhueta vai-se regenerando. Portanto parece-me que podemos ganhar o combate com KO técnico se conseguirmos atingir o oponente vezes suficientes seguidas até o deixar inconsciente, ou no final de todos os rounds deverá ganhar quem conseguiu infligir mais dano ao longo de toda a luta. No modo carreira, entre cada combate poderemos fazer uma série de exercícios que vão melhorando os atributos físicos de Muhammad Ali, deixando-o mais preparado para desafiar e vencer oponentes de ranking superior.

No modo carreira podemos treinar vários exercícios que melhorarão a nossa performance

A nível audiovisual é um jogo competente a nível gráfico, tendo em conta as limitações da plataforma. As sprites dos lutadores são relativamente grandes e bem detalhadas e o efeito 3D do ringue até que não ficou mal conseguido de todo nesta portátil. Por outro lado os efeitos sonoros, e as músicas quando existem são atrozes.

Para além desta versão para a Gameboy, existe uma outra para a Mega Drive que parece-me estar bem mais interessante e certamente que a irei jogar um dia com mais atenção.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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